O que é? Respondemos a esta questão utilizando a informação recolhida pelos nossos sentidos, a nossa perceção sensorial.
O que não é? Respondemos a esta questão utilizando a nossa imaginação, projetando na nossa mente imagens, sons e sensações que não são captadas pelos nossos sentidos.
A cada momento da nossa vida podemos colocar o nosso foco sobre o que é e/ou sobre o que não é. Exploremos um pouco o resultado expectável da colocação do foco:
1. O QUE É!
Quando alguém apenas se foca no que é, tem tendência a manter os mesmo resultados, tem tendência a alimentar o status quo, a eternizar a realidade. Agirá quase sempre por reação ao que é, aquilo que já existe e terá dificuldade em introduzir mudança ou usar criatividade!
2. O QUE NÃO É!
Quando alguém apenas se foca no que não é, terá tendência a viver no "mundo da lua", uma realidade alternativa pintada com as cores da criatividade e assente nos mecanismos do sonho e da ilusão. Terá provavelmente dificuldade em interagir com os outros (pois eles não "vêem") e em provocar mudança real no mundo, pois não observa/interage com o que é.
3. O QUE É E O QUE NÃO É!
Quando alguém cria um equilíbrio entre o que já existe e aquilo que ainda não existe, consegue utilizar o famoso DoubleThink, ficando com dois caminhos altamente poderosos à sua disposição:
a) criar primeiro, esquecendo todas as barreiras do presente e focando-se apenas num futuro imaginário para, logo a seguir, descer à realidade e estudar formas de criar pontes entre o que já existe e este futuro criado. Sonhar primeiro e desenhar planos reais depois!
b) estudar tudo o que já existe, observar com atenção para, seguidamente, imaginar como poderá ser a realidade depois de alterado o que não funciona ou poderia funcionar melhor. Uma autêntica abordagem estruturada de melhoria criativa!
No meu dia-a-dia, trabalhando com milhares de pessoas em situações de treino de competência, reparo com interesse como nem sempre está patente o acesso à terceira estratégia. Como tantas vezes (nas relações pessoais como na profissão) as pessoas se ligam apenas ao que já é, não imaginado como poderia ser melhor e o que poderiam fazer agora para lá chegar. E como tantas outras vezes (nas relações pessoais como na profissão) se dedicam arduamente a habitar um mundo imaginário, sem qualquer ligação terrena, em que não chegam a agir e a provocar mudança por não se relacionarem seriamente com o que está efetivamente a acontecer.
Consegue imaginar como pode ser difícil encontrar um emprego, construir um percurso profissional de sucesso, ter energia e saúde, alimentar relações mágicas ou alcançar qualquer outro resultado considerado desejável sem aprender a, simultaneamente, observar atentamente o que já é e criar ambiciosamente o que ainda não é?
Cumprimentos mágicos do vosso amigo Pedro!
PS Nos próximos dias divulgo datas para os próximos eventos LIFE 2.0. Desta feita, para além de Porto e Lisboa, vamos muito provavelmente contemplar também o Minho, Beiras e Algarve!
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