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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

As coisas que terminam com "ão"

A professora da primeira classe acaba de apresentar aos alunos o ditongo "ão", todos treinam durante alguns minutos e é depois lançada a questão:

- "Que palavras conhecem que acabam em ão"?

A minha filhota, sentada na última carteira da sala ("é onde a professora senta os meninos que se portam bem", diz-me ela), tem muita vontade de dar uma boa resposta só que "a cabeça não estava a pensar rápido e os outros meninos diziam as palavras mais depressa".

- "Mão".
- "Pão".
- "Limão".

As palavras sucedem-se e a miúda continua sem conseguir dar uma resposta, pois alguém se antecipa e diz a palavra em que ela estava a pensar...

Finalmente, a luz! Uma palavra que ainda não foi listada! O sorriso abre-se, com a certeza de que vai receber uma boa observação da professora. Inspira fundo, coloca a mão no ar, aguarda a sua vez e dispara...

- "Cagão".

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A Estratégia do Eu e a Estratégia dos Outros

Ontem, durante mais uma sessão do Curso de Coaching Desportivo (que há semanas junta no auditório do IDP no Porto algumas caras bem conhecidas do mundo desportivo lusitano), reflectimos um pouco sobre a diferença entre estas 2 estratégias:

Estratégia do EU: o meu foco mental está fortemente condicionado pela satisfação das MINHAS necessidades, as minhas acções são orientadas para a melhoria dos MEUS resultados

Estratégia dos OUTROS: o meu foco mental está fortemente condicionado pela satisfação das necessidades dos OUTROS, as minhas acções são orientadas para a melhoria dos resultados dos OUTROS

Seguiram-se algumas considerações:

1. Quando utilizamos quase exclusivamente a primeira estratégia (EU) temos tendência a assumir de uma forma pragmática a responsabilidade pelos nossos resultados. Podemos ter também a tendência de nos isolarmos ao termos dificuldade crescente em manter relações saudáveis (chega o momento em que os outros se fartam do nosso foco no EU).

2. Quando utilizamos quase exclusivamente a segunda estratégia (OUTROS) temos tendência a cultivar menos as nossas opiniões e auto-estima. Podemos ter mais facilidade em cultivar relações (embora algumas delas se possam basear no aproveitamento que outros possam fazer do nosso foco... nos OUTROS)!

3. Quando utilizamos de forma dinâmica as duas estratégias, podemos criar uma realidade onde assumimos responsabilidade pelos nossos resultados (fazemos por nós!) e simultaneamente conseguimos valorizar a implicação que as nossas acções têm nos resultados dos outros.

Voltei para casa a pensar nisto e também na forma como é possível usar a primeira estratégia mascarando-a como se fosse a segunda... (Faço tudo por MIM e depois digo que é pelos OUTROS...)

Um assunto complexo, a demandar mais comentários... O que achas?