Mais info em www.pedrovieira.net

Mais info em www.pedrovieira.net
Mais info em www.pedrovieira.net

sábado, 29 de janeiro de 2011

O ábaco e o computador

Três homens conversavam entre si sobre a forma como lidavam com os seus desafios matemáticos...

O primeiro deles afirmou que resolvia todos os problemas com a ajuda de um ábaco. Quando as equações ficavam demasiado complexas ou os números cresciam acima de uma determinada grandeza, limitava-se a enolher os ombros e dizer que era impossível resolver aquilo.

O segundo disse usar um potente computador, que respondia rapidamente a todas as suas solicitações. Não sabia explicar como chegava aos resultados, sendo que isso não lhe parecia importante, pois se limitava a usá-los sem pensar muito no assunto.

O terceiro homem parecia contar com uma estratégia muito própria. Por um lado utilizava o poderoso computador e deixava que este fizesse a maior parte das operações e lidasse com uma série de desafios. Às vezes, no entanto, ficava ansioso e desconfiava do resultado, o que o fazia agarrar no ábaco e passar muito tempo a confirmar os números obtidos. Outras vezes era a pura curiosidade de perceber como as coisas funcionavam que o fazia querer perceber como tinha o computador chegado ao resultado.

...

No dia 7 da Certificação de PNL, as estratégias de acesso ao inconsciente tornam-se conscientes.
Consegue imaginar total rapport (ou ligação/confiança) entre consciente e insconciente? Isso mesmo...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Quando o consciente confia no inconsciente

Imagine por uns instantes que o seu sistema é como uma grande biblioteca, cheia de livros repletos de informação. A biblioteca está às escuras, e os livros, aproveitando o silêncio e a calma escuridão, vão trocando informação entre si, aproveitando a sabedoria mútua para lidarem com os seus problemas.

Eis que surge uma lanterna, que se acende e começa a iluminar um dos livros. Surpreendido por estar agora no centro do foco luminoso, o livro tenta resolver os problemas acedendo apenas à sua própria informação, subitamente desvalorizando os murmúrios que lhe chegam dos livros mais próximos. Encadeado pela luz, tem dificuldade crescente em confiar na informação que lhe chega da penumbra. Acaba por decidir calá-la e acreditar apenas nas suas próprias respostas.


O foco, porém, é instável e vai vagueando até outros livros. À sua vez, cada um deles sofre o efeito do encadeamento, "cortando" momentaneamente relação com os companheiros de estante, temporariamente deixados fora da luz.

As respostas geradas por este sistema tenderão a ser empobrecidas pela informação exígua que é utilizada. Se, ao invés, o livro iluminado tivesse a confiança necessária para confiar naquilo que lhe vai chegando dos confins da biblioteca, acreditando, mesmo sem conseguir ver... Então o sistema seria mais completo, integro e eficiente...

Confia no seu inconsciente? Confia na intuição? Tem que ver para crer? Consegue valorizar os processos sentimentais, compreendendo que são mais lógicos que os lógicos? Consegue valorizar os processos lógicos, compreendendo que são mais sentimentais que os sentimentais?

Chegados a meio da 5.ª Certificação de Practitioner em PNL, estamos prestes a revelar o poder da biblioteca, unindo a sua sabedoria para gerar resultados! Isso mesmo...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Quero mudar? Posso mudar?

Chegados ao dia 3 da 5.ª Certificação de Practitioner em PNL da LIFE Training, vários são as representações internas que lutam dentro de mim para ganhar o seu espaço no consciente. Transformando a luta em cooperação, deixo que no momento certo, cada uma delas se mostre por forma a transformar a experiência de quem vive este curso.

Aqui vai um dos pensamentos...

Se aquilo que faço agora é um produto elaborado das minhas redes neuronais e da informação aí representada...
Se gostaria de materializar alguns resultados na minha vida diferentes daqueles que estou a alcançar...
Se existe a propriedade da neuroplasticidade, que permite a alteração da composição das redes neuronais...
Então posso e quero mudar!

Como fazê-lo? Esta questão parece fazer sentido quando os pressupostos anteriores são aceites e vividos. As ferramentas, técnicas e estratégias da PNL são incríveis e NÃO funcionam quando...

Me recuso a assumir responsabilidade pelos meus resultados...
Me recuso a aceitar a possibilidade de mudança...

