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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O Cientista Cheio de Certezas

Esta é a história de um Cientista, um homem que praticava e valorizava apenas e só aquilo que ele apelidava de Ciência. Sempre que recebia um estímulo externo, avaliava-o imediatamente à luz da Ciência, descartando-o como "errado" ou "desprezível" se não possuísse uma sólida base científica.

Este homem tinha dificuldade em criar ligação com outras pessoas, pois rapidamente atacava aquilo que diziam, menosprezando as suas crenças. Dizia a bom dizer que apenas aquilo que era publicado em sonantes revistas científicas merecia ser tido em conta.

Como tinha dificuldade em compreender o significado da subjectividade (pois não era cientifico) nem sequer valoriza o trabalho de muitos dos seus colegas cientistas, já que muitos deles seguiam caminhos "errados".

Estava cheio de certezas e isso "via-se" na forma como falava e se comportava.

O mais engraçado é que este homem, que tanto sabia, tinha nascido sem saber porquê. Fazia o que fazia sem ter a mínima ideia da razão que o impulsionava a isso e não a outra coisa. E, a cada dia que passava, se aproximava da morte sem a poder contemplar (pois tal seria não cientifico).

Até que um dia, aprender a fazer novas perguntas, a olhar para as suas certezas como meras percepções pessoais, a valorizar os outros. Sentiu felicidade a um nível que era antes difícil de imaginar e compreendeu finalmente o que Ciência realmente pode querer dizer!

Foi realmente uma sensação única e transformadora perceber pela primeira vez que a Certeza pode advir não da eliminação da Incerteza e sim da sua completa Aceitação! E houve até quem o ouvisse dizer, entre dentes, que no passado se tinha julgado um génio quando na realidade nunca tão longe da genialidade tinha estado quando negava a possibilidade, em vez de a abraçar... percebia agora!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Uma frase que pode mudar uma vida?

Para pensar e reflectir... Ando a fazê-lo há anos com esta frase em particular. E os resultados têm sido fantásticos. Sim, há mesmo frases que têm o dom de alavancar os nossos resultados de forma exponencial. Claro que é necessário dar tempo à frase...

- Pense no facto de não ser possível não pensar naquilo em que não queremos pensar para podermos não pensar nisso mesmo... E, claro, agora experimente não pensar nisso!

(Vá para além do óbvio nesta frase e deixe que o seu significado mais profundo assente no seu inconsciente... e depois repare na magia que as palavras podem trazer à sua vida... ah, quase me esquecia que a magia não existe!)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Uma dica de comunicação... muito importante!

Nas palestras sobre comunicação faço regularmente uma pequena brincadeira sobre a pessoa "que em vez de dizer o que quer e não dizer o que não quer... diz o que não quer e não diz o que quer"! Esta brincadeira é inspirada num momento pessoal de grande aprendizagem, o momento em que comecei a perceber com mais profundidade o real significado daquilo que dizia...

Há uns dias, ouvindo a TSF, reparei com interesse na frase proferia por uma autora, justificando o facto do livro ter 160 páginas... "Foi para não se tornar demasiado cansativo"! Bolas, assim planta-se logo no ouvinte a ideia de que o livro é cansativo. Duvido que a intenção da autora fosse classificar o seu livro desta forma. Resultado... esqueci o título! Só porque aprecio pouco livros cansativos...

Quando me pedem ajuda para melhorar competências pessoais de comunicação, partilho regularmente esta dica...

"Fale daquilo que quer e não daquilo que não quer!" (para os mais avançados estudiosos da comunicação verbal, reflictam lá um pouco sobre esta dupla negação e o seu efeito...)

Experimente observar aquilo que diz nas próximas interacções e repare se esta dica é valiosa para si!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Manual do Manipulador - Parte 4

O MANIPULADOR utiliza muitas e belas técnicas para alcançar os seus desideratos. Este Manual tem como objectivo preparar os seus leitores para melhor lidarem com as técnicas do Manipulador e estarem assim menos expostos enquanto Vítimas.

