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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A Greve e a Não-Não Greve



Como apaixonado por linguística aproveito uma pergunta muito frequente no dia de hoje para partilhar uma ferramenta de... linguística quântica. Aproveitem, partilhem e comentem!

Quando alguém coloca uma questão que, em princípio, é fechada (ou seja, pressupões uma resposta de sim ou não) aciona - mesmo sem o saber - um dos mais poderosos princípios da linguagem influenciadora.

1. Alguém pergunta: "Vais fazer xxx?"
2. A outra pessoa - receptor da pergunta - não consegue não processar a questão, o que a conduz rapidamente para um mundo onde a existência de xxxx é um pressuposto.
3. Qualquer resposta pressupões agora o tratamento de xxx pelo cérebro do receptor e consequente alteração do estado emocional por observação interna dos significados subjectivos associados a xxx.

Uff, e isto tudo só por perguntar "Vais fazer xxx?"!!!!

Usemos então o exemplo vais fazer greve para explorar as respostas possíveis e, quem sabe, usar uma resposta quântica para evitar a influência! (se o exemplo que vou usar não tiver grande impacto para ti, imagina uma outra pergunta que possa seguir a mesma estrutura).

Pergunta: "Vais fazer greve?"

Resposta 1: "Vou fazer greve" - o interlocutor anuncia que vai fazer greve e o seu sistema está a processar o significado de greve.

Resposta 2: "Não vou fazer greve" - o interlocutor anuncia que não vai ter esse comportamento e o seu sistema está a processar o significado de greve (até porque não houve focagem do sistema em nenhum comportamento alternativo, apenas na ausência daquele comportamento)

Resposta 3: "Vou fazer não-greve" - o interlocutor anuncia que vai ter um comportamento alternativo ao questionado. Ficamos a saber que vai fazer outra coisa por oposição (ou diferença) em relação ao comportamento "fazer greve".

Resposta 4: "Não vou fazer não-greve" ou "Vou fazer não-não-greve"- o interlocutor anuncia que vai fazer algo (que não é greve) e não por diferença ou oposição em relação à greve, pois não aceita que aquilo que faz seja definido por aquilo que não faz! Esta é a solução da linguística quântica que permite evitar perguntas influenciadoras da nossa neurologia!

Quando me perguntam se fumo, respondo habitualmente que "sou um não-não-fumador", ou então que "não sou um não fumador". Aquilo que parece um pequeno nó mental, contém um poderoso resultado: a possibilidade de fugir à ditadura da pergunta!

Se conseguires aprender a usar a linguística quântica substituindo a dupla negativa por uma afirmação, compreenderás então o efetivo charme desta estratégia:

Pergunta: "Vais fazer greve?"
Resposta: "Hoje vou ter uma importante reunião e conseguir um novo cliente". (não há negação, apenas não-negação)

Imaginem o jeito que esta técnica dá quando nos fazem perguntas que contêm pressuposições que podem ser negativas para nós e nos colocam nas chamadas situações de perde-perde, em que qualquer resposta valida a introdução do pressuposto: "Vai despedir-se?", "Concorda com o que eu disse?", "Andas com outra?"

PS Utilizei o exemplo da "greve" apenas por ser uma palavra muito usada no dia de hoje. Particularmente estou a fazer não-não greve!

PS2 Este é um dos mais de 120 padrões linguísticos que vão fazer parte do Curso à Distância, "A Magia da Linguística" a lançar muito em breve e que terá a duração de 6 meses. Fica atento!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A Biologia da Crença

Quando, há alguns anos, Bruce Lipton escreveu Biology of Belief estava bem consciente do impacto que o seu livro teria sobre o grande público. Ao escrever sobre a forma como as nossas crenças afetam a nossa fisiologia, o autor/cientista estava plenamente preparado para lidar com a estupefacção de quem acredita que a nossa vida é governada pelos nossos genes.

