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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Afetar ou Infetar?

Desde que ouvi esta pergunta pela primeira vez, em 2007, que sinto a relevância profunda da minha comunicação - quando interajo com outra pessoa ou...

Afeto positivamente o seu estado emocional ou...

Infeto negativamente o seu estado emocional!

Percebes o poder que tens nas mãos sempre que comunicas? Afetas ou Infetas!

A maior parte das pessoas, quando questionada sobre a sua intenção, trazem para o seu consciente a vontade de afetar positivamente os contextos onde operam, motivar e entusiasmar os outros, liderar pela positiva, influenciar poderosamente os grupos com que trabalham, fazer magia e trazer encanto às vidas dos outros! Então... como fazem para que muitas vezes o efeito seja o contrário?




Aqui ficam alguns caminhos exploratórios!

1. Intenções por definir: começar a interação com o outro (a conversa, a reunião, a entrevista, o encontro) sem definir de forma clara e consciente qual a intenção positiva a materializar com a comunicação: disponibilizar, motivar, influenciar, oferecer, reconhecer, alegrar, etc - no fundo, Afetar!

2. Capacidade reduzida de comunicar eficazmente: por falta de treino ou desenvolvimento da capacidade de observação, ter dificuldade em materializar a intenção através do uso eficaz da comunicação. Para tal é necessário saber usar o corpo, a voz e as palavras para gerar um impacto positivo!

3. Flexibilidade reduzida: usar uma forma de comunicação habitualmente eficaz, precedida de intenções claras, não conseguir alcançar o resultado pretendido e... continuar a fazer o mesmo! Sem flexibilidade a afetação positiva só vai aparecer às vezes!

Depois de ter observado o impacto da pergunta Afetar ou Infetar pela primeira vez percebi que não existia espaço para a comunicação de impacto neutro. E isto criou em mim uma motivação extrema para explorar os caminhos atrás referidos.

É que se não conseguisse Afetar positivamente, isso queria dizer que estava a Infetar negativamente! 

O estudo da Programação Neuro Linguística foi a estratégia de maior sucesso para trilhar estes maravilhosos caminhos. E começou a acontecer magia com mais frequência!

E tu, queres Afetar ou Infetar? E em que situações alcanças o teu objetivo?

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Curso Online de Linguística Mágica

Toda a palavra é uma generalização (incluindo esta), resumindo num pequeno conjunto de sons uma quantidade enorme de informação.

Usando as palavras, o ser humano consegue comunicar sobre coisas específicas e abstratas, sobre o passado e o futuro, sobre o conhecido e o desconhecido... Cada palavra utilizada tem o dom de acender redes neuronais com ligações infindáveis, a capacidade de hipnotizar emissor e recetor... Pois cada um mergulha nas ligações que possui para essa palavra. Algumas palavras têm significados estruturalmente semelhantes para todos os membros de uma determinada cultura, outras têm ainda liberdade significativa...

Quando usas uma palavra, crias uma realidade. Serás que crias sempre, com as tuas palavras, a melhor realidade para ti e para os outros? O Curso de Linguística Mágica irá permitir que, ao longo de 6 lições, ganhes maior consciência sobre algumas das palavras e das estruturas frásicas que permitem criar realidade positivas e possibilitadoras.

Os resultados serão imediatos, pois começarás a integrar no teu discurso interno e externo novas estratégias linguisticas que te vão permitir fazer magia!

Cada uma das lições será enviada por email, para que possas ler, estudar e praticar quando quiseres. Todas as lições conterão tarefas práticas e dicas sobre como condicionar positivamente os conhecimentos do curso.

As inscrições, que são gratuitas, terminam às 24h do dia 4/Maio. Depois todos os participantes receberão um email de confirmação e o curso começa no dia 7 de Maio, com as lições a seguirem a cada 3 dias. Vamos fazer magia!

Inscrições através do email linguisticamagica@lifetraining.com.pt,fazendo referência ao nome, email, idade, localidade e atividades principal (profissional ou outra).