(Exercício para Practitioners de PNL... Identificar as subtilezas linguísticas deste texto, são pelo menos 5...)

Os próximos dias do Curso vão ser fascinantes!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Certificação em PNL arrancou a 23/Janeiro

Começou mais uma aventura chamada Certificação Internacional de Practitioner em PNL.
Desta vez é em Gaia (Hotel Melia) e com um grupo fantástico de participantes (16) e assistentes (6).
O meu inconsciente já está 100% em modo... Certificação! Para quem já lá esteve... já sabe como é!

Prometo encontrar tempo durante os próximos 8 dias para deixar alguns insights produzidos neste evento.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Uma estratégia de sucesso para 2011

2011 começou há 22 dias. O que quer dizer que temos 343 pela nossa frente neste belo ano. O que vai acontecer durante esses dias? Mais importante ainda, como nos vamos sentir? Qual vai ser o nosso nível de satisfação?

Tenho falado com muitas pessoas sobre este tema, curioso em obter respostas e perceber como constroem antecipadamente as pessoas a sua realidade emocional. Consigo claramente identificar três grupos de pessoas de acordo com as suas respostas...

1) Pessoas que acreditam que vai ser tudo espectacular e fantástico, estando basicamente a manipular positivamente a sua expectativa em relação ao futuro. Algumas destas pessoas são muito congruentes em relação ao que dizem, outras parecem simplesmente estar a utilizar intencionalmente o "poder positivo" ou a "lei da atração" para dizerem coisas em que ainda não acreditam com muita convicção.

2) Pessoas que acreditam que o ano não vai ser grande coisa e já activaram o poderoso princípio da PRÉ-OCUPAÇÃO, às vezes designado também de PREOCUPAÇÃO, estando já a viver emoções negativas em relação ao que ainda não aconteceu, nem têm a certeza de que vá acontecer. Pelo sim, pelo não, começam já a sentir-se mal e desanimadas.

3) Pessoas que estão ligadas ao presente e vivem com aceitação aquilo que têm, pelo que se imaginam a viver com aceitação aquilo que terão pela frente, independentemente do que seja. Estas pessoas demonstram forte estabilidade emocional e fraca motivação para a acção, pois o que acontecer... acontecerá!

Enquanto pensava, há algumas semanas atrás, em conjunto com alguns dos meus colegas de trabalho, sobre qual o grupo de pessoas em que nos incluíamos... decidimos o seguinte:

"Fazer de 2011 o melhor ano das nossas vidas, agindo activamente para criar condições para que tal possa acontecer".

Que é mais ou menos como quem diz... Adoptar a estratégia 2 para perceber que as coisas podem correr mal (e despertar os mecanismos da acção em relação ao que não está a correr bem agora), implementar a seguir a estratégia 1 para gerar optimismo e energia emocional (para suportar a implementação de estratégias e planos de acção) e finalmente usar a estratégia 3 para aceitar o que quer que aconteça com um sorriso nos lábios (e com a capacidade de incorporar qualquer tipo de feedback nas acções seguintes).

Em relação à LIFE Training (www.lifetraining.com.pt), por exemplo, procedemos a uma série de alterações (para melhorar o que não estava a funcionar tão bem), melhoramos as condições de trabalho, incluindo as financeiras, de toda a equipa (para gerar maior optimismo e energia positiva) e preparamo-nos para aceitar os obstáculos que vão certamente surgir! Ah, e marcamos um MEGA LIFE ENERGY para o Coliseu do Porto a 16 de Abril!

Espero que o exemplo seja inspirador pois o propósito é... inspirar decisões apaixonadas!
E espero também que a estrutura apresentada (2-1-3) possa criar resultados emocionais positivos no seu arranque de 2011...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

As Presidenciais e a Energia da Comunicação

A maior parte dos estudos que conheço sobre influência mostram que os seres humanos preferem pessoas que emanam "boa" energia: boa disposição, humor qb, aparência atraente, comunicação estável, olhar focado e afável, sorriso, voz com tom harmonioso, etc.

Pensei bastante sobre isto enquanto ouvia ontem as reportagens na TSF da campanha eleitoral. Embora estivesse apenas a ouvir excertos de intervenções perante plateias e/ou perante conjuntos de jornalistas... nenhum dos candidatos marcou muitos pontos na check list verbal. Talvez seja diferente quando observar na televisão, pensei... Mesmo panorama!

