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domingo, 6 de setembro de 2009

Moura Guedes, Sócrates e Ferreira Leite

Os últimos dias têm sido dominados pela polémica da suspensão/extinção do noticiário das sextas-feiras na TVI (apresentados por Manuela Moura Guedes).

Ouvi com atenção as intervenções da própria, do primeiro minstro Sócrates, dos líderes da Oposição, etc. Aparentemente é importante ter uma opinião sobre o assunto e muitos dos colunistas dos principais jornais e revistas debruçaram-se também sobre o assunto. As acusações multiplicam-se, as posições extremam-se.

Aqui vai a análise de um neuroestratega que, como habitualmente, está mais interessado na forma e menos interessado no conteúdo. Deixem-me fazer um aparte... qual conteúdo? ;-)

1. O nível de discussão tem sido extremamente abstracto (há muito poucas incursões em questões concretas sobre o que agradava/desagradava os intervenientes no dito espaço televisivo)
2. O nível de interesse manifestado pelos intervenientes em criar algum tipo de consenso/acordo é tão baixo que se torna difícil descortinar esta intenção (será que ela existe?)

Reparem como é adequado generalizar estes 2 pontos (com algumas excepções, claro) às intervenções que lemos/ouvimos por parte dos principais líderes políticos (de Jerónimo de Sousa a Paulo Portas, de Francisco Louça a Manuela Ferreira Leite, passando pelos ministros mais mediáticos e José Sócrates).

O que deixa espaço para uma interessante questão: se a especificidade e o consenso não são conceitos presentes na política portuguesa, então fala-se de quê? Com que intenção?

Dá que pensar, não é?

1 comentário:

Ricardo Peixe disse...

Acredito que este pensamento que expressaste aqui é cada vez mais percebido pela sociedade e creio que nos próximos anos vamos assistir a um povo que exige dos seus governantes mais intenção, acção e conteúdo e menos coversa fiada!