Obrigado pela participação e divulgação!

terça-feira, 24 de abril de 2012

O que é e o que não é

O que é? Respondemos a esta questão utilizando a informação recolhida pelos nossos sentidos, a nossa perceção sensorial.

O que não é? Respondemos a esta questão utilizando a nossa imaginação, projetando na nossa mente imagens, sons e sensações que não são captadas pelos nossos sentidos.

A cada momento da nossa vida podemos colocar o nosso foco sobre o que é e/ou sobre o que não é. Exploremos um pouco o resultado expectável da colocação do foco:

1. O QUE É!
Quando alguém apenas se foca no que é, tem tendência a manter os mesmo resultados, tem tendência a alimentar o status quo, a eternizar a realidade. Agirá quase sempre por reação ao que é, aquilo que já existe e terá dificuldade em introduzir mudança ou usar criatividade!

2. O QUE NÃO É!
Quando alguém apenas se foca no que não é, terá tendência a viver no "mundo da lua", uma realidade alternativa pintada com as cores da criatividade e assente nos mecanismos do sonho e da ilusão. Terá provavelmente dificuldade em interagir com os outros (pois eles não "vêem") e em provocar mudança real no mundo, pois não observa/interage com o que é.

3. O QUE É E O QUE NÃO É!
Quando alguém cria um equilíbrio entre o que já existe e aquilo que ainda não existe, consegue utilizar o famoso DoubleThink, ficando com dois caminhos altamente poderosos à sua disposição:

a) criar primeiro, esquecendo todas as barreiras do presente e focando-se apenas num futuro imaginário para, logo a seguir, descer à realidade e estudar formas de criar pontes entre o que já existe e este futuro criado. Sonhar primeiro e desenhar planos reais depois!

b) estudar tudo o que já existe, observar com atenção para, seguidamente, imaginar como poderá ser a realidade depois de alterado o que não funciona ou poderia funcionar melhor. Uma autêntica abordagem estruturada de melhoria criativa!

No meu dia-a-dia, trabalhando com milhares de pessoas em situações de treino de competência, reparo com interesse como nem sempre está patente o acesso à terceira estratégia. Como tantas vezes (nas relações pessoais como na profissão) as pessoas se ligam apenas ao que já é, não imaginado como poderia ser melhor e o que poderiam fazer agora para lá chegar. E como tantas outras vezes (nas relações pessoais como na profissão) se dedicam arduamente a habitar um mundo imaginário, sem qualquer ligação terrena, em que não chegam a agir e a provocar mudança por não se relacionarem seriamente com o que está efetivamente a acontecer.

Consegue imaginar como pode ser difícil encontrar um emprego, construir um percurso profissional de sucesso, ter energia e saúde, alimentar relações mágicas ou alcançar qualquer outro resultado considerado desejável sem aprender a, simultaneamente, observar atentamente o que já é e criar ambiciosamente o que ainda não é?

Cumprimentos mágicos do vosso amigo Pedro!

PS Nos próximos dias divulgo datas para os próximos eventos LIFE 2.0. Desta feita, para além de Porto e Lisboa, vamos muito provavelmente contemplar também o Minho, Beiras e Algarve!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Uma reflexão sobre o Orgulho

Uma interessante discussão no seio da equipa da LIFE Training sobre o sentimento do orgulho, motivou-me para escrever este post. Há muito que tinha vontade de o fazer, até porque observo com interesse a utilização alargada desta palavra. Acho que vai gostar destas reflexões. Por favor, sinta-se à vontade para comentar e partilhar!

O orgulho é assim definido na Wikipedia

"Orgulho é um sentimento de satisfação pela capacidade ou realização ou um sentimento elevado de dignidade pessoal. Em Português a palavra Orgulho pode ser vista tanto como uma atitude positiva como negativa dependendo das circunstâncias. Assim, o termo "pode" ser empregado de maneira errada tanto como sinônimo de soberba e arrogância quanto para indicar dignidade ou brio."

