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domingo, 25 de novembro de 2012

Onde está o meu objetivo concretizado?


Estimulado por uma série de artigos que li nos últimos dias e por interessantes discussões com o grupo da última Certificação de Programação Neuro Linguística que facilitei, aqui deixo algumas reflexões sobre definição de objetivos!


Quando alguém define um objetivo, utiliza muitas vezes um formato linguístico como "eu quero atingir o objetivo x" (dinheiro, relações, carreira, conhecimento, saúde, etc). No livro "SPIDER - Como Definir Objetivos Irresistíveis" apresento esta como uma boa formulação. Gostaria agora de levar um pouco mais longe a análise e, no processo, talvez revelar um dos segredos que pode explicar a razão pela qual tantas vezes se pode ter perguntado "eu defini um objetivo, fiz coisas para o materializar e... onde está?"

Ao dizer eu quero ter algo, está também a dizer que (ainda) não o tem, certo? O que pode criar uma sensação de falta. Se eu quero ter mais 1000 euros por mês, estou a assumir que não os tenho agora, o que introduz um novo quadro de referência do meu presente. Agora o que tenho é menos 1000 euros por mês do que o que vou ter quando tiver mais 1000 euros por mês! Percebe a dinâmica?

É que a ligação a um sentimento de falta favorece, internamente, a criação de espaço para a expansão da... falta! Ou seja, agora estou a colocar um foco interno na falta dos 1000 euros adicionais. E, como para onde vai o foco, a energia flui, começo a mobilizar recursos para a falta!


Ou seja, ao definir um objetivo posso, inadvertidamente, estar a criar condições para não o atingir! Confuso? Hum, hum!

Como ultrapassar este desafio? Da minha experiência existem dois caminhos que favorecem o processo. São dois caminhos tipicamente mais fáceis de trilhar por quem tem um auto-conhecimento avançado e consegue entender e praticar estes princípios sem esforço.

Acredito que ambos merecem observação, reflexão e, se assim o entender, questionamento aqui ou no Facebook.

1) Depois de definir e verbalizar o objetivo, aceitar que atingi-lo ou não atingi-lo é indiferente. Ter mais ou menos 1000 euros é irrelevante no grande cenário da vida e da morte, perante a imensidão do cosmos e da profundidade da experiência humana. Como é irrelevante, então ter um ou outro pressupõe o mesmo valor ou esforço. Pelo que o objetivo se materializa por não estar associado a expetativa, ansiedade ou medo.

2) Pressupôr que o objetivo já está em vias de concretizar, por ser tão forte dentro de mim a noção de que atingi-lo é normal, natural e até óbvio. Pelo que me refiro ao objetivo como já o tendo atingido, pois percebo que ele se vai concretizar de qualquer forma. Posso imediatamente sentir-me grato pelo objetivo e afastar quaisquer dúvidas, hesitações, angústias, lutas e combates pelo objetivo. Não há nada para conquistar ou alcançar pois ele será concretizado de qualquer forma. Não há falta de algo que já se está a materializar!

A prática de um ou ambos os princípios é avançada, do ponto de vista do desenvolvimento pessoal, garantindo uma saúde emocional elevada durante o processo de definição e concretização de objetivos. E boas emoções equivalem a... boa vida!

Leiam, comentem e partilhem, amigos!
 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Afetar ou Infetar?

Desde que ouvi esta pergunta pela primeira vez, em 2007, que sinto a relevância profunda da minha comunicação - quando interajo com outra pessoa ou...

Afeto positivamente o seu estado emocional ou...

Infeto negativamente o seu estado emocional!

Percebes o poder que tens nas mãos sempre que comunicas? Afetas ou Infetas!

A maior parte das pessoas, quando questionada sobre a sua intenção, trazem para o seu consciente a vontade de afetar positivamente os contextos onde operam, motivar e entusiasmar os outros, liderar pela positiva, influenciar poderosamente os grupos com que trabalham, fazer magia e trazer encanto às vidas dos outros! Então... como fazem para que muitas vezes o efeito seja o contrário?




Aqui ficam alguns caminhos exploratórios!

1. Intenções por definir: começar a interação com o outro (a conversa, a reunião, a entrevista, o encontro) sem definir de forma clara e consciente qual a intenção positiva a materializar com a comunicação: disponibilizar, motivar, influenciar, oferecer, reconhecer, alegrar, etc - no fundo, Afetar!

