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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Aceitação: o primeiro passo para a felicidade

Como sabe, tenho investido tempo a descobrir quais as melhores estratégias para ajudar pessoas a definirem e alcançarem objectivos. Hoje foi para a gráfica o livro "SPIDER - Como definir objectivos irresistíveis"!

Durante o processo de investigação que resultou neste livro, deparei-me com vários e interessantes padrões. Hoje gostaria de lhe falar no padrão da "aceitação".

Quando definimos objectivos, quando falamos daquilo que ainda não somos por vezes começamos imediatamente a sentirmo-nos mal, por trazermos para o nosso consciente que ainda não temos aquilo que desejamos.

Este sentimento tem dois resultados de curtíssimo prazo:

- impele-nos a perseguir os nossos objectivos, trata-se daquilo a que podemos chamar "perturbação de ignição"
- produz no nosso corpo as reacções que se seguem a más emoções

De facto, a "não aceitação" é simultaneamente boa e má!

Deixo-lhe um conselho para inverter este processo, praticando a "aceitação":

- foque-se no momento presente e aceite que ele é perfeito, pois é o resultado lógico dos seus pensamentos e acções passadas
- a partir deste sentimento de "aceitação", perceba que pode ampliar as emoções positivas ao tomar agora as acções que produzirão os resultados futuros

A neurologia confirma que emoções positivas são a forma mais consistente de suportar objectivos de médio e longo prazo! Pratique-as!

1 comentário:

loisa disse...

Grande tema, Pedro! E haja audácia como a tua para apontar o que não se vê...

A "não aceitação" levou-me durante muitos anos a incubar uma doença crónica. Olhando para trás, é evidente que nesse processo tinha de negar a própria doença, pois ela tinha sido uma barreira tão útil à aceitação de mim própria! Que esquema mental tão perfeito... e auto-destrutivo. Enfim, como as coisas são quando se vêem por outro prisma.

Hoje já sei porque já sinto! E como escreveste noutro post esta frase do Deepak Chopra: "agradeço o prognóstico mas não aceito a sentença!"... também eu não aceito a sentença dos médicos, aceito sim a doença, porque foi ela que me obrigou literalmente a parar e a conhecer os meus limites e capacidades através da sabedoria do meu corpo: hoje e sempre sou mesmo livre!

Para ti, Pedro, deixo uma frase do nosso amigo Fernando Pessoa: "Pois o que é tudo senão o que pensamos de tudo?"

Obrigada por tudo o que tu e a LT me deram, fizeram-me sentir para ver o que eu não via e "julgava" que não sentia! Brutal!!

"Está tudo dentro de mim!", não é Núria? ;)

Beijinhos de alguém para quem a incerteza de 2009 é a melhor certeza do mundo!
Luísa - Aveiro