No fabuloso estudo sobre emoções do Dr. David Hawkins (em Power vs Force), o Orgulho é apresentada como a última das emoções negativas (obtendo 175 numa escala em que a emoção neutra é alcançada aos 200 pontos e se torna positiva a partir daí; para quem quiser perceber melhor como esta escala funciona, aconselho vivamente este livro, considerado pelo Dr. Wayne W. Dyer o mais importante livro que leu na década de 90).

Aqui vão as minhas reflexões pessoais:

- o Orgulho está ligado ao Eu (talvez alguns afirmem que está ligado ao conceito do Ego), pois fico orgulhoso de coisas, eventos ou pessoas em função da sua ligação comigo. Fico orgulhoso do meu país, da minha equipa, dos meus filhos, do meu trabalho, da minha reação, do meu resultado. É quase como se o motivo de destaque fosse a relação comigo! ;-)

- o Orgulho está ligado a um quadro de referência e comparação. Fico orgulhoso por comparação com outras coisas, eventos ou pessoas que não estão relacionadas comigo. Fico orgulhoso do meu filho por comparação com os filhos dos outros. Sinto-me orgulhoso do meu país por comparação com os outros países.

- o espectro sentimental do Orgulho parece acabar na Vergonha. Quando aquilo pelo qual estou orgulhoso termina ou se altera fortemente, passo a sentir vergonha. E a Vergonha é um dos mais negativos sentimentos humanos. Quando o orgulho termina, muitos passam diretamente para a vergonha dos filhos, do país, do clube, do seu comportamento, da sua reação, etc.

Pessoalmente, optei, há anos, por me distanciar deste sentimento. Fico contente pelos meus filhos, ou pelo meu país, ou pelo meu clube, ou pela minha empresa (em vez de ficar orgulhoso).

Faça um pequeno treino linguístico. Sinta a diferença ao dizer as seguintes frases:

- Sinto-me orgulhoso de... (complete a frase com algo que faça sentido para si)
- Estou contente por... (complete a frase com algo que faça sentido para si)

Consegue perceber a diferença? Em que zona da sua fisiologia sente a diferença? Bom trabalho!
Fico contente por si! ;-)

terça-feira, 20 de março de 2012

A Liderança: afinal o que é?

Milhares de definições de liderança podem ser facilmente encontradas. Gostava de partilhar mais uma consigo, aquela de que mais gosto e que mais procuro aplicar na minha vida. Preparar para pequena viagem ao mundo da NeuroLiderança!

Um dos axiomas da Programação Neuro Linguística (PNL) afirma que "tu controlas a tua mente, logo controlas os teus resultados". Neste sentido, todos... Mesmo todos... são líderes de si próprios, navegando pelos mares desconhecidos da vida, fazendo escolhas, experienciando eventos e circunstâncias, fazendo novas escolhas...

Neste processo, existem diferentes formas dos líderes (todos) lidarem com esse poder de controlar a mente:

1. Podem não assumir o controlo, apesar de estarem a exercê-lo. Neste caso, podemos falar da adoção do famigerado princípio do EFEITO: os meus resultados são meros efeitos de circunstâncias que não controlo.

2. Podem assumir o controlo. Neste caso poderemos afirmar que está a ser usado o princípio da CAUSA: os meus resultados são causados pelas minhas escolhas e reações ao meio, pelo que eu os controlo.

A minha experiência de vários anos a lidar com muitos milhares de pessoas (só em 2011 contactei diretamente com perto de 20 mil pessoas no âmbito das minhas atividades como trainer e coach) tem-me mostrado uma relação intima entre a questão da CAUSA vs EFEITO e dos níveis de liderança.

Simplesmente, estar em EFEITO é renegar a possibilidade da liderança!
E estar em CAUSA é abraçar a liderança!