2. Capacidade reduzida de comunicar eficazmente: por falta de treino ou desenvolvimento da capacidade de observação, ter dificuldade em materializar a intenção através do uso eficaz da comunicação. Para tal é necessário saber usar o corpo, a voz e as palavras para gerar um impacto positivo!

3. Flexibilidade reduzida: usar uma forma de comunicação habitualmente eficaz, precedida de intenções claras, não conseguir alcançar o resultado pretendido e... continuar a fazer o mesmo! Sem flexibilidade a afetação positiva só vai aparecer às vezes!

Depois de ter observado o impacto da pergunta Afetar ou Infetar pela primeira vez percebi que não existia espaço para a comunicação de impacto neutro. E isto criou em mim uma motivação extrema para explorar os caminhos atrás referidos.

É que se não conseguisse Afetar positivamente, isso queria dizer que estava a Infetar negativamente! 

O estudo da Programação Neuro Linguística foi a estratégia de maior sucesso para trilhar estes maravilhosos caminhos. E começou a acontecer magia com mais frequência!

E tu, queres Afetar ou Infetar? E em que situações alcanças o teu objetivo?

terça-feira, 24 de abril de 2012

O que é e o que não é

O que é? Respondemos a esta questão utilizando a informação recolhida pelos nossos sentidos, a nossa perceção sensorial.

O que não é? Respondemos a esta questão utilizando a nossa imaginação, projetando na nossa mente imagens, sons e sensações que não são captadas pelos nossos sentidos.

A cada momento da nossa vida podemos colocar o nosso foco sobre o que é e/ou sobre o que não é. Exploremos um pouco o resultado expectável da colocação do foco:

1. O QUE É!
Quando alguém apenas se foca no que é, tem tendência a manter os mesmo resultados, tem tendência a alimentar o status quo, a eternizar a realidade. Agirá quase sempre por reação ao que é, aquilo que já existe e terá dificuldade em introduzir mudança ou usar criatividade!

2. O QUE NÃO É!
Quando alguém apenas se foca no que não é, terá tendência a viver no "mundo da lua", uma realidade alternativa pintada com as cores da criatividade e assente nos mecanismos do sonho e da ilusão. Terá provavelmente dificuldade em interagir com os outros (pois eles não "vêem") e em provocar mudança real no mundo, pois não observa/interage com o que é.

3. O QUE É E O QUE NÃO É!
Quando alguém cria um equilíbrio entre o que já existe e aquilo que ainda não existe, consegue utilizar o famoso DoubleThink, ficando com dois caminhos altamente poderosos à sua disposição:

a) criar primeiro, esquecendo todas as barreiras do presente e focando-se apenas num futuro imaginário para, logo a seguir, descer à realidade e estudar formas de criar pontes entre o que já existe e este futuro criado. Sonhar primeiro e desenhar planos reais depois!

b) estudar tudo o que já existe, observar com atenção para, seguidamente, imaginar como poderá ser a realidade depois de alterado o que não funciona ou poderia funcionar melhor. Uma autêntica abordagem estruturada de melhoria criativa!

No meu dia-a-dia, trabalhando com milhares de pessoas em situações de treino de competência, reparo com interesse como nem sempre está patente o acesso à terceira estratégia. Como tantas vezes (nas relações pessoais como na profissão) as pessoas se ligam apenas ao que já é, não imaginado como poderia ser melhor e o que poderiam fazer agora para lá chegar. E como tantas outras vezes (nas relações pessoais como na profissão) se dedicam arduamente a habitar um mundo imaginário, sem qualquer ligação terrena, em que não chegam a agir e a provocar mudança por não se relacionarem seriamente com o que está efetivamente a acontecer.

Consegue imaginar como pode ser difícil encontrar um emprego, construir um percurso profissional de sucesso, ter energia e saúde, alimentar relações mágicas ou alcançar qualquer outro resultado considerado desejável sem aprender a, simultaneamente, observar atentamente o que já é e criar ambiciosamente o que ainda não é?

Cumprimentos mágicos do vosso amigo Pedro!

PS Nos próximos dias divulgo datas para os próximos eventos LIFE 2.0. Desta feita, para além de Porto e Lisboa, vamos muito provavelmente contemplar também o Minho, Beiras e Algarve!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Uma reflexão sobre o Orgulho

Uma interessante discussão no seio da equipa da LIFE Training sobre o sentimento do orgulho, motivou-me para escrever este post. Há muito que tinha vontade de o fazer, até porque observo com interesse a utilização alargada desta palavra. Acho que vai gostar destas reflexões. Por favor, sinta-se à vontade para comentar e partilhar!

