Psicólogos da Universidade de Harvard apresentaram um estudo que parece indicar que a perda de foco na tarefa em mãos está relacionada com a perda de... felicidade!
Mais de 2000 participantes no estudo usaram uma aplicação para iPhone que lhes perguntava em momentos aleatórios do dia o que estavam a fazer e em que estavam a pensar. Os resultados indicaram que as mentes dos participantes divagaram imenso: em pelo menos 30% do tempo dedicado a tarefas e conversações a mente estava a divagar e tinha-se desligado da tarefa!
(Curiosamente a única actividade em que não existiram percentagens consideráveis de divagação foi... sexo! O que parece estar alinhado com a forma como muitas pessoas parecem viver o sexo como forma de se ligarem ao momento presente e se desligarem momentaneamente de relações pouco saudáveis com o passado e o futuro. Tipo "gosto de sexo porque não penso em mais nada quando o estou a fazer"...)
O mais interessante (digo eu) do estudo foi a correlação forte entre momentos de divagação e estados emocionais negativos. Ou seja, quando os participantes no estudo estavam "desligados" da tarefa ou conversação também estavam a sentir-se menos bem.
Alguns comentários:
1. Em PNL explora-se o conceito de "up time" (a valorização forte dos estímulos sensoriais recebidos, o desligar do discurso interno, a ligação ao presente e o estado de "presença"), por oposição ao "down time" (divagação, discurso interno avaliativo e julgador, desvalorização dos estímulos sensoriais - "nem reparei no que ele disse ou fez"); muitos dos modeladores da PNL gostam de passar horas consecutivas em "up time" (por exemplo, quando em formação, coaching ou estudo), talvez este estudo mostre que gostam apenas e só de se sentirem... felizes!
2. Será que o desligamento precede o mau estar, ou o mau estar antecede o desligamento? Este estudo não apresenta respostas, talvez isso não seja sequer importante. Se nos apanharmos a divagar, podemos focar novamente a atenção na tarefa ou podemos mudar de tarefa!
Tens estado focado/a no dia de hoje?
Saudações neuroestratégicas do vosso amigo Pedro!
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