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domingo, 25 de novembro de 2012

Onde está o meu objetivo concretizado?


Estimulado por uma série de artigos que li nos últimos dias e por interessantes discussões com o grupo da última Certificação de Programação Neuro Linguística que facilitei, aqui deixo algumas reflexões sobre definição de objetivos!


Quando alguém define um objetivo, utiliza muitas vezes um formato linguístico como "eu quero atingir o objetivo x" (dinheiro, relações, carreira, conhecimento, saúde, etc). No livro "SPIDER - Como Definir Objetivos Irresistíveis" apresento esta como uma boa formulação. Gostaria agora de levar um pouco mais longe a análise e, no processo, talvez revelar um dos segredos que pode explicar a razão pela qual tantas vezes se pode ter perguntado "eu defini um objetivo, fiz coisas para o materializar e... onde está?"

Ao dizer eu quero ter algo, está também a dizer que (ainda) não o tem, certo? O que pode criar uma sensação de falta. Se eu quero ter mais 1000 euros por mês, estou a assumir que não os tenho agora, o que introduz um novo quadro de referência do meu presente. Agora o que tenho é menos 1000 euros por mês do que o que vou ter quando tiver mais 1000 euros por mês! Percebe a dinâmica?

É que a ligação a um sentimento de falta favorece, internamente, a criação de espaço para a expansão da... falta! Ou seja, agora estou a colocar um foco interno na falta dos 1000 euros adicionais. E, como para onde vai o foco, a energia flui, começo a mobilizar recursos para a falta!


Ou seja, ao definir um objetivo posso, inadvertidamente, estar a criar condições para não o atingir! Confuso? Hum, hum!

Como ultrapassar este desafio? Da minha experiência existem dois caminhos que favorecem o processo. São dois caminhos tipicamente mais fáceis de trilhar por quem tem um auto-conhecimento avançado e consegue entender e praticar estes princípios sem esforço.

Acredito que ambos merecem observação, reflexão e, se assim o entender, questionamento aqui ou no Facebook.

1) Depois de definir e verbalizar o objetivo, aceitar que atingi-lo ou não atingi-lo é indiferente. Ter mais ou menos 1000 euros é irrelevante no grande cenário da vida e da morte, perante a imensidão do cosmos e da profundidade da experiência humana. Como é irrelevante, então ter um ou outro pressupõe o mesmo valor ou esforço. Pelo que o objetivo se materializa por não estar associado a expetativa, ansiedade ou medo.

2) Pressupôr que o objetivo já está em vias de concretizar, por ser tão forte dentro de mim a noção de que atingi-lo é normal, natural e até óbvio. Pelo que me refiro ao objetivo como já o tendo atingido, pois percebo que ele se vai concretizar de qualquer forma. Posso imediatamente sentir-me grato pelo objetivo e afastar quaisquer dúvidas, hesitações, angústias, lutas e combates pelo objetivo. Não há nada para conquistar ou alcançar pois ele será concretizado de qualquer forma. Não há falta de algo que já se está a materializar!

A prática de um ou ambos os princípios é avançada, do ponto de vista do desenvolvimento pessoal, garantindo uma saúde emocional elevada durante o processo de definição e concretização de objetivos. E boas emoções equivalem a... boa vida!

Leiam, comentem e partilhem, amigos!
 

1 comentário:

Pedro Alves Reis disse...

Seguindo a sugestão, li, comento e partilho….

Excelente discussão!
É frequente encontrarmo-nos perante este dilema: coloquei um objectivo, fiz tudo para o alcançar (incluindo acreditar que era capaz de o alcançar) e por fim não o alcanço. Foi falha minha, ou efectivamente isso de os meus resultados dependerem de mim não passa de conversa fácil (para quem fala de barriga cheia)…

Será que os caminhos apresentados serão alternativos ou serão afinal duas faces de uma mesma moeda? Tal como afirmado, enquanto o primeiro me liberta do receio ou ansiedade de não materializar o meu objectivo, o segundo leva-me a agir como se já o tivesse alcançado.

Os mais sépticos dirão no entanto que, em teoria, tudo isto é fácil. Mas, na realidade (?), se o meu objectivo é ter mais mil euros, como é que eu posso por um lado desvalorizar este importante valor para mim, e por outro agir como se já os tivesse? Aliás, a agir assim (como se já os tivesse), rapidamente ficaria cheio de dívidas e entraria em default. Daqui depressa concluem que isto é conversa da treta…

A questão no entanto que se levanta é se ter mais mil euros é efectivamente um objectivo. Será que o dinheiro não é mais um resultado do que um objectivo, propósito ou uma causa?

As pessoas mais bem-sucedidas têm uma visão, um sonho, uma crença, uma ideia, uma causa, e percorrem um caminho ou processo claro para o alcançar, agindo de forma específica como se assim já fosse, porque acreditam profundamente que essa é a forma correcta de o fazer. É essa convicção que os liberta do medo ou receio de alcançar ou não o seu objectivo, e que os foca na sua acção que decorre como já o tendo alcançado.

Confuso? Segue um link interessante sob esta perspectiva.
http://mcaf.ee/r1dmi

Um abraço,
Pedro