É neste sentido que gosto de olhar para a temática às vezes complexa da liderança, através deste prisma simples: o indivíduo assume ou não a responsabilidade pelos seus resultados? E o que faz com essa responsabilidade? Utiliza-a como catapulta para novos comportamentos e novos resultados?

Nos cursos de NeuroLiderança que facilito, o foco está precisamente nesta questão. E, diariamente, penso em novas formas de ajudar pessoas (e a mim, no processo) a aproximarem-se do princípio da CAUSA, ganhando assim novos níveis de aceitação e intervenção sobre a vida e o mundo.

Tem sido muito gratificante ver pessoas de todas as idades começarem a viver uma vida mágica através do crescimento como líderes! Hoje... é o seu dia! Quando olha para os resultados que está a obter e de que não gosta... Culpa os outros ou assume a responsabilidade? E, mais importante ainda, o que vai fazer hoje para alterar esses resultados?

Há quem se deixe abater emocionalmente durante este processo. Quase como se pensasse "não só não gosto do resultado como ainda por cima percebo agora que a responsabilidade é minha"! Sim, e a responsabilidade do sentimento que está a sentir agora... também! E talvez resida precisamente aí o grande passo da liderança... assumir a responsabilidade pelos sentimentos!

Já sei que nem todos vão concordar. Áreas inteiras do conhecimento (e da ciência) estão construídas em cima do princípio básico de que não somos responsáveis pelos nossos sentimentos. Que eles brotam de processos complexos, descontrolados, de origem muitas vezes "genética" ou "social"...

A minha proposta é simples. Façamos de conta que podemos assumir responsabilidade pelos sentimentos e que conseguimos controlar os processos que podem levar à sua alteração. E, para fazer de conta... há que fazer!

Experimente então alterar o significado que atribui aos eventos que não servem, alterar a linguagem e o foco, alterar a forma como utiliza a sua fisiologia... e dê espaço à magia! À magia da liderança!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Devia ou Não Devia?

Presto bastante atenção aos momentos em que alguém (especialmente se esse alguém... sou eu) utiliza a expressão "eu devia". O que tenho descoberto, ao longo dos tempos, é que este é uma expressão linguística que apela à inação e despoleta, sobretudo, emoções negativas.

Estás com vontade de saber mais? Devias! ;-)

Situação 1:

Chefe - Eu já te disse que não é assim que se faz quando o cliente pede esse produto.
Colaborador - Pois é, chefe. Eu devia prestar mais atenção.

Nesta situação o colaborador não emite qualquer comunicação com potencial para preceder um novo comportamento. Ele não disse que ia fazer diferente, ele nem sequer disse que ia prestar mais atenção. Ele apenas disse que DEVIA prestar mais atenção. Como quem diz que "num mundo ideal, era isso que iria acontecer. Era assim que devia acontecer". Claro que se o colaborador estivesse comprometido em fazer melhor, poderia afirmar simplesmente algo como "na próxima vou fazer dessa forma". Também o chefe se focou exclusivamente em apontar o erro e reafirmar que já tinha ensinado antes. Nenhuma destas ações liga o colaborador à próxima ação, aquela que poderá correr mesmo bem se o foco estiver em fazer diferente! O mais interessante é que ambas as pessoas podem abandonar a interação acima achando que estão no bom caminho...

Situação 2:

Mulher - Hoje não janto em casa, pois tenho uma reunião em Lisboa que vai acabar tarde.
Marido - Já tinha planeado o que ia cozinhar. Devias avisar-me com mais antecedência.

Nesta interação, quem devia era o outro, "tu devias". É uma referência à uma suposta regra (social, familiar, etc) que alguém não cumpriu. Como no caso anterior, o interessante é que o marido se focou no incumprimento da tal regra e não na obtenção de um compromisso em relação a situações futuras. A mulher, sentindo-se atacada bem poderá ter pensado algo do género "tu também não me avisaste da última vez"...

