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quarta-feira, 27 de abril de 2011

O Jeito que o Jeito Dá

"Ah, ele tem imenso jeito para fazer as pessoas rir. É um comediante nato"

"Não tenho jeito nenhum para cozinhar"

"Ele tem jeito para os negócios, é por isso que ficou rapidamente rico"

"Bolas, que falta de jeito para atender clientes"

Pois é... o jeito... dá jeito!

Com jeito, alcançamos melhores resultados. Sem jeito, estes ficam mais distantes. Pelo que será bom perguntar... o jeito, como e onde se arranja?

Ouço com atenção quando alguém se refere ao jeito (ou falta dele) próprio ou dos outros. E encontro uma forte ligação entre o jeito e o Princípio da Causa/Efeito. Diz este Princípio (uma das 7 super leis do universo) que nos podemos considerar a causa dos resultados que obtemos ou olhar para estes como meros efeitos de coisas que não controlamos. Ora, também o jeito aqui encaixa:

a) se achar que o jeito é "algo com que se nasce", "ou se tem ou não se tem", então considera os resultados obtidos "com jeito" como um mero efeito de algo fora do controlo de quem usufrui da presença ou asuência do jeito

b) se achar que o jeito é "algo que se desenvolve através do treino e da aprendizagem", então considera os resultados obtidos "com jeito" como algo ao alcance de qualquer pessoa que esteja disposta a pagar o preço de, de acordo com o seu ponto de partida individual e único, fazer aquilo que tiver que fazer até desenvolver o tal jeito.

Quando justificamos os bons resultados ou performances dos outros com base no jeito com que nasceram, então eliminamos qualquer hipótese de aprendizagem pessoal. Também desvalorizamos desta forma os processos, muitas vezes intensos, longos e árduos de desenvolvimento de competências que podem ter levado até à performance agora aparentemente... fácil!

Pense nisto na próxima vez que disser que não vai fazer algo (dançar, cozinhar, desenhar, discursar, jogar) por "nao ter jeito nenhum"... Talvez possa substituir por um rápido "devo ter tanto jeito como qualquer outra pessoa, simplesmente tenho medo de o fazer, ou não estou disposto a pagar o preço para desenvolver essa competência". Repare que, se for suficientemente importante para si, a partir desta segunda afirmação pode mudar! Enquanto que, a partir da primeira, bem... "em relação há falta de jeito, não há nada a fazer" ;-)

2 comentários:

Ricardo Peixe disse...

Tu tens jeito para escrever... :)

FM disse...

Hoje no tempo do imediatismo (e do mediatismo...) ninguém tem "tempo" ou persistência para desenvolver o jeito, para perceber o jeito ou até para tirar prazer do jeito que não possui. Cada um procura usar o jeito que já domina, e alguns só têm jeito para se queixarem que não têm jeito nenhum...