O orgulho é assim definido na Wikipedia

"Orgulho é um sentimento de satisfação pela capacidade ou realização ou um sentimento elevado de dignidade pessoal. Em Português a palavra Orgulho pode ser vista tanto como uma atitude positiva como negativa dependendo das circunstâncias. Assim, o termo "pode" ser empregado de maneira errada tanto como sinônimo de soberba e arrogância quanto para indicar dignidade ou brio."

No fabuloso estudo sobre emoções do Dr. David Hawkins (em Power vs Force), o Orgulho é apresentada como a última das emoções negativas (obtendo 175 numa escala em que a emoção neutra é alcançada aos 200 pontos e se torna positiva a partir daí; para quem quiser perceber melhor como esta escala funciona, aconselho vivamente este livro, considerado pelo Dr. Wayne W. Dyer o mais importante livro que leu na década de 90).

Aqui vão as minhas reflexões pessoais:

- o Orgulho está ligado ao Eu (talvez alguns afirmem que está ligado ao conceito do Ego), pois fico orgulhoso de coisas, eventos ou pessoas em função da sua ligação comigo. Fico orgulhoso do meu país, da minha equipa, dos meus filhos, do meu trabalho, da minha reação, do meu resultado. É quase como se o motivo de destaque fosse a relação comigo! ;-)

- o Orgulho está ligado a um quadro de referência e comparação. Fico orgulhoso por comparação com outras coisas, eventos ou pessoas que não estão relacionadas comigo. Fico orgulhoso do meu filho por comparação com os filhos dos outros. Sinto-me orgulhoso do meu país por comparação com os outros países.

- o espectro sentimental do Orgulho parece acabar na Vergonha. Quando aquilo pelo qual estou orgulhoso termina ou se altera fortemente, passo a sentir vergonha. E a Vergonha é um dos mais negativos sentimentos humanos. Quando o orgulho termina, muitos passam diretamente para a vergonha dos filhos, do país, do clube, do seu comportamento, da sua reação, etc.

Pessoalmente, optei, há anos, por me distanciar deste sentimento. Fico contente pelos meus filhos, ou pelo meu país, ou pelo meu clube, ou pela minha empresa (em vez de ficar orgulhoso).

Faça um pequeno treino linguístico. Sinta a diferença ao dizer as seguintes frases:

- Sinto-me orgulhoso de... (complete a frase com algo que faça sentido para si)
- Estou contente por... (complete a frase com algo que faça sentido para si)

Consegue perceber a diferença? Em que zona da sua fisiologia sente a diferença? Bom trabalho!
Fico contente por si! ;-)

terça-feira, 20 de março de 2012

A Liderança: afinal o que é?

Milhares de definições de liderança podem ser facilmente encontradas. Gostava de partilhar mais uma consigo, aquela de que mais gosto e que mais procuro aplicar na minha vida. Preparar para pequena viagem ao mundo da NeuroLiderança!

Um dos axiomas da Programação Neuro Linguística (PNL) afirma que "tu controlas a tua mente, logo controlas os teus resultados". Neste sentido, todos... Mesmo todos... são líderes de si próprios, navegando pelos mares desconhecidos da vida, fazendo escolhas, experienciando eventos e circunstâncias, fazendo novas escolhas...

Neste processo, existem diferentes formas dos líderes (todos) lidarem com esse poder de controlar a mente:

1. Podem não assumir o controlo, apesar de estarem a exercê-lo. Neste caso, podemos falar da adoção do famigerado princípio do EFEITO: os meus resultados são meros efeitos de circunstâncias que não controlo.

2. Podem assumir o controlo. Neste caso poderemos afirmar que está a ser usado o princípio da CAUSA: os meus resultados são causados pelas minhas escolhas e reações ao meio, pelo que eu os controlo.

A minha experiência de vários anos a lidar com muitos milhares de pessoas (só em 2011 contactei diretamente com perto de 20 mil pessoas no âmbito das minhas atividades como trainer e coach) tem-me mostrado uma relação intima entre a questão da CAUSA vs EFEITO e dos níveis de liderança.

Simplesmente, estar em EFEITO é renegar a possibilidade da liderança!
E estar em CAUSA é abraçar a liderança!

É neste sentido que gosto de olhar para a temática às vezes complexa da liderança, através deste prisma simples: o indivíduo assume ou não a responsabilidade pelos seus resultados? E o que faz com essa responsabilidade? Utiliza-a como catapulta para novos comportamentos e novos resultados?