Depois de em posts anteriores termos abordado a MENTIRA, a MENTIRA POR OMISSÃO e a NEGAÇÃO, chegou a altura de analisarmos mais uma interessante estratégia. Confesso que esta é uma das mais duras de contrariar e pode ser necessário um comunicador experiente para a expôr.

Quando o Manipulador é confrontado com algum comportamento ou declaração julgada pela Vítima como pouco apropriada, o Manipulador recorre com frequência à RACIONALIZAÇÃO.

A RACIONALIZAÇÃO é a actividade de encontrar justificações lógicas e argumentação racional para tornar o comportamento aceitável e assim induzir uma alteração do estado emocional (e consequentes decisões) da Vítima.

É difícil lidar com esta estratégia pois, mal usada, remete imediatamente a Vitima para a análise do argumento, desviando-a do comportamento em causa. Pessoas com elevada capacidade de raciocínio podem rapidamente construir justificações lógicas elaboradas e alterar a intenção original da Vítima, principalmente se esta se sentir pouco à vontade no terreno lógico e/ou tiver fraca capacidade para entender a real intenção da racionalização.

Imagine que o Manipulador é confrontado com um comentário da Vítima que lhe diz que "ontem não me contaste toda a verdade sobre o que aconteceu com aquele cliente". O Manipulador pode abster-se de se pronunciar sobre a acusação de falsidade e racionalizar o seu comportamento, com frases como "fiz isso porque sabia que irias ficar perturbado com a informação", "como sei que o teu tempo é importante só te passei a informação mais relevante", "estava à espera do melhor momento para falar contigo com calma sobre isso". Em qualquer destas situações, o Manipulador consegue transformar a "falta" numa vantagem para si (apenas queria defender o interlocutor, claro!)

A melhor forma de lidar com a racionalização é expô-la ou  ignorá-la, mantendo o controlo da conversação e evitando entrar na discussão sobre a validade da racionalização (o que aconteceria com um "como é que sabes que iria ficar perturbado?", "porque é que achaste que essa informação não era relevante?", etc)

Lembre-se que frequentemente a RACIONALIZAÇÃO é apenas uma arma desgastante do Manipulador!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A Neura e a Responsabilidade



Ontem, em determinado momento do dia, recebi um telefonema que me fez escolher ficar com a... neura! Que é como quem diz... triste e desmotivado, sem vontade de fazer nada...

Repararam certamente na formulação da frase inicial... Bem, na realidade, esta formulação ("me fez escolher") já é uma melhoria em relação à sensação inicial. Sim, pois quando o telefonema aconteceu, a primeira formulação foi "o telefonema FEZ-ME ficar com a neura". Percebem a diferença gigantesca entre as duas descrições? Numa há escolha, noutra não!

Ora, de que vale tal escolha se não consigo percepcioná-la? É que só depois de ficar com a... neura... é que ganhei consciência de que certa forma tal era minha escolha. Entretanto... já a tinha!

Sigmund Freud acreditava que o inconsciente (ele preferia chamar-lhe de subconsciente, lembrando que fica "abaixo", o que também pode pressupôr algum tipo de inferioridade lógica) era consituído por uma série de forças lutando desesperadamente para atingir o estado consciente.

Pessoalmente, prefiro a visão de John Grinder, segundo o qual o inconsciente é constituído por toda a parte do meu sistema a que não consigo prestar atenção agora. Ora, quando me lembro que devo ter feito algum tipo de escolha inconsciente que me fez experienciar o belo estado de neura, então trago essa parte do meu sistema para o consciente e posso começar a trabalhar afincadamente sobre ela.

Também posso, se possuir as ferramentas apropriadas, intervir directamente sobre o inconsciente (intervenções conscientes sobre o inconsciente... Hummm, parece-me assunto para um futuro post sobre PNL).

