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domingo, 27 de abril de 2008

Estratégias para... não agir!

Todos nós possuimos estratégias infalíveis para nos levarem à não acção. É verdade, procrastinação é uma forte especialidade da maior parte dos seres humanos. E toca a quase todos, pois mesmo as pessoas que, por exemplo, possam demonstrar uma capacidade impressionante de entrar em acção no domínio profissional, poderão ter a garagem por arrumar em casa há mais de 2 anos! (Ups, o meu inconsciente traiu-me nesta... é que o tipo da garagem por arrumar sou eu...)

Nos últimos dias tenho falado com muitas pessoas que gostariam, queriam, adoravam, intencionariam apostar mais no seu desenvolvimento pessoal mas não o vão fazer agora porque... (e aqui vêm uma série de "desculpas"). Sei que as situações que apresentam são bem reais... ainda assim, quando queremos muito uma coisa, arranjamos forma de a obter. A vida de todos nós está recheada de exemplos disto!

Mais de 20 pessoas, por exemplo, inscreveram-se já no curso Coaching 4 LIFE no Porto, enquanto cerca de outras duas dezenas decidiram não o fazer por uma ou outra razão, apesar de "quererem" muito. Sempre que alguém quer muito uma coisa e não a faz, estamos perante uma de duas situações:

1. Na realidade, a pessoa não quer assim tanto mas sente que deveria querer (crenças)
2. A pessoa realmente quer e está a procrastinar

Há 7 razões básicas para procrastinar, ligadas com crenças enraízadas, vou deixar aqui as duas ou três com que mais tenho deparado:

a) Não é o timing perfeito, pois tenho muito trabalho e compromissos (a crença de que poderá existir um timing perfeito no futuro é das mais destrutivas que existe, pois impele-nos a adiar decisões importantes para um tempo que na realidade nunca existirá... ou acha que o trabalho e os compromissos vão realmente diminuir?)

b) Não estou ainda preparado, tenho de ler mais sobre o assunto antes (a crença de que podemos dominar melhor o nosso mundo externo se nos prepararmos muito e bem; na realidade a aprendizagem só acontece quando estamos emocionalmente conectados, quando estamos presentes; é como o atleta que se quer preparar para uma grande competição sem competir nunca antes)

Tome decisões apaixonadas e viva uma boa vida!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Fire Eating!

No passado sábado, num evento de apresentação da LIFE Training na Costa da Caparica, cerca de 30 pessoas acederam ao desafio de... engolirem fogo!

O fogo desperta naturalmente em nós um medo primitivo, cultivado ao longo de toda a nossa vida. "Não brinques com o fogo", "o fogo queima", e as nossas próprias experiências físicas (quem não colocou um dedo num fósforo aceso, atraído pela beleza da chama?) apontam todos no mesmo sentido: o fogo não é para colocar dentro da boca!

Assim, quando a nossa mente tem pela frente uma bela tocha acesa, pensa o quê?

No meu caso, lembro-me bem do meu pensamento na primeira vez que me coloquei nessa situação: "A chama tem cerca de 15cm de altura, a minha boca aberta não deve ter mais de 7 ou 8, não sei se isto vai acabar bem..."

Felizmente o grande Steve Linder tinha preparado bem o meu inconsciente antes do exercício... As minhas crenças estavam já debilitadas por esta altura e quase prontas a cederem. O Steve fez o resto com um simples olhar confiante e um pequeno acenar de cabeça. Engoli o fogo! Foi lindo e guardo essa sensação comigo.

Sempre que me deparo com uma situação na vida em que tenho de ultrapassar sensações de medo para alcançar um objectivo querido, penso no fogo, na tocha e no Steve.

Cada um de nós, recorrendo às suas experiências pessoais, pode encontrar momentos de coragem no seu passado (certamente muitos de coragem bem superior à de abocanhar uma tocha a arder!) e apelar a eles nos momentos em que mais precisa! Ou então focar-se em momentos em que o medo dominou e impediu a progressão. Ambas são estratégias poderosas e eficientes! Qual vai escolher quando estiver perante os fogos da vida?

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Podemos ser demasiado confiantes?

Ontem alguém me disse que sentia que às vezes sente que as pessoas que são demasiado confiantes em relação a si e aos outros podem perder credibilidade. Fiquei a pensar no assunto...

