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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Uma reflexão sobre objectivos

Daqui a umas horas vou facilitar o workshop SPIDER 2011, no Estádio do Bessa (Porto) com mais de uma centena de participantes inscritos (e amanhã estaremos em Lisboa!). Depois de 3 anos a estudar objectivos tenho algumas coisas interessantes para partilhar, espero!




Aqui estão algumas das reflexões para 2011, que aqui antecipo:

1. Definir objectivos ambiciosos às vezes afasta-nos do sentimento de gratidão por aquilo que já temos. A gratidão é uma excelente base para podermos definir objectivos. É aquilo que nos permite passar de "quando atingir estes objectivos serei feliz" para "já sou feliz e quero concretizar estes objectivos". Vai um mundo de diferença (e felicidade) entre as duas frases.

2. Quando começo a ligar-me à definição de objectivos posso fazê-lo a partir de duas psicologias básicas:
a) tudo é possível
b) sim, mas

Quando uso a) entro num mundo de sonho e fantasia, sinto-me livre e infantil, deixo-me guiar pelo prazer e assisto à concepção de um novo mundo, que irradia aquilo que faz mais sentido para mim. Curiosamente, neste mundo (quando desenhado por diferentes pessoas) existem frequentemente elevados níveis de contribuição, partilha e amizade entre todas as pessoas.

Quando uso b) castro em poucas fracções de segundo qualquer ideia que brote no meu íntimo, pois os meus mecanismos de adequabilidade da imaginação à "realidade" disparam por todos os lados, avisando de que "sim" isto é giro, "mas" não é possível ou não depende de mim.

Quando uso muito b) deixo que aquilo que já é continue a ser e evito que aquilo que não é possa vir a ser. (vale a pena reler esta...) E afinal era aquilo que não é que eu queria que fosse...

Richard Dawkins (um autor em relação ao qual me divido na apreciação do seu trabalho e que há muitos anos se esforça para provar que Deus não existe) tem uma expressão curiosa para esta ideia de imaginar o futuro à luz do passado: "código dos mortos"... Esta dá mesmo que pensar e vou ficar por aqui... por hoje!

3 comentários:

FM disse...

Embora conhecesse vagamente o conceito PNL foi através de um anúncio de Sportscoaching que aqui cheguei. Como não-alinhado militante que vê sempre algo que se possa aproveitar em todas as teorias que fujam ao establishment, por mais loucas que possam parecer (que não é o caso) não podia estar mais de acordo com esta reflexão do autor.
Curiosamente estou em letargia na opção b) há demasiado tempo (tipo cruzamento com o semáforo avariado em vermelho...) e não mantivesse o meu bom humor já me teria auto-diagnosticado uma "depressão".
Por vezes é dificil sair da armadilha do "mas" e avançar para zonas de desconforto, sem ironia, talvez umas "pastilhas" de PNL me fizessem bem...

PCorreia disse...

Olá Pedro,

Infelizmente só tive oportunidade de assistir a um dos seus Workshops, mas desde então que o sigo atentamente.

Obrigado por este post.

Quando o acabei de ler olhei para a minha "parede das frases" e li o que Monteiro Lobato tinha para nos dizer:

"Tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do que o homem fez no mundo teve inicio de outra maneira."

Então peguei no que tinha mais à mão, um envelope e um lápis, e defini 4 objectivos que quero atingir este ano. Sem mas nem meio mas, apenas o sonho para este ano.

Mais uma vez obrigado pelo seu Post.

PCorreia

P.S. - desculpe o desabafo...

Pedro Vieira disse...

Caro PCorreia, adorei a inspiração da frase partilhada! O segredo parece mesmo estar em passar do sonho ao objectivo e isso parece fazer-se começando a desenhar o plano de acção e... agindo!
Que esses 4 objectivos sejam materializados, são os meus sinceros votos!