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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Uma reflexão sobre o Orgulho

Uma interessante discussão no seio da equipa da LIFE Training sobre o sentimento do orgulho, motivou-me para escrever este post. Há muito que tinha vontade de o fazer, até porque observo com interesse a utilização alargada desta palavra. Acho que vai gostar destas reflexões. Por favor, sinta-se à vontade para comentar e partilhar!

O orgulho é assim definido na Wikipedia

"Orgulho é um sentimento de satisfação pela capacidade ou realização ou um sentimento elevado de dignidade pessoal. Em Português a palavra Orgulho pode ser vista tanto como uma atitude positiva como negativa dependendo das circunstâncias. Assim, o termo "pode" ser empregado de maneira errada tanto como sinônimo de soberba e arrogância quanto para indicar dignidade ou brio."

No fabuloso estudo sobre emoções do Dr. David Hawkins (em Power vs Force), o Orgulho é apresentada como a última das emoções negativas (obtendo 175 numa escala em que a emoção neutra é alcançada aos 200 pontos e se torna positiva a partir daí; para quem quiser perceber melhor como esta escala funciona, aconselho vivamente este livro, considerado pelo Dr. Wayne W. Dyer o mais importante livro que leu na década de 90).

Aqui vão as minhas reflexões pessoais:

- o Orgulho está ligado ao Eu (talvez alguns afirmem que está ligado ao conceito do Ego), pois fico orgulhoso de coisas, eventos ou pessoas em função da sua ligação comigo. Fico orgulhoso do meu país, da minha equipa, dos meus filhos, do meu trabalho, da minha reação, do meu resultado. É quase como se o motivo de destaque fosse a relação comigo! ;-)

- o Orgulho está ligado a um quadro de referência e comparação. Fico orgulhoso por comparação com outras coisas, eventos ou pessoas que não estão relacionadas comigo. Fico orgulhoso do meu filho por comparação com os filhos dos outros. Sinto-me orgulhoso do meu país por comparação com os outros países.

- o espectro sentimental do Orgulho parece acabar na Vergonha. Quando aquilo pelo qual estou orgulhoso termina ou se altera fortemente, passo a sentir vergonha. E a Vergonha é um dos mais negativos sentimentos humanos. Quando o orgulho termina, muitos passam diretamente para a vergonha dos filhos, do país, do clube, do seu comportamento, da sua reação, etc.

Pessoalmente, optei, há anos, por me distanciar deste sentimento. Fico contente pelos meus filhos, ou pelo meu país, ou pelo meu clube, ou pela minha empresa (em vez de ficar orgulhoso).

Faça um pequeno treino linguístico. Sinta a diferença ao dizer as seguintes frases:

- Sinto-me orgulhoso de... (complete a frase com algo que faça sentido para si)
- Estou contente por... (complete a frase com algo que faça sentido para si)

Consegue perceber a diferença? Em que zona da sua fisiologia sente a diferença? Bom trabalho!
Fico contente por si! ;-)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O Evento Emocionalmente Significativo



Em várias abordagens terapêuticas se fala do evento emocionalmente significativo (EES): um evento externo associado a uma grande carga emocional, que fica impresso na nossa neurologia de forma (potencialmente) permanente.

Provavelmente já experienciou centenas ou milhares destes EES, são as suas memórias mais fortes e em que fez aprendizagens quase instantâneas. As zonas do cérebro encarregues de "catalogar" as memórias, recebendo a forte descarga emocional como um sinal de importância, imediatamente se encarregam de extrair aprendizagens/regras do evento para assim poderem prever/preparar/evitar situações semelhantes no futuro.

Vários cientistas acreditam que é desta forma (através de EESs) que muitas das nossas crenças são criadas, incluindo as que têm forte ligação ao medo, como as fobias.

Uma das estratégias que terapeutas, coaches e palestrantes utilizam para ajudar pessoas a mudarem os seus mapas de crenças é a fabricação de EESs, através de exercícios, recordações, visualizações, etc. Se efetuados com uma técnica adequada, estes processos podem de facto produzir níveis emocionais poderosos e ajudar à criação de oportunidades de mudança.

Claro que o leitor pode ter intuído já que estes processos são na essência semelhantes aos processos de manipulação tantas vezes utilizados por ditadores políticos e religiosos, gurus ambiciosos, organizações empresariais orientadas para a venda a qualquer preço, etc.

Antes de me entregar pessoalmente a um exercício, envolver numa palestra ou mergulhar num livro de alguém em relação a quem não tenho ainda referências de congruência pessoal (viver aquilo que se diz) ativo os meus filtros protetores (que é como quem diz, deixo os meus centros de pensamento cético em forte movimento).

Há um conjunto alargado de pessoas (em Portugal e no estrangeiro) com quem entro convictamente em processos de criação de EESs. Com outras... não! Até porque criar um EES, sem ter uma estrutura sólida e inteligente de aprendizagem/crescimento pessoal para apresentar é simplesmente... perigoso! E, infelizmente, conheço várias pessoas que ficam à deriva depois de processos destes...