Nos dias que correm, apresentar um discurso confiante (confiante nos resultados, confiante nos processos ou simplesmente... confiante) é muitas vezes visto com desconfiança. Socialmente, ser confiante é muitas vezes tomado por arrogância! Quase sempre, quem fica "chocado" com o aparente excesso de confiança dos outros são as pessoas... pouco confiantes!

O nosso mundo (e ainda mais o nosso país) precisa de tomar um comprimido de confiança, ou não fosse a confiança, a auto-confiança, uma das estratégicas básicas rumo ao sucesso.

Se se sente confiante, não tema em exprimi-lo, a não ser que isto choque com as suas próprias crenças. Se existem dentro de si crenças do género "se mostrar confiança, na realidade estou-me a armar em esperto" ou "se for muito confiante, vou atrair o azar", então... trabalhe nas suas crenças.

Estou confiante na importância da confiança rumo aos resultados que tanto quer... emocionais, financeiros, físicos ou espirituais!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Neuroestratégia nos cursos LIFE Training

No próximo mês de Maio, a LIFE Training (http://www.lifetraining.com.pt/) inicia vários cursos em áreas chave do desenvolvimento pessoal, todos com uma forte contribuição da Neuroestratégia!

Eu (Porto) e o Mário Caetano (Lisboa) vamos orientar os seguintes cursos:

Coaching 4 LIFE: para aqueles que querem ser os seus próprios treinadores e alcançar altas performances como indíviduos!
LIFE Leadership: para quem acredita em assumir a liderança de si e dos outros!
LIFE Sales: destinado a profissionais de vendas ou pessoas que querem utilizar as vendas como processo para atingir resultados. As vendas como processo de ajuda!

Acredito que estamos a disponibilizar conteúdos da mais elevada qualidade, acessíveis com um pequeno investimento. O nosso principal objectivo é proporcionar momentos transformacionais, materializando a visão da LIFE Training: Inspirar Decisões Apaixonadas!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

O árbitro é que manda!

Nos últimos dias têm voltado à praça pública as acusações de influência nos resultados da Liga de Futebol por parte dos árbitros. Uma estratégia que é utilizada ciclicamente pelos vários clubes envolvidos na competição (são tão raras as excepções!).

Há uma coisa no jogo de futebol (tal como em qualquer outra modalidade com arbitragem) que parece óbvia e universal: sim, o árbitro influencia o resultado! A intenção do árbitro é julgar bem todos os lances (ou pelo menos assim deverá ser). Tal como na nossa vida é nossa firme intenção agir bem em todas as situações. Ainda assim, por vezes agimos de forma que outros (ou mesmo nós próprios após a acção em causa) tomam por incorrecta. Cometer erros não é sinónimo de má intenção! (Errar é humano... já tinha ouvido esta?)

Ainda assim, temos no geral dificuldade em aceitar erros dos árbitros de futebol (quando ocorrem contra os interesses do clube que preferimos), que é por sua vez reveladora da dificuldade que temos em aceitar os erros dos outros nas outras áreas da nossa vida. Os outros erram porque têm más intenções, nós erramos por causa de uma série de circunstâncias atenuantes e explicativas do próprio erro...

Tudo estaria bem, não fosse o facto de o mais importante em qualquer situação ser responder a duas questões fundamentais:
1) O que aprendi com isto?
2) O que vou fazer agora?

Como dirigente ou treindador de uma equipa, quando decido que o resultado negativo da minha equipa foi unicamente ou principalmente provocado por decisões erradas (e talvez intencionais) do árbitro, na realidade estou a dar as seguintes respostas às perguntas anteriores:

1) Aprendi que é o árbitro quem decide, não a minha equipa, logo o resultado está fora do meu controlo.
2) Vou concentrar-me em fazer com que os árbitros deixem de errar ou passem a errar a meu favor.

Se pelo contrário, a estratégia escolhida for a de "desculpar" os erros, considerando-os parte do jogo e concentrar-se na sua equipa, sua actuação e atitude, as respostas serão algo do género:

1) Aprendi que tenho de fazer ainda mais e melhor, pois necessito de criar mais oportunidades para marcar ou de maior eficiência, já que algumas podem ser invalidadas por erros de arbitragem;
2) Vou preparar-me psicologicamente para lidar de forma positiva com os erros do árbitro, tal como lido com os falhanços da minha equipa ou as defesas da equipa adversária.