De qualquer das formas, o mais importante parece ser a alteração que acontece internamente quando alguém aceita que deve ter existido uma escolha, pois aí se introduz e pratica o princípio da RESPONSABILIDADE! Se tive uma escolha (mais uma vez... mesmo que inconscientemente) então sou logicamente responsável pelos meus resultados. Os telefonemas não provocam emoções... as escolhas sobre os telefonemas... sim!

Observe por uns instantes as coisas que, na sua vida, lhe estão agora a dar a neura... ou melhor, observe as coisas que estão a permitir que ESCOLHA aceder à neura... aceite a sua RESPONSABILIDADE e comece a observar as alterações emocionais!

E, claro, sinta-se à vontade para fazer perguntas, o meu email fica à sua disposição.

Boas Neuras ;-)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Quero ou Não Quero

Um bom amigo meu dizia-me ontem que quer muito ir trabalhar para uma outra cidade. Ao mesmo tempo enumerava todas as razões pelas quais isso não poderia acontecer: não havia oportunidades, não lhe poderiam pagar o que ele quer, só há colocações em indústrias de que ele não gosta, etc.

Fiquei confuso... afinal Quer ou Não Quer?

O meu amigo continuou a desfilar argumentos que às vezes pareciam mostrar que sim QUER, outras vezes parecia que não NÃO QUER...

Provavelmente tem algumas situações na sua vida agora em que por um lado QUER algo e por outro NÃO QUER. Pode ser no âmbito dos relacionamentos pessoais, das finanças, da carreira, ...
Estas situações geram sensações internas de desalinhamento, que são emocionalmente desgastantes. Quem paga? Muitas vezes o corpo, já dizia o António Variações;-)

Há muitas formas de ultrapassar estes dilemas e promover aquilo que em Programação Neuro Linguística (PNL) se chama de "integração de partes". A sensação de alinhamento que se lhe segue é profunda e poderosa.

Que formas tem de lidar com as suas dúvidas, dilemas e "desintegrações"? Estudar PNL pode ser uma ótima ajuda.

Quanto ao meu amigo (que já sabe que estamos a falar sobre ele, lol) acho que o ideal é marcar uma sessão de coaching com um dos coaches da LIFE Training!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A Laranja que Queria ser Laranjeira



(No passado domingo corri em Sevilha a minha quarta Maratona. Ao longo do percurso, para além das centenas de laranjeiras nas avenidas, em todas as estações de abastecimento havia boas e doces laranjas. No final da prova, o primeiro sólido oferecido aos corredores foram... laranjas! Assim, é natural que durante a noite tenha sonhado em tons alaranjados... aqui vai uma metáfora que pode ser muito útil em contexto terapêutico)

A Laranja estava maravilhada com a Laranjeira, com a sua capacidade de dar vidas às Laranjas, a sua imponência, a sua estabilidade... Logo ali decidiu que também queria ser uma Laranjeira. Falou com todos os seus amigos e falou-lhes do seu desejo secreto. Muitos, incluindo a Banana e o Melão lhe disseram que ela nunca poderia ser uma Laranjeira, o que a deixou cabisbaixa...

Pensou sobre o assunto e, em lugar de se resignar, entregou-se com força redobrada ao seu objectivo. Durante toda a sua vida, fez tudo para observar a Laranjeira, comportar-se como ela, aprender com as respostas que esta lhe entregava às abundantes questões que a Laranja disparava diariamente... No entanto, os dias passaram, e a Laranja continuou a ser uma... Laranja!

Não conseguia entender porque não poderia ser uma Laranjeira! Pôs de lado qualquer oportunidade de participar em Sumos, Bolos, Saladas de Fruta e outros dos habituais projectos oferecidos a Laranjas. Só lhe interessava ser uma Laranjeira!

Até que chegou o dia em que morreu... E as suas sementes foram absorvidas pela Terra e regadas pela Chuva...

Manual do Manipulador - Parte 3



Depois da MENTIRA e da MENTIRA POR OMISSÃO, chega este Manual à terceira estratégia do MANIPULADOR!