Nos cursos de NeuroLiderança que facilito, o foco está precisamente nesta questão. E, diariamente, penso em novas formas de ajudar pessoas (e a mim, no processo) a aproximarem-se do princípio da CAUSA, ganhando assim novos níveis de aceitação e intervenção sobre a vida e o mundo.

Tem sido muito gratificante ver pessoas de todas as idades começarem a viver uma vida mágica através do crescimento como líderes! Hoje... é o seu dia! Quando olha para os resultados que está a obter e de que não gosta... Culpa os outros ou assume a responsabilidade? E, mais importante ainda, o que vai fazer hoje para alterar esses resultados?

Há quem se deixe abater emocionalmente durante este processo. Quase como se pensasse "não só não gosto do resultado como ainda por cima percebo agora que a responsabilidade é minha"! Sim, e a responsabilidade do sentimento que está a sentir agora... também! E talvez resida precisamente aí o grande passo da liderança... assumir a responsabilidade pelos sentimentos!

Já sei que nem todos vão concordar. Áreas inteiras do conhecimento (e da ciência) estão construídas em cima do princípio básico de que não somos responsáveis pelos nossos sentimentos. Que eles brotam de processos complexos, descontrolados, de origem muitas vezes "genética" ou "social"...

A minha proposta é simples. Façamos de conta que podemos assumir responsabilidade pelos sentimentos e que conseguimos controlar os processos que podem levar à sua alteração. E, para fazer de conta... há que fazer!

Experimente então alterar o significado que atribui aos eventos que não servem, alterar a linguagem e o foco, alterar a forma como utiliza a sua fisiologia... e dê espaço à magia! À magia da liderança!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Devia ou Não Devia?

Presto bastante atenção aos momentos em que alguém (especialmente se esse alguém... sou eu) utiliza a expressão "eu devia". O que tenho descoberto, ao longo dos tempos, é que este é uma expressão linguística que apela à inação e despoleta, sobretudo, emoções negativas.

Estás com vontade de saber mais? Devias! ;-)

Situação 1:

Chefe - Eu já te disse que não é assim que se faz quando o cliente pede esse produto.
Colaborador - Pois é, chefe. Eu devia prestar mais atenção.

Nesta situação o colaborador não emite qualquer comunicação com potencial para preceder um novo comportamento. Ele não disse que ia fazer diferente, ele nem sequer disse que ia prestar mais atenção. Ele apenas disse que DEVIA prestar mais atenção. Como quem diz que "num mundo ideal, era isso que iria acontecer. Era assim que devia acontecer". Claro que se o colaborador estivesse comprometido em fazer melhor, poderia afirmar simplesmente algo como "na próxima vou fazer dessa forma". Também o chefe se focou exclusivamente em apontar o erro e reafirmar que já tinha ensinado antes. Nenhuma destas ações liga o colaborador à próxima ação, aquela que poderá correr mesmo bem se o foco estiver em fazer diferente! O mais interessante é que ambas as pessoas podem abandonar a interação acima achando que estão no bom caminho...

Situação 2:

Mulher - Hoje não janto em casa, pois tenho uma reunião em Lisboa que vai acabar tarde.
Marido - Já tinha planeado o que ia cozinhar. Devias avisar-me com mais antecedência.

Nesta interação, quem devia era o outro, "tu devias". É uma referência à uma suposta regra (social, familiar, etc) que alguém não cumpriu. Como no caso anterior, o interessante é que o marido se focou no incumprimento da tal regra e não na obtenção de um compromisso em relação a situações futuras. A mulher, sentindo-se atacada bem poderá ter pensado algo do género "tu também não me avisaste da última vez"...

Situação 3:

Colega - Acho que eles estão a planear despedir mais pessoas...
Colega - Ainda me vai tocar a mim desta vez. Eu devia era ser como os outros e não me preocupar com nada disto e ir fazendo a minha vidinha. Ia fazendo de conta que trabalhava e ia procurando outras alternativas. Isso é que eu devia fazer.

Um caso muito típico (ouço várias vezes afirmações com esta estrutura) em que alguém se refere a um potencial curso de ação, definindo-o como aquilo que devia fazer. Simplesmente, está simultaneamente a dizer que não o vai fazer (pois apenas devia). Ou seja, uma excelente forma de criar uma situação perde-perde.

É isso mesmo, a utilização do "devia" neste tipo de situações criar autênticos cenários de perde-perde. Perco porque falo de um cenário que não vai acontecer (eu apenas devia) e logo a seguir ligo-me ao cenário atual (que por ser diferente daquele que devia ser, não me satisfaz).