Situação 3:

Colega - Acho que eles estão a planear despedir mais pessoas...
Colega - Ainda me vai tocar a mim desta vez. Eu devia era ser como os outros e não me preocupar com nada disto e ir fazendo a minha vidinha. Ia fazendo de conta que trabalhava e ia procurando outras alternativas. Isso é que eu devia fazer.

Um caso muito típico (ouço várias vezes afirmações com esta estrutura) em que alguém se refere a um potencial curso de ação, definindo-o como aquilo que devia fazer. Simplesmente, está simultaneamente a dizer que não o vai fazer (pois apenas devia). Ou seja, uma excelente forma de criar uma situação perde-perde.

É isso mesmo, a utilização do "devia" neste tipo de situações criar autênticos cenários de perde-perde. Perco porque falo de um cenário que não vai acontecer (eu apenas devia) e logo a seguir ligo-me ao cenário atual (que por ser diferente daquele que devia ser, não me satisfaz).

Liberta-te daquilo que devias fazer e liga-te aquilo que vais fazer!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

LIFE 2.0: a Evolução



Depois de quase 4 anos a trabalhar com o Método LIFE, o aclamado processo de estruturação do desenvolvimento pessoal (criado em 2008 e já conhecido por dezenas de milhares de pessoas), achei que estava na hora de... EVOLUIR!

Assim, nasceu o evento formativo LIFE 2.0: A Evolução, que tem como grande objetivo poder apressentar ao grande público, de forma divertida e dinâmica, o método LIFE e as suas principais aplicações no domínio da comunicação, relacionamentos, motivação, confiança, definição de objetivos, gestão do foco, tomada de decisão, etc.

São duas horas para aprender mais sobre si, mais sobre os outros, mais sobre como gerar resultados positivos na sua vida. A primeira edição do evento, no Porto (a 14 de Janeiro deste ano) contou com mais de 300 pessoas na audiência. A segunda edição será já no próximo dia 25 de Fevereiro, no Grande Auditório do ISCTE. Estou entusiasmado com a possibilidade de fazer deste o melhor evento de desenvolvimento pessoal dos últimos tempos!



Acredito que este formato, pelo horário e duração, é conveniente para um número alargado de pessoas. E o conteúdo está especialmente desenhado para permitir aprendizagem multinível. Ou seja, é adequado a pessoas com conhecimentos na área do desenvolvimento pessoal/PNL/Psicologia, assim como para pessoas sem conhecimento específico na área. Ou seja, ideal para trazer os seus familiares, amigos e colegas de trabalho!

Vemo-nos do dia 25/Fev, em Lisboa!
(inscrições e informações em www.lifetraining.com.pt - o bilhete custa apenas 10 euros e recebe um audiobook LIFE no valor de 12 euros!)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Labirintos e níveis de linguagem



Ontem, estimulado por um dos leitores da minha página do Facebook (obrigado, Jorge), fiquei mesmo com vontade de escrever um pouco sobre níveis da linguagem na interpretação de mensagens, histórias e metáforas.

O que despoletou esta discussão foi a frase "se queres descobrir a melhor forma de sair de um labirinto, eleva-te acima dele". Escrevi a frase, como muitas vezes faço no ambiente Facebook com um propósito multinível, ou seja, permitindo interpretações e potenciais aprendizagens em vários níveis da linguagem.

Fiquei inicialmente fascinado com o potencial da comunicação multinível lendo livros de Milton Erickson e assistindo ao vivo aos aparentes milagres transformacionais da comunicação de Steve Linder, Michael Carroll e John Grinder. Estas técnicas aprendem-se nos cursos de Programação Neuro Linguistica e, quem me conhece, sabe que adoro comunicar utilizando o multinível!