Como pessoa interessada na área da comunicação e, particularmente, na comunicação "ao vivo", adoro ver/ouvir um bom palestrante. Adoro quando alguém, utilizando apenas e só o poder da sua comunicação verbal e não verbal, consegue criar momentos mágicos e transportar audiências até locais imaginários, até novas decisões, até novos níveis de consciência.

Ontem percebi que durante esta campanha presidencial vai ser difícil sentir o encantamento...

Conseguem imaginar o dia em que os candidatos a cargos públicos realmente se preparam para se tornarem bons comunicadores? Em que deixam de usar palavras vazias, tons de voz pouco apropriados (berros, não obrigado!) e gestos contra producentes... Vamos todos ficar a ganhar, pois quando a comunicação melhora, as escolhas ficam mais fáceis e aumenta a eficiência. Nas relações familiares, como nos projectos empresariais, como nas campanhas políticas!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O Efeito Placebo e a Saúde

Ontem à noite, por sugestão da irmã da minha companheira, tive acesso ao episódio de estreia de uma nova série da TV dinamarquesa dedicado ao estudo de questões da psique. Neste programa inaugural, foram entrevistados vários especialistas e investigadores da área médica nos Estados Unidos, Itália e Dinamarca. Foram apresentados vários estudos, dos quais irei dando conta aqui no blogue nas próximas semanas. Chamou-me a atenção, pela sua expressividade, este caso, documentado com imagens...



1. Foi constituído na Dinamarca um grupo de estudo da depressão e do impacto dos medicamentos anti-depressivos (um dos grandes mistérios da medicina actual... funcionam? como exactamente?)

2. Como habitualmente metade dos pacientes (clinicamente deprimidos) foi tratado apenas com recurso a um placebo (cápsulas inócuas, simulando o medicamento "real")

3. Um dos elementos do estudo, severamente deprimido, teve uma zanga com a namorada e decidiu suicidar-se, engolindo na totalidade o conteúdo do frasco que lhe tinha sido entregue para administração diárias das cápsulas

4. O rapaz deu entrada nas urgências do hospital com frequência cardíaca em repouso de 110, tensão arterial 8/4 e outros sintomas resultado da overdose.

5. Após várias horas de tentativas do staff médico para fazer o sistema do rapaz voltar ao seu funcionamento normal, através dos procedimentos habituais nestes casos, os parâmetros mantiveram-se e os médicos temeram o pior.

6. Foi chamado ao local o responsável pelo estudo, que rapidamente informou o rapaz que ele se encontrava no grupo a quem tinha sido entregue o placebo.

7. Em 15 minutos os parâmetros voltaram ao normal e o rapaz deixou as urgências.

Deveras interessante e a deixar espaço para algumas questões pessoais:

a) será que todos temos a capacidade de, de acordo com aquilo em que acreditamos, alterar de forma rápida e significativa a forma como o nosso sistema funciona?

b) será que mais do que termos ou não essa capacidade, essa é simplesmente a forma como o nosso sistema funciona... sempre?

c) se sim, que tipo de funcionamento tem o meu sistema agora e... como estou a fazê-lo? Se não gosto dos resultados, como vou alterá-los?

O que acha sobre este tema?

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Pensamento Optimista e a Guerra

O número deste mês do Journal of Occupational Health Psychology tem um interessante artigo sobre a ligação entre o impacto das experiências traumáticas na Guerra do Iraque (por parte de militares americanos) e as capacidades instaladas de "optimismo" e "resiliência".

Segundo os especialistas da Universidade do Michigan que conduziram o estudo foi encontrada evidência clara de que se os militares forem treinados para serem mais resilientes (ou seja, menos catastróficos e mais optimistas) terão a possibilidade de "funcionarem" melhor quando se encontram perante situações potencialmente traumáticas (morte de colegas, transporte de pessoas feridas, decisões de vida ou de morte, etc). O estudo indica ainda a possibilidade de estes militares com mais treino no pensamento optimista poderem vir a ter menos probabilidade de sofrerem de Stress Pós Traumático.

Felizmente, nas nossas vidas, lidamos habitualmente com situações com um menos potencial traumático. Embora também possamos estar expostos a situações limite, estas serão mais raras do que num cenário de guerra.

