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quarta-feira, 9 de março de 2011

As pessoas boas vêem pessoas boas!

Investigadores da Univiversity of Nebraska, Wake Forest University e Washington University in St. Louis, publicaram um estudo no Journal of Personality and Social Psychology, que aponta numa direção pouco surpreendente e ainda assim a merecer a nossa reflexão:

- Estudantes universitários (população deste estudo) que estão mais inclinados a avaliarem positivamente os seus pares (ou seja, como sendo de confiança, agradáveis e emocionalmente estáveis) reportaram maior satisfação com a vida, menos sinais depressivos e melhores notas e resultados nos testes académicos.

(além disso estas pessoas têm tendência a serem vistas positivamente pelos seus pares e a serem vistas como agradáveis, conscienciosas e emocionalmente estáveis!)

- Estudantes que têm opiniões mais negativas sobre os outros têm tendência a serem vistos como desagradáveis, anti sociais e narcisistas e a sentirem mais emoções "negativas"

Os autores do estudo concluem que podemos aprender muito sobre uma pessoa observando atentamente a forma como esta avalia os outros.

(É quase como ter uma lente "negativa" ou uma lente "positiva", conforme aquela que decidimos usar para espreitar o mundo e os outros, assim nos sentiremos! Ao ler este estudo, deve estar com aquela sensação de "eu já sabia isto"!)

Pensei nisto ontem quando lia o fenomenal texto do Daniel Sampaio sobre a "geração parva". Como pessoa focada em criar resultados e impacto positivo, o psiquiatra focou-se em encontrar pontos positivos nos comportamentos padronizados desta geração (acho que tanto o Daniel Sampaio como o leitor sabem que estas generalizações oferecem poucos resultados a quem quer que seja...). Muito bom... e focado no futuro! O meu sincero aplauso!

Ao passar os olhos pelo jornal O Jogo, encontrei outro exemplo paradigmático. Analisando as incidências arbitrais dos jogos do fim-de-semana, dois conhecidos ex-árbitros mostravam a sua "lente" preferida. Enquanto Jorge Coroado, com uma linguagem corrosiva e acusatória disparava contra tudo e todos, Pedro Henriques escolhia focar-se nos atributos positivos de quem se expõe à difícil tarefa de arbitrar jogos de futebol. O segundo teve ainda o dom de apresentar boa sustentação teórica, deixando o leitor com mais recursos para entender as regras do jogo e as decisões do árbitro.

Onde entrariam Jorge Coroado e Pedro Henriques no estudo citado no início deste post?
E Daniel Sampaio?
E o leitor?

(eu cá, balanço entre os dois grupos, tendo um firme propósito de me enquadrar cada vez mais no primeiro!)

1 comentário:

Rui Costa disse...

eu gosto da vida...de viver, e gostar de viver é gostar das pessoas. Presumir o melhor. Se por acaso tivermos desilusões, é bom sinal, é sinal que vivemos, mesmo que apenas por momento, uma ilusão. Alguém não gosta de ilusionismo? se soubermos os segredos, o ilusionismo perde a piada.