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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Labirintos e níveis de linguagem



Ontem, estimulado por um dos leitores da minha página do Facebook (obrigado, Jorge), fiquei mesmo com vontade de escrever um pouco sobre níveis da linguagem na interpretação de mensagens, histórias e metáforas.

O que despoletou esta discussão foi a frase "se queres descobrir a melhor forma de sair de um labirinto, eleva-te acima dele". Escrevi a frase, como muitas vezes faço no ambiente Facebook com um propósito multinível, ou seja, permitindo interpretações e potenciais aprendizagens em vários níveis da linguagem.

Fiquei inicialmente fascinado com o potencial da comunicação multinível lendo livros de Milton Erickson e assistindo ao vivo aos aparentes milagres transformacionais da comunicação de Steve Linder, Michael Carroll e John Grinder. Estas técnicas aprendem-se nos cursos de Programação Neuro Linguistica e, quem me conhece, sabe que adoro comunicar utilizando o multinível!

Este tipo de comunicação assenta no facto de, uma vez sujeito à recepção de determinada comunicação oral ou escrita, o inconsciente do receptor iniciar um processo de atribuição de significado ao conjunto de palavras recebidas (e que podem, ou não, constituir frases bem-formadas). Estes significados podem ser encontrados em número múltiplo, apesar de conscientemente poder ser atribuído apenas um significado (de acordo com as várias correntes da linguística, o significado mais provável ou o mais adequado ao contexto). Ora, de acordo com o conhecimento empírico da hipnoterapia, por exemplo, os "outros" significados continuam a ser processados (sobretudo se a frase, história ou metáfora contiver ambiguidade) o que permite muitas vezes que aconteça a transformação!

Vamos ao exemplo:
"se queres descobrir a melhor forma de sair de um labirinto, eleva-te acima dele"

Nível 1: se estiveres fisicamente num labirinto, se conseguires elevar-te acima dele (por exemplo trepando uma das paredes do labirinto, ou usando uma escada, ou saltando) portas ter uma visão mais ampla dos caminhos possíveis, localização da saída, etc, o que te facilitará a missão de sair do labirinto

Nível 2: se estiveres numa situação física que possa ser comparada a um labirinto (perdido numa montanha, floresta, cidade desconhecida) se conseguires subir e alcançar um ponto de observação mais alto, poderás beneficiar desta nova observação e encontrar mais facilmente a saída


Nível 3: se estiveres numa situação física que possa ser comparada com um labirinto embora sem possibilidade de observação de ponto mais alto (por exemplo perdido num prédio de escritórios ou num centro comercial) podes procurar uma perspectiva mais elevada através da consulta de um mapa, por exemplo

Nível 4: se estiveres numa situação emocional que possa ser metaforicamente representada por um labirinto (por exemplo na tua relação amorosa, no teu trabalho) podes usar meios diversos para alcançares uma perspectiva mais elevada (perguntar a outras pessoas, ler livros sob o assunto, meditar, aprender técnicas dissociativas, etc)

Nível 5 e seguintes: bem, estes vais ter de descobrir. O comunicador multinível, quando desvenda alguns dos níveis mais profundos da sua comunicação, deixa normalmente os níveis mais profundos em aberto para que esta poderosa forma de comunicação continue a produzir poderosos resultados para... O leitor!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

2012 aí à porta!

E cá estamos mais uma vez na altura do ano em que, estatisticamente, mais pessoas fazem o balanço dos últimos meses da sua vida e preparam os próximos. Chamem-lhes objetivos, metas, sonhos ou fantasias... o que é mais importante para mim é poder assistir ao que de facto muda na vida de cada um quando se entrega a um exercício deste género.

Como muitos sabem, este assunto é tão interessante para mim, que criei o método SPIDER de definição de objetivos e partilhei-o, ao longo dos 2 últimos anos, com dezenas de milhares de pessoas (através do livro, recentemente publicado em nova versão pela Editora Pergaminho e também através de muitas e muitas formações, seminários, palestras e workshops). Nesta bela aventura SPIDER tenho contado com o precioso auxílio e compromisso de toda a equipa de LIFE Training.


Definir objetivos através do método SPIDER garante um envolvimento dos poderosos recursos emocionais, tornado os objetivos irresistíveis.

Assim, para 2012, antes de mais, desejo-lhe um forte e poderoso compromisso para com os 30 minutos que vai utilizar a definir objetivos. Marque agora na sua agenda esse momento e garanta que pelo menos uma pessoa emocionalmente significativa vai estar presente.

Ainda há uns dias recordei um destes momentos, em conjunto com a minha companheira, em que defini poderosos objetivos. Aconteceu em Agosto de 2007 e, passados 4 anos e meio posso afirmar que a maior parte dos objetivos... não se concretizou! Muito mais importante do que isso foi que se concretizaram as intenções que existiam por trás dessas metas... Estou mesmo grato por ter dedicado aquela tarde a criar o meu futuro!

Que 2012 seja para si um ano verdadeiramente SPIDER!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A Greve e a Não-Não Greve



Como apaixonado por linguística aproveito uma pergunta muito frequente no dia de hoje para partilhar uma ferramenta de... linguística quântica. Aproveitem, partilhem e comentem!

Quando alguém coloca uma questão que, em princípio, é fechada (ou seja, pressupões uma resposta de sim ou não) aciona - mesmo sem o saber - um dos mais poderosos princípios da linguagem influenciadora.

1. Alguém pergunta: "Vais fazer xxx?"
2. A outra pessoa - receptor da pergunta - não consegue não processar a questão, o que a conduz rapidamente para um mundo onde a existência de xxxx é um pressuposto.
3. Qualquer resposta pressupões agora o tratamento de xxx pelo cérebro do receptor e consequente alteração do estado emocional por observação interna dos significados subjectivos associados a xxx.

Uff, e isto tudo só por perguntar "Vais fazer xxx?"!!!!

Usemos então o exemplo vais fazer greve para explorar as respostas possíveis e, quem sabe, usar uma resposta quântica para evitar a influência! (se o exemplo que vou usar não tiver grande impacto para ti, imagina uma outra pergunta que possa seguir a mesma estrutura).

Pergunta: "Vais fazer greve?"

Resposta 1: "Vou fazer greve" - o interlocutor anuncia que vai fazer greve e o seu sistema está a processar o significado de greve.

Resposta 2: "Não vou fazer greve" - o interlocutor anuncia que não vai ter esse comportamento e o seu sistema está a processar o significado de greve (até porque não houve focagem do sistema em nenhum comportamento alternativo, apenas na ausência daquele comportamento)

Resposta 3: "Vou fazer não-greve" - o interlocutor anuncia que vai ter um comportamento alternativo ao questionado. Ficamos a saber que vai fazer outra coisa por oposição (ou diferença) em relação ao comportamento "fazer greve".

Resposta 4: "Não vou fazer não-greve" ou "Vou fazer não-não-greve"- o interlocutor anuncia que vai fazer algo (que não é greve) e não por diferença ou oposição em relação à greve, pois não aceita que aquilo que faz seja definido por aquilo que não faz! Esta é a solução da linguística quântica que permite evitar perguntas influenciadoras da nossa neurologia!

Quando me perguntam se fumo, respondo habitualmente que "sou um não-não-fumador", ou então que "não sou um não fumador". Aquilo que parece um pequeno nó mental, contém um poderoso resultado: a possibilidade de fugir à ditadura da pergunta!

Se conseguires aprender a usar a linguística quântica substituindo a dupla negativa por uma afirmação, compreenderás então o efetivo charme desta estratégia:

Pergunta: "Vais fazer greve?"
Resposta: "Hoje vou ter uma importante reunião e conseguir um novo cliente". (não há negação, apenas não-negação)

Imaginem o jeito que esta técnica dá quando nos fazem perguntas que contêm pressuposições que podem ser negativas para nós e nos colocam nas chamadas situações de perde-perde, em que qualquer resposta valida a introdução do pressuposto: "Vai despedir-se?", "Concorda com o que eu disse?", "Andas com outra?"

PS Utilizei o exemplo da "greve" apenas por ser uma palavra muito usada no dia de hoje. Particularmente estou a fazer não-não greve!

PS2 Este é um dos mais de 120 padrões linguísticos que vão fazer parte do Curso à Distância, "A Magia da Linguística" a lançar muito em breve e que terá a duração de 6 meses. Fica atento!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A Biologia da Crença

Quando, há alguns anos, Bruce Lipton escreveu Biology of Belief estava bem consciente do impacto que o seu livro teria sobre o grande público. Ao escrever sobre a forma como as nossas crenças afetam a nossa fisiologia, o autor/cientista estava plenamente preparado para lidar com a estupefacção de quem acredita que a nossa vida é governada pelos nossos genes.

Lipton fala da Epigenética sabendo que está simultaneamente a entediar muitos cientistas/biólogos de ponta (que lêem o seu livro e afirmam "já toda a gente sabe isto, Bruce") e a surpreender/chocar o grande público (que ainda está na fase de aprender a lidar com o determinismo genético que é regularmente vendido pelos media com notícias do género "gene responsável por X acaba de ser identificado").

Os nossos genes, explica Lipton, são como blueprints que podem ser lidos de muitas formas diferentes pelo nosso sistema. Da mesma forma que um mesmo livro pode ser lido de muitas formas diferentes, acrescento eu.

Claro que é interessante saber que palavras temos à nossa disposição num livro... Mais interessante ainda é perceber como as interpretamos!

Bruce Lipton fala-nos com paixão da Nova Ciência, que acredita que tudo é possível, desde que aprendamos a alterar as nossas crenças. Em lugar de sermos vitimas da nossa genética, somos criadores que utilizam a sua genética para gerar poderosas experiências humanas. Esta perspetiva é libertadora para uns, assustadora para outros... de acordo com as suas crenças! E tu, em que acreditas?

Uma coisa está clara para mim (é nisso que acredito temporariamente): a minha vida e a da minha família, apesar de podee ser afetada pelos nossos genes, não é certamente determinada por estes! Pois temos uma palavra a dizer através do exercício do nosso (aparente) livre arbítrio. Quando penso desta forma, fico entusiasmado e pronto a agir! E da ação saem novos paradigmas, novas crenças... expressas na nova forma como o meu sistema lê o material genético!

PS Fico fascinado com frequência com a forma como os pioneiros da PNL, há 40 anos, conseguiram (através de simples observação de pessoas e seus comportamentos) intuir muito daquilo que a Biologia estuda em pleno século XXI,

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Normal? Sim, normal!



Há pouco mais de 1400 dias tomei uma decisão fácil: interromper a minha bem sucedida carreira executiva e passar a trabalhar cem por cento do meu tempo focado em... inspirar decisões apaixonadas! Digo que a decisão foi fácil pois foi mais uma não decisão, que é o que acontece quando não há nada para decidir!

Perguntei a mim próprio qual era o meu propósito... As respostas chegaram durante uma sessão de Coaching com a Cris Carvalho!

Perguntei a mim próprio qual era a minha intenção... As respostas chegaram depois da minha Certificação de Practitioner em PNL com o Steve Linder!

Perguntei a mim próprio como me iria manter focado... As respostas surgiram durante o período de criação e lançamento da LIFE Training com o Mário Caetano!

