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quinta-feira, 10 de abril de 2008

O árbitro é que manda!

Nos últimos dias têm voltado à praça pública as acusações de influência nos resultados da Liga de Futebol por parte dos árbitros. Uma estratégia que é utilizada ciclicamente pelos vários clubes envolvidos na competição (são tão raras as excepções!).

Há uma coisa no jogo de futebol (tal como em qualquer outra modalidade com arbitragem) que parece óbvia e universal: sim, o árbitro influencia o resultado! A intenção do árbitro é julgar bem todos os lances (ou pelo menos assim deverá ser). Tal como na nossa vida é nossa firme intenção agir bem em todas as situações. Ainda assim, por vezes agimos de forma que outros (ou mesmo nós próprios após a acção em causa) tomam por incorrecta. Cometer erros não é sinónimo de má intenção! (Errar é humano... já tinha ouvido esta?)

Ainda assim, temos no geral dificuldade em aceitar erros dos árbitros de futebol (quando ocorrem contra os interesses do clube que preferimos), que é por sua vez reveladora da dificuldade que temos em aceitar os erros dos outros nas outras áreas da nossa vida. Os outros erram porque têm más intenções, nós erramos por causa de uma série de circunstâncias atenuantes e explicativas do próprio erro...

Tudo estaria bem, não fosse o facto de o mais importante em qualquer situação ser responder a duas questões fundamentais:
1) O que aprendi com isto?
2) O que vou fazer agora?

Como dirigente ou treindador de uma equipa, quando decido que o resultado negativo da minha equipa foi unicamente ou principalmente provocado por decisões erradas (e talvez intencionais) do árbitro, na realidade estou a dar as seguintes respostas às perguntas anteriores:

1) Aprendi que é o árbitro quem decide, não a minha equipa, logo o resultado está fora do meu controlo.
2) Vou concentrar-me em fazer com que os árbitros deixem de errar ou passem a errar a meu favor.

Se pelo contrário, a estratégia escolhida for a de "desculpar" os erros, considerando-os parte do jogo e concentrar-se na sua equipa, sua actuação e atitude, as respostas serão algo do género:

1) Aprendi que tenho de fazer ainda mais e melhor, pois necessito de criar mais oportunidades para marcar ou de maior eficiência, já que algumas podem ser invalidadas por erros de arbitragem;
2) Vou preparar-me psicologicamente para lidar de forma positiva com os erros do árbitro, tal como lido com os falhanços da minha equipa ou as defesas da equipa adversária.

Independentemente do que achar sobre os árbitros e o seu trabalho, qual das estratégias vai potenciar um sentimento de controlo sobre o seu próprio destino, emoções poderosas e motivadoras que ajudem a equipa nos treinos e nos jogos? Não tenho dúvidas sobre a estratégia que os vencedores adoptam!

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