Quando confrontado com factos ou intenções que podem afastá-lo dos seus objectivos de imposição à VÍTIMA de determinados comportamentos, o Manipulador utiliza frequentemente a NEGAÇÃO. Esta importante estratégia, foi descrita por Sigmund Freud como "um mecanismo defensivo, em que alguém confrontado com um facto que é demasiado desconfortável, opta por negá-lo".

A NEGAÇÃO é um importante mecanismo pois, por contraposição à aceitação, impede que a Vítima desenvolva o seu raciocínio num ambiente de consenso.

-"Tu acusaste-me injustamente e fiquei a sentir-me muito mal com isso".
-"Não, eu não te acusei".

Ao negar a acusação, o Manipulador fica em excelente posição para ignorar a parte mais relevante (o facto de a vítima se ter sentido mal) e focar-se posteriormente na suposta falta de veracidade dos factos apontados. Esta estratégia é tão mais poderosa quanto menos específica e sensorial for a descrição dos factos. Por exemplo, na situação descrita, a Vítima utilizou uma descrição especulativa ("tu acusaste-me") em vez de uma descrição sensorial ("tu disseste X"), o que favorece a ação do Manipulador!

A NEGAÇÃO pode ser utilizada com diferentes variantes:

Negação Simples
"Isso não é verdade"

Minimização - aceitar o facto e negar a sua importância
"Disse isso, mas não teve importância, lá estás tu a exagerar"

Projecção - aceitar o facto e a importância, negando a responsabilidade
"De facto isso foi uma acusação séria, mas quem a fez foi o fulano Z, eu só repeti o que ele me disse"

Através da NEGAÇÃO, o Manipulador consegue frequentemente inverter o sentido da conversação, fazendo o diálogo centrar-se na Vítima que acabou de dizer algo que não é verdade, afastando o foco dos factos com que é confrontado.

Divirta-se no dia de hoje a reparar nas NEGAÇÕES que os outros lhe oferecem e explore quais as intenções presentes. E, claro, divirta-se também a analisar as suas próprias NEGAÇÕES! (ah, mas eu nunca utilizo esta estratégia da NEGAÇÃO... lol)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O Poder da Ressignificação

Quando descobri que os eventos têm o significado que nós lhes escolhemos dar... o meu mundo abanou! Resisti, lutei e finalmente decidi testar o princípio. Pois, se eu pudesse de facto escolher o significado a dar aos eventos da minha vida... escolheria o significado que mais me servisse, certo? Será que ele "colaria"...

Depois de andar durante uns meses a matutar nisto, apercebi-me que o processo já estava em andamento desde que tinha nascido, pois, impulsionado/influenciado pelos outros, já tinha aprendido a dar significados desde que a minha mente mostrou operacionalidade para tal. Tinha escolhido, por exemplo, que a minha mãe significava amor e carinho. Tinha escolhido que ter ficado atrapalhado numa determinada situação de exposição perante os outros significava que não sabia falar em público. Tinha decidido que meter uma ideia na cabeça significava que a conseguiria realizar.

Qualquer um destes significados era perfeitamente arbitrário, pois observava outras pessoas que, perante semelhantes eventos ou contextos, tinham escolhido significados bem diferentes.

Decidi então jogar o jogo da ressignificação durante algumas semanas e ver onde me levava.

E levou-me tão longe que continuei a jogá-lo até hoje!

Quer participar? Basta isolar os eventos a que atribui momentaneamente um significado negativo (pode aferir isto pela qualidade das emoções que derivam do significado) e pensar em "que outro significado positivo pode este evento ter"?

Vou dar-lhe um pequeno exemplo.

Gosto de correr. Quando o faço, lido com sensações corporais variadas, algumas das quais recebem rapidamente significados "negativos" da minha parte (escrevo "negativo" entre aspas, pois apenas existem significados... que ganham o epíteto de positivo ou negativo conforme o contexto e a intenção), que seguidamente ressignifico para ganhar mais poder pessoal.

