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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Comunicação: Muda as tuas Palavras, Muda a tua Vida



Muito se tem escrito, estudado, questionado... Afinal, qual a importância das palavras? São apenas sons estruturados a que damos determinados significados? Estão "hard-wired" no nosso cérebro? Têm significado pessoal ou social?

Gostava que por uns instantes, imaginasses o seguinte... Talvez faça sentido para ti...

Uma palavra é uma espécie de "password" para uma determinada zona do cérebro. De acordo com a palavra que dizes, ouves ou pensas, o teu cérebro abre essa zona do cérebro. Lá dentro tem acesso, através de poderosos algoritmos, a toda a informação relacionada com essa palavra. De acordo com o contexto e com o valor emocional de cada uma das potenciais opções, escolhe o que trazer de volta antes de fechar essa zona e passar à seguinte...

Se alguém falar com um tom irónico, o teu cérebro tenderá a selecionar significados de acordo com esse contexto.
Se alguém usar o nome de uma pessoa que ames, apesar do contexto não ser ligado a essa pessoa, poderás ter uma lembrança súbita dessa pessoa (pelo valor emocional elevado).

Este fenómeno faz com que as palavras tenham um poder enorme. Com as tuas palavras diriges momentaneamente o teu sistema e o dos outros. Há quem perceba isto e dedique anos da sua vida a aprimorar a forma como fala e escreve, para que possa obter máximo poder influenciador. Há quem não perceba isto e fale e escreva de forma menos intencional ("mais pura e menos filtrada" poderia alguém dizer; "menos responsável e eficiente", acrescentaria eu...)

Em algumas palestras faço uma pequena brincadeira dizendo que às vezes, "em vez de falarmos sobre o que queremos e não falarmos sobre o que não queremos, falamos sobre o que não queremos e não falamos sobre o que queremos". Uff!

Aquilo sobre que quero falar é sobre a tua comunicação e sobre como podes melhorar TODOS os teus resultados aprendendo umas simples dezenas de técnicas e truques linguísticos que te ajudarão a ser mais consistente, eficiente e intencional. Acredito de tal forma nisto, por ter assistido a tantos "milagres" de transformação com base na alteração das palavras, que estou disposto a afirmar que SE MUDARES AS TUAS PALAVRAS... MUDAS A TUA VIDA!

Abraço neuroestratégico!

PS Em breve lanço novidades sobre uma forma simples e acessível de aprender estas técnicas. Fica atent@!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O Evento Emocionalmente Significativo



Em várias abordagens terapêuticas se fala do evento emocionalmente significativo (EES): um evento externo associado a uma grande carga emocional, que fica impresso na nossa neurologia de forma (potencialmente) permanente.

Provavelmente já experienciou centenas ou milhares destes EES, são as suas memórias mais fortes e em que fez aprendizagens quase instantâneas. As zonas do cérebro encarregues de "catalogar" as memórias, recebendo a forte descarga emocional como um sinal de importância, imediatamente se encarregam de extrair aprendizagens/regras do evento para assim poderem prever/preparar/evitar situações semelhantes no futuro.

Vários cientistas acreditam que é desta forma (através de EESs) que muitas das nossas crenças são criadas, incluindo as que têm forte ligação ao medo, como as fobias.

Uma das estratégias que terapeutas, coaches e palestrantes utilizam para ajudar pessoas a mudarem os seus mapas de crenças é a fabricação de EESs, através de exercícios, recordações, visualizações, etc. Se efetuados com uma técnica adequada, estes processos podem de facto produzir níveis emocionais poderosos e ajudar à criação de oportunidades de mudança.

Claro que o leitor pode ter intuído já que estes processos são na essência semelhantes aos processos de manipulação tantas vezes utilizados por ditadores políticos e religiosos, gurus ambiciosos, organizações empresariais orientadas para a venda a qualquer preço, etc.

Antes de me entregar pessoalmente a um exercício, envolver numa palestra ou mergulhar num livro de alguém em relação a quem não tenho ainda referências de congruência pessoal (viver aquilo que se diz) ativo os meus filtros protetores (que é como quem diz, deixo os meus centros de pensamento cético em forte movimento).

Há um conjunto alargado de pessoas (em Portugal e no estrangeiro) com quem entro convictamente em processos de criação de EESs. Com outras... não! Até porque criar um EES, sem ter uma estrutura sólida e inteligente de aprendizagem/crescimento pessoal para apresentar é simplesmente... perigoso! E, infelizmente, conheço várias pessoas que ficam à deriva depois de processos destes...

domingo, 7 de agosto de 2011

O Coaching: Toda a "Verdade"

Cada vez mais referências, notícias, livros e cursos indicam que o Coaching é uma atividade cada vez mais comum. Há quem lhe chame um fenómeno da moda, há quem lhe atribua efeitos mágicos, há quem o utilize no desporto, nos negócios, nas relações, na espiritualidade, na perda de peso, para alterar hábitos...

Afinal, o que é o Coaching?