Perguntei a mim próprio qual era a minha escolha... E descobri que nada havia para escolher, pois quando estamos alinhados com o propósito, temos intenções ordenadas e foco congruente, tudo o resto é... normal!

Assim, foi com normalidade que nestes 1400 dias entreguei mais de 750 palestras, formações, cursos, seminários, sessões de coaching e afins... escrevi e publiquei 2 livros... fui entrevistado por vários canais de TV, rádios, jornais... fui considerado pela Exame um dos novos gurus portugueses... facilitei 7 certificações de Practitioner e Master Practitioner em PNL... palestrei para alguns dos maiores bancos, seguradoras, gasolineiras, farmacêuticas, imobiliárias, agências de viagens, produtoras, construtoras, distribuidoras... lancei e participei em 10 edições do LIFE Energy, que esgotaram espaços como a Exponor ou o Coliseu do Porto... atraí uma equipa de 12 pessoas que partilha da mesma visão... interagi com dezenas de treinadores desportivos, equipas profissionais e selecções nacionais... e tudo, mas mesmo tudo foi... NORMAL!

Esta é uma das minhas aprendizagens e que gostaria de partilhar contigo. Se estás totalmente alinhad@ com o que fazes, então estarás porventura invadid@ por esta doce normalidade, esta maravilhosa certeza habitada de diversidade diária, esta profunda conexão com os outros acompanhada de realização pessoal.

E tu, com te sentes? Normal?

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Um método para a vida!



Quando imaginei pela primeira vez, há cerca de 4 anos, o método LIFE... tinha um ponto de partida muito simples... que recordei com satisfação no passado sábado, enquanto facilitava o workshop LIFE em Lisboa:

1. Imagine, por uns instantes, que a vida é complexa, complicada, imprevisível, indecifrável... o que tem vontade de fazer? Nada? Experimenta dúvida e confusão?

2. Imagine, por uns instantes, que a vida é simples, clara, atraente, alterável... o que tem vontade de fazer? Agir? Mudar até tornar as coisas do seu agrado?

Depois de discutir estas questões com muitos milhares de pessoas, ainda não tenho uma resposta à questão "afinal a vida é complexa ou simples?" A única coisa que tenho é uma forte convicção de que mediante o prisma escolhido então a seguir virão provavelmente acções diferentes:

Complexidade tende a gerar inação...
Simplicidade tende a gerar ação...

Observe por uns instantes este vídeo, que resume o método LIFE. É fácil e simples. Já o utilizei, em conjunto com muitas equipas e organizações, em centenas de cenários diferentes. Consistentemente entrega resultados... desde que esteja na disposição de fazer o tal jogo de faz-de-conta... e imaginar que a vida é simples!

http://www.youtube.com/watch?v=zjt-ilNG95M

Bons resultados!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A melhor versão de mim

A cada dia que passa sou uma versão ligeiramente modificada de mim próprio. Isso é perfeitamente normal e previsível se por uns instantes pensarmos no facto de, através dos processos de renovação celular, a cada dia sermos MESMO uma pessoa ligeiramente diferente! Só o facto dessa modificação ser ligeira e não acelerada nos permite criar o conceito de "identidade", essa ideia de que existe uma parte de nós que é uma espécie de "core" (acho que a minha "identidade" está mais interessada em ignorar o conceito de "identidade"...)

A cada instante, porém, TODAS as nossas condicionantes, características, contextos... São o que são! Ou seja, num preciso instante no tempo a versão de mim mesmo que vou usar depende sobretudo das minhas escolhas. Se escolher ser a minha versão confiante, ou desanimada, ou apaixonada, ou deprimida... Então é isso mesmo que eu vou ser!

Dei por mim há uns dias a fazer contas ao número de vezes que fui a melhor versão de mim próprio na ultima semana. As vezes em que usei na plenitude todos os meus recursos, em que deixei tudo o que tinha para dar. Foram vários esses momentos e todos me renderam estados emocionais fenomenais! Estou com vontade de fazer mais e mais disto!

É interessante pensar que, se não tivesse usado todos os meus recursos nesses momentos, eles não estariam mais disponíveis agora! É que os recursos internos, ao contrário de outros, quanto mais utilizados... Mais disponíveis ficam! Quanto mais amor damos, mais amor temos para dar... Quanto mais confiança usamos, mais confiança temos para usar... Quanto mais motivação fazemos, mais motivação temos disponível!

E tu, quando foi a ultima vez que foste MESMO a melhor versão de ti própri@?


E tu, quando f

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

"Um dia vou ser feliz..."



Tantas vezes ouço frases envolvendo a felicidade, que decidi por uns dias prestar especial atenção à forma como diferentes pessoas se referem à mesma... Claro que encontrei muitas utilizações diferentes, muitas expressões diferentes, muitas definições diferentes... O mais interessante, porém, foi agrupar todas as referências em dois grandes grupos e extrair a partir daí as conclusões que agora partilho convosco, caros leitores do Neuroestratégia.

Então, aqui vai algo que bem poderia ser apresentado, para muitos, como o segredo da felicidade. Prepare-se porque as próximas linhas podem vir a ter impacto poderoso sobre os seus mapas mentais. Aliás, arrisco mesmo afirmar que muitos leitores não mais serão os mesmos depois de ler este post (o que será genericamente apropriado a qualquer post, pois depois de lermos algo ficamos com mais informação no nosso sistema do que antes; se temos mais informação... é porque estamos já diferentes do que eramos antes, lol)

1) Para uns, a felicidade é um RESULTADO! É aquilo a que podem aceder como resultado de um determinado processo. "Quando o meu filho acabar o curso vou ficar tão feliz", "só queria era que ela me deixasse em paz, aí sim seria feliz", "se eu tivesse mais dinheiro era muito mais feliz". Um resultado é algo que está dependente do nosso comportamento (ou seja, da nossa respostas às circunstâncias). Nem sempre o resultado que produzimos é aquele que desejamos. É assim possível ser feliz apenas em curtos períodos de tempo, se apenas nesses momentos produzimos os resultados queridos.

2) Para outros, porém, a felicidade é um ESTADO! Ou seja, para estes, a felicidade é algo que se produz de acordo com os mapas mentais/regras/filtros e com uma determinada forma de utilizar o corpo. Sim, para estes, a felicidade faz-se. Está-se feliz em lugar de se ser feliz. "Estou feliz porque estou a pensar em coisas que sei que me fazem estar feliz", "Quando danço, sinto felicidade". É assim possível estar feliz na maior parte do tempo, pois quando tal não acontece, ajustamentos ao nível do corpo e do pensamento permitem gerar o estado desejado.

Se for importante sentir FELICIDADE, então proponho claramente, caro leitor, que olhe para a mesma como um ESTADO e que faça, faça, faça, faça, faça... FELICIDADE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Dance, espreguice, salte, estique, abrace, utilize o corpo de forma feliz! E pense, muito, decididamente, intensamente... sobre coisas e pessoas que o ligam à felicidade.

Momentos felizes, são os meus votos! Enquanto faço a minha própria felicidade escrevendo este post ;-)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Querer para Crer ou Crer para Querer?

Grande questão surgiu como reação a um dos meus últimos post no facebook.
"Querer é Poder", diz o adágio popular. Então e "crer"? É também "poder"?

E é melhor começar por "crer" ou por "querer"?

Depois de alguma reflexão, aqui vai o "veredito" (lol) neurolinguístico!

"Querer" diz respeito a assumir uma intenção de conseguir algo. Como em "quero isto e não quero aquilo".
"Crer" diz respeito à expressão de uma crença. Como em "creio nisto e não creio naquilo".

Brinquemos com os dois conceitos:


Como podem ver, se começar por definir o que quero, posso investir tempo e energia a ligar-me a coisas em que não creio... o que levará a ineficiência e frustação.

Se começar por definir em que é que acredito, aquilo em que creio, então definirei depois o que quero já dentro desse balizamento. Parece ser o melhor caminho.

Dito isto, aquilo em que creio (e não creio) é perfeitamente subjectivo e mutável pelo que, com recurso a estratégias adequadas, pode ser moldado para servir o que quero. Pelo que o outro caminho é também aceitável!

Comecem por onde quiserem... alterem crenças, definam intenções... façam o que for necessário... para aliar o poder da CRENÇA ao poder da INTENÇÃO, pois assim acederão ao quadrante onde realmente acontece a MAGIA!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Que "cabrón"!



Dá pelo nome de Kilian Jornet o mais espantoso corredor de montanha dos nossos tempos. É catalão, tem apenas 24 anos, cumulou recordes atrás de recordes nas mais emblemáticas corridas do mundo (Ultra Trail du Mont-Blanc, Western States, etc) e na subida aos mais famosos cumes dos 5 continentes. É aquilo que em desporto se chama... um monstro! (há algumas semanas venceu novamente no Monte Branco, uma prova de 166kms e 9400 metros de desnível positivo acumulado, em pouco mais de 20 horas!)

Kilian é também um monstro de humildade, habitualmente focado no prazer que obtém durante as suas façanhas, na ligação profunda que sente com a Natureza, no respeito por todos os corredores independentemente dos resultados.

Numa recente entrevista, Kilian foi capaz de, com a simplicidade de um grande campeão, dizer algo que me tocou profundamente. Depois de descrever a sensação de vitória numa competição como algo efémero e que merece a sua atenção apenas enquanto a corrida decorre, sendo esquecido logo depois, Kilian fez uma afirmação extraordinária... Dizia ele que às vezes podes terminar uma prova nos primeiros lugares e não te sentires satisfeito com a tua performance. Muitas horas depois (às vezes no dia seguinte!) vês os últimos corredores a cortar a meta, com um sorriso estampado no rosto e pensas... Que "cabrón", este tipo é que é o verdadeiro campeão!

Obrigado, Kilian, por nos relembrares desta noção simples... A noção de que apenas tu, caro leitor, sabes se ganhas ou perdes. E a vitória é aquilo que experiencias quando tens a noção que deste tudo o que tinhas e mais um bocadinho. Nessa altura, independentemente dos outros, tu és um CAMPEÃO!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O Poder das Pressuposições!

Hoje de manhã, enquanto conduzia a caminho da escola de um dos meus filhotes, cantarolava uma música bem antiguinha que passava na rádio... Pelo meio ia respondendo às questões que, do banco de trás, chegavam em catadupa... Adoro dar força aos meus filhos em relação à quantidade astronómica de perguntas que às vezes debitam, pois acredito que a sua qualidade de vida (em todos os aspetos) dependerá sobretudo das peguntas que consigam colocar a si e aos outros a cada momento...


Em determinado momento, o locutor de serviço começa a falar com uma ouvinte, aparentemente participante num concurso que lhe daria ótimos prémios relacionados com o regresso às aulas. Coisa boa, portanto.

A pergunta do apresentador apanhou-me de surpresa...

"Este regresso às aulas é sempre penoso, não é?"

Uau, o Poder das Pressuposições utilizado para... criar emoções negativas! Se procurarmos informação no nível mais profundo da linguagem, poderemos encontrar algumas coisas interessantes...

1. O locutor parece acreditar que o "regresso às aulas" é uma experiência que classifica de "penosa".
2. Esta experiência parece ser tão consistente em termos de significado que o locutor utiliza mesmo o quantificador universal "sempre".