"Está frio"... "Óptimo, isso significa que não vou suar tanto e é mais fácil manter-me hidratado".
"Está calor"... "Óptimo, isso significa que os meus tendões e músculos vão estar melhor preparados para o esforço".
"Está vento"... "Óptimo, isso significa que me manterei refrescado durante a corrida".
"Estou cansado"... "Óptimo, isso significa que me estou a esforçar e vou retirar benefícios do treino".
"Estou num dia de pouca energia"... "Óptimo, isso significa que o treino me permitirá aprender a lidar melhor com as baixas de energia durante a maratona".
E por aí fora...


Como acha que pode usar esta técnica nos seus relacionamentos? E na sua carreira? E na sua auto-relação? O Poder da Ressignificação é ilimitado, aproveite-o!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Manual do Manipulador - Parte 2



Depois do sucesso da parte I deste Manual, ficaram lançadas as bases para que um grupo apaixonado de pessoas aprenda mais sobre a arte da manipulação. Partilhe esta informação com pessoas que gostaria de ver mais equipadas com estratégias anti-manipulação. Elas vão agradecer!

O Manipulador, para além da MENTIRA, usa com frequência a MENTIRA POR OMISSÃO. Esta última, permite ao Manipulador seleccionar de acordo com os seus interesses a parte da informação que vai tornar visível e aquela que permanecerá no mundo do "não dito".

Esta estratégia, quando utilizada eficazmente, permite ao Manipulador induzir em erro a Vítima, privando-a de informação que a levaria a encarar o mundo de forma diferente.

Imagine-se um Manipulador que, por exemplo, que marcou um encontro com uma determinada pessoa X, depois de insistir ao longo de vários dias para que tal acontecesse. Quando mais tarde relatar o encontro à sua Vítima, poderá dizer algo como "encontrei-me hoje no shopping com a pessoa X e bla, bla, bla". Ao omitir que o encontro tinha sido marcado, causou na Vitima a ideia de que o encontro tivesse acontecido de forma casual.

Imagine também um Manipulador que convida a pessoa Y a ingressar num determinado projecto a troco de uma elevada quantia em dinheiro. Perante a recusa da pessoa Y em aceitar a proposta, o Manipulador relata depois às suas Vítimas simplesmente que "a pessoa Y não se quis associar ao projecto", deixando no ar a ideia de que o que estava em causa era um desinteresse pelo projecto por parte do convidado.

A MENTIRA POR OMISSÃO, por contraposição à MENTIRA, tem o dom de permitir ao Manipulador experimentar um maior conforto moral, pois tecnicamente (dirá ele) não mentiu, apenas apresentou uma versão parcial dos factos. Quando inquirido, à posteriori, sobre o seu comportamento, poderá responder algo como "ele também não perguntou"!

Isso, porém, já é matéria para o próximo capítulo deste Manual!

Afinal, o que acontece numa Certificação em PNL?

A Certificação Internacional de Practitioner em Programação Neuro Linguística (PNL), que facilito no âmbito da International Trainers Academy (ITA), é...
...uma experiência de desenvolvimento pessoal
...um curso de alta performance
...um conjunto de momentos intensos vividos em grupo
...um período de reflexão e auto conhecimento

Afinal, o que acontece neste curso de 8 + 2 dias?

A pedido de muitos interessados, levanto aqui um pouco do véu:

* Período de pré-estudo, tipicamente cerca de 5 a 10 horas, para leitura do Manual e audição de faixas mp3 com informação sobre pressupostos da PNL
* Sessão de coaching com elemento da equipa LIFE Training para definição de objectivos para o curso
* 8 + 2 dias de formação em sala com Trainers principais formados pela ITA (Pedro Vieira, Peter Koijen e colegas) e Assistentes de Formação (com formação em PNL&Coaching, e treino académico em várias áreas) 
* Sessões de apresentação dos conceitos e ferramentas da PNL, recorrendo ao "modelo de treino da PNL", desenvolvido por John Grinder
* Sessões de partilha em grupo, sobre aplicação prática das ferramentas de PNL à vida dos participantes
* Exercícios práticos de utilização das ferramentas (são acompanhados por assistentes e importantes para o processo individual de certificação como Practitioner)
* 3 Workshops nocturnos experienciais, para dar uma nova dimensão às estratégias de PNL
* 2 ou mais Experiências fora da sala, para transportar os conceitos da PNL para o "mundo real"
* Integração no Grupo GAP para posterior acompanhamento e aplicação de ferramentas
* e muito, muito, muito mais - o véu voltou a ser baixado;-)