Este tipo de comunicação assenta no facto de, uma vez sujeito à recepção de determinada comunicação oral ou escrita, o inconsciente do receptor iniciar um processo de atribuição de significado ao conjunto de palavras recebidas (e que podem, ou não, constituir frases bem-formadas). Estes significados podem ser encontrados em número múltiplo, apesar de conscientemente poder ser atribuído apenas um significado (de acordo com as várias correntes da linguística, o significado mais provável ou o mais adequado ao contexto). Ora, de acordo com o conhecimento empírico da hipnoterapia, por exemplo, os "outros" significados continuam a ser processados (sobretudo se a frase, história ou metáfora contiver ambiguidade) o que permite muitas vezes que aconteça a transformação!

Vamos ao exemplo:
"se queres descobrir a melhor forma de sair de um labirinto, eleva-te acima dele"

Nível 1: se estiveres fisicamente num labirinto, se conseguires elevar-te acima dele (por exemplo trepando uma das paredes do labirinto, ou usando uma escada, ou saltando) portas ter uma visão mais ampla dos caminhos possíveis, localização da saída, etc, o que te facilitará a missão de sair do labirinto

Nível 2: se estiveres numa situação física que possa ser comparada a um labirinto (perdido numa montanha, floresta, cidade desconhecida) se conseguires subir e alcançar um ponto de observação mais alto, poderás beneficiar desta nova observação e encontrar mais facilmente a saída


Nível 3: se estiveres numa situação física que possa ser comparada com um labirinto embora sem possibilidade de observação de ponto mais alto (por exemplo perdido num prédio de escritórios ou num centro comercial) podes procurar uma perspectiva mais elevada através da consulta de um mapa, por exemplo

Nível 4: se estiveres numa situação emocional que possa ser metaforicamente representada por um labirinto (por exemplo na tua relação amorosa, no teu trabalho) podes usar meios diversos para alcançares uma perspectiva mais elevada (perguntar a outras pessoas, ler livros sob o assunto, meditar, aprender técnicas dissociativas, etc)

Nível 5 e seguintes: bem, estes vais ter de descobrir. O comunicador multinível, quando desvenda alguns dos níveis mais profundos da sua comunicação, deixa normalmente os níveis mais profundos em aberto para que esta poderosa forma de comunicação continue a produzir poderosos resultados para... O leitor!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Querer para Crer ou Crer para Querer?

Grande questão surgiu como reação a um dos meus últimos post no facebook.
"Querer é Poder", diz o adágio popular. Então e "crer"? É também "poder"?

E é melhor começar por "crer" ou por "querer"?

Depois de alguma reflexão, aqui vai o "veredito" (lol) neurolinguístico!

"Querer" diz respeito a assumir uma intenção de conseguir algo. Como em "quero isto e não quero aquilo".
"Crer" diz respeito à expressão de uma crença. Como em "creio nisto e não creio naquilo".

Brinquemos com os dois conceitos:


Como podem ver, se começar por definir o que quero, posso investir tempo e energia a ligar-me a coisas em que não creio... o que levará a ineficiência e frustação.

Se começar por definir em que é que acredito, aquilo em que creio, então definirei depois o que quero já dentro desse balizamento. Parece ser o melhor caminho.

Dito isto, aquilo em que creio (e não creio) é perfeitamente subjectivo e mutável pelo que, com recurso a estratégias adequadas, pode ser moldado para servir o que quero. Pelo que o outro caminho é também aceitável!

Comecem por onde quiserem... alterem crenças, definam intenções... façam o que for necessário... para aliar o poder da CRENÇA ao poder da INTENÇÃO, pois assim acederão ao quadrante onde realmente acontece a MAGIA!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Comunicação: Muda as tuas Palavras, Muda a tua Vida



Muito se tem escrito, estudado, questionado... Afinal, qual a importância das palavras? São apenas sons estruturados a que damos determinados significados? Estão "hard-wired" no nosso cérebro? Têm significado pessoal ou social?

Gostava que por uns instantes, imaginasses o seguinte... Talvez faça sentido para ti...