Com um conjunto pequeno de palavras, o locutor conseguiu imediatamente deixar a ouvinte com um tom de voz triste e arrastado... provavelmente enquanto se lembrava que o "regresso às aulas" é "sempre penoso".

Quando colocamos questões temos o Poder de incluir nelas pressuposições. Se formos eficiente na sua utilização e conhecedores de técnicas persuasivas de comunicação podemos até fazer com que essas pressuposições  ultrapassem determinadas barreiras conscientes (o que vai fazer com que o ouvinte apenas consiga recuperar o sentido de escolha mais tarde se não possuir as ferramentas para se "defender" no imediato).

(nota: a utilização do "tag" final "não é", reforça a possibilidade de aceitação por parte do ouvinte... isso é talvez conteúdo para um curso avançado de linguística influenciadora!)

Tenho uma proposta para si, caro leitor...

Utilize o Poder das Pressuposições para inserir nas suas questões... pressuposições positivas! E esforçe-se por manter sempre a capacidade de escolha do ouvinte bem desperta.

Por exemplo, na questão em debate, imagine como seria diferente a informação recuperada pela ouvinte (e pelos muitos milhares de ouvintes da estação de rádio naquele momento) com perguntas como:

"O regresso às aulas tem coisas fantásticas, não tem?"
"Qual é a melhor memória que tem de um regresso às aulas?"
"Quando pensa no regresso às aulas, que significado positivo pode ele ter?"

Repare que nas três sugestões se coloca o foco em experiências/significados positivos sem estabelecer relações duradouras (evitando a utilização do verbo "ser"...), o que permite a manutenção do mapa-mundo anterior e o alargamento do direito de escolha!

(fui talvez um pouco técnico nesta análise, pois já estou em "modo" PNL na preparação dos Cursos "Em Busca da Magia" - 16/17 Setembro no Porto e 30 Setembro/1 Outubro em Lisboa - e da próxima Certificação de Practitioner em PNL - 16/23 Outubro no Porto!)

E já agora... que coisas positivas já experienciou no dia de hoje? (incluindo o facto de ter acordado... VIV@!)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Comunicação: Muda as tuas Palavras, Muda a tua Vida



Muito se tem escrito, estudado, questionado... Afinal, qual a importância das palavras? São apenas sons estruturados a que damos determinados significados? Estão "hard-wired" no nosso cérebro? Têm significado pessoal ou social?

Gostava que por uns instantes, imaginasses o seguinte... Talvez faça sentido para ti...

Uma palavra é uma espécie de "password" para uma determinada zona do cérebro. De acordo com a palavra que dizes, ouves ou pensas, o teu cérebro abre essa zona do cérebro. Lá dentro tem acesso, através de poderosos algoritmos, a toda a informação relacionada com essa palavra. De acordo com o contexto e com o valor emocional de cada uma das potenciais opções, escolhe o que trazer de volta antes de fechar essa zona e passar à seguinte...

Se alguém falar com um tom irónico, o teu cérebro tenderá a selecionar significados de acordo com esse contexto.
Se alguém usar o nome de uma pessoa que ames, apesar do contexto não ser ligado a essa pessoa, poderás ter uma lembrança súbita dessa pessoa (pelo valor emocional elevado).

Este fenómeno faz com que as palavras tenham um poder enorme. Com as tuas palavras diriges momentaneamente o teu sistema e o dos outros. Há quem perceba isto e dedique anos da sua vida a aprimorar a forma como fala e escreve, para que possa obter máximo poder influenciador. Há quem não perceba isto e fale e escreva de forma menos intencional ("mais pura e menos filtrada" poderia alguém dizer; "menos responsável e eficiente", acrescentaria eu...)

Em algumas palestras faço uma pequena brincadeira dizendo que às vezes, "em vez de falarmos sobre o que queremos e não falarmos sobre o que não queremos, falamos sobre o que não queremos e não falamos sobre o que queremos". Uff!

Aquilo sobre que quero falar é sobre a tua comunicação e sobre como podes melhorar TODOS os teus resultados aprendendo umas simples dezenas de técnicas e truques linguísticos que te ajudarão a ser mais consistente, eficiente e intencional. Acredito de tal forma nisto, por ter assistido a tantos "milagres" de transformação com base na alteração das palavras, que estou disposto a afirmar que SE MUDARES AS TUAS PALAVRAS... MUDAS A TUA VIDA!

Abraço neuroestratégico!

PS Em breve lanço novidades sobre uma forma simples e acessível de aprender estas técnicas. Fica atent@!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O Evento Emocionalmente Significativo



Em várias abordagens terapêuticas se fala do evento emocionalmente significativo (EES): um evento externo associado a uma grande carga emocional, que fica impresso na nossa neurologia de forma (potencialmente) permanente.

Provavelmente já experienciou centenas ou milhares destes EES, são as suas memórias mais fortes e em que fez aprendizagens quase instantâneas. As zonas do cérebro encarregues de "catalogar" as memórias, recebendo a forte descarga emocional como um sinal de importância, imediatamente se encarregam de extrair aprendizagens/regras do evento para assim poderem prever/preparar/evitar situações semelhantes no futuro.

Vários cientistas acreditam que é desta forma (através de EESs) que muitas das nossas crenças são criadas, incluindo as que têm forte ligação ao medo, como as fobias.

Uma das estratégias que terapeutas, coaches e palestrantes utilizam para ajudar pessoas a mudarem os seus mapas de crenças é a fabricação de EESs, através de exercícios, recordações, visualizações, etc. Se efetuados com uma técnica adequada, estes processos podem de facto produzir níveis emocionais poderosos e ajudar à criação de oportunidades de mudança.

Claro que o leitor pode ter intuído já que estes processos são na essência semelhantes aos processos de manipulação tantas vezes utilizados por ditadores políticos e religiosos, gurus ambiciosos, organizações empresariais orientadas para a venda a qualquer preço, etc.

Antes de me entregar pessoalmente a um exercício, envolver numa palestra ou mergulhar num livro de alguém em relação a quem não tenho ainda referências de congruência pessoal (viver aquilo que se diz) ativo os meus filtros protetores (que é como quem diz, deixo os meus centros de pensamento cético em forte movimento).

Há um conjunto alargado de pessoas (em Portugal e no estrangeiro) com quem entro convictamente em processos de criação de EESs. Com outras... não! Até porque criar um EES, sem ter uma estrutura sólida e inteligente de aprendizagem/crescimento pessoal para apresentar é simplesmente... perigoso! E, infelizmente, conheço várias pessoas que ficam à deriva depois de processos destes...

domingo, 7 de agosto de 2011

O Coaching: Toda a "Verdade"

Cada vez mais referências, notícias, livros e cursos indicam que o Coaching é uma atividade cada vez mais comum. Há quem lhe chame um fenómeno da moda, há quem lhe atribua efeitos mágicos, há quem o utilize no desporto, nos negócios, nas relações, na espiritualidade, na perda de peso, para alterar hábitos...

Afinal, o que é o Coaching?

Hoje, muito mais do que procurar descrições consensuais, vou escrever sobre a minha versão pessoal do que é o Coaching.

Para mim, Coaching é, antes de mais, um PROCESSO! Como qualquer processo merecer ter um ponto de partida e um ponto de chegada. Em Coaching chamam-se muitas vezes a estes pontos... A e B.

A: Onde está?
B: Para onde quer ir?

Para muitos "coachees" (clientes ou pessoas que usufruem da ajuda de um coach) descobrir o ponto A é fantástico, determinar o ponto B é mágico.

Saber onde estamos é como tirar uma fotografia altamente detalhada à nossa vida. Uma daquelas fotos com tanta definição que podemos fazer zoom muitas vezes mantendo a qualidade da imagem. Pode ser um fenómeno fascinante mergulharmos na nossa própria vida a partir de um ponto de vista emocionalmente neutro. A ajuda do coach pode ser fundamental neste processo.

Saber para onde queremos ir é como retirar da nossa face uns velhos óculos com graduação desadequada, sujos e embaciados. É trazer clareza ao nosso dia-a-dia e às nossas escolhas. Definir objetivos é uma competência de valor inigualável a que muitas pessoas fogem (por desconhecimento, por receio ou simplesmente por falta de disciplina). Quando o ponto B se torna conhecido, a MAGIA pode começar a acontecer, pois torna-se possível alinhar o comportamento com os resultados esperados. Novamente, o coach ou um bom método (como SPIDER, que descrevo com pormenor no livro "SPIDER - Como Definir Objectivos Irresistíveis") podem ser essenciais.

Depois, Coaching é CONGRUÊNCIA! O Coach procurar alinhar o comportamento do coachee com aquilo que ele quer, alinhar comunicação verbal e não verbal, eliminar desintegração de partes e dissonâncias cognitivas, suavizar dilemas. Para o fazer, nada como começar por praticar a sua própria congruência. Quando procuro um coach para me ajudar em momentos e desafios específicos da minha vida, percebo o quanto é importante encontrar alguém que seja congruente, que esteja envolvido em processos eficientes de transformação pessoal, rumo ao próximo nível! Com frequência encontro coaches profissionais, com poderosas intenções positivas e... com pouca congruência! Sem coragem ou consciência para melhorarem os seus próprios resultados... ficam com pouca margem para promover resultados nos outros. Se não conseguem observar os seus resultados e processos pessoais como poderão facilitar os de outros?

E, finalmente... coaching é FLEXIBILIDADE! Partir de modelos fechados, sessões padronizadas, perguntas preparadas, guiões... é coaching de fraca eficiência. Um coach principiante pode utilizar estes métodos, desde que tenha consciência de que está a estudar e preparar-se para mais tarde os deixar. Se o coach se sente inseguro ou pouco confiante em relação à sua capacidade de SER coach sem estas ferramentas de apoio padronizadas, então há que trabalhar na gestão do seu próprio estado e da construção de uma poderosa ligação de confiança com o seu inconsciente... ou então pouco percebeu do processo de Coaching!

Acredito nos mais altos padrões de Coaching conforme definidos por pessoas como John Grinder (co-fundador da Programação Neuro Linguística). Observo diariamente muitas outras "formas" de Coaching que talvez pudessem ser chamadas de mentoring, consultoria, terapia ou ajuda.

Para ser sincero, quando estou perante alguém que consigo ajudar através de um processo de Coaching, preocupo-me muito pouco com as questões atrás descritas. E nem sempre lhe chamo Coaching. Às vezes chamo-lhe apenas "disponibilização dos meus recursos pessoais ao serviço de outros"...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Que importância isto tem?





Que importância tem correr?

Ou cozinhar?
Ou pintar?
Ou trabalhar?
Ou fazer amor?
Ou brincar?

Aparentemente, cada uma das nossas actividades tem a importância que decidimos dar-lhe! Fico regularmente maravilhado com este pequeno pedaço de conhecimento, a que chamo mesmo de sabedoria por ter o dom de transformar a vida de quem o decide utilizar.

É que quando aceitamos brincar com a ideia de sermos nós a atribuir o significado às coisas ganhamos poder instantâneo sobre as nossas representações internas da realidade.

Ganhamos a capacidade de alterar a nosso bel prazer o algoritmo que permite ao nosso sistema classificar numa escala de importância os eventos externos e internos!