Próxima Certificação (6.ª) acontece nos dias 20 a 27 de Março em Lisboa, conto consigo!
Mais informações em www.lifetraining.com.pt

Lê também este post sobre o assunto, resumindo os feedbacks de anteriores participantes.

Se já participaste numa das Certificações, deixa aqui o teu testemunho, pode ser o elemento decisivo para levar alguém a dar o passo de entrar numa aventura que levará a sua vida para o próximo nível!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Manual do Manipulador - Parte 1

Há vários anos que me deixo fascinar pela riqueza do significado profundo da nossa comunicação. Aquilo que dizemos (à superfície) resulta de um emaranhado de intenções e significados ocultos que tornam a nossa comunicação em algo verdadeiramente esplêndido. O que dizemos vale muito pouco quando comparado com o que "realmente" queremos dizer. Alguns destes processos (de transformação da intenção em palavras) ocorrem fora do espectro consciente, o que torna tudo ainda mais interessante.

Gosto, particularmente, de observar, desmontar (e se possível, devolver) aquilo que se pode designar de comunicação manipuladora: a que ocorre quando o emissor pretende condicionar o receptor a fazer algo ou a aceitar um conceito, agindo dissimuladamente para obter tal fim.

Inicio hoje aquilo que pomposamente apelido do "Manual do Manipulador". Espero que o use com bom senso, para percepcionar melhor o uso da manipulação na sua própria comunicação e dos outros. A manipulação, mesmo que usada com total intencionalidade, continua a produzir sinais de incongruência. Que é o mesmo que dizer... se quiser manipular, os outros (pelo menos alguns e pelo menos em algumas situações) vão perceber! Isso apenas os fará sentirem-se desconfortáveis na sua presença. Siga o caminho da congruência e afaste-se da manipulação! (ou será que isto fui apenas eu a manipular para que não seja manipulador, ...?)

Aí vamos nós...

Uma das estratégias do Manipulador para controlar a Vítima, é o uso da MENTIRA. (já estava à espera desta, não era?)

A MENTIRA é a actividade de afirmar coisas em que não se acredita, citar factos sabendo que a percepção que se teve da realidade foi diferente. Embora seja às vezes definir o que é VERDADE e o que é MENTIRA, podemos afirmar que para um indivíduo em particular, mentir corresponde a comunicar algo diferente daquilo que acredita ser verdade.

O MANIPULADOR mente para conseguir induzir determinada acção por parte da vitima. Há quem seja tão viciado nesta estratégia, que é até apelidado de mentiroso compulsivo. A mentira, quando comunicada pela primeira vez, tende a gerar sinais inconscientes (ao nível da comunicação não verbal) que podem gerar no receptor da comunicação a sensação de falsidade ou desconforto. Pessoalmente, quando sinto algo parecido com isto, dirijo imediatamente a minha atenção para a comunicação não verbal do emissor, ou então faço perguntas de investigação (quem mente, inventa frequentemente os pormenores!)

Durante algum tempo, fui condescendente com pessoas próximas de mim que me mentiam com frequência, inclusive em contextos profissionais. Como conseguia ler o seu comportamento, achava que não gerava qualquer efeito de manipulação em mim. Hoje acredito em afastar-me de pessoas que recorrem frequentemente a esta estratégia, pois torna-se simplesmente aborrecido estar constantemente a filtrar a informação que chega até nós. É bem melhor estar perto de quem comunica de forma verdadeira (mesmo que para tal, use às vezes formas indirectas de verbalizar os seus sentimentos ou opiniões, isso é outra história bem diferente da mentira!)

