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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Querer para Crer ou Crer para Querer?

Grande questão surgiu como reação a um dos meus últimos post no facebook.
"Querer é Poder", diz o adágio popular. Então e "crer"? É também "poder"?

E é melhor começar por "crer" ou por "querer"?

Depois de alguma reflexão, aqui vai o "veredito" (lol) neurolinguístico!

"Querer" diz respeito a assumir uma intenção de conseguir algo. Como em "quero isto e não quero aquilo".
"Crer" diz respeito à expressão de uma crença. Como em "creio nisto e não creio naquilo".

Brinquemos com os dois conceitos:


Como podem ver, se começar por definir o que quero, posso investir tempo e energia a ligar-me a coisas em que não creio... o que levará a ineficiência e frustação.

Se começar por definir em que é que acredito, aquilo em que creio, então definirei depois o que quero já dentro desse balizamento. Parece ser o melhor caminho.

Dito isto, aquilo em que creio (e não creio) é perfeitamente subjectivo e mutável pelo que, com recurso a estratégias adequadas, pode ser moldado para servir o que quero. Pelo que o outro caminho é também aceitável!

Comecem por onde quiserem... alterem crenças, definam intenções... façam o que for necessário... para aliar o poder da CRENÇA ao poder da INTENÇÃO, pois assim acederão ao quadrante onde realmente acontece a MAGIA!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Que "cabrón"!



Dá pelo nome de Kilian Jornet o mais espantoso corredor de montanha dos nossos tempos. É catalão, tem apenas 24 anos, cumulou recordes atrás de recordes nas mais emblemáticas corridas do mundo (Ultra Trail du Mont-Blanc, Western States, etc) e na subida aos mais famosos cumes dos 5 continentes. É aquilo que em desporto se chama... um monstro! (há algumas semanas venceu novamente no Monte Branco, uma prova de 166kms e 9400 metros de desnível positivo acumulado, em pouco mais de 20 horas!)

Kilian é também um monstro de humildade, habitualmente focado no prazer que obtém durante as suas façanhas, na ligação profunda que sente com a Natureza, no respeito por todos os corredores independentemente dos resultados.

Numa recente entrevista, Kilian foi capaz de, com a simplicidade de um grande campeão, dizer algo que me tocou profundamente. Depois de descrever a sensação de vitória numa competição como algo efémero e que merece a sua atenção apenas enquanto a corrida decorre, sendo esquecido logo depois, Kilian fez uma afirmação extraordinária... Dizia ele que às vezes podes terminar uma prova nos primeiros lugares e não te sentires satisfeito com a tua performance. Muitas horas depois (às vezes no dia seguinte!) vês os últimos corredores a cortar a meta, com um sorriso estampado no rosto e pensas... Que "cabrón", este tipo é que é o verdadeiro campeão!

Obrigado, Kilian, por nos relembrares desta noção simples... A noção de que apenas tu, caro leitor, sabes se ganhas ou perdes. E a vitória é aquilo que experiencias quando tens a noção que deste tudo o que tinhas e mais um bocadinho. Nessa altura, independentemente dos outros, tu és um CAMPEÃO!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O Poder das Pressuposições!

Hoje de manhã, enquanto conduzia a caminho da escola de um dos meus filhotes, cantarolava uma música bem antiguinha que passava na rádio... Pelo meio ia respondendo às questões que, do banco de trás, chegavam em catadupa... Adoro dar força aos meus filhos em relação à quantidade astronómica de perguntas que às vezes debitam, pois acredito que a sua qualidade de vida (em todos os aspetos) dependerá sobretudo das peguntas que consigam colocar a si e aos outros a cada momento...


Em determinado momento, o locutor de serviço começa a falar com uma ouvinte, aparentemente participante num concurso que lhe daria ótimos prémios relacionados com o regresso às aulas. Coisa boa, portanto.

A pergunta do apresentador apanhou-me de surpresa...

"Este regresso às aulas é sempre penoso, não é?"

Uau, o Poder das Pressuposições utilizado para... criar emoções negativas! Se procurarmos informação no nível mais profundo da linguagem, poderemos encontrar algumas coisas interessantes...

1. O locutor parece acreditar que o "regresso às aulas" é uma experiência que classifica de "penosa".
2. Esta experiência parece ser tão consistente em termos de significado que o locutor utiliza mesmo o quantificador universal "sempre".

Com um conjunto pequeno de palavras, o locutor conseguiu imediatamente deixar a ouvinte com um tom de voz triste e arrastado... provavelmente enquanto se lembrava que o "regresso às aulas" é "sempre penoso".

Quando colocamos questões temos o Poder de incluir nelas pressuposições. Se formos eficiente na sua utilização e conhecedores de técnicas persuasivas de comunicação podemos até fazer com que essas pressuposições  ultrapassem determinadas barreiras conscientes (o que vai fazer com que o ouvinte apenas consiga recuperar o sentido de escolha mais tarde se não possuir as ferramentas para se "defender" no imediato).

(nota: a utilização do "tag" final "não é", reforça a possibilidade de aceitação por parte do ouvinte... isso é talvez conteúdo para um curso avançado de linguística influenciadora!)

Tenho uma proposta para si, caro leitor...

Utilize o Poder das Pressuposições para inserir nas suas questões... pressuposições positivas! E esforçe-se por manter sempre a capacidade de escolha do ouvinte bem desperta.

Por exemplo, na questão em debate, imagine como seria diferente a informação recuperada pela ouvinte (e pelos muitos milhares de ouvintes da estação de rádio naquele momento) com perguntas como:

"O regresso às aulas tem coisas fantásticas, não tem?"
"Qual é a melhor memória que tem de um regresso às aulas?"
"Quando pensa no regresso às aulas, que significado positivo pode ele ter?"

Repare que nas três sugestões se coloca o foco em experiências/significados positivos sem estabelecer relações duradouras (evitando a utilização do verbo "ser"...), o que permite a manutenção do mapa-mundo anterior e o alargamento do direito de escolha!

(fui talvez um pouco técnico nesta análise, pois já estou em "modo" PNL na preparação dos Cursos "Em Busca da Magia" - 16/17 Setembro no Porto e 30 Setembro/1 Outubro em Lisboa - e da próxima Certificação de Practitioner em PNL - 16/23 Outubro no Porto!)

E já agora... que coisas positivas já experienciou no dia de hoje? (incluindo o facto de ter acordado... VIV@!)

terça-feira, 6 de setembro de 2011