Quer isto dizer que podemos simplesmente "sacudir" a importância das coisas que não nos agradem ou favoreçam emocionalmente? Talvez seja ligeiramente mais complexo, caro leitor do Neuroestratégia. É que o sistema que se prepara para alterar a importância dada a um certo evento... é o mesmo que produziu a importância dada anteriormente... E aqui reside o ponto central da mudança humana. Quem muda abdica de uma regra em favor temporário de outra.

E é precisamente por isso que me deixo maravilhar pela mudança no ser humano (e, antes de mais, pela mudança em mim). Agora, que importância tem a mudança? Hora de voltar ao início deste texto!

sábado, 30 de julho de 2011

O Projeto está a chegar!

Desde que me envolvi com questões de desenvolvimento pessoal (continuo a usar esta expressão, apesar de ser profundamente engraçado compartimentar "algumas" questões como sendo de desenvolvimento pessoal e "outras" - não menos interessantes - como sendo... outro tipo de desenvolvimento?!) que tenho pensado na melhor maneira de fazer chegar a um número elevado de pessoas oportunidades como aquelas que, por acaso ou busca intencional, tiveram forte impacto na minha vida.

Eis alguns pensamentos sobre isso...

1) Determinado tipo de conhecimento faz sentido para cada um... no momento em que faz sentido! (esta é uma expressão tipicamente New Age e, para mim, tem feito sentido! no fundo é dizer que há coisas que não têm importância num momento e podem ganhar súbito interesse num outro contexto ou prisma)

2) Nem sempre sei o que vai fazer a diferença! Às vezes encontro pessoas anos após uma interacção (palestra, formação, livro) e que me relatam como os mais variados inputs foram diferenciadores. Da pessoa que releu "O Mágico Que Não Acreditava Em Magia" três vezes numa semana, a quem pensa ainda numa curta frase partilhada numa palestra em 2008 ou quem disse não gostar inicialmente de uma formação para concluir um ano mais tarde que aquele momento havia mudado a sua vida e a da sua família para melhor!

3) A estrutura é mais importante do que o conteúdo! O foco do meu trabalho é na estrutura (no nível lógico mais alto da informação... para quem tem os modelos de Gregory Bateson e John Grinder como familiares percebe talvez do que falo) para desta forma poder servir todas as pessoas independentemente do contexto e dos seus conteúdos (a sua vida!) Numa recente entrevista perguntava-me uma jornalista se é possível entregar uma palestra para 2500 pessoas (foi após o LIFE Energy do Coliseu do Porto) que seja significativa para todos. A minha resposta foi... "Sim"! O segredo está na estrutura ;-)

Bem, todos estes pensamentos me levaram, juntamente com a equipa da LIFE Training, até ao projeto que vamos lançar em breve em Portugal (primeiro) e no Mundo (depois). Estejam atentos e passem palavra aos vossos amigos para manterem um olho neste blogue e na minha página do Facebook, pois as novidades estão para breve!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

As Nações Unidas focam-se na felicidade! E nós?

No dia 19 de Julho, a Assembleia Geral das Nações Unidas emitiu um apelo a todos os países representados para que possam dar mais passos privilegiando a felicidade e o bem-estar dos seus habitantes na medição do desenvolvimento social e económico.

Acredito que a maior parte das pessoas terá a ideia (mais ou menos consciente) de que o crescimento económico não é tudo (e, frequentemente, nem sequer o mais importante). Ainda assim, ao longo dos últimos anos onde tem estado o nosso foco colectivo? (se é que o foco colectivo existe, talvez seja melhor falar do foco da maior parte dos media, do foco da maior parte dos partidos políticos, do foco da maior parte dos sindicatos, etc)

Taxa de crescimento do PIB
Taxa de juro
Taxa de inflação
Dívida soberana
etc, etc, etc

E, na minha experiência pessoal como coach e trainer continuo a encontrar diariamente pessoas que aquilo que realmente procuram é sentirem-se bem consigo próprias, sentirem-se bem com as pessoas de quem gostam, sentirem-se valorizadas e reconhecidas, sentirem-se estimuladas e apaixonadas, sentirem que estão a crescer e a aprender.

Será então que é possível ter crescimento económico negativo e, mesmo assim, sentirmo-nos melhor?
E ter crescimento económico positivo e, mesmo assim, sentirmo-nos pior?

Perguntem a alguém que, tendo sido aumentado no trabalho, perdeu um familiar querido.
Perguntem a alguém que, tendo sido despedido, reatou uma relação como amor da sua vida.
Perguntem a alguém que, tendo agora um carro maior e mais potente, discutiu com um amigo de longa data.


Claro que o ideal parece ter... o melhor dos dois mundos: crescer economicamente e crescer emocionalmente! Quando não conseguimos focar simultaneamente nas duas coisas, por qual optar?

As Nações Unidas deram um passo muito interessante, acredito eu, ao escrever nesta resolução que "a busca da felicidade é um objetivo humano fundamental"!

terça-feira, 19 de julho de 2011

O Assassino de Cachorrinhos

Ouvi várias vezes da boca do Steve Linder esta provocação (aqui recriada pelas minhas próprias palavras):

-Se alguém na rua te chamar de "assassino de cachorrinhos", o que fazes? Provavelmente não ligas muito, perguntas-te se haverá algum problema com aquela pessoa. Talvez olhes à volta para ter a certeza que o impropério é mesmo dirigido a ti. Talvez exclames um "ah?!" e segues com a tua vida.

-Então e se alguém disser que "és um grande chato" ou "às vezes és mesmo mal humorado" ou "não mereces o salário que ganhas" ou "és sempre a mesma coisa" ou até ainda "és um palhaço". Talvez te sintas insultado ou atacado. Talvez peças esclarecimentos ou te procures defender.

Qual a diferença entre o "assassino de cachorrinhos" e os outros ataques? É que o primeiro em princípio não ressoará dentro de ti (se por outro lado assassinaste mesmo cachorrinhos, então a reacção será outra...). Não encontrarás, em nenhuma parte do teu sistema, informação que possa suportar tal acusação. E esta é a razão pela qual terás dificuldade em sentir emoções negativas como consequência destas palavras.

Agora, quando recebes algum dos outros ataques, talvez consigas encontrar alguma parte de ti que se auto identifica com esses rótulos! E, como não gostas deles, sentes emoções negativas e contra-atacas. (Estou a especular, claro...)

Se aquilo que escrevi fez algum sentido para ti, então uma boa estratégia é, na próxima vez, em que te sentires atacado... parar, verificar as emoções e deixá-las partir acompanhadas da pergunta "de que forma posso aprender com a forma como me senti depois de ouvir estas palavras e o que estou disposto a alterar para me sentir mais alinhado e congruente?"

Dá que pensar, não dá?

PS Uma vez chamaram-me egoísta e fiquei possuído. Quando me acalmei e abandonei o longo rol de explicações em que me tinha embrenhado... reconheci que o meu comportamento poderia facilmente ser lido como egoísta. E passei a pensar no que poderia fazer para EU me sentir menos egoísta. Quanto à outra pessoa, agradeci-lhe internamente por ter partilhado aquilo que achava em relação à situação. (Consigo fazer SEMPRE isto? Ainda não...)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Futebol... No feminino!

Ontem assisti quase integralmente à final do Campeonato Mundial Feminino de Futebol. Japão e Estados Unidos deram aquilo a que se costuma chamar... Um show de bola! Emoção ao limite, técnica apurada, entrega e dedicação. Quem gosta de futebol ficou com as medidas cheias.

O que mais me impressionou, porém, foi a atitude do treinador nipónico. Depois de duas horas de jogo, com um empate a 2-2, ficou determinado que o novo campeão mundial seria encontrado através do desempate por marcação de grandes penalidades. A tensão aumentava... O treinador japonês juntou todas as atletas e restantes membros da equipa técnica numa grande roda, colocou-se no centro... Deu algumas instruções rápidas, que pareceram sobretudo palavras de incentivo e depois... Riu, riu... Como quem diz, chegamos à final do Mundial, levamos o jogo até aos penaltis, jogamos e encantamos... A equipa sorriu e riu com ele.

Minutos depois assistimos ao semblante carregado das americanas (que no tempo regulamentar, primeiro, e no prolongamento, depois, por duas vezes tinham estado literalmente a minutos do título) enquanto falhavam três das quatro penalidades. As japonesas, bem mais descontraídas, ultrapassavam a estrela Hope Solo na baliza americana e faziam história!

Minutos depois, na Copa América, a equipa masculina do Brasil, carregando a obrigação de vencer... Era eliminada nos penaltis pelo Paraguai, depois de falhar quatro em quatro penaltis. Talvez se tivessem investido alguns segundos a rir pudessem ter usado o Poder da Fisiologia para alterarem o seu estado emocional e entrado num estado de alta performance!

domingo, 17 de julho de 2011

Propósito de Vida

Durante muitos anos (muitos mesmo) o meu pai recolheu em segredo guardanapos usados por um dos seus amigos. O amigo era especial (o Mestre José Rodrigues, um dos mais prestigiados escultores do século XX, com obras de referência em muitas cidades deste país, Angola, Estados Unidos e Macau) e a utilização que ele dava aos guardanapos... também. Entre duas garfadas e dois dedos de conversa, aproveitava o Mestre para rabiscar lindos esboços das peças de arte que, a cada altura, povoavam o seu pensamento.

Foram mais de 500 os guardanapos e toalhas de mesa que o meu pai recolheu, com abnegação e amizade. Agora, passados muitos anos sobre o início deste projecto inconsciente, foram reunidos numa espectacular exposição os melhores exemplares!

Imaginem a expressão do artista, sem saber do projecto (nem o da exposição nem o da recolha)... Foi um momento intenso e... belo! Das bocas do Mestre sairam as palavras "Ainda bem que vivi para assistir a este momento".

O meu pai deu-me (deu-nos?) um excelente exemplo daa utilização do método LIFE:

Ligação ao Propósito: homenagear um amigo e companheiro
Intenção: Recolher todos os guardanapos e rascunhos
Foco: Anos e anos com o propósito e a intenção bem presentes
Escolha: Acção, acção, acção

Fez acontecer, vivenciou um dos seus propósitos. Sentiu-se natualmente feliz e eu senti-me inspirado por estar lá para assistir.

Independentemente do seu propósito, que bons exemplos tem (seus ou de outras pessoas) que nos possam inspirar a ser e fazer mais?  Obrigado pela partilha!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Inteligência e Saúde

Na literatura cientifica é comum designar por "g" a inteligência. Não se trata aqui de uma inteligência específica (como a lógica-matemática, a linguística ou a motora) e sim a inteligência "geral" (ou utilizando uma palavra de que gosto... a inteligência "transcontextual").

Li hoje com atenção uma série de estudos (de investigadores de reputadas universidades nos Estados Unidos e Suécia) que mostravam claras correlações estatísticas entre a tal inteligência "g" e o nível de saúde mental e física.