Lipton fala da Epigenética sabendo que está simultaneamente a entediar muitos cientistas/biólogos de ponta (que lêem o seu livro e afirmam "já toda a gente sabe isto, Bruce") e a surpreender/chocar o grande público (que ainda está na fase de aprender a lidar com o determinismo genético que é regularmente vendido pelos media com notícias do género "gene responsável por X acaba de ser identificado").

Os nossos genes, explica Lipton, são como blueprints que podem ser lidos de muitas formas diferentes pelo nosso sistema. Da mesma forma que um mesmo livro pode ser lido de muitas formas diferentes, acrescento eu.

Claro que é interessante saber que palavras temos à nossa disposição num livro... Mais interessante ainda é perceber como as interpretamos!

Bruce Lipton fala-nos com paixão da Nova Ciência, que acredita que tudo é possível, desde que aprendamos a alterar as nossas crenças. Em lugar de sermos vitimas da nossa genética, somos criadores que utilizam a sua genética para gerar poderosas experiências humanas. Esta perspetiva é libertadora para uns, assustadora para outros... de acordo com as suas crenças! E tu, em que acreditas?

Uma coisa está clara para mim (é nisso que acredito temporariamente): a minha vida e a da minha família, apesar de podee ser afetada pelos nossos genes, não é certamente determinada por estes! Pois temos uma palavra a dizer através do exercício do nosso (aparente) livre arbítrio. Quando penso desta forma, fico entusiasmado e pronto a agir! E da ação saem novos paradigmas, novas crenças... expressas na nova forma como o meu sistema lê o material genético!

PS Fico fascinado com frequência com a forma como os pioneiros da PNL, há 40 anos, conseguiram (através de simples observação de pessoas e seus comportamentos) intuir muito daquilo que a Biologia estuda em pleno século XXI,

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Normal? Sim, normal!



Há pouco mais de 1400 dias tomei uma decisão fácil: interromper a minha bem sucedida carreira executiva e passar a trabalhar cem por cento do meu tempo focado em... inspirar decisões apaixonadas! Digo que a decisão foi fácil pois foi mais uma não decisão, que é o que acontece quando não há nada para decidir!

Perguntei a mim próprio qual era o meu propósito... As respostas chegaram durante uma sessão de Coaching com a Cris Carvalho!

Perguntei a mim próprio qual era a minha intenção... As respostas chegaram depois da minha Certificação de Practitioner em PNL com o Steve Linder!

Perguntei a mim próprio como me iria manter focado... As respostas surgiram durante o período de criação e lançamento da LIFE Training com o Mário Caetano!

Perguntei a mim próprio qual era a minha escolha... E descobri que nada havia para escolher, pois quando estamos alinhados com o propósito, temos intenções ordenadas e foco congruente, tudo o resto é... normal!

Assim, foi com normalidade que nestes 1400 dias entreguei mais de 750 palestras, formações, cursos, seminários, sessões de coaching e afins... escrevi e publiquei 2 livros... fui entrevistado por vários canais de TV, rádios, jornais... fui considerado pela Exame um dos novos gurus portugueses... facilitei 7 certificações de Practitioner e Master Practitioner em PNL... palestrei para alguns dos maiores bancos, seguradoras, gasolineiras, farmacêuticas, imobiliárias, agências de viagens, produtoras, construtoras, distribuidoras... lancei e participei em 10 edições do LIFE Energy, que esgotaram espaços como a Exponor ou o Coliseu do Porto... atraí uma equipa de 12 pessoas que partilha da mesma visão... interagi com dezenas de treinadores desportivos, equipas profissionais e selecções nacionais... e tudo, mas mesmo tudo foi... NORMAL!

Esta é uma das minhas aprendizagens e que gostaria de partilhar contigo. Se estás totalmente alinhad@ com o que fazes, então estarás porventura invadid@ por esta doce normalidade, esta maravilhosa certeza habitada de diversidade diária, esta profunda conexão com os outros acompanhada de realização pessoal.

E tu, com te sentes? Normal?