Assim, se o pensamento optimista funciona em cenários extremos, como funcionará nas nossas vidas? O que poderemos ganhar em desenvolver a resiliência, a noção de que no final as coisas correrão bem... a ideia de que o futuro será bom? Hoje vou pensar sobre isto...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Inspiração

Hoje, face ao elevado número de tarefas para os próximos dias, senti que seria bom receber alguma inspiração e... encontrei este vídeo. Foi-me muito útil ;-)

http://www.youtube.com/watch?v=O4TJk56elR0

Espero que gostem!

Comportamento Gera Comportamento

Levo a minha filha à escola, saindo de casa com antecedência suficiente (normalmente) para que cheguemos antes de "tocar". Ela está na primeira classe e nos primeiros dias ficava um pouco estressada com esta história do toque. Com o passar do tempo eu fui insistindo para que ela relaxasse e percebesse que, embora seja importante zelar para que se chegue a tempo, em caso de atraso esporádico... não viria mal ao mundo.




(fiz isto inspirado pelas leituras sobre pedagogia da minha companheira e nossas discussões sobre o eventual impacto negativo sobre o bem estar das crianças da criação de ambientes matinais de alta pressão... "tens de te vestir", "já tomaste o pequeno-almoço?", "já lavaste os dentes", "estamos atrasados!", etc)

Ora, na primeira vez em que realmente nos atrasamos, quando faltavam apenas uns minutos para a hora de entrada e ainda estávamos a um bom par de quilómetros da escola, informei a minha filhota de que iriamos chegar atrasados. Para minha surpresa, reagiu com perfeita normalidade e disse "não há problema, porque a professora também chega sempre atrasada"!

Depois de explorarmos um pouco a situação, ficou claro que a professora entra normalmente na escola já depois do toque. Achei interessante, pois a "pontualidade" é avaliada nas crianças! Quando chegamos à escola, por volta das 9h05, lá estava a professora, apontada pela miúda com o dedo, a entrar...

Comportamento gera comportamento! Professores atrasados geram alunos atrasados! Chefes desmotivados geram colaboradores desmotivados! Treinadores indisciplinados geram jogadores indisciplinados! Clientes abusivos geram empregados abusivos! Estados pouco transparentes geram cidadãos pouco transparentes!

No fim, quando os primeiros avaliam os segundos, estão na realidade a avaliar quem? Boa pergunta!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Objectivos SPIDER 2.0


No final da passada semana, em 2 workshops que contaram com mais de 230 participantes, tive a oportunidade de partilhar algumas aprendizagens sobre definição de objectivos que tenho feito desde o lançamento do método SPIDER.

A definição de objectivos surpreende-me diariamente pela sua simultânea simplicidade e transcendência. Quando alguém define objectivos para as várias áreas da sua vida de uma forma metodologicamente poderosa consegue ligar-se, ao mesmo tempo:

1. Às forças mais poderosas do seu sistema: crenças e valores que gostaria de ver materializados, pessoas e eventos que gostaria de ter na sua vida, estados emocionais que gostaria de experienciar com frequencia! E isto é mesmo transcendente...

2. À consciência de que são as escolhas feitas sobre a utilização dos seus recursos que vão ditar os seus resultados futuros, tal como foram as escolhas passadas que geraram os resultados actuais. E isto é mesmo simples...

Nos workshops apresentei uma listagem de 5 coisas que tenho observado serem fortes alavancas de todo o processo. Quando estão presentes, as pessoas e organizações que se entregam à definição de objectos SPIDER, geram mais e melhores resultados. Convido-os a observarem, analisarem e interiorizarem estes 5 princípios!

Princípio n.º1: Estar GRATO pelo que já se tem.
Quando substituímos o "quando atingir os meus objectivos serei feliz" pelo "já sou feliz e agora vou alcançar estes objectivos importantes para mim", os resultados disparam. Parece que quando manifestamos gratidão por tudo aquilo que já temos, somos e fazemos, dizemos simultaneamente a nós próprios que os nossos objectivos são muito importantes e não nos fazem FALTA. Apenas os queremos, não necessitamos deles!

Princípio n.º2: Estar disposto a pagar o PREÇO
A caminho dos nossos objectivos, teremos provavelmente preços a pagar. Podem ser preços físicos (usar a nossa energia para fazer algo), emocionais (introduzir novos estímulos nos relacionamentos ou sair da nossa zona de conforto, p.ex.) ou até financeiros. Quando temos uma clara noção de que para chegar onde queremos haverá preços a pagar e o aceitamos antecipadamente, o processo tende a ser mais poderoso e efectivo, além de ser mais fácil lidar com... o preço!