Em palavras simples, os testes de inteligência realizados a crianças em idade escolar (tipicamente, 10-11 anos) permitem determinar que crianças mais "inteligentes" têm:

* menor probabilidade de vir a sofrer de perturbações mentais
* menor probabilidade de virem a sofrer de doenças físicas originadas em fracas escolhas comportamentais
* menor probabilidade de virem a sofrer de acidentes físicos (como de viação, p.ex.)
* menor probabilidade de virem a ser vítimas de assaltos e outras formas de violência

Os investigadores apontam uma série de razões para estas ligações.

Qual acha ser o mecanismo principal que explica este conjunto de evidências?

Obrigado por partilhar a sua opinião!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A Mudança Está no Detalhe



Onde devemos passar a nossa vida? Mergulhados na abstração ou na especificidade? Na "Lua" ou na "Terra"?

Aqui ficam 4 caminhos, espero que possam ser úteis!

1) Só, só, só... na abstração. É o caminho da meditação, da imaginação, do ser... não sendo! É um caminho considerado muito profundo por quem o segue. É um caminho que não necessita (e até despreza) da ação. É um caminho de palavras grandes e abstractas, recheado de conceitos vagos.

2) Só, só, só... na especificidade. É o caminho da sobrevalorização dos estímulos sensoriais. É o caminho da ausência de reflexão e da presença pura da reação. É o caminho mais terreno e animal. É o caminho da ligação à herança genética da espécie. É um caminho que não necessita (e até despreza) de pensamento reflexivo ou meta cognição.

3) Especificidade primeiro, abstração depois. É o caminho do envolvimento total na "realidade", da interacção com "aquilo que é". Para depois pensar, meditar, estudar o que aconteceu e procurar generalizações ou regras. Para depois poder partir novamente para a especificidade, para a prática.

4) Abstração primeiro, especificidade depois. É o caminho da acção deliberada, da actividade planeada, do fazer com propósito. Primeiro a instrospeção, a construção da visão e depois o agir concertadamente. Para depois poder medir resultados e voltar à abstração!

De acordo com a minha experiência, as duas últimas abordagens tendem a ser mais ricas, pois permitem aprendizagem multidimensional! De qualquer das formas, a mudança apenas parece acontecer quando há uma ligação estruturada à especificidade. Que é como quem diz, o ser humano muda... quando age! Se agir orientado pela intenção deliberada, tanto melhor!

Tanto se fala em mudança nos dias que correm que voltei a ligar-me de forma intensa ao Método LIFE, que esteve na origem da criação do projeto LIFE Training, e sobre o qual já devo ter produzido mais de um milhar de aplicações!


Ligação ao Propósito
+ Intenção
+ Foco
+ Escolha
= LIFE

Em breve vamos colocar online um teste/diagnóstico dos níveis de activação pessoal das 4 características do Método. Para que qualquer pessoa possa ganhar mais consciência sobre o que pode fazer para mudar... para melhor!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Quando a Política é Dominada pelas Finanças

Há algumas décadas começou-se a falar das duas "metades" do nosso cérebro e foi-se fazendo um mapeamento funcional que parecia indicar que o lado esquerdo do cérebro albergaria as funções mais racionais e lógicas, ao passo que o lado direito teria funções mais "emocionais". Descreveram-se (e escreveram-se) longos tratados sobre "o cérebro direito e o cérebro esquerdo". Ainda hoje muitos autores fazem referência a esta divisão funcional.

À luz da investigação mais recente, podemos talvez considerar esta partição mais uma metáfora do que outra coisa. Ainda assim, em alguns momentos a metáfora é de grande utilidade: lógico vs sentimental, mental vs emocional...

Tudo isto a propósito do interesse debate que tem atravessado a nossa sociedade nas últimas semanas e meses. O que fazer face à situação económica do país? E a situação é mesmo económica ou é política?

A Política é "cérebro direito ou esquerdo"? A mim parece-me mais sentimental e emocional, assente em opções (nem sempre baseadas em lógica...), valores pessoais e crenças!

E as Finanças? A mim parecem-me claramente do foro lógico, certo?

Há algumas semanas, ouvi o ex-presidente Mário Soares dizer que a situação actual derivava do caminho seguido pela Europa nos últimos anos, com os Financeiros a dizerem aos Políticos o que dizer. Soares afirmava que, na sua opinião, teriam que ser os Políticos a dizer o que fazer aos Financeiros! Que é como quem diz, deveria ser o Cérebro Emocional a dar inputs ao Cérebro Racional... A mim pareceu-me bem!

Desafio-o, caro leitor, a olhar para a situação económica desta forma, questionando aquilo que nos são apresentadas como supostas regras de eficiência económica e de mercado e considerando a possibilidade de a Política (que também considera a Emoção, a Paixão e, porque não, o Amor) tomar as rédeas da situação.

Como Economista, fiquei muito satisfeito quando há uns dias a minha mãe me mostrou um pequeno livro, publicado em França, com um manifesto subscrito por 640 dos mais brilhantes economistas franceses em que são postas em causa as actuais "regras financeiras" da Europa! Para ler e saborear!

Pareceu-me um grande exemplo de COLABORAÇÃO entre dos dois "hemisférios cerebrais"!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Como um Falso Guru Consegue Seguidores

Um realizador (Vikram Gandhi) decidiu realizar um documentário sobre gurus. Decidiu tornar-se num (o que teve sobre ele inesperados efeitos, pareceu-me) e apresentar-se disponível para recolher seguidores. Usando alguns lugares comuns (as posturas de meditação, cânticos e frases-chavão) conseguiu conectar-se de forma profunda com muitos seguidores em Phoenix, Arizona. Um dos principais objectivos deste documentário (segundo o realizador) era mostrar que qualquer um pode ser guru.

Podem ver o trailer deste documentário no link abaixo:
http://www.mindbendingvideos.com/how-a-fake-guru-gets-real-followers/

Parece-me uma excelente ponto de partida para uma discussão sobre o assunto. É um assunto que me interessa (principalmente depois da revista Exame me ter incluído na lista dos Novos Gurus Portugueses, lol), pelo que gostaria de obter os vossos comentários, caros leitores do blogue!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Um Desafio Ultra!



Ontem participei na Corrida da Serra da Freita (17kms) e tive a oportunidade de ver cortar a meta os dois vencedores do Ultra Trail (70km). Em pouco mais de nove horas de corrida superaram, para além dos 70kms do percurso, também os 4200 metros de desnível positivo acumulado. Fantástico! Apesar de pertencerem a clubes diferentes, cortaram a meta em simultâneo, como que num sinal de respeito depois de ultrapassada a "besta" montanha!

Recentemente fiz também a minha primeira Ultra (50kms na Serra de Sesimbra) e ganhei um respeito e admiração extraordinário pelas mulheres e homens que conseguem expôr-se desta forma aos elementos e chegar ao fim de provas que exigem o melhor de cada um a nível físico, mental, emocional e até espiritual.

Uma das coisas que me fascina é que o ultra corredor sabe, à partida, que durante a prova vai ter vontade de desistir, vai sofrer física e psicologicamente, vai ter dúvidas. E, mesmo assim, vai. Ou, talvez melhor ainda... por ser assim, vai!

Imagine por uns instantes como seria o mundo se mais pessoas transportassem este espírito ultra para diversas áreas da sua vida: um foco inabalável nos seus objectivos (a meta), uma atenção precisa ao caminho (os obstáculos que se atravessam perante o corredor sob várias formas e feitios) e uma disposição férrea de fazer o que for necessário para chegar ao final.

Por volta dos 5kms da minha prova de ontem, juntamente a um corredor de 67 anos, recém operado ao coração. Amante das corridas de montanha, dizia-me que o que interessa é rolar dentro da capacidade de cada um, abordar as intermináveis descidas e as agrestes subidas com determinação e, sobretudo, usufruir da paisagem e SER feliz e livre. Fechei os olhos por uns instantes, sorri e senti-me grato por estar ali a aprender e crescer!

Mega parabéns aos 130 valorosos aventureiros que terminaram a Ultra dentro do tempo limite de 17:30h. Estou a preparar-me para vos fazer companhia em 2012!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A Congruência

Tendo em conta que a Congruência é a capacidade de alinhar o que digo com o que faço, hoje pergunto-me...

"Quais as áreas da minha vida em que sou incongruente e ainda não me apercebi disso?"

Claro que consigo detectar várias incongruências e dedico algum do meu tempo mental a procurar eliminá-las (num processo a que gosto de chamar de... desenvolvimento pessoal!). E certamente existirão outras que, dentro dos limites do meu mapa mundo e da minha capacidade de percepção sensorial limitada, ainda não sei quais são!

Hipóteses:

a) pedir a ajuda de outras pessoas e perguntar: "ó pá, diz-me lá em que é que me achas incongruente?"

b) aprender a utilizar cada vez melhor a ferramenta de PNL "Posições Perceptuais", para expandir a capacidade de processamento de informação através de diferentes processos de filtragem (para quem quer saber mais sobre isto... bem, recomendo como habitualmente os cursos de PNL da LIFE Training), e assim melhorar a auto-observação e a observação da observação (a consciência!)

Dito isto, devo dizer que quando alguém me procura e me revela a vontade de se tornar formador/palestrante na área de desenvolvimento pessoal, costumo destacar a Congruência como a grande ferramenta a desenvolver. É que o formador de desenvolvimento pessoal expõe como poucos as suas crenças e o seu sistema de regras. Se depois não as conseguir cumprir... lá se vai a missão de inspirar e liderar! Nos últimos tempos tenho assistido a exemplos extraordinários de incongruência... o que me levou até à pergunta original deste post.

Vou continuar a reflectir... faça-o também e o mundo baterá palmas, pois a Congruência é um belo caminho para uma melhor e mais harmoniosa convivência entre todos!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

NeuroLiderança: Um Conceito Integral

A pedido de várias famílias, aqui fica uma breve definição do conceito de Neuroliderança, que tenho desenvolvido e aplicado no contexto empresarial (em algumas das maiores empresas do país) em conjunto com a equipa da LIFE Training.

O que é a NeuroLiderança? É a capacidade instalada que todas as pessoas têm de assumirem intencionalmente as SUAS escolhas (nas várias áreas da sua vida) e criarem os SEUS resultados, disponibilizando os SEUS recursos de forma eficiente!

Consegue imaginar uma organização em que:

- os colaboradores possuem um propósito individual que está ligado ao propósito da organização?
- os colaboradores possuem fortes e bem estruturados objectivos, que são altamente motivadores para o próprio individuo?
- os colaboradores têm a capacidade de se manterem focados apenas e só naquilo que controlam e pode provocar melhorias nos resultados individuais e de equipa?
- os colaboradores têm a disponibilidade mental e emocional para assumirem as suas escolhas, comportando-se de forma deliberadamente eficiente?

Então consegue imaginar uma organização com altos níveis de NeuroLiderança!

Para que se consiga despertar num conjunto alargado de pessoas (do porteiro ao CEO) estas capacidades, é importante percepcionar o individuo de forma integral, desenvolvendo simultaneamente competências nas áreas:

Física: para que a saúde e a energia sejam os alicerces de um sistema poderoso (especialistas em nutrição e exercício físico colaboram com a LIFE Training para garantir aquilo que chamamos de... saúde para um eficiente desempenho empresarial)

Emocional: para que sejam desenvolvidas relações de sucesso e, sobretudo, para que o indivíduo possa gerar e gerir estados emocionais positivos e produtivos (neste processo, um poderoso resultado residual do programa é o estabelecimento de equipas mais motivadas e felizes!)