Hoje, muito mais do que procurar descrições consensuais, vou escrever sobre a minha versão pessoal do que é o Coaching.

Para mim, Coaching é, antes de mais, um PROCESSO! Como qualquer processo merecer ter um ponto de partida e um ponto de chegada. Em Coaching chamam-se muitas vezes a estes pontos... A e B.

A: Onde está?
B: Para onde quer ir?

Para muitos "coachees" (clientes ou pessoas que usufruem da ajuda de um coach) descobrir o ponto A é fantástico, determinar o ponto B é mágico.

Saber onde estamos é como tirar uma fotografia altamente detalhada à nossa vida. Uma daquelas fotos com tanta definição que podemos fazer zoom muitas vezes mantendo a qualidade da imagem. Pode ser um fenómeno fascinante mergulharmos na nossa própria vida a partir de um ponto de vista emocionalmente neutro. A ajuda do coach pode ser fundamental neste processo.

Saber para onde queremos ir é como retirar da nossa face uns velhos óculos com graduação desadequada, sujos e embaciados. É trazer clareza ao nosso dia-a-dia e às nossas escolhas. Definir objetivos é uma competência de valor inigualável a que muitas pessoas fogem (por desconhecimento, por receio ou simplesmente por falta de disciplina). Quando o ponto B se torna conhecido, a MAGIA pode começar a acontecer, pois torna-se possível alinhar o comportamento com os resultados esperados. Novamente, o coach ou um bom método (como SPIDER, que descrevo com pormenor no livro "SPIDER - Como Definir Objectivos Irresistíveis") podem ser essenciais.

Depois, Coaching é CONGRUÊNCIA! O Coach procurar alinhar o comportamento do coachee com aquilo que ele quer, alinhar comunicação verbal e não verbal, eliminar desintegração de partes e dissonâncias cognitivas, suavizar dilemas. Para o fazer, nada como começar por praticar a sua própria congruência. Quando procuro um coach para me ajudar em momentos e desafios específicos da minha vida, percebo o quanto é importante encontrar alguém que seja congruente, que esteja envolvido em processos eficientes de transformação pessoal, rumo ao próximo nível! Com frequência encontro coaches profissionais, com poderosas intenções positivas e... com pouca congruência! Sem coragem ou consciência para melhorarem os seus próprios resultados... ficam com pouca margem para promover resultados nos outros. Se não conseguem observar os seus resultados e processos pessoais como poderão facilitar os de outros?

E, finalmente... coaching é FLEXIBILIDADE! Partir de modelos fechados, sessões padronizadas, perguntas preparadas, guiões... é coaching de fraca eficiência. Um coach principiante pode utilizar estes métodos, desde que tenha consciência de que está a estudar e preparar-se para mais tarde os deixar. Se o coach se sente inseguro ou pouco confiante em relação à sua capacidade de SER coach sem estas ferramentas de apoio padronizadas, então há que trabalhar na gestão do seu próprio estado e da construção de uma poderosa ligação de confiança com o seu inconsciente... ou então pouco percebeu do processo de Coaching!

Acredito nos mais altos padrões de Coaching conforme definidos por pessoas como John Grinder (co-fundador da Programação Neuro Linguística). Observo diariamente muitas outras "formas" de Coaching que talvez pudessem ser chamadas de mentoring, consultoria, terapia ou ajuda.

Para ser sincero, quando estou perante alguém que consigo ajudar através de um processo de Coaching, preocupo-me muito pouco com as questões atrás descritas. E nem sempre lhe chamo Coaching. Às vezes chamo-lhe apenas "disponibilização dos meus recursos pessoais ao serviço de outros"...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Que importância isto tem?





Que importância tem correr?

Ou cozinhar?
Ou pintar?
Ou trabalhar?
Ou fazer amor?
Ou brincar?

Aparentemente, cada uma das nossas actividades tem a importância que decidimos dar-lhe! Fico regularmente maravilhado com este pequeno pedaço de conhecimento, a que chamo mesmo de sabedoria por ter o dom de transformar a vida de quem o decide utilizar.

É que quando aceitamos brincar com a ideia de sermos nós a atribuir o significado às coisas ganhamos poder instantâneo sobre as nossas representações internas da realidade.

Ganhamos a capacidade de alterar a nosso bel prazer o algoritmo que permite ao nosso sistema classificar numa escala de importância os eventos externos e internos!

Quer isto dizer que podemos simplesmente "sacudir" a importância das coisas que não nos agradem ou favoreçam emocionalmente? Talvez seja ligeiramente mais complexo, caro leitor do Neuroestratégia. É que o sistema que se prepara para alterar a importância dada a um certo evento... é o mesmo que produziu a importância dada anteriormente... E aqui reside o ponto central da mudança humana. Quem muda abdica de uma regra em favor temporário de outra.

E é precisamente por isso que me deixo maravilhar pela mudança no ser humano (e, antes de mais, pela mudança em mim). Agora, que importância tem a mudança? Hora de voltar ao início deste texto!