Liberta-te daquilo que devias fazer e liga-te aquilo que vais fazer!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Labirintos e níveis de linguagem



Ontem, estimulado por um dos leitores da minha página do Facebook (obrigado, Jorge), fiquei mesmo com vontade de escrever um pouco sobre níveis da linguagem na interpretação de mensagens, histórias e metáforas.

O que despoletou esta discussão foi a frase "se queres descobrir a melhor forma de sair de um labirinto, eleva-te acima dele". Escrevi a frase, como muitas vezes faço no ambiente Facebook com um propósito multinível, ou seja, permitindo interpretações e potenciais aprendizagens em vários níveis da linguagem.

Fiquei inicialmente fascinado com o potencial da comunicação multinível lendo livros de Milton Erickson e assistindo ao vivo aos aparentes milagres transformacionais da comunicação de Steve Linder, Michael Carroll e John Grinder. Estas técnicas aprendem-se nos cursos de Programação Neuro Linguistica e, quem me conhece, sabe que adoro comunicar utilizando o multinível!

Este tipo de comunicação assenta no facto de, uma vez sujeito à recepção de determinada comunicação oral ou escrita, o inconsciente do receptor iniciar um processo de atribuição de significado ao conjunto de palavras recebidas (e que podem, ou não, constituir frases bem-formadas). Estes significados podem ser encontrados em número múltiplo, apesar de conscientemente poder ser atribuído apenas um significado (de acordo com as várias correntes da linguística, o significado mais provável ou o mais adequado ao contexto). Ora, de acordo com o conhecimento empírico da hipnoterapia, por exemplo, os "outros" significados continuam a ser processados (sobretudo se a frase, história ou metáfora contiver ambiguidade) o que permite muitas vezes que aconteça a transformação!

Vamos ao exemplo:
"se queres descobrir a melhor forma de sair de um labirinto, eleva-te acima dele"

Nível 1: se estiveres fisicamente num labirinto, se conseguires elevar-te acima dele (por exemplo trepando uma das paredes do labirinto, ou usando uma escada, ou saltando) portas ter uma visão mais ampla dos caminhos possíveis, localização da saída, etc, o que te facilitará a missão de sair do labirinto

Nível 2: se estiveres numa situação física que possa ser comparada a um labirinto (perdido numa montanha, floresta, cidade desconhecida) se conseguires subir e alcançar um ponto de observação mais alto, poderás beneficiar desta nova observação e encontrar mais facilmente a saída


Nível 3: se estiveres numa situação física que possa ser comparada com um labirinto embora sem possibilidade de observação de ponto mais alto (por exemplo perdido num prédio de escritórios ou num centro comercial) podes procurar uma perspectiva mais elevada através da consulta de um mapa, por exemplo

Nível 4: se estiveres numa situação emocional que possa ser metaforicamente representada por um labirinto (por exemplo na tua relação amorosa, no teu trabalho) podes usar meios diversos para alcançares uma perspectiva mais elevada (perguntar a outras pessoas, ler livros sob o assunto, meditar, aprender técnicas dissociativas, etc)

Nível 5 e seguintes: bem, estes vais ter de descobrir. O comunicador multinível, quando desvenda alguns dos níveis mais profundos da sua comunicação, deixa normalmente os níveis mais profundos em aberto para que esta poderosa forma de comunicação continue a produzir poderosos resultados para... O leitor!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A Greve e a Não-Não Greve



Como apaixonado por linguística aproveito uma pergunta muito frequente no dia de hoje para partilhar uma ferramenta de... linguística quântica. Aproveitem, partilhem e comentem!

Quando alguém coloca uma questão que, em princípio, é fechada (ou seja, pressupões uma resposta de sim ou não) aciona - mesmo sem o saber - um dos mais poderosos princípios da linguagem influenciadora.

1. Alguém pergunta: "Vais fazer xxx?"
2. A outra pessoa - receptor da pergunta - não consegue não processar a questão, o que a conduz rapidamente para um mundo onde a existência de xxxx é um pressuposto.
3. Qualquer resposta pressupões agora o tratamento de xxx pelo cérebro do receptor e consequente alteração do estado emocional por observação interna dos significados subjectivos associados a xxx.

Uff, e isto tudo só por perguntar "Vais fazer xxx?"!!!!

Usemos então o exemplo vais fazer greve para explorar as respostas possíveis e, quem sabe, usar uma resposta quântica para evitar a influência! (se o exemplo que vou usar não tiver grande impacto para ti, imagina uma outra pergunta que possa seguir a mesma estrutura).