Mental: para que o conhecimento sobre o processo de comunicação interna e externa se torne um agente alavancador de resultados (tudo é comunicação, e a utilização da PNL - de que a LIFE Training é agente certificadora em Portugal da prestigiada escola internacional de John Grinder - é o meio por excelência para aumentar os níveis comunicacionais rumo a uma programação do sucesso!)

Financeira: para que os indivíduos possam aprender a relacionar-se com o dinheiro como uma importante energia intermediária que permite criar novos mundos e passe a ser uma fonte de emoções positivas - a abundância no lugar da escassez!

Espiritual: para que o indivíduo se possa ligar a um nível profundo à missão da organização, agarrando a construção da sua vida, assumindo assim a forma última de liderança... a Neuroliderança!

O que faria agora se já fosse um NeuroLíder? O que alteraria na sua vida? E na sua performance profissional?

Acredito profundamente que todos podemos ser líderes inspiradores das nossas vidas, das nossas famílias e das nossas empresas. Independentemente da nossa função, do nosso background, da nossa experiência, da nossa genética... Basta querer, aprender e... fazer!

Nos próximos posts revelo um pouco mais sobre as especificidades deste popular programa!

(Se gostaria de saber mais sobre a forma como a LIFE Training ajuda anualmente milhares de colaboradores de empresas a aprenderem, crescerem e expandirem os seus resultados, contacte Ricardo Ferreira através do email ricardo.ferreira@lifetraining.com.pt)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Menos Foco = Menos Felicidade?

Psicólogos da Universidade de Harvard apresentaram um estudo que parece indicar que a perda de foco na tarefa em mãos está relacionada com a perda de... felicidade!

Mais de 2000 participantes no estudo usaram uma aplicação para iPhone que lhes perguntava em momentos aleatórios do dia o que estavam a fazer e em que estavam a pensar. Os resultados indicaram que as mentes dos participantes divagaram imenso: em pelo menos 30% do tempo dedicado a tarefas e conversações a mente estava a divagar e tinha-se desligado da tarefa!

(Curiosamente a única actividade em que não existiram percentagens consideráveis de divagação foi... sexo! O que parece estar alinhado com a forma como muitas pessoas parecem viver o sexo como forma de se ligarem ao momento presente e se desligarem momentaneamente de relações pouco saudáveis com o passado e o futuro. Tipo "gosto de sexo porque não penso em mais nada quando o estou a fazer"...)

O mais interessante (digo eu) do estudo foi a correlação forte entre momentos de divagação e estados emocionais negativos. Ou seja, quando os participantes no estudo estavam "desligados" da tarefa ou conversação também estavam a sentir-se menos bem.

Alguns comentários:

1. Em PNL explora-se o conceito de "up time" (a valorização forte dos estímulos sensoriais recebidos, o desligar do discurso interno, a ligação ao presente e o estado de "presença"), por oposição ao "down time" (divagação, discurso interno avaliativo e julgador, desvalorização dos estímulos sensoriais - "nem reparei no que ele disse ou fez"); muitos dos modeladores da PNL gostam de passar horas consecutivas em "up time" (por exemplo, quando em formação, coaching ou estudo), talvez este estudo mostre que gostam apenas e só de se sentirem... felizes!

2. Será que o desligamento precede o mau estar, ou o mau estar antecede o desligamento? Este estudo não apresenta respostas, talvez isso não seja sequer importante. Se nos apanharmos a divagar, podemos focar novamente a atenção na tarefa ou podemos mudar de tarefa!

Tens estado focado/a no dia de hoje?

Saudações neuroestratégicas do vosso amigo Pedro!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Frases Pivot... Rumo à Mudança Linguística

Inspirado pelo meu amigo e colega Adrian Cox, escrevo hoje sobre Frases Pivot!


O que são? Bem, digamos que são frases que podemos aprender a usar para complementar crenças limitadoras que já apanhamos "boca fora"... Vamos por partes!

NOTA: As nossas palavras são importantes pois são aquilo a que Chomsky chamou a "estrutura superficial" que deriva directamente da "estrutura profunda". A segunda contém as nossas crenças e valores (entre muitas outras coisas!) enquanto a primeira é uma expressão linguística (depois das distorções, "apaganços" e generalizações que caracterizam a filtragem da informação profunda a caminho da superfície)

- Quando digo algo, transporto para o exterior uma crença e, sobretudo, confirmo-a para mim próprio (pois ouço as minhas palavras e tenho tendência a valorizá-las por terem sido ditas... por mim).
- Essa crença (aquilo que acredito estar certo sobre uma mundo, uma situação, uma pessoa, um evento, uma ideia) pode ser limitadora ou possibilitadora conforme me fecha ou abre possibilidades.
(EXEMPLOS: crença limitadora - não consigo fazer isto; crença possibilitadora: posso fazer isso)
- Quando me apanho a disparar uma crença limitadora posso usar uma Frase Pivot para rapidamente mudar o rumo do meu pensamento. Ora veja!

CRENÇA LIMITADORA: Eu não consigo fazer isso...
FRASE PIVOT: ... por enquanto!

CRENÇA LIMITADORA: Eu não posso acreditar nisso...
FRASE PIVOT: ... ainda!

CRENÇA LIMITADORA: Essa pessoa é desagradável...
FRASE PIVOT: ...mas não sempre!

CRENÇA LIMITADORA: A vida é muito dura...
FRASE PIVOT: ...mas não para mim!

(os mais atentos, apanharam uma das poucas BOAS utilizações da palavra "mas": apagar crenças limitadoras!)

Bom uso das Frase Pivot para mudar a sua linguística... e a das pessoas à sua volta!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Em Busca de... Quê?



Muitas pessoas buscam alguma coisa nesta vida. Não sabem muito bem o quê e têm esperança de descobrir que a tal coisa é a "coisa" quando a encontrarem! Como vão saber? Algumas abordagens (religiosas, new age, espirituais) afirmam que quando o descobrires (o propósito, o destino, a missão, a luz, a verdade) saberás!

A ideia parece-me francamente apelativa. Apenas ficam no ar duas ou três questões que gostava de aqui discutir. Esta questão do propósito de vida interessa-me imenso (ou não tivesse criado o método LIFE cujo primeiro passo é o da Ligação... ao Propósito!) e deparo-me no meu dia-a-dia com muitas pessoas (e organizações) em busca desse propósito.

Às vezes a busca é externa... às vezes é interna... Afinal, onde está o propósito e como o encontramos?
Como sabemos que é mesmo aquele? Quais são os factores de validação necessários? (fogo de artifício sensorial? mensagens metafísicas subitamente materializadas? noção de certeza interna com base no sistema emocional?)

Repare que se acreditar que a validação é externa, que o propósito se encontra através da acção de outros (encontramos uma mensagem veiculada por outro ser ou pelo sistema Universo) então a busca será sobretudo uma espera. É giro e pode nunca acontecer!

Se acreditarmos que a validação é interna, então o nosso sistema terá alguma dificuldade em perceber essa validação de tantas outras que já oferece diariamente (prazer, bem estar, alegria, felicidade).

Quando criei, juntamente com a equipa da LIFE Training, o curso Em Busca da Magia tinhamos uma premissa muito simples... talvez a busca não seja uma busca... talvez a busca seja só uma escolha...

Pense nisto durante a próxima noite e verá que amanhã talvez acorde com uma noção alargada de simplicidade em relação à sua vida. Talvez tudo seja uma questão de escolha (pois já escolhe com base nas suas regras e tende a escolher aquilo que gera um grau de satisfação mais alargado ao sistema - um dia destes escrevo sobre isto, acho que vai gostar)...

Em Busca da Felicidade talvez seja Em Escolha da Felicidade!
Em Busca da Magia talvez seja Em Escolha da Magia!
Em Busca do Amor talvez seja Em Escolha do Amor!
Talvez...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Quando Escolho, aumento a Escolha?

Escolher...
Decidir...
Optar...

Parece que fazemos basicamente isto ao longo do nosso dia. Analisamos opções e fazemos escolhas! Claro que isto acontece sobretudo ao nível inconsciente, nesse maravilhoso leque quântico de opções inesgotáveis... Ao nível consciente (toldados pela quantidade limitada de processamento de informação) podemos muitas vezes esbarrar na "falta de escolha".

- "Não tinha outra hipótese."
- "Não podia fazer mais nada."
- "Tenho obrigação de fazer isto."
- "Só posso ir por este caminho."

A ausência de possibilidade ou a existência de obrigação remetem-nos directamente para um velho truque da mente, que nos permite aumentar a velocidade de processamento: ignorarmos as opções!

Se nos focarmos exageradamente em todas as opções, estudando-as e acarinhado-as, estagnamos, incapazes de escolher e agir. Ao fazê-lo uma e outra vez, podemos "esquecer" os caminhos neuronais alternativos, ficando com a ideia de que não existiam outros traçados a seguir.

Ajudar pessoas a recuperar escolha é frequentemente o objectivo da Programação Neuro Linguística. Pois quando não produzimos os resultados desejados, recuperar escolha coloca-nos novamente nesse maravilhoso hiato temporal em que... tudo é possível!

Ou seja, às vezes, depois de escolher, ficamos com menos escolha! (pois já escolhemos)
Pelo que pode ser bom, ignorar a escolha e voltar às opções!

Para quem se interessa sobre como fazer isso na prática, recomendo uma bela ferramenta linguística chamada "Decision Destroyer" e que é normalmente apresentada em programas de Master Practitioner em PNL.

Escolha partilhar este artigo para ligar os seus amigos ao Poder da Escolha ;-)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Isto funciona?!

Mas afinal, isto da Neuroestratégia funciona?
Adoptar os princípios d'"O Mágico Que Não Acreditava Em Magia" funciona?
Estudar e integrar os pressupostos e as técnicas da Programação Neuro Linguística funciona?
Usar o processo SPIDER de definição de objectivos irresistíveis funciona?

Essa é uma das perguntas que mais frequentemente me fazem. Uma pergunta legítima e inteligente. Pois apenas as coisas que funcionam parecem merecer a nossa máxima atenção. Ora, a minha resposta é uma das mais fáceis (para mim) e uma das mais difíceis (para quem a recebe)...

"Depende do seu grau de crença. Se acha que vai funcionar, provavelmente... vai!"

O que nos pode transportar rapidamente para a questão... "E como posso fazer para acreditar que vai funcionar?"

E aí começamos a entrar no domínio mais interessante. Aquele em que não são as coisas ou conceitos que realmente funcionam e sim... NÓS, quem realmente faz funcionar! Começamos a trabalhar no nosso mapa mundo mais do que no mundo propriamente dito. Paramos, ajustamos, artilhamos, expandimos o nosso mapa mundo. Preparamo-lo para o sucesso, para a felicidade! E depois... fazemos sucesso e felicidade. Seja lá o que isso for para cada um! (pois depende das tais regras do mapa mundo)

Assim, mais do que dizer-lhe que estas coisas funcionam, decidi responder por mim... olhou para os últimos meses da minha vida e fiz esta pequena lista. Acho-a interessante!