Princípio n.º3: Estar disposto a abdicar de COISAS BOAS
No caminho existirão também coisas boas! A caminho da relação para nós perfeita, haverá desenvolvimentos positivos com os quais nos podemos contentar antes da chegada ao objectivo. Antes de conseguirmos o emprego perfeito, podemos receber um convite para um emprego que não sendo perfeito... é bastante razoável. Antes de chegarmos ao milhão de euros, podemos chegar ao meio milhão e reduzir a intensidade da nossa actividade rumo ao objectivo. Há quem acredite que o principal obstáculo no nosso trilho até ao objectivo serão as coisas boas que aparecerão no entretanto. Quem está conscientes disto tende a gerar melhor resultados!

Princípio n.º4: Estar disposto a jogar o JOGO
O exercício de definição de objectivos é fortemente potenciado pela crença de que as nossas acções definem os nossos resultados. Quando alguém aceita jogar o jogo dos objectivos com esta crença, os resultados tendem a disparar. Depois de alguns anos a estudar este tema, ainda não sei se é mesmo verdade que se me empenhar o suficiente encontrarei sempre uma forma de chegar ao objectivo. O que tenho observado é que quem está disposto a jogar o jogo com este pressuposto tende a chegar lá ;-)

Princípio n.º5: Estar consciente das REGRAS
Uma das mais importantes regras deste jogo a que convencionamos chamar vida é a existência do factor tempo. Ele é escasso, não sabemos quando termina e aparentemente as nossas escolhas são sobretudo escolhas de alocação de tempo. Quem percebe esta noção tem uma maior tendência a fazer escolhas poderosas rumo aos objectivos AGORA.

Espero que estas importantes dicas possam ser úteis para que 2011 seja um ano

Sempre
Pleno de
Inspiração e
Dupla
Energia
Renovadora




Um ano SPIDER! Sinta-se livre para partilhar e usar este texto com pessoas que sejam importantes para si e a quem queira proporcionar um ano cheio de amor e conquistas.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Uma reflexão sobre objectivos

Daqui a umas horas vou facilitar o workshop SPIDER 2011, no Estádio do Bessa (Porto) com mais de uma centena de participantes inscritos (e amanhã estaremos em Lisboa!). Depois de 3 anos a estudar objectivos tenho algumas coisas interessantes para partilhar, espero!




Aqui estão algumas das reflexões para 2011, que aqui antecipo:

1. Definir objectivos ambiciosos às vezes afasta-nos do sentimento de gratidão por aquilo que já temos. A gratidão é uma excelente base para podermos definir objectivos. É aquilo que nos permite passar de "quando atingir estes objectivos serei feliz" para "já sou feliz e quero concretizar estes objectivos". Vai um mundo de diferença (e felicidade) entre as duas frases.

2. Quando começo a ligar-me à definição de objectivos posso fazê-lo a partir de duas psicologias básicas:
a) tudo é possível
b) sim, mas

Quando uso a) entro num mundo de sonho e fantasia, sinto-me livre e infantil, deixo-me guiar pelo prazer e assisto à concepção de um novo mundo, que irradia aquilo que faz mais sentido para mim. Curiosamente, neste mundo (quando desenhado por diferentes pessoas) existem frequentemente elevados níveis de contribuição, partilha e amizade entre todas as pessoas.

Quando uso b) castro em poucas fracções de segundo qualquer ideia que brote no meu íntimo, pois os meus mecanismos de adequabilidade da imaginação à "realidade" disparam por todos os lados, avisando de que "sim" isto é giro, "mas" não é possível ou não depende de mim.

Quando uso muito b) deixo que aquilo que já é continue a ser e evito que aquilo que não é possa vir a ser. (vale a pena reler esta...) E afinal era aquilo que não é que eu queria que fosse...

Richard Dawkins (um autor em relação ao qual me divido na apreciação do seu trabalho e que há muitos anos se esforça para provar que Deus não existe) tem uma expressão curiosa para esta ideia de imaginar o futuro à luz do passado: "código dos mortos"... Esta dá mesmo que pensar e vou ficar por aqui... por hoje!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

"Férias com crianças não são férias!"