Pergunta: "Vais fazer greve?"

Resposta 1: "Vou fazer greve" - o interlocutor anuncia que vai fazer greve e o seu sistema está a processar o significado de greve.

Resposta 2: "Não vou fazer greve" - o interlocutor anuncia que não vai ter esse comportamento e o seu sistema está a processar o significado de greve (até porque não houve focagem do sistema em nenhum comportamento alternativo, apenas na ausência daquele comportamento)

Resposta 3: "Vou fazer não-greve" - o interlocutor anuncia que vai ter um comportamento alternativo ao questionado. Ficamos a saber que vai fazer outra coisa por oposição (ou diferença) em relação ao comportamento "fazer greve".

Resposta 4: "Não vou fazer não-greve" ou "Vou fazer não-não-greve"- o interlocutor anuncia que vai fazer algo (que não é greve) e não por diferença ou oposição em relação à greve, pois não aceita que aquilo que faz seja definido por aquilo que não faz! Esta é a solução da linguística quântica que permite evitar perguntas influenciadoras da nossa neurologia!

Quando me perguntam se fumo, respondo habitualmente que "sou um não-não-fumador", ou então que "não sou um não fumador". Aquilo que parece um pequeno nó mental, contém um poderoso resultado: a possibilidade de fugir à ditadura da pergunta!

Se conseguires aprender a usar a linguística quântica substituindo a dupla negativa por uma afirmação, compreenderás então o efetivo charme desta estratégia:

Pergunta: "Vais fazer greve?"
Resposta: "Hoje vou ter uma importante reunião e conseguir um novo cliente". (não há negação, apenas não-negação)

Imaginem o jeito que esta técnica dá quando nos fazem perguntas que contêm pressuposições que podem ser negativas para nós e nos colocam nas chamadas situações de perde-perde, em que qualquer resposta valida a introdução do pressuposto: "Vai despedir-se?", "Concorda com o que eu disse?", "Andas com outra?"

PS Utilizei o exemplo da "greve" apenas por ser uma palavra muito usada no dia de hoje. Particularmente estou a fazer não-não greve!

PS2 Este é um dos mais de 120 padrões linguísticos que vão fazer parte do Curso à Distância, "A Magia da Linguística" a lançar muito em breve e que terá a duração de 6 meses. Fica atento!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A Biologia da Crença

Quando, há alguns anos, Bruce Lipton escreveu Biology of Belief estava bem consciente do impacto que o seu livro teria sobre o grande público. Ao escrever sobre a forma como as nossas crenças afetam a nossa fisiologia, o autor/cientista estava plenamente preparado para lidar com a estupefacção de quem acredita que a nossa vida é governada pelos nossos genes.

Lipton fala da Epigenética sabendo que está simultaneamente a entediar muitos cientistas/biólogos de ponta (que lêem o seu livro e afirmam "já toda a gente sabe isto, Bruce") e a surpreender/chocar o grande público (que ainda está na fase de aprender a lidar com o determinismo genético que é regularmente vendido pelos media com notícias do género "gene responsável por X acaba de ser identificado").

Os nossos genes, explica Lipton, são como blueprints que podem ser lidos de muitas formas diferentes pelo nosso sistema. Da mesma forma que um mesmo livro pode ser lido de muitas formas diferentes, acrescento eu.

Claro que é interessante saber que palavras temos à nossa disposição num livro... Mais interessante ainda é perceber como as interpretamos!

Bruce Lipton fala-nos com paixão da Nova Ciência, que acredita que tudo é possível, desde que aprendamos a alterar as nossas crenças. Em lugar de sermos vitimas da nossa genética, somos criadores que utilizam a sua genética para gerar poderosas experiências humanas. Esta perspetiva é libertadora para uns, assustadora para outros... de acordo com as suas crenças! E tu, em que acreditas?

Uma coisa está clara para mim (é nisso que acredito temporariamente): a minha vida e a da minha família, apesar de podee ser afetada pelos nossos genes, não é certamente determinada por estes! Pois temos uma palavra a dizer através do exercício do nosso (aparente) livre arbítrio. Quando penso desta forma, fico entusiasmado e pronto a agir! E da ação saem novos paradigmas, novas crenças... expressas na nova forma como o meu sistema lê o material genético!

PS Fico fascinado com frequência com a forma como os pioneiros da PNL, há 40 anos, conseguiram (através de simples observação de pessoas e seus comportamentos) intuir muito daquilo que a Biologia estuda em pleno século XXI,

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Normal? Sim, normal!