Independentemente do que achar sobre os árbitros e o seu trabalho, qual das estratégias vai potenciar um sentimento de controlo sobre o seu próprio destino, emoções poderosas e motivadoras que ajudem a equipa nos treinos e nos jogos? Não tenho dúvidas sobre a estratégia que os vencedores adoptam!

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Apresentação LIFE 4 Friends!

No próximo dia 12 de Abril, sábado, terei o prazer de receber algumas dezenas de amigos no Convento de S. Payo, em Vila Nova de Cerveira, no horário 15-18h, para uma formação com três objectivos principais:


1. Ajudar pessoas de quem gosto a melhorarem o conhecimento sobre si próprias e a serem mais felizes (sim, eu sei que queres ser ainda mais feliz!)
2. Dar a conhecer o meu trabalho como formador de desenvolvimento pessoal às pessoas mais próximas de mim (vamos passar momentos inesquecíveis juntos)
3. Dar a conhecer a minha empresa de formação (LIFE Training), a sua metodologia e objectivos.(entretanto, podes ver o site, que apesar de ainda estar em construção, já te dá uma boa ideia!)


Vai ser espectacular!


Como chegar ao local? É só ver o mapa abaixo!


Obrigado a todos os que decidirem participar... Vão adorar!

domingo, 6 de abril de 2008

Medicamentos que são estratégias!

Observei uma pessoa que estava com fortes dores de cabeça a recuperar em poucos minutos depois de ter tomado um medicamento. Já me aconteceu o mesmo várias vezes. Talvez também a si?

Será possível que o simples facto de termos tomado um medicamento (que acreditamos que nos irá fazer bem) é suficiente para de facto nos sentirmos melhor, independentemente da acção do medicamento? O efeito placebo está tão estudado pela indústria médica, que sabemos hoje que a resposta a esta questão é definitivamente sim!

O interessante da questão é que a partir do momento em que percebemos que podemos melhorar de uma dor de cabeça apenas através de uma alteração da nossa percepção, então podemos realmente aprender a usar a "farmácia" extraordinária que o nosso corpo tem à disposição!

Se é possível fazer isto com fenómenos de expressão física (como uma dor de cabeça) será possível fazê-lo também com fenómenos puramente emocionais? Claro que sim, e todos nós sabemos isto de forma intuitiva! Pensar em algo de que gostamos melhora o nosso estado emocional, certo? Pois é, também temos à nossa disposição uma poderosa "farmácia" emocional! A Neuroestratégia ajuda-nos a descobri-la e utilizá-la!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Uma estratégia que nunca falha!

Hoje falei com um amigo que tem uma estratégia que nunca falha! (todos nós temos, não é?)

Sempre que passa por uma situação emocionalmente negativa, fala sobre ela com um número alargado de pessoas. A forma como fala sobre a situação é sempre muito semelhante: começa calmo e descontraído, quase parecendo que aí vem algo divertido. Lentamente, começa a descrever como alguém fez ou disse algo que lhe pareceu errado, depois passa para a parte em que essa acção ou palavras o fizeram sentir mal, evolui para a forma como o outro na realidade violou valores pessoais indesculpáveis e acaba sentindo profundas emoções de desconforto, ás vezes mesmo frustação e raiva!

Nunca falha! O único problema é que o objectivo não é sentir-se mal... Talvez esteja na hora de alterar esta neuroestratégia!

Que tal passar a descrever a situação começando por: "Aconteceu-me hoje algo que me permitiu aprender algo positivo e valioso. A lição foi..." Resultado diferente? Pode apostar!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Neuroestratégia: o que é?

Descobri que há duas questões absolutamente centrais na vida de cada um de nós. Pessoas realmente felizes conhecem quase sempre a respostas a estas duas questões. A maioria de nós, no entanto, nunca se confrontou verdadeiramente com este par de simples perguntas...

Por que faço eu o que faço?
Como posso fazer aquilo que realmente quero fazer?

Ficou interessado? Então já é um neuroestratega em potência!
Invista os próximos minutos a responder a cada uma destas questões e perceba o enorme poder deste exercício!