Ontem, ao ouvir a Prova Oral da Antena3, achei muito interessante um comentário de uma ouvinte que, depois de se ter apresentado como "mãe galinha", disse que "férias com crianças não são férias". Conversa puxa conversa e rapidamente alguém no estúdio (uma das convidadas, penso) disse que também de qualquer forma eles mais tarde não se iriam lembrar das viagens. Ou seja, pareceu ser por instantes, o consenso, levar crianças pequenas numa viagem de férias é por um lado uma "seca" para os pais e, por outro lado ainda, um desperdício de dinheiro! (pois a criancinha nem sequer vai ter memórias na idade adulta que justifiquem o preço pago para levar o pirralho).

Observei com atenção e deliciei-me com o leque alargado de objectivos que os pais podem ter quando... decidem tornar-se pais! Pois se uns querem sobretudo vivenciar novas e experiências e estados emocionais em conjunto com os recém-chegados, outros procuram criar alterações mínimas no seu estilo de vida e contribuir para uma rápida chegada das crianças a estágios de independência. Para a maior parte dos pais, será provavelmente desejada uma combinação destas duas atitudes, por forma a poderem envolver-se na vida dos seus filhos e simultaneamente poderem usufruir também dos seus momentos a sós ou com os seus parceiros românticos.

Serve este texto apenas e só para chamar a atenção para o aparente perigo que é tomar decisões em relação a crianças com base nas memórias que elas possam vir a guardar. É que se de facto os mecanismos de memória de longo prazo parecem estar completamente formados só a partir dos 4/5 anos, por outro é bem sabido que o período mais importante de influência dos pais sobre a progressão das redes neuronais dos filhos (e a parte das quais a que alguns convencionam chamar de "identidade") é precisamente nos primeiros 5 anos de vida!

Ou seja, claro que podemos optar por deixar os filhos em casa quando vamos para férias, no problem. Agora querer que isto não deixe qualquer tipo de impacto inconsciente sobre as crianças... Isso já será neurologicamente parvo! Dá que pensar, não dá?

sábado, 1 de janeiro de 2011

Maratona de Ano Novo!




Acordei. Último dia do ano de 2010. A preguiça apoderou-se do meu corpo, resistindo ao facto de serem apenas 6h da manhã e de ter tido pouco mais de quatro horas de sono. E então lembrei-me...

No dia 22 de Dezembro, estando no Sul da Suécia a gozar umas merecidas férias de Natal com a minha família, fiz a minha primeira incursão de corrida na neve. No dia 5 de Dezembro. havia terminado penosamente a Maratona de Lisboa em 4h45 e tinha decidido que descansaria até final do ano. Mas a neve, tão apetitosa, chamou por mim! O primeiro treino foi muito divertido, ao longo de 7 kms enfrentei a temperatura (-12º) com um sentimento infantil, fascinado pelo som das sapatilhas a mergulharem na neve. Com um ritmo reduzido pela neve e com a respiração dificultada pelo frio, ainda assim mantive uns 6'00/km.

No dia seguinte voltei a correr e quando cheguei a casa disse à minha companheira que tinha acabado de definir um novo objectivo, correr uma meia maratona até final do ano. Poucas horas depois, a minha cunhada, chegada de Copenhaga, diz-me que alguns colegas de trabalho vão correr uma Meia Maratona no dia 31.12, a Social Marathon. Fiquei super entusiasmado, agradeci a sincronicidade ao Universo e decidi ali mesmo que iria testar a minha corrida no frio. Logo depois ela deixou escapar que também havia Maratona completa... Ups!

Correr na neve é como parecido com correr na areia, há que levantar um pouco mais os joelhos. A maior dificuldade é mesmo aprender a ler os sinais corporais. Durante os primeiros treinos não fazia ideia se tinha sede ou não, se estava com frio ou calor, se devia usar mais ou menos roupa, se estava na hora de ingerir algum alimento... Mesmo assim, fiquei satisfeito com a minha reacção ao novo cenário e lá foi crescendo dentro de mim a vontade de me "mandar" para a Maratona completa, apesar de apenas ter corrido esta distância duas vezes na minha vida (Maratonas do Porto 2007 e Lisboa 2010).

Na viagem de avião para terras nórdicas tinha lido "Nascidos para Correr", que criou forte impacto no meu sistema de crenças e acabou por me impulsionar a levar os treinos até aos 15kms, no dia de Natal. Ainda assim, apenas na véspera da Corrida, decidi contactar a organização e avisar que afinal me queria juntar aos maratonistas.