Há pouco mais de 1400 dias tomei uma decisão fácil: interromper a minha bem sucedida carreira executiva e passar a trabalhar cem por cento do meu tempo focado em... inspirar decisões apaixonadas! Digo que a decisão foi fácil pois foi mais uma não decisão, que é o que acontece quando não há nada para decidir!

Perguntei a mim próprio qual era o meu propósito... As respostas chegaram durante uma sessão de Coaching com a Cris Carvalho!

Perguntei a mim próprio qual era a minha intenção... As respostas chegaram depois da minha Certificação de Practitioner em PNL com o Steve Linder!

Perguntei a mim próprio como me iria manter focado... As respostas surgiram durante o período de criação e lançamento da LIFE Training com o Mário Caetano!

Perguntei a mim próprio qual era a minha escolha... E descobri que nada havia para escolher, pois quando estamos alinhados com o propósito, temos intenções ordenadas e foco congruente, tudo o resto é... normal!

Assim, foi com normalidade que nestes 1400 dias entreguei mais de 750 palestras, formações, cursos, seminários, sessões de coaching e afins... escrevi e publiquei 2 livros... fui entrevistado por vários canais de TV, rádios, jornais... fui considerado pela Exame um dos novos gurus portugueses... facilitei 7 certificações de Practitioner e Master Practitioner em PNL... palestrei para alguns dos maiores bancos, seguradoras, gasolineiras, farmacêuticas, imobiliárias, agências de viagens, produtoras, construtoras, distribuidoras... lancei e participei em 10 edições do LIFE Energy, que esgotaram espaços como a Exponor ou o Coliseu do Porto... atraí uma equipa de 12 pessoas que partilha da mesma visão... interagi com dezenas de treinadores desportivos, equipas profissionais e selecções nacionais... e tudo, mas mesmo tudo foi... NORMAL!

Esta é uma das minhas aprendizagens e que gostaria de partilhar contigo. Se estás totalmente alinhad@ com o que fazes, então estarás porventura invadid@ por esta doce normalidade, esta maravilhosa certeza habitada de diversidade diária, esta profunda conexão com os outros acompanhada de realização pessoal.

E tu, com te sentes? Normal?

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A melhor versão de mim

A cada dia que passa sou uma versão ligeiramente modificada de mim próprio. Isso é perfeitamente normal e previsível se por uns instantes pensarmos no facto de, através dos processos de renovação celular, a cada dia sermos MESMO uma pessoa ligeiramente diferente! Só o facto dessa modificação ser ligeira e não acelerada nos permite criar o conceito de "identidade", essa ideia de que existe uma parte de nós que é uma espécie de "core" (acho que a minha "identidade" está mais interessada em ignorar o conceito de "identidade"...)

A cada instante, porém, TODAS as nossas condicionantes, características, contextos... São o que são! Ou seja, num preciso instante no tempo a versão de mim mesmo que vou usar depende sobretudo das minhas escolhas. Se escolher ser a minha versão confiante, ou desanimada, ou apaixonada, ou deprimida... Então é isso mesmo que eu vou ser!

Dei por mim há uns dias a fazer contas ao número de vezes que fui a melhor versão de mim próprio na ultima semana. As vezes em que usei na plenitude todos os meus recursos, em que deixei tudo o que tinha para dar. Foram vários esses momentos e todos me renderam estados emocionais fenomenais! Estou com vontade de fazer mais e mais disto!

É interessante pensar que, se não tivesse usado todos os meus recursos nesses momentos, eles não estariam mais disponíveis agora! É que os recursos internos, ao contrário de outros, quanto mais utilizados... Mais disponíveis ficam! Quanto mais amor damos, mais amor temos para dar... Quanto mais confiança usamos, mais confiança temos para usar... Quanto mais motivação fazemos, mais motivação temos disponível!

E tu, quando foi a ultima vez que foste MESMO a melhor versão de ti própri@?


E tu, quando f

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

"Um dia vou ser feliz..."



Tantas vezes ouço frases envolvendo a felicidade, que decidi por uns dias prestar especial atenção à forma como diferentes pessoas se referem à mesma... Claro que encontrei muitas utilizações diferentes, muitas expressões diferentes, muitas definições diferentes... O mais interessante, porém, foi agrupar todas as referências em dois grandes grupos e extrair a partir daí as conclusões que agora partilho convosco, caros leitores do Neuroestratégia.