Já me apanhei muitas vezes a mentir. Quando isso acontece, procuro reflectir na intenção que está por trás da mentira. Depois de identificada, é relativamente fácil encontra formas de satisfazer essa intenção sem recurso à mentira ou omissão de informação!

A próxima vez que achar que alguém lhe está a mentir... exponha o mentiroso (p.ex., dizendo... "isso é mentira, não é?) e veja o que acontece a seguir. Se estiver a interagir com um MANIPULADOR, vai certamente ter oportunidade de lidar com uma outra estratégia de manipulação logo a seguir... Isso, já é matéria para outro post!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A Incrível História da Cara e da Coroa

Dois grupos de cientistas lançaram-se ao trabalho de deslindar o grande mistério da História do Homem... Qual a verdadeira relação entre Cara e Coroa, as duas faces de uma mesma moeda!

Há muitos anos que era aceite a existência aparente de uma relação entre cara e coroa. Como funcionava exactamente... esse era o mistério!

Uma das equipas de cientistas explorou a hipótese de ser a Cara a controlar a Coroa. Desenvolveu estudos, inquéritos, sondagens, experiências e teorias. Ao fim de uma década, estavam prontos a apresentar os resultados: estava cientificamente provado que era a mesmo a Cara que controlava a Coroa. Senão, veja-se... sempre que a Cara se mexe, a Coroa segue. Sempre que a Cara vibra, a Coroa faz o mesmo. Sempre que a Cara toma uma decisão, a Coroa cumpre!

A outra equipa seguiu uma linha exploratória bem diferente. Para este grupo de cientistas, era a Coroa que tudo definia, limitando-se a informar a Cara. Assim, trabalharam durante 10 anos num modelo científico que, usando a mais avançada tecnologia, permitiu provar que assim era. A Coroa tomava decisões e informava a Cara, que as seguia como um mero espectador, sem possuir ela própria capacidade de escolha. Era a Coroa, com base nos seus instintos genéticos quem se mexia, seguida pela Cara. Era a Coroa quem controlava!

O debate foi intenso e apaixonante, as opiniões do grande público dividiam-se. O que parecia óbvio para uns, estava errado para os outros. Organizou-se uma Conferência Mundial, transmitida em directo para todos os países do mundo, com o objectivo de alcançar um consenso científico. A divisão tornou-se ainda mais aguda. Cara ou Coroa, afinal quem comanda?

Sentada no conforto do seu sofá, a menina de seis anos ouviu atentamente aqueles homens e mulheres de ar inteligente falar sobre o assunto, com linguagem sofisticada e expressões sérias. Ouviu e pensou para com os seus botões:

- "Não será estúpido ter esta discussão, quando Cara e Coroa só fazem sentido como parte de um todo... Qual é o interesse de saber quem comanda, quando consigo olhar e ver para onde vai a Moeda? Acho que vou mas é brincar mais um bocado com as Barbies..."

PS Nota de exploração da história: experimente ler o texto trocando Cara e Coroa por... Mente e Corpo! e claro, comente... a menina de 6 anos agradece!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

PNL serve para quê?

A 5.ª Certificação de Practitioner em Programação Neuro Linguística (da LIFE Training, sob a égide internacional da ITA) terminou no passado domingo e dei por mim a olhar para os testemunhos de mais de sete dezenas de Practitioner e a fazer um apanhado dos benefícios que os participantes encontram neste treino de alta performance.