No dia 31, lá me levantei então, enfrentei a noite e o frio, apanhando o comboio para Copenhaga (passando pela c+elebre ponte que une Suécia e Dinamarca). Durante a noite a temperatura tinha subido até uns perigosos 0º, o que queria dizer que havias fortes possibilidades de alguma neve descongelar e congelar outra vez, transformando-se em perigosas camadas de gelo, sobre o qual é virtualmente impossível caminhar em segurança, quanto mais correr! Aliás, a primeira passada fora de casa resultou imediatamente numa quase queda!

Cheguei a Copenhaga pouco antes da 8h, apanhei o metro e às 8h30 estava no local de levantamento dos dorsais. A Social Marathon é um evento peculiar, sem cronómetro, os participantes inscrevem-se em grupos consoante o tempo que acham que vão fazer. Eu juntei-me o grupo das 4h30, embora com claras dúvidas de que pudesse aguentar o ritmo. O percurso é constituído por um circuito de 21.092 mts, que os maratonistas percorrem duas vezes, uma em cada direcção. Os grupos vão saindo alternadamente em sentidos opostos, o que garante que durante a corrida nos cruzamos muitas vezes, originando um ambiente de estímulo recíproco. Muito bom!

Durante a prova existem várias estações de abastecimento muito bem compostas, onde os grupos param para se reagrupar, o que garante em média 2 a 3 minutos de boa disposição com um copo de chá quente e bolo de chocolate!

Às 8h45 partimos, liderados por um jovem de 62 anos (Jens Rua) com uma pedalada impressionante e que zelou ao longo de toda a prova pelos cerca de 60 corredores do meu grupo (no total cerca de 300 pessoas participaram neste evento/ celebração).

Durante a corrida, as minhas crenças pessoais foram sendo sucessivamente arrasadas, e aqui reside o principal ponto de interesse para o Neuroestratega que acompanha este blogue...

Primeira conversa longa com um oficial do exercito dinamarquês, recentemente de volta do Iraque, e que me afirma que está a completar a sua 21.ª maratona... de 2010! Dei-lhe os parabéns pelo feito e logo ele dirige a minha atenção para um outro membro do grupo que está a realizar a sua 120ª maratona do ano... Imaginem, uma maratona de 3 em 3 dias ao longo de um ano inteiro! E durante a corrida, encontrei ainda o recordista de maratonas da Dinamarca (com mais de 400) e o da Suécia (com mais de 700). Devo confessar que estes super maratonistas me ajudaram a ver com energia redobrada a minha capacidade de completar esta prova!



A passagem por alguns lugares interessantes da cidade de Copenhaga foi totalmente ofuscada pelos vários quilómetros de corrida na praia. Com a água congelada e o areal transfigurado pela neve, pareceu-me mesmo que estávamos a correr... na Lua! A fina camada de gelo que cobria o passeio pedonal transformou esses quilómetros numa verdadeira aventura de sobrevivência, muito dura para as articulações do tornozelo e joelho, bem testadas pelo irregularidade do duro piso.

Com a energia transmitida por este grupo de super corredores cheguei sem dificuldades de maior aos 30kms e a partir daí tive que cerrar 2 ou 3 vezes os dentes para fazer face aos sinais da "parede", desta vez bem gelada!

O último chá, aos 37kms, foi um tónico extraordinário para enfrentar a derradeira etapa com um sorriso na cara e chegar ao final em 4h37, ligeiramente atrás da cabeça do grupo. Os corredores reuniram-se depois para champanhe e um mega desejo de Feliz Ano Novo!

Esta foi a primeira prova em que, cheio de convicção, escrevi o nome de Porto Runners (clube ao qual recentemente aderi) aquando da inscrição, acredito que deixei o clube bem representado!

A melhor recordação que trouxe de Copenhaga, para além de um convívio fenomenal com homens e mulheres de todas as idades com um estilo de vida activo e saudável, foi a crença redobrada na capacidade que todos temos de ultrapassar os obstáculos que se nos apresentam desde que possuamos um motivo suficientemente forte para o fazer. O meu motivo foi o de representar nesta corrida o meu ano de 2010, que conteve alguns dos maiores desafios da minha vida e que, tal como esta Maratona, foram sendo ultrapassados um a um... Isso já são histórias para outro post, no entanto!

Boas corridas em 2011 (as literais e as metafóricas)!