Então, aqui vai algo que bem poderia ser apresentado, para muitos, como o segredo da felicidade. Prepare-se porque as próximas linhas podem vir a ter impacto poderoso sobre os seus mapas mentais. Aliás, arrisco mesmo afirmar que muitos leitores não mais serão os mesmos depois de ler este post (o que será genericamente apropriado a qualquer post, pois depois de lermos algo ficamos com mais informação no nosso sistema do que antes; se temos mais informação... é porque estamos já diferentes do que eramos antes, lol)

1) Para uns, a felicidade é um RESULTADO! É aquilo a que podem aceder como resultado de um determinado processo. "Quando o meu filho acabar o curso vou ficar tão feliz", "só queria era que ela me deixasse em paz, aí sim seria feliz", "se eu tivesse mais dinheiro era muito mais feliz". Um resultado é algo que está dependente do nosso comportamento (ou seja, da nossa respostas às circunstâncias). Nem sempre o resultado que produzimos é aquele que desejamos. É assim possível ser feliz apenas em curtos períodos de tempo, se apenas nesses momentos produzimos os resultados queridos.

2) Para outros, porém, a felicidade é um ESTADO! Ou seja, para estes, a felicidade é algo que se produz de acordo com os mapas mentais/regras/filtros e com uma determinada forma de utilizar o corpo. Sim, para estes, a felicidade faz-se. Está-se feliz em lugar de se ser feliz. "Estou feliz porque estou a pensar em coisas que sei que me fazem estar feliz", "Quando danço, sinto felicidade". É assim possível estar feliz na maior parte do tempo, pois quando tal não acontece, ajustamentos ao nível do corpo e do pensamento permitem gerar o estado desejado.

Se for importante sentir FELICIDADE, então proponho claramente, caro leitor, que olhe para a mesma como um ESTADO e que faça, faça, faça, faça, faça... FELICIDADE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Dance, espreguice, salte, estique, abrace, utilize o corpo de forma feliz! E pense, muito, decididamente, intensamente... sobre coisas e pessoas que o ligam à felicidade.

Momentos felizes, são os meus votos! Enquanto faço a minha própria felicidade escrevendo este post ;-)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Comunicação: Muda as tuas Palavras, Muda a tua Vida



Muito se tem escrito, estudado, questionado... Afinal, qual a importância das palavras? São apenas sons estruturados a que damos determinados significados? Estão "hard-wired" no nosso cérebro? Têm significado pessoal ou social?

Gostava que por uns instantes, imaginasses o seguinte... Talvez faça sentido para ti...

Uma palavra é uma espécie de "password" para uma determinada zona do cérebro. De acordo com a palavra que dizes, ouves ou pensas, o teu cérebro abre essa zona do cérebro. Lá dentro tem acesso, através de poderosos algoritmos, a toda a informação relacionada com essa palavra. De acordo com o contexto e com o valor emocional de cada uma das potenciais opções, escolhe o que trazer de volta antes de fechar essa zona e passar à seguinte...

Se alguém falar com um tom irónico, o teu cérebro tenderá a selecionar significados de acordo com esse contexto.
Se alguém usar o nome de uma pessoa que ames, apesar do contexto não ser ligado a essa pessoa, poderás ter uma lembrança súbita dessa pessoa (pelo valor emocional elevado).

Este fenómeno faz com que as palavras tenham um poder enorme. Com as tuas palavras diriges momentaneamente o teu sistema e o dos outros. Há quem perceba isto e dedique anos da sua vida a aprimorar a forma como fala e escreve, para que possa obter máximo poder influenciador. Há quem não perceba isto e fale e escreva de forma menos intencional ("mais pura e menos filtrada" poderia alguém dizer; "menos responsável e eficiente", acrescentaria eu...)

Em algumas palestras faço uma pequena brincadeira dizendo que às vezes, "em vez de falarmos sobre o que queremos e não falarmos sobre o que não queremos, falamos sobre o que não queremos e não falamos sobre o que queremos". Uff!

Aquilo sobre que quero falar é sobre a tua comunicação e sobre como podes melhorar TODOS os teus resultados aprendendo umas simples dezenas de técnicas e truques linguísticos que te ajudarão a ser mais consistente, eficiente e intencional. Acredito de tal forma nisto, por ter assistido a tantos "milagres" de transformação com base na alteração das palavras, que estou disposto a afirmar que SE MUDARES AS TUAS PALAVRAS... MUDAS A TUA VIDA!

Abraço neuroestratégico!

PS Em breve lanço novidades sobre uma forma simples e acessível de aprender estas técnicas. Fica atent@!