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domingo, 18 de maio de 2008

Medo de... falar!

O medo número 1 da população adulta é falar em público! O medo número 2 é o de morrer!
Como costuma dizer o Mário Caetano, maior do que estes só mesmo o medo de... morrer a falar em público!

Ou como brincou Jerry Seinfeld, "num velório, o adulto médio prefere estar dentro do caixão do que ter que fazer o discurso!"

Quando falamos em público (numa reunião de trabalho com a nossa equipa, numa palestra, com um grupo de amigos à volta de uma mesa de restaurante, ou em qualquer outra situação em que mais do que duas pessoas nos escutem) somos confrontados com os nossos medos primordiais a uma escala superior aquela com que lidamos habitualmente sozinhos ou interagindo apenas com uma pessoa.

É por isso que falar em público é, simultaneamente, um grande desafio e uma grande oportunidade. Pessoas que aprendem a dominar o medo de falar em público experimentam, normalmente, aumentos significativos da auto confiança em todas as áreas da sua vida!

Quando foi a última vez que falou em público? Quantas oportunidades perdeu na sua vida sentimental, profissional, social por evitar falar em público? Eu perdi muitas!

Nos cursos de Liderança da LIFE Training fazemos desta constatação uma parte importante do conteúdo experimental. Mais do que apresentar ferramentas de desenvolvimento pessoal, comunicação e liderança, queremos proporcionar aos participantes experiências transformacionais para que se possam tornar líderes de si próprios (primeiros) e aprender a liderar os outros (depois)!

Interessado? Esteja atento aos próximos cursos de LIFE Leadership em várias cidades do país!
Se gostaria de organizar um curso de Liderança apenas para a sua empresa, contacte-me utilizando pedro.vieira@lifetraining.com.pt, estamos a fechar o nosso calendário 2008!

sábado, 3 de maio de 2008

Comunicar sem estratégia... por comunicadores profissionais!

Todos nós tivemos professores de eleição, outros assim assim, e também alguns daqueles de que só nos lembramos pelas piores razões!

O maior medo da população humana adulta é o medo de falar em público (o segundo medo mais comum, já agora, é o da morte; e o terceiro, como diz por brincadeira o Mário Caetano, é o de morrer a falar em público!). Só por isso, ser professor é um acto de coragem. É que para ser professor é necessário comunicar em público durante horas e horas por dia. E com públicos bem exigentes!

Ser professor é, em parte, ser palestrante profissional. E, como qualquer profissional que depende da sua capacidade de se exprimir para grupos de pessoas, é importante investir tempo e energia a aumentar recursos de comunicação em grupo.

Tudo isto a propósito de uma palestra a que assisti recentemente e em que interviu um conhecido professor universitário, reconhecidamente uma das pessoas que mais sabe sobre a sua área de investigação no país. Uma pessoa que investiu décadas na aprendizagem e ensino da sua matéria de eleição e que tem extensa obra publicada. Após trinta segundos de palestra, a sonolência instalou-se na assistência e duvido que alguém tenha realmente acompanhado o denso raciocínio mental que se seguiu. Não percebi até se na realidade existia uma mensagem a passar ou apenas uma necessidade de expôr capacidades... A verdade é que, fosse qual fosse a intenção, os resultados foram pobres.

A nossa vida são os nossos resultados. Sejam eles quais forem! Falar em público é um desafio tremendo (eu que o diga!) e também uma oportunidade imperdível de causar impacto em todos quantos nos deram a oportunidade de nos ouvir...

Qual foi a última vez que falou em público? Aproveitou a oportunidade? Qual a sua estratégia para falar em público? Se nunca dedicou tempo de qualidade a pensar nesta questão, sugiro que o faça, poucas actividades podem alavancar tanto a passagem da sua mensagem pessoal. Sim, aquela que transporta e que apenas da sua boca pode sair!

Se precisar de ajuda para falar em público, fale com um coach... Ou procure o clube Toastmasters em Lisboa, Porto ou Braga! Vai surpreender-se! (toastpt.blogspot.com)

domingo, 27 de abril de 2008

Estratégias para... não agir!

Todos nós possuimos estratégias infalíveis para nos levarem à não acção. É verdade, procrastinação é uma forte especialidade da maior parte dos seres humanos. E toca a quase todos, pois mesmo as pessoas que, por exemplo, possam demonstrar uma capacidade impressionante de entrar em acção no domínio profissional, poderão ter a garagem por arrumar em casa há mais de 2 anos! (Ups, o meu inconsciente traiu-me nesta... é que o tipo da garagem por arrumar sou eu...)

