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terça-feira, 24 de abril de 2012

O que é e o que não é

O que é? Respondemos a esta questão utilizando a informação recolhida pelos nossos sentidos, a nossa perceção sensorial.

O que não é? Respondemos a esta questão utilizando a nossa imaginação, projetando na nossa mente imagens, sons e sensações que não são captadas pelos nossos sentidos.

A cada momento da nossa vida podemos colocar o nosso foco sobre o que é e/ou sobre o que não é. Exploremos um pouco o resultado expectável da colocação do foco:

1. O QUE É!
Quando alguém apenas se foca no que é, tem tendência a manter os mesmo resultados, tem tendência a alimentar o status quo, a eternizar a realidade. Agirá quase sempre por reação ao que é, aquilo que já existe e terá dificuldade em introduzir mudança ou usar criatividade!

2. O QUE NÃO É!
Quando alguém apenas se foca no que não é, terá tendência a viver no "mundo da lua", uma realidade alternativa pintada com as cores da criatividade e assente nos mecanismos do sonho e da ilusão. Terá provavelmente dificuldade em interagir com os outros (pois eles não "vêem") e em provocar mudança real no mundo, pois não observa/interage com o que é.

3. O QUE É E O QUE NÃO É!
Quando alguém cria um equilíbrio entre o que já existe e aquilo que ainda não existe, consegue utilizar o famoso DoubleThink, ficando com dois caminhos altamente poderosos à sua disposição:

a) criar primeiro, esquecendo todas as barreiras do presente e focando-se apenas num futuro imaginário para, logo a seguir, descer à realidade e estudar formas de criar pontes entre o que já existe e este futuro criado. Sonhar primeiro e desenhar planos reais depois!

b) estudar tudo o que já existe, observar com atenção para, seguidamente, imaginar como poderá ser a realidade depois de alterado o que não funciona ou poderia funcionar melhor. Uma autêntica abordagem estruturada de melhoria criativa!

No meu dia-a-dia, trabalhando com milhares de pessoas em situações de treino de competência, reparo com interesse como nem sempre está patente o acesso à terceira estratégia. Como tantas vezes (nas relações pessoais como na profissão) as pessoas se ligam apenas ao que já é, não imaginado como poderia ser melhor e o que poderiam fazer agora para lá chegar. E como tantas outras vezes (nas relações pessoais como na profissão) se dedicam arduamente a habitar um mundo imaginário, sem qualquer ligação terrena, em que não chegam a agir e a provocar mudança por não se relacionarem seriamente com o que está efetivamente a acontecer.

Consegue imaginar como pode ser difícil encontrar um emprego, construir um percurso profissional de sucesso, ter energia e saúde, alimentar relações mágicas ou alcançar qualquer outro resultado considerado desejável sem aprender a, simultaneamente, observar atentamente o que já é e criar ambiciosamente o que ainda não é?

Cumprimentos mágicos do vosso amigo Pedro!

PS Nos próximos dias divulgo datas para os próximos eventos LIFE 2.0. Desta feita, para além de Porto e Lisboa, vamos muito provavelmente contemplar também o Minho, Beiras e Algarve!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Uma reflexão sobre o Orgulho

Uma interessante discussão no seio da equipa da LIFE Training sobre o sentimento do orgulho, motivou-me para escrever este post. Há muito que tinha vontade de o fazer, até porque observo com interesse a utilização alargada desta palavra. Acho que vai gostar destas reflexões. Por favor, sinta-se à vontade para comentar e partilhar!

O orgulho é assim definido na Wikipedia

"Orgulho é um sentimento de satisfação pela capacidade ou realização ou um sentimento elevado de dignidade pessoal. Em Português a palavra Orgulho pode ser vista tanto como uma atitude positiva como negativa dependendo das circunstâncias. Assim, o termo "pode" ser empregado de maneira errada tanto como sinônimo de soberba e arrogância quanto para indicar dignidade ou brio."

No fabuloso estudo sobre emoções do Dr. David Hawkins (em Power vs Force), o Orgulho é apresentada como a última das emoções negativas (obtendo 175 numa escala em que a emoção neutra é alcançada aos 200 pontos e se torna positiva a partir daí; para quem quiser perceber melhor como esta escala funciona, aconselho vivamente este livro, considerado pelo Dr. Wayne W. Dyer o mais importante livro que leu na década de 90).

Aqui vão as minhas reflexões pessoais:

- o Orgulho está ligado ao Eu (talvez alguns afirmem que está ligado ao conceito do Ego), pois fico orgulhoso de coisas, eventos ou pessoas em função da sua ligação comigo. Fico orgulhoso do meu país, da minha equipa, dos meus filhos, do meu trabalho, da minha reação, do meu resultado. É quase como se o motivo de destaque fosse a relação comigo! ;-)

- o Orgulho está ligado a um quadro de referência e comparação. Fico orgulhoso por comparação com outras coisas, eventos ou pessoas que não estão relacionadas comigo. Fico orgulhoso do meu filho por comparação com os filhos dos outros. Sinto-me orgulhoso do meu país por comparação com os outros países.

- o espectro sentimental do Orgulho parece acabar na Vergonha. Quando aquilo pelo qual estou orgulhoso termina ou se altera fortemente, passo a sentir vergonha. E a Vergonha é um dos mais negativos sentimentos humanos. Quando o orgulho termina, muitos passam diretamente para a vergonha dos filhos, do país, do clube, do seu comportamento, da sua reação, etc.

Pessoalmente, optei, há anos, por me distanciar deste sentimento. Fico contente pelos meus filhos, ou pelo meu país, ou pelo meu clube, ou pela minha empresa (em vez de ficar orgulhoso).

Faça um pequeno treino linguístico. Sinta a diferença ao dizer as seguintes frases:

- Sinto-me orgulhoso de... (complete a frase com algo que faça sentido para si)
- Estou contente por... (complete a frase com algo que faça sentido para si)

Consegue perceber a diferença? Em que zona da sua fisiologia sente a diferença? Bom trabalho!
Fico contente por si! ;-)