Uma palavra é uma espécie de "password" para uma determinada zona do cérebro. De acordo com a palavra que dizes, ouves ou pensas, o teu cérebro abre essa zona do cérebro. Lá dentro tem acesso, através de poderosos algoritmos, a toda a informação relacionada com essa palavra. De acordo com o contexto e com o valor emocional de cada uma das potenciais opções, escolhe o que trazer de volta antes de fechar essa zona e passar à seguinte...

Se alguém falar com um tom irónico, o teu cérebro tenderá a selecionar significados de acordo com esse contexto.
Se alguém usar o nome de uma pessoa que ames, apesar do contexto não ser ligado a essa pessoa, poderás ter uma lembrança súbita dessa pessoa (pelo valor emocional elevado).

Este fenómeno faz com que as palavras tenham um poder enorme. Com as tuas palavras diriges momentaneamente o teu sistema e o dos outros. Há quem perceba isto e dedique anos da sua vida a aprimorar a forma como fala e escreve, para que possa obter máximo poder influenciador. Há quem não perceba isto e fale e escreva de forma menos intencional ("mais pura e menos filtrada" poderia alguém dizer; "menos responsável e eficiente", acrescentaria eu...)

Em algumas palestras faço uma pequena brincadeira dizendo que às vezes, "em vez de falarmos sobre o que queremos e não falarmos sobre o que não queremos, falamos sobre o que não queremos e não falamos sobre o que queremos". Uff!

Aquilo sobre que quero falar é sobre a tua comunicação e sobre como podes melhorar TODOS os teus resultados aprendendo umas simples dezenas de técnicas e truques linguísticos que te ajudarão a ser mais consistente, eficiente e intencional. Acredito de tal forma nisto, por ter assistido a tantos "milagres" de transformação com base na alteração das palavras, que estou disposto a afirmar que SE MUDARES AS TUAS PALAVRAS... MUDAS A TUA VIDA!

Abraço neuroestratégico!

PS Em breve lanço novidades sobre uma forma simples e acessível de aprender estas técnicas. Fica atent@!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O Evento Emocionalmente Significativo



Em várias abordagens terapêuticas se fala do evento emocionalmente significativo (EES): um evento externo associado a uma grande carga emocional, que fica impresso na nossa neurologia de forma (potencialmente) permanente.

Provavelmente já experienciou centenas ou milhares destes EES, são as suas memórias mais fortes e em que fez aprendizagens quase instantâneas. As zonas do cérebro encarregues de "catalogar" as memórias, recebendo a forte descarga emocional como um sinal de importância, imediatamente se encarregam de extrair aprendizagens/regras do evento para assim poderem prever/preparar/evitar situações semelhantes no futuro.

Vários cientistas acreditam que é desta forma (através de EESs) que muitas das nossas crenças são criadas, incluindo as que têm forte ligação ao medo, como as fobias.

Uma das estratégias que terapeutas, coaches e palestrantes utilizam para ajudar pessoas a mudarem os seus mapas de crenças é a fabricação de EESs, através de exercícios, recordações, visualizações, etc. Se efetuados com uma técnica adequada, estes processos podem de facto produzir níveis emocionais poderosos e ajudar à criação de oportunidades de mudança.

Claro que o leitor pode ter intuído já que estes processos são na essência semelhantes aos processos de manipulação tantas vezes utilizados por ditadores políticos e religiosos, gurus ambiciosos, organizações empresariais orientadas para a venda a qualquer preço, etc.

Antes de me entregar pessoalmente a um exercício, envolver numa palestra ou mergulhar num livro de alguém em relação a quem não tenho ainda referências de congruência pessoal (viver aquilo que se diz) ativo os meus filtros protetores (que é como quem diz, deixo os meus centros de pensamento cético em forte movimento).

Há um conjunto alargado de pessoas (em Portugal e no estrangeiro) com quem entro convictamente em processos de criação de EESs. Com outras... não! Até porque criar um EES, sem ter uma estrutura sólida e inteligente de aprendizagem/crescimento pessoal para apresentar é simplesmente... perigoso! E, infelizmente, conheço várias pessoas que ficam à deriva depois de processos destes...