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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Hipnose e Cirurgia

Em 2007, o Journal of the National Cancer Institute (EUA) publicou um interessante estudo sobre a utilização de hipnose em pacientes prestes a submeter-se a cirurgias relacionadas com cancro da mama.

Neste estudo, as pacientes que se submeteram a uma sessão de 15 minutos de hipnose com um psicólogo antes da cirurgia reportaram menos dor, menos náuseas, fadiga e stress emocional do que o grupo de controlo. Mais interessante ainda, o grupo das "hipnotizadas" necessitou de menos anestesia durante a operação.

Para além de todos os resultados pessoais obtidos pelas pacientes, há ainda a considerar uma poupança média de 700 dólares por paciente por diminuição do tempo necessário na sala de operações!

Nos seus primeiros workshops, na década de 70, John Grinder e Richard Bandler, co-criadores da Programação Neuro-Linguística, costumavam intrigar os participantes (muitas vezes psicólogos, psiquiatras e outros terapeutas) com as aparentemente conflituosas afirmações sucessivas de que "a hipnose não existe" e "tudo é hipnose".

Depois de estudar este fenómeno durante algum tempo, consegui realmente perceber aquilo que eles queriam dizer (até porque tive a possibilidade de estudar directamente com o John Grinder e perguntar!)... Aí vai... O facto é que...

A hipnose não existe
E
tudo é hipnose!


Dá que pensar, não é?

sábado, 25 de dezembro de 2010

Manifesto de Natal

Dia de Natal, neve em todo o lado (estou na Suécia), o silêncio que acompanha o manto branco domina a paisagem...

Tempo de celebrar com a família, tempo de reconhecer (pelo menos é o que fazem a maior parte das pessoas) que aqueles de quem gostamos são a coisa mais importante do mundo e que também no nosso coração há um espaço para aqueles de quem não gostamos e até para aqueles que nem sequer conhecemos. Há quem diga que é o espírito humano no seu melhor. Muitos cientistas diriam apenas que é a nossa moral inata, aquela com que nascemos, a assumir o controlo do nosso cérebro, passando por cima de algumas das nossas emoções "mundanas" e dando-nos a sentimentos que, por estarem codificados geneticamente, nos parecem verdadeiramente transcendentes e "religiosos"!

Pessoalmente, escrevo para mim este manifesto de Natal, se quiser pode fazê-lo seu! ;-)

1. Que esta noção de prioridades possa manter-se ao longo dos meus dias, sabendo que a dinâmica eu/outros entrega máximos resultados emocionais quando me foco nos "outros" para sentir o melhor do "eu" e desenvolvo o "eu" para poder servir/ligar-me da melhor forma aos "outros"

2. Que a saudável vontade de ser reconhecido/amado pelos outros (metaforizada nos presentes natalícios) possa ser assente na vontade de reconhecer/amar os outros primeiro!

3. Que a vontade de aprender/desaprender/crescer possa ser sempre movida pela mesma curiosidade com que desembrulhamos um presente com uma forma inusitada, e que possa apreciar os presentes da vida até quando são simples "meias".

4. Que a boa disposição infantil com que faço coisas novas por estes dias (como sair para a noite gelada vestido de Pai Natal para alegrar a noite dos miúdos) se manifeste todos os dias, para que assim possa alargar zonas de conforto e ser mais e melhor!

Ahhhhhh, o Natal é quando um homem quiser, ouvi dizer... Pois bem, "este" Natal quero todos os dias! E tu?

domingo, 12 de dezembro de 2010

Neurolinguística AGORA!

Ontem à noite estive a facilitar, em Lisboa, um workshop de Introdução à NeuroLinguística, com cerca de 50 pessoas presentes. Ao longo dos 12 últimos meses, tivemos mais de 500 pessoas nos workshops de PNL, certificamos 57 Practitioners e temos os nossos próximos cursos de Practitioner em Janeiro (Porto), Março (Lisboa) e Master Practitoner em Maio (Algarve)... quase esgotados.

De onde vem este interesse pela PNL, uma área do conhecimento que já existe há quatro décadas? Bem, acredito que o bom trabalho que tenho feito, juntamente com a equipa da LIFE Training, seja uma das explicações... Há mais! Correndo o risco de fazer ecoar uma voz semelhante às dos profetas New Age, parece existir realmente um número crescente de pessoas que ganha um novo sentido crítico em relação à sua vida e aos seus resultados e procurar novas aprendizagens/abordagens que lhe permita sair do buraco emocional em que se possa encontrar...

No meu dia-a-dia, trabalhando com equipas empresariais ou despotivas, com adultos ou adolescentes, com homens ou mulheres, vou encontrando padrões fascinantes, que me permitem compreender um pouco melhor este extraordinário ser humano (e assim, vou-me também descobrindo e compreendendo a mim, o que é um efeito residual magnífico). Estes padrões são um passo maravilhoso de ligação entre o indíviduo e a estrutura. É que quando conseguimos chegar à estrutura, ganhamos o súbito poder de, num bater de coração, alterarmos tudo!

Escreve Eduardo Punset, o inspirado divulgador científico espanhol, que é urgente aprender a desaprender! Ensinou-me isso mesmo a PNL e nunca como hoje o consegui dizer tão bem. Usando Punset, a PNL ensinou-me desensinando-me e que mais poderia eu desejar?

Quando desaprendemos, ganhamos a possibilidade de voltar a aprender o mesmo (gerando o mesmo resultado) ou aprender coisas diferentes (nem melhores, nem piores, simplesmente diferentes). Ora, dessa forma, enriquecemos a a nossa diversidade informativa neuronal, ampliamos o nosso leque de escolhas e incrementamos a flexibilidade comportamental.

Neste processo ainda afrouxamos a noção de identidade e ego. Até Eckhart Tolle ficaria satisfeito!

Nas últimas semanas tive oportunidade de contactar com muitas das pessoas que certifiquei (em nome da International Trainers Association) como Practitioners de PNL. E pude observar com os meus sentidos bem despertos sinais extraordinários de desenvolvimento, que é como quem diz, novas e redobradas capacidades de escolha emocional. E quem é capaz de, equilibrando os processos limbícos e corticais, produzir escolhas eficientes (as melhores das quais inconscintes!) sente algo que, embora nem sempre fácil de narrar, se observa com carinho e emoção.

Um dia, as meta estruturas da PNL (com este ou outro nome, pois isso é o que menos importa) serão apresentadas, discutidas e treinadas no início do período escolar. Ou até bem antes, com pais informados e atentos a ajudarem os seus filhos a aprenderem e desaprenderem ao ritmo dos resultados pretendidos pelas crianças. Até esse dia chegar, o projecto de uns tornar-se-á o projecto de muitos. Obrigado pelo seu contributo!