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terça-feira, 19 de julho de 2011

O Assassino de Cachorrinhos

Ouvi várias vezes da boca do Steve Linder esta provocação (aqui recriada pelas minhas próprias palavras):

-Se alguém na rua te chamar de "assassino de cachorrinhos", o que fazes? Provavelmente não ligas muito, perguntas-te se haverá algum problema com aquela pessoa. Talvez olhes à volta para ter a certeza que o impropério é mesmo dirigido a ti. Talvez exclames um "ah?!" e segues com a tua vida.

-Então e se alguém disser que "és um grande chato" ou "às vezes és mesmo mal humorado" ou "não mereces o salário que ganhas" ou "és sempre a mesma coisa" ou até ainda "és um palhaço". Talvez te sintas insultado ou atacado. Talvez peças esclarecimentos ou te procures defender.

Qual a diferença entre o "assassino de cachorrinhos" e os outros ataques? É que o primeiro em princípio não ressoará dentro de ti (se por outro lado assassinaste mesmo cachorrinhos, então a reacção será outra...). Não encontrarás, em nenhuma parte do teu sistema, informação que possa suportar tal acusação. E esta é a razão pela qual terás dificuldade em sentir emoções negativas como consequência destas palavras.

Agora, quando recebes algum dos outros ataques, talvez consigas encontrar alguma parte de ti que se auto identifica com esses rótulos! E, como não gostas deles, sentes emoções negativas e contra-atacas. (Estou a especular, claro...)

Se aquilo que escrevi fez algum sentido para ti, então uma boa estratégia é, na próxima vez, em que te sentires atacado... parar, verificar as emoções e deixá-las partir acompanhadas da pergunta "de que forma posso aprender com a forma como me senti depois de ouvir estas palavras e o que estou disposto a alterar para me sentir mais alinhado e congruente?"

Dá que pensar, não dá?

PS Uma vez chamaram-me egoísta e fiquei possuído. Quando me acalmei e abandonei o longo rol de explicações em que me tinha embrenhado... reconheci que o meu comportamento poderia facilmente ser lido como egoísta. E passei a pensar no que poderia fazer para EU me sentir menos egoísta. Quanto à outra pessoa, agradeci-lhe internamente por ter partilhado aquilo que achava em relação à situação. (Consigo fazer SEMPRE isto? Ainda não...)

3 comentários:

Dani disse...
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spritof disse...
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CéuGomes disse...
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