- fui palestrante ou formador em 20 grandes empresas, incluindo líderes de mercado na banca, seguros, farmacêuticas, mobiliário, viagens, televisão, contactando no total com cerca de 2000 pessoas por esta via!
- conduzi mais 2 certificações de Practitioner em PNL e uma de Master Practicioner, com participantes absolutamente apaixonados e comprometidos em fazer mais e melhor
- lancei o meu segundo livro, editado pela Pergaminho, com boas possibilidade de ser lançado noutros países
- cumpri um pequeno sonho, juntamente com a equipa da LIFE Training, enchendo o Coliseu do Porto para o maior evento de desenvolvimento pessoal realizado no Porto; 2500 pessoas a contribuírem para causas nobres

- etc, etc, etc
- e o melhor de tudo, MESMO, foi ter o privilégio de continuar a fazer parte de uma família LINDA e que me dá a oportunidade de SENTIR e PARTILHAR amor incondicional.

Afinal, isto funciona?!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O Homem Que Perdeu o Nome

Caminhava cabisbaixo pela rua quando um desconhecido o retirou do seu mundo de pensamentos negativos...

- "Bom dia! Posso falar consigo?"
- "Bem, estou cheio de pressa... É rápido?"
- "Muito rápido, só quero fazer-lhe umas perguntinhas para um inquérito. Como se chama?"
- "Chamo-me... chamo-me... oh, diabo, olha esta... não me lembro do meu nome?"
- "Deve estar por aí, certamente!"
- "Não, a sério... não o encontro!"
- "Perdeu-o, então?"
- "Provavelmente, e só agora me dei conta disso."
- "Tem a certeza que não foi roubado?"
- "Acho que não, devo tê-lo simplesmente perdido. Pois quem quereria o meu nome? A maior parte das pessoas não gosta de nomes usados, gosta do seu."
- "E como sabe alguém que o nome que usa é mesmo seu e não de outro?"

Sobressaltado, o homem acordou daquele estranho sonho. O coração batia ainda acelerado quando se aproximou do espelho da casa de banho, lançou água fria na cara e se preparou para se chamar pelo nome. E foi aí que percebeu que o sonho não era sonho, ou que pelo menos o tema sonhado era bem real. Pois também agora se encontrava incapaz de recuperar o seu nome. Não sabia como se chamava, estava bem acordado e percebia isso como quem percebe que o sol queima.

Decidiu procurar ajuda. Dirigiu-se à esquadra mais próxima, pois é o local onde costumam entregar as coisas perdidas. Lá chegado dirigiu-se ao polícia de serviço, que rapidamente lhe perguntou ao que vinha. Disse que não se lembrava do nome...

- "Não sei do meu nome, devo tê-lo perdido. Não entregaram nenhum nome aqui ontem ou hoje?"
- "Espere lá, não o conheço do meu sonho?"
- "Do seu sonho, não estou a perceber!"
- "É que hoje sonhei que abordava um homem na rua para lhe fazer perguntas para um inquérito e ele dizia-me que tinha perdido o nome. Acho que era você!"
- "Também sonhei o mesmo! Mas como seria possível duas pessoas terem o mesmo sonho?"
- "Não faço ideia. Parece-me que o mais importante é estabelecer de quem era o sonho. Pois não gostaria de ter entrado no seu sonho, tal como provavelmente não teria gostado de entrar no meu!"
- "Acho que podemos deixar isso para mais tarde, pois o essencial é perceber que o sonho se tornou realidade, pois aqui estamos os dois e eu não sei do meu nome."

De repente, como que sendo alvo de súbita iluminação, o homem sorriu, acalmou-se, respirou profundamente, disse "já percebi, já percebi"...sentou-se, fechou os olhos e... adormeceu.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Quando a magia nos bate à porta...

Quando a magia nos bate à porta...

Sou muitas vezes confrontado com pessoas, nas mais variadas situações pessoais e profissionais, que me dizem querer mudar... O que naturalmente quererá dizer coisas diferentes para pessoas diferentes... Talvez seja mudar de emprego, de carreira, de chefe... Talvez seja mudar algum comportamento pessoal que danifica relações ou a saúde... Talvez seja mudar a relação consigo próprio...

Vou arriscar uma generalização... Talvez querer mudar signifique simplesmente conseguir aceder a estados emocionais positivos... Motivação, entusiasmo, paixão, amor, confiança, calma, concentração, clareza, determinação, gratidão, satisfação...

Fico pessoalmente entusiasmado quando observo esta vontade expressa no rosto de um ser humano, pois acredito que para alguém conceber uma melhor vida emocional tem que momentaneamente aceder à mesma! Se quiser sentir-se mais motivado, tem momentaneamente de fazer motivação interna para saber que quer mesmo, certo?

Daí o entusiasmo! Pois começo, ao vivo e a cores, a ver alguém fazer um pouco daquilo que quer mais. E como acredito que o mundo se torna melhor quando nos ligamos aqui os que mais queremos (as emoções positivas) em vez daquilo que não queremos (as emoções negativas)... Yupi!

Só que logo a seguir assisto, com regularidade, à chegada dos mecanismos interruptores... Não tenho tempo, não tenho dinheiro, não tenho idade, não tenho jeito, não sei se consigo, não sei se posso, não sei se mereço... E nessa altura apetece-me agarrar na pessoa pelos ombros, olhá-la intensamente nos olhos e dizer:

"Tu consegues. Tu podes. Tu tens dentro de ti a capacidade de fazer as tuas emoçōes positivas preferidas. Tu podes mudar AGORA. Tu podes ser feliz AGORA. Tu podes fazer magia... Pois és um mágico, uma mágica..."

O tempo passa, a vida passa. Agarra-a! E vive-a como quiseres, transforma-a na vida dos teus sonhos. Desliga os interruptores e faz magia. O mundo agradece, os teus agradecem, tu agradeces.

Parte AGORA Em Busca da Magia!

domingo, 29 de maio de 2011

Outras coisas que dão jeito

Depois de ter escrito sobre o jeito que o jeito dá... Reparei ao longo dos últimos dias em outras coisas que dão imenso jeito... Aí vão algumas delas...

(ao ler esta lista, pf lembre-se que estas são generalizações que têm como objetivo per. iterem-nos pensar um pouco mais sobre nós próprios... Se se sentir a ficar demasiado defensivo em relação a alguma destas coisas, então talvez ela lhe dê mesmo jeito. A mim algumas destas coisas dão-me imenso jeito e poucos resultados).

- a idade: este é mesmo um clássico... Não posso fazer isso porque ainda não tenho idade; não posso fazer isso porque já não tenho idade; se fosse mais novo; se fosse mais velho... Às vezes o melhor é esquecer a idade e responder à pergunta: o que quero mesmo? Garanto-lhe que já existiram pessoas a fazer o que quer e com a mesma idade que tem!

- a mania: olhar para os nossos vícios ou manias como se fossem uma entidade é uma das preferidas da humanidade... Não sou eu, é a minha mania das grandezas; o meu vicio não me deixa ter mais saúde; se não fossem os meus hábitos teria mais dinheiro, etc... Mais uma vez, responda à pergunta: o que realmente quer? E depois trate de alterar as manias, vícios e hábitos. Se tiver dificuldades, procure um Practitioner de PNL!

- o tempo: ah, o tempo, esse ingrato... Se eu tivesse tempo; se o dia tivesse quarenta e oito horas; se o tempo esticasse... Deixe-se de letra e reveja a forma como ocupa o seu tempo, aceite tudo como uma simples escolha (repare nas primeiras coisas que saltaram na sua mente depois de ler as últimas linhas...). Afinal o tempo controla-o a si ou é ao contrário?

Num próximo post escrevo sobre mais umas quantas coisas que dão jeito! (principalmente dão jeito chutar para canto enquanto nos dedicamos a usar os nossos recursos para fazer a diferença nas nossas vidas e no mundo!)

domingo, 22 de maio de 2011

Ser Master é...

... descobrir que ser Master é uma escolha...

...escolher que ser Master é uma descoberta...

...e descobrir a descoberta...

...e escolher a escolha...

AGORA!

Como ser humano tive o privilégio de assistir a processos intensos de escolha da Mestria na edição do Master Practitioner de Programação Neuro Linguística que hoje termina no Algarve. Termina ou começa? Isso mesmo...

domingo, 15 de maio de 2011

O que é um Mestre?

Daqui a alguns minutos, iniciamos no Algarve a histórica primeira edição da Certificação de Master Practitioner em Programação Neuro Linguística.

A esse propósito, gostaria de lhe lançar uma série de perguntas... Pense nas respostas, acredite que os resultados vão ser interessantes!

O que é um Mestre numa determinada área de actividade?

O que é um Mestre da Vida?

O que é um Mestre na SUA VIDA? O que terá de fazer para se tornar esse Mestre? Que competências necessita desenvolver? E o que está a fazer agora para as desenvolver?

Boa caminhada!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

As crianças e o foco

Nos últimos dias fui várias vezes confrontado com a questão da dificuldade das crianças em manterem o seu foco em determinadas tarefas. Pais, mães e professores interessam-se logicamente por esta questão e procuram informação sobre a questão. Assim, listo alguns comentários pessoais, na expectativa de que possam constituir do tributos válidos para quem se interessa por este tema. Comentem!

1. O que é o foco? Capacidade de manter atenção consciente a algo. Desde a década de 50 (com os estudos de Miller sobre o tema) que se aceita que temos uma capacidade limitada de processamento consciente de informação, podendo prestar atenção a 5 a 9 pedaços de informação em simultâneo. Quando dizemos que alguém tem dificuldade em focar-se talvez queiramos simplesmente dizer que esta pessoa tem é uma capacidade de se focar rapidamente em coisas diferentes!

2. Qual a razão pela qual uma criança deveria manter-se focada numa tarefa? Bem, provavelmente para gerar melhores resultados. Será que a criança está mesmo interessada nesses resultados? A minha filha consegue "distrair-se" três vezes enquanto faz uma simples cópia de UMA palavra no seu livro de português da primeira classe. Por outro lado consegue manter-se hipnotizada por uma actividade do seu interesse por horas a fio (série de televisão, um desenho para a mãe, um puzzle estimulante). Muitas vezes queremos que as crianças se foquem em tarefas que são pouco estimulantes, desagradáveis e até pouco eficientes. Não se interessar por elas é um claro sinal de inteligência por parte das crianças.

3. Quando não conseguimos acompanhar o ritmo e vivacidade de uma criança, despertando a sua curiosidade e atenção, estimulando-a verdadeiramente... Podemos dizer que ela tem dificuldade em manter-se focada em vez de dizermos que ainda não encontramos forma de captar o seu foco. Já interagi vezes suficientes com adultos em momentos de poucos recursos (incluindo eu, claro) para poder afirmar que a falta de foco da criança é frequentemente um mero sinal da incompetência momentânea do adulto. Muitas vezes esta incompetência é exercida por profissionais da comunicação com crianças, incluindo professores e terapeutas. Existem cursos e livros recheados de informação valiosa para profissionais que não estão a atingir resultados. Também existem drogas que se podem dar às crianças, embora a sua utilização seja apenas necessária nos casos em que o profissional da comunicação, além de incompetente, está também pouco interessado em aprender e fazer a diferença! (com as devidas e fundamentadas excepções médicas)

Este assunto é tão importante e interessante que será naturalmente alvo de mais entradas e referências cientificas.