Nos últimos dias tenho falado com muitas pessoas que gostariam, queriam, adoravam, intencionariam apostar mais no seu desenvolvimento pessoal mas não o vão fazer agora porque... (e aqui vêm uma série de "desculpas"). Sei que as situações que apresentam são bem reais... ainda assim, quando queremos muito uma coisa, arranjamos forma de a obter. A vida de todos nós está recheada de exemplos disto!

Mais de 20 pessoas, por exemplo, inscreveram-se já no curso Coaching 4 LIFE no Porto, enquanto cerca de outras duas dezenas decidiram não o fazer por uma ou outra razão, apesar de "quererem" muito. Sempre que alguém quer muito uma coisa e não a faz, estamos perante uma de duas situações:

1. Na realidade, a pessoa não quer assim tanto mas sente que deveria querer (crenças)
2. A pessoa realmente quer e está a procrastinar

Há 7 razões básicas para procrastinar, ligadas com crenças enraízadas, vou deixar aqui as duas ou três com que mais tenho deparado:

a) Não é o timing perfeito, pois tenho muito trabalho e compromissos (a crença de que poderá existir um timing perfeito no futuro é das mais destrutivas que existe, pois impele-nos a adiar decisões importantes para um tempo que na realidade nunca existirá... ou acha que o trabalho e os compromissos vão realmente diminuir?)

b) Não estou ainda preparado, tenho de ler mais sobre o assunto antes (a crença de que podemos dominar melhor o nosso mundo externo se nos prepararmos muito e bem; na realidade a aprendizagem só acontece quando estamos emocionalmente conectados, quando estamos presentes; é como o atleta que se quer preparar para uma grande competição sem competir nunca antes)

Tome decisões apaixonadas e viva uma boa vida!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Fire Eating!

No passado sábado, num evento de apresentação da LIFE Training na Costa da Caparica, cerca de 30 pessoas acederam ao desafio de... engolirem fogo!

O fogo desperta naturalmente em nós um medo primitivo, cultivado ao longo de toda a nossa vida. "Não brinques com o fogo", "o fogo queima", e as nossas próprias experiências físicas (quem não colocou um dedo num fósforo aceso, atraído pela beleza da chama?) apontam todos no mesmo sentido: o fogo não é para colocar dentro da boca!

Assim, quando a nossa mente tem pela frente uma bela tocha acesa, pensa o quê?

No meu caso, lembro-me bem do meu pensamento na primeira vez que me coloquei nessa situação: "A chama tem cerca de 15cm de altura, a minha boca aberta não deve ter mais de 7 ou 8, não sei se isto vai acabar bem..."

Felizmente o grande Steve Linder tinha preparado bem o meu inconsciente antes do exercício... As minhas crenças estavam já debilitadas por esta altura e quase prontas a cederem. O Steve fez o resto com um simples olhar confiante e um pequeno acenar de cabeça. Engoli o fogo! Foi lindo e guardo essa sensação comigo.

Sempre que me deparo com uma situação na vida em que tenho de ultrapassar sensações de medo para alcançar um objectivo querido, penso no fogo, na tocha e no Steve.

Cada um de nós, recorrendo às suas experiências pessoais, pode encontrar momentos de coragem no seu passado (certamente muitos de coragem bem superior à de abocanhar uma tocha a arder!) e apelar a eles nos momentos em que mais precisa! Ou então focar-se em momentos em que o medo dominou e impediu a progressão. Ambas são estratégias poderosas e eficientes! Qual vai escolher quando estiver perante os fogos da vida?

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Podemos ser demasiado confiantes?

Ontem alguém me disse que sentia que às vezes sente que as pessoas que são demasiado confiantes em relação a si e aos outros podem perder credibilidade. Fiquei a pensar no assunto...

Nos dias que correm, apresentar um discurso confiante (confiante nos resultados, confiante nos processos ou simplesmente... confiante) é muitas vezes visto com desconfiança. Socialmente, ser confiante é muitas vezes tomado por arrogância! Quase sempre, quem fica "chocado" com o aparente excesso de confiança dos outros são as pessoas... pouco confiantes!

