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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O Poder das Pressuposições!

Hoje de manhã, enquanto conduzia a caminho da escola de um dos meus filhotes, cantarolava uma música bem antiguinha que passava na rádio... Pelo meio ia respondendo às questões que, do banco de trás, chegavam em catadupa... Adoro dar força aos meus filhos em relação à quantidade astronómica de perguntas que às vezes debitam, pois acredito que a sua qualidade de vida (em todos os aspetos) dependerá sobretudo das peguntas que consigam colocar a si e aos outros a cada momento...


Em determinado momento, o locutor de serviço começa a falar com uma ouvinte, aparentemente participante num concurso que lhe daria ótimos prémios relacionados com o regresso às aulas. Coisa boa, portanto.

A pergunta do apresentador apanhou-me de surpresa...

"Este regresso às aulas é sempre penoso, não é?"

Uau, o Poder das Pressuposições utilizado para... criar emoções negativas! Se procurarmos informação no nível mais profundo da linguagem, poderemos encontrar algumas coisas interessantes...

1. O locutor parece acreditar que o "regresso às aulas" é uma experiência que classifica de "penosa".
2. Esta experiência parece ser tão consistente em termos de significado que o locutor utiliza mesmo o quantificador universal "sempre".

Com um conjunto pequeno de palavras, o locutor conseguiu imediatamente deixar a ouvinte com um tom de voz triste e arrastado... provavelmente enquanto se lembrava que o "regresso às aulas" é "sempre penoso".

Quando colocamos questões temos o Poder de incluir nelas pressuposições. Se formos eficiente na sua utilização e conhecedores de técnicas persuasivas de comunicação podemos até fazer com que essas pressuposições  ultrapassem determinadas barreiras conscientes (o que vai fazer com que o ouvinte apenas consiga recuperar o sentido de escolha mais tarde se não possuir as ferramentas para se "defender" no imediato).

(nota: a utilização do "tag" final "não é", reforça a possibilidade de aceitação por parte do ouvinte... isso é talvez conteúdo para um curso avançado de linguística influenciadora!)

Tenho uma proposta para si, caro leitor...

Utilize o Poder das Pressuposições para inserir nas suas questões... pressuposições positivas! E esforçe-se por manter sempre a capacidade de escolha do ouvinte bem desperta.

Por exemplo, na questão em debate, imagine como seria diferente a informação recuperada pela ouvinte (e pelos muitos milhares de ouvintes da estação de rádio naquele momento) com perguntas como:

"O regresso às aulas tem coisas fantásticas, não tem?"
"Qual é a melhor memória que tem de um regresso às aulas?"
"Quando pensa no regresso às aulas, que significado positivo pode ele ter?"

Repare que nas três sugestões se coloca o foco em experiências/significados positivos sem estabelecer relações duradouras (evitando a utilização do verbo "ser"...), o que permite a manutenção do mapa-mundo anterior e o alargamento do direito de escolha!

(fui talvez um pouco técnico nesta análise, pois já estou em "modo" PNL na preparação dos Cursos "Em Busca da Magia" - 16/17 Setembro no Porto e 30 Setembro/1 Outubro em Lisboa - e da próxima Certificação de Practitioner em PNL - 16/23 Outubro no Porto!)

E já agora... que coisas positivas já experienciou no dia de hoje? (incluindo o facto de ter acordado... VIV@!)

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