PS Durante este post o meu foco foi várias vezes atraído por outros estímulos visuais, auditivos e cinestésicos. Espero que não me levem ao médico...

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O Jeito que o Jeito Dá

"Ah, ele tem imenso jeito para fazer as pessoas rir. É um comediante nato"

"Não tenho jeito nenhum para cozinhar"

"Ele tem jeito para os negócios, é por isso que ficou rapidamente rico"

"Bolas, que falta de jeito para atender clientes"

Pois é... o jeito... dá jeito!

Com jeito, alcançamos melhores resultados. Sem jeito, estes ficam mais distantes. Pelo que será bom perguntar... o jeito, como e onde se arranja?

Ouço com atenção quando alguém se refere ao jeito (ou falta dele) próprio ou dos outros. E encontro uma forte ligação entre o jeito e o Princípio da Causa/Efeito. Diz este Princípio (uma das 7 super leis do universo) que nos podemos considerar a causa dos resultados que obtemos ou olhar para estes como meros efeitos de coisas que não controlamos. Ora, também o jeito aqui encaixa:

a) se achar que o jeito é "algo com que se nasce", "ou se tem ou não se tem", então considera os resultados obtidos "com jeito" como um mero efeito de algo fora do controlo de quem usufrui da presença ou asuência do jeito

b) se achar que o jeito é "algo que se desenvolve através do treino e da aprendizagem", então considera os resultados obtidos "com jeito" como algo ao alcance de qualquer pessoa que esteja disposta a pagar o preço de, de acordo com o seu ponto de partida individual e único, fazer aquilo que tiver que fazer até desenvolver o tal jeito.

Quando justificamos os bons resultados ou performances dos outros com base no jeito com que nasceram, então eliminamos qualquer hipótese de aprendizagem pessoal. Também desvalorizamos desta forma os processos, muitas vezes intensos, longos e árduos de desenvolvimento de competências que podem ter levado até à performance agora aparentemente... fácil!

Pense nisto na próxima vez que disser que não vai fazer algo (dançar, cozinhar, desenhar, discursar, jogar) por "nao ter jeito nenhum"... Talvez possa substituir por um rápido "devo ter tanto jeito como qualquer outra pessoa, simplesmente tenho medo de o fazer, ou não estou disposto a pagar o preço para desenvolver essa competência". Repare que, se for suficientemente importante para si, a partir desta segunda afirmação pode mudar! Enquanto que, a partir da primeira, bem... "em relação há falta de jeito, não há nada a fazer" ;-)

sábado, 23 de abril de 2011

A Especial e o Vadio



Uma mulher, sentindo-se desesperada face a vários aspectos da sua vida, decidiu procurar algum conforto num passeio pelo parque. O vento na cara, o chilrear dos pássaros, o riso das crianças na caixa de areia... nada promoveu um aligeirar do peso que sentia quando pensava nas suas circunstâncias...

Agarrou no seu leitor de mp3, colocou os headphones e decidiu apelar ao poder da música. Começou a ouvir as músicas que normalmente ouvia, as suas preferias, uma coleção de temas lentos e melancólicos. Pareciam-lhe muito adequados ao seu momento atual.

Ao fim de algum tempo, a sua mente começou a "viajar", envolta na música. Sentindo-se cansada do passeio, sentou-se num banco do parque. O sol bateu-lhe com gentileza nos olhos, que fechou momentaneamente. Quando os abriu, percebeu que um vadio a acompanhava agora no banco. Sentado no lado oposto ao da mulher, parecia fitar o infinito, com um sorriso enigmático a ocupar-lhe os lábios. "Certamente um louco", pensou a mulher. O cansaço levou a melhor e a mulher tornou a cerrar as pálpebras.

Desta vez, entrou num nível mais profundo de relaxamento. Parecia sonhar, embora conseguisse ainda fazer escolhas conscientes em relação ao sonho. Nesta espécie de transe, começou a elaborar um rol de queixas em relação à sua vida... o dinheiro que nunca chegava para pagar as despesas no final do mês, a relação sentimental que desejava e não aparecia, o salto profissional que tardava em acontecer... apercebeu-se momentaneamente que talvez estivesse a verbalizar mesmo as queixas e que, envolvida pela música, talvez estivesse a falar alto... por uma vez na vida, não se importou, sempre era um certo alívio...

Ao fim de quase uma hora, abriu os olhos, subitamente desperta pelo fim da música no mp3 sem bateria... Levantou-se e afastou-se do banco... quando o fazia, ainda com os headphones nos ouvidos, pareceu-lhe ouvir uma voz... "eu sou um vadio e louco, pensa ela, enquanto ela própria vadia pela amargura da melancolia, enlouquece num mar de queixas que apenas aguarda a sua determinação para se abrir num jardim de possibilidades... tem é a mania que é Especial, tão Especial que temos de aturar as suas tretas miserabilistas em vez de beneficiarmos das suas atitudes altruistas, temos de levar com o seu egoísmo exacerbado tipo coitadinha de mim, em vez de levarmos com a sua confiança musculada tipo eu posso e consigo... fónix, que quase me tirou o sorriso da cara, esta gaja com a mania que é Especial..."

Durante todo este tempo, a mulher manteve-se imóvel. Quando finalmente se voltou, nem sinal do vadio. Será que tinha existido mesmo? A mulher não sabia... Sabia apenas é que se sentia menos Especial... e isso fê-la sorrir pela primeira vez em muitos dias. enquanto apressava o passo como quem percebeu finalmente para onde ir...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Sobre as vitórias e as derrotas

Ao longo dos últimos dias, lembrei-me várias vezes do poema do João Negreiros, que disse de forma sublime no LIFE Energy Coliseu (16/Abril) e do várias vezes repetido... "já passou"...

Na Vida, parece estar presente uma das Sete Super Leis do Universo: a Lei do Ritmo. Aparentemente tudo tem um ritmo, tudo tem ciclos, tudo tem altos e baixos...

Sendo assim, o que hoje ganha amanhã perderá... para depois ganhar outra vez!
O que hoje perde, amanhã ganhará... para depois perder outra vez!

(mesmo que o amanhã seja daqui a muitos anos)

Tenho observado isto na política (mesmo que um ditador demore décadas a cair... cai!
Tenho observado isto no desporto (mesmo que um atleta ou equipa demore muitos anos a perder... perde!)
Tenho observado isto nas empresas (mesmo que uma empresa de sucesso demore muitos anos a passar por algum tipo de dificuldade... passará!)

Assim, parece que sucesso tem menos a ver com resultados e mais a ver a forma como lidamos com os resultados! Aquele que sabe aceitar uma vitória com humildade e respeito pelo adversário é um verdadeiro campeão! Aquele que sabe aceitar uma derrota dando honra ao vencedor também é um verdadeiro campeão!

Dito isto, ao longo das últimas semanas tenho observado que existem mesmo poucos campeões no futebol português. E se, às vezes, os dirigentes, treinadores e atletas de vários clubes se podem escudar atrás da "pressão" para justificar comportamentos (claro que aqui na nossa página da Neuroestratégia, essas desculpas vão soar a standards pessoais baixos)... o que dizer dos "comentadores" dos vários programas televisivos a três (e são vários)... sem pressão e com muita vontade de ter razão!

Adoro quando alguém sabe ganhar!
Adoro quando alguém sabe perder!

Pela minha parte, enquanto formador e coach que também actua na área desportiva, vou continuar a dar o meu melhor para inspirar os vários agentes desportivos a elevarem o seu discurso e o seu comportamento, pois nas vitórias e nas derrotas se vêem os grandes campeões!

Também o adepto tem um papel importante nesta questão, pois pode aprender a dirigir o seu foco para o que realmente interessa: a performance desportiva dos atletas e equipas. Ontem, por exemplo, no Benfica-Porto adorei a defesa ENORME do Júlio César na primeira parte a remate do Falcão, adorei a exibição IMPRESSIONANTE do ataque portista com Hulk e companhia a darem SHOW DE BOLA, gostei da exibição CONSISTENTE do Carlos Xistra que teve tarefa complicada pelos próprios atletas.

Claro que também é possível levar o meu foco para acontecimentos marginais do jogo ou minhas opiniões sobre o acerto das decisões dos árbitros, treinadores e jogadores (falar é fácil!). Se o fizer, serei eu, como adepto, a mostrar o que é mais importante para mim. Ou seja, posso aprender mais sobre mim, reparando nas coisas em que reparo durante um jogo de futebol... Hummm, as oportunidades de desenvolvimento pessoal estão mesmo em todo o lado!

Boas vitórias e... boas derrotas!

domingo, 17 de abril de 2011

Sobre o LIFE Energy Coliseu...

Obrigado!

Hoje apetece-me dizer OBRIGADO a todos os que escolheram passar a noite de sábado (16/Abril/2011) no Coliseu do Porto! E foram, pelos números do Coliseu, cerca de 2500!

Também me apetece dizer OBRIGADO à equipa da LIFE Training que, com carinho e energia, montou este evento, disponibilizando os seus recursos pessoais... Estiveram TODOS a um nível fora de série, encheram o Porto com os vossos sorrisos!

Apetece-me, claro, dizer OBRIGADO aos voluntários que investiram o seu tempo (o seu recurso mais valioso) para ajudar a tornar este evento possível. Esperem... apetece-me dizer-lhes OBRIGADO outra vez!

Ah, e OBRIGADO ao

Ricardo Peixe pela animação, perguntas poderosas e energia contagiante em palco!
Paulo Espírito Santo e Lígia Ramos por "momentos de sofá" que deram mesmo que pensar, assentes numa performance teatral de fazer inveja a muitos profissionais!
Ana Viriato por uma apresentação do evento suportada por um lindo sorriso de quem experiencia a gravidez!
Núria Mendoza por uma entrevista envolvente e de forte ligação com um mágico nato!
Jorge Pina por um relato contagiante e cheio de humor, que nos deixou a todos a perceber que há mais para ver do que o que podemos olhar!
João Negreiros que elevou a energia a um nível tremendo com poesia da melhor que já se ouviu no Coliseu!
Inês Barros Baptista por uma intervenção intimista e de forte ligação e inspiração!
Hélder Guimarães que mesmo a partir de Tóquio, conseguiu trazer um toque de magia a uma noite... mágica!
Jorge Azevedo que nos encantou com a bela "Dança dos Pássaros" do António Pinho Vargas!
Boss AC que fechou a noite levando o Coliseu a "pôr-se de pé e a gritar bem alto... ESTOU VIVO e VIVO!"

E apetece-me mesmo dizer OBRIGADO ao Nuno Silva e à Ana Vieira que coordenaram todo o evento, zelando por todos os pormenores como quem trata de uma criança.

E apetece-me ainda dizer OBRIGADO a todos os que acreditaram neste sonho (a Douro Azul, a Newway, o Holmes Place na figura do Hugo Almeida, e tantos, tantos outros).

E apetece-me ainda dizer que... o LIFE Energy... vai continuar a apelar à INSPIRAÇÃO, CONTRIBUIÇÃO e ENERGIA!

Para todos nós...
E-NER-GY!