O nosso mundo (e ainda mais o nosso país) precisa de tomar um comprimido de confiança, ou não fosse a confiança, a auto-confiança, uma das estratégicas básicas rumo ao sucesso.

Se se sente confiante, não tema em exprimi-lo, a não ser que isto choque com as suas próprias crenças. Se existem dentro de si crenças do género "se mostrar confiança, na realidade estou-me a armar em esperto" ou "se for muito confiante, vou atrair o azar", então... trabalhe nas suas crenças.

Estou confiante na importância da confiança rumo aos resultados que tanto quer... emocionais, financeiros, físicos ou espirituais!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Neuroestratégia nos cursos LIFE Training

No próximo mês de Maio, a LIFE Training (http://www.lifetraining.com.pt/) inicia vários cursos em áreas chave do desenvolvimento pessoal, todos com uma forte contribuição da Neuroestratégia!

Eu (Porto) e o Mário Caetano (Lisboa) vamos orientar os seguintes cursos:

Coaching 4 LIFE: para aqueles que querem ser os seus próprios treinadores e alcançar altas performances como indíviduos!
LIFE Leadership: para quem acredita em assumir a liderança de si e dos outros!
LIFE Sales: destinado a profissionais de vendas ou pessoas que querem utilizar as vendas como processo para atingir resultados. As vendas como processo de ajuda!

Acredito que estamos a disponibilizar conteúdos da mais elevada qualidade, acessíveis com um pequeno investimento. O nosso principal objectivo é proporcionar momentos transformacionais, materializando a visão da LIFE Training: Inspirar Decisões Apaixonadas!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

O árbitro é que manda!

Nos últimos dias têm voltado à praça pública as acusações de influência nos resultados da Liga de Futebol por parte dos árbitros. Uma estratégia que é utilizada ciclicamente pelos vários clubes envolvidos na competição (são tão raras as excepções!).

Há uma coisa no jogo de futebol (tal como em qualquer outra modalidade com arbitragem) que parece óbvia e universal: sim, o árbitro influencia o resultado! A intenção do árbitro é julgar bem todos os lances (ou pelo menos assim deverá ser). Tal como na nossa vida é nossa firme intenção agir bem em todas as situações. Ainda assim, por vezes agimos de forma que outros (ou mesmo nós próprios após a acção em causa) tomam por incorrecta. Cometer erros não é sinónimo de má intenção! (Errar é humano... já tinha ouvido esta?)

Ainda assim, temos no geral dificuldade em aceitar erros dos árbitros de futebol (quando ocorrem contra os interesses do clube que preferimos), que é por sua vez reveladora da dificuldade que temos em aceitar os erros dos outros nas outras áreas da nossa vida. Os outros erram porque têm más intenções, nós erramos por causa de uma série de circunstâncias atenuantes e explicativas do próprio erro...

Tudo estaria bem, não fosse o facto de o mais importante em qualquer situação ser responder a duas questões fundamentais:
1) O que aprendi com isto?
2) O que vou fazer agora?

Como dirigente ou treindador de uma equipa, quando decido que o resultado negativo da minha equipa foi unicamente ou principalmente provocado por decisões erradas (e talvez intencionais) do árbitro, na realidade estou a dar as seguintes respostas às perguntas anteriores:

1) Aprendi que é o árbitro quem decide, não a minha equipa, logo o resultado está fora do meu controlo.
2) Vou concentrar-me em fazer com que os árbitros deixem de errar ou passem a errar a meu favor.

Se pelo contrário, a estratégia escolhida for a de "desculpar" os erros, considerando-os parte do jogo e concentrar-se na sua equipa, sua actuação e atitude, as respostas serão algo do género:

1) Aprendi que tenho de fazer ainda mais e melhor, pois necessito de criar mais oportunidades para marcar ou de maior eficiência, já que algumas podem ser invalidadas por erros de arbitragem;
2) Vou preparar-me psicologicamente para lidar de forma positiva com os erros do árbitro, tal como lido com os falhanços da minha equipa ou as defesas da equipa adversária.

Independentemente do que achar sobre os árbitros e o seu trabalho, qual das estratégias vai potenciar um sentimento de controlo sobre o seu próprio destino, emoções poderosas e motivadoras que ajudem a equipa nos treinos e nos jogos? Não tenho dúvidas sobre a estratégia que os vencedores adoptam!