Entre os "nossos" Practitioners temos CEOs, treinadores de futebol, jornalistas, contabilistas, DJs, psicólogos, professores universitários, estudantes, vendedores, gestores, terapeutas, formadores, etc, oriundos de todo o país (de Trás-os-Montes ao Algarve, passando pelas Ilhas). Aqui fica o resumo das grandes transformações que experienciaram depois do curso:

- melhorias significativas em relações românticas e familiares
- aumento da capacidade de lidar com conflitos
- melhoria da eficiência da comunicação em situações de 1-para-1 e de grupo
- melhoria na gestão de tempo
- capacidade incrementada de fazer escolhas
- crescendo da capacidade de gerir e gerar estados emocionais positivos
- adopção de hábitos mais saudáveis e eficientes
- melhores resultados profissionais e benefícios na carreira
- transformação do investimento no curso em resultados financeiros de curto e médio prazo (para participantes com profissões de rendimentos variáveis)
- melhor domínio dos processos de aprendizagem (próprios e dos filhos)
- maior auto-estima, auto-confiança e diversão
- etc

Fiquei verdadeiramente impressionado com esta lista, principalmente por conhecer na prática o que isto significou para cada um dos participantes: relações reatadas ou levadas para um nível superior, vícios e fobias superados, capacidade de deixar para trás medos limitadores,...

Quando há mais de 40 anos John Grinder (um dos co-fundadores da PNL) criou o quadro teórico que deu fundamento às observações práticas que levaram à criação desta área do conhecimento, estava longe de imaginar que quatro décadas depois (pela mão de trainers preparados e certificados por ele próprio) a PNL estaria a criar forte impacto em Portugal.

Será esta a altura certa para si ou um familiar ou colega se embrenhar nesta emocionante aventura? Será que chegou o momento de testar a sua mente e levá-la para o próximo patamar? Será que chegou a hora de levar a sua vida para o próximo nível?

Saiba mais sobre as Certificações de Practitioner e Master Practitioner de PNL da LIFE Training em http://www.lifetraining.com.pt/ficheiros/produtos/pdfs/Certificao_em_PNL_2011.pdf

Espero por si para a experiência de uma vida!

O Dragão Vermelho que Queria Voar

O Dragão Vermelho corria, corria... Quando ia para a escola, quando saia para brincar com os amigos, quando fazia um recado a pedido da mãe... Até que um dia, o pai lhe perguntou:

- Dragãozinho Vermelho, por que corres a toda a hora?
- Porque é importante para mim chegar cedo, chegar o mais rápido possível, percebes? Assim não perco tempo!
- Ah, então isso é importante para ti?
- Sim, é muito importante, pai. Chegar o mais rápido possível é o meu objectivo!
- E já pensaste se existem formas de o fazer ainda mais rápido?
- Hã? Bem, nunca tinha pensado nisso... Talvez correr ainda mais rápido?
- Vai prestando atenção, talvez surjam boas respostas se te mantiveres ligado à pergunta "existe outra forma ainda melhor de alcançar o meu objectivo"?

A partir desse dia, o Dragão Vermelho continuou a fazer muitas vezes a si próprio a pergunta... E encontrou uma resposta nova quando levantou os olhos e viu o Dragão Violeta a voar. Uau! Ele era mesmo rápido.
O Dragão Vermelho foi ter com o pai e disse que já sabia como ser mais rápido, bastava aprender a voar. Só não sabia como!

- Ah, isso é fácil, meu filho. Apenas tens que observar com total atenção o Dragão Violeta. Limpa o teu pensamento e deixa-te entrar num estado de "não pensamento", quase como se ficasses momentaneamente focado em... nada! Depois deixa que aquilo que observas quando diriges a tua atenção para o Dragão Violeta a preparar-se para levantar vôo tome de tal forma conta de ti que é quase, quase, como se tu fosses o Dragão Violeta. Consegues sentir dentro de ti os músculos e tendões a fazerem o mesmo que o Dragão Violeta. Só que nada é exteriorizado, acontece apenas dentro de ti. Uma espécie de "faz de conta"... Depois de fazeres isto durante algum tempo, começarás a sentir que consegues antecipar os movimentos do Dragão Violeta... o que quererá dizer que estarás pronto para experimentar o teu primeiro vôo.

O Dragão Vermelho observou o Dragão Violeta durante vários dias e depois... começou a voar, conseguindo chegar ainda mais rápido aonde queria chegar!