Sempre que estamos perante uma situação, avaliamo-la recorrendo ao nosso cérebro, claro! (às vezes tentamos usar o cérebro dos outros, mas tende a sair caro...)
O noss cérebro tem muitos biliões (na realidade... um trilião inteirinho!) de ligações entre neurónios e são essas ligações que são percorridas enquanto avaliamos a situação.
Ou seja, avaliamos algo novo com base na informação de que já dispomos (e que foi criada com base nas experiências passadas). É por isso que temos tendência a:
1) Avaliar o novo como uma versão do antigo (e não como algo radicalmente diferente)
2) Ter respostas antigas para situações novas
Chama-se a isto... zona de conforto! Olhar para as coisas da mesma forma e obter as mesmas soluções/respostas é confortável (o que não quer dizer que seja agradável, note-se!) e também garante resultados iguais aqueles que já tinhamos obtido no passado.
Para podermos alcançar novos resultados, conquistarmos novas aprendizagens, temos que fazer algo profundamente desconfortável... deixar de ver o que viamos, deixar de aceitar o que aceitavamos, abdicar regularmente dessa necessidade tão humana de ter RAZÃO.
Costumo dizer que o maior presente que um pai pode dar a um filho é o estímulo da flexibilidade. Pessoas flexíveis habituam-se a olhar para o mundo de vários prismas, considerar novas perspectivas, esquecer coisas que já sabiam, aceitar novas respostas.
Tudo isto é muitas vezes desconfortável! É necessário aceitar primeiro o desconforto para poder depois experimentar o conforto e, logo a seguir,... começar tudo de novo! Com FLEXIBILIDADE!