Ontem à noite, ao chegar ao Aeroporto João Paulo II em Ponta Delgada, e perante a chuva forte que parecia ter caído, fiz um daqueles comentários de circunstância ao Chico, que me tinha ido buscar ao aeroporto:
- Isto está de chuva, ah?
A resposta saiu pronta...
- Ainda bem, pois só assim os Açores podem ter o verde de que os visitantes tanto gostam!
É bom perceber que a estratégia da ressignificação é tão bem utilizada por tanta gente neste mundo. Olhar para um evento externo e descrevê-lo a partir de uma estrutura frásica do género:
1. Isto é óptimo, pois...
2. Ainda bem que isto aconteceu, pois...
3. Adoro isto, pois...
É curioso como, com excepção de eventos de forte carga emocional negativa, facilmente nos conseguimos referir nestes moldes aos acontecimentos externos que pontuam as nossas vidas.
Imagine por uns instantes que os nossos líderes políticos (governantes e opositores) começavam as suas intervenções por uma das três estruturas atrás propostas. Uau, era incrível! Aliás, vai ser incrível, pois mais tarde ou mais cedo a ressignificação positiva vai chegar à política! (se é político e quer saber como se faz, envie-me um email!)
Agora, imagine que os nossos editores de jornais e telejornais também se rendiam ao poder da ressignificação positiva. Podia continuar com as mesmas notícias, aprenderiam a usar prismas diferentes. Continuavam a informar e passavam também a influenciar positivamente. Era fantástico! Aliás, vai ser fantástico, pois mais tarde ou mais cedo, a ressignificação positica vai chegar aos media! (já chegou a alguns, se é editor e quer saber como utilizar esta poderosa técnica... mande-me um email).
É que para haver Açores verdes... é necessário haver chuva!
terça-feira, 16 de novembro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
As coisas que terminam com "ão"
A professora da primeira classe acaba de apresentar aos alunos o ditongo "ão", todos treinam durante alguns minutos e é depois lançada a questão:
- "Que palavras conhecem que acabam em ão"?
A minha filhota, sentada na última carteira da sala ("é onde a professora senta os meninos que se portam bem", diz-me ela), tem muita vontade de dar uma boa resposta só que "a cabeça não estava a pensar rápido e os outros meninos diziam as palavras mais depressa".
- "Mão".
- "Pão".
- "Limão".
As palavras sucedem-se e a miúda continua sem conseguir dar uma resposta, pois alguém se antecipa e diz a palavra em que ela estava a pensar...
Finalmente, a luz! Uma palavra que ainda não foi listada! O sorriso abre-se, com a certeza de que vai receber uma boa observação da professora. Inspira fundo, coloca a mão no ar, aguarda a sua vez e dispara...
- "Cagão".
- "Que palavras conhecem que acabam em ão"?
A minha filhota, sentada na última carteira da sala ("é onde a professora senta os meninos que se portam bem", diz-me ela), tem muita vontade de dar uma boa resposta só que "a cabeça não estava a pensar rápido e os outros meninos diziam as palavras mais depressa".
- "Mão".
- "Pão".
- "Limão".
As palavras sucedem-se e a miúda continua sem conseguir dar uma resposta, pois alguém se antecipa e diz a palavra em que ela estava a pensar...
Finalmente, a luz! Uma palavra que ainda não foi listada! O sorriso abre-se, com a certeza de que vai receber uma boa observação da professora. Inspira fundo, coloca a mão no ar, aguarda a sua vez e dispara...
- "Cagão".
terça-feira, 19 de outubro de 2010
A Estratégia do Eu e a Estratégia dos Outros
Ontem, durante mais uma sessão do Curso de Coaching Desportivo (que há semanas junta no auditório do IDP no Porto algumas caras bem conhecidas do mundo desportivo lusitano), reflectimos um pouco sobre a diferença entre estas 2 estratégias:
Estratégia do EU: o meu foco mental está fortemente condicionado pela satisfação das MINHAS necessidades, as minhas acções são orientadas para a melhoria dos MEUS resultados
Estratégia dos OUTROS: o meu foco mental está fortemente condicionado pela satisfação das necessidades dos OUTROS, as minhas acções são orientadas para a melhoria dos resultados dos OUTROS
Seguiram-se algumas considerações:
1. Quando utilizamos quase exclusivamente a primeira estratégia (EU) temos tendência a assumir de uma forma pragmática a responsabilidade pelos nossos resultados. Podemos ter também a tendência de nos isolarmos ao termos dificuldade crescente em manter relações saudáveis (chega o momento em que os outros se fartam do nosso foco no EU).
2. Quando utilizamos quase exclusivamente a segunda estratégia (OUTROS) temos tendência a cultivar menos as nossas opiniões e auto-estima. Podemos ter mais facilidade em cultivar relações (embora algumas delas se possam basear no aproveitamento que outros possam fazer do nosso foco... nos OUTROS)!
3. Quando utilizamos de forma dinâmica as duas estratégias, podemos criar uma realidade onde assumimos responsabilidade pelos nossos resultados (fazemos por nós!) e simultaneamente conseguimos valorizar a implicação que as nossas acções têm nos resultados dos outros.
Voltei para casa a pensar nisto e também na forma como é possível usar a primeira estratégia mascarando-a como se fosse a segunda... (Faço tudo por MIM e depois digo que é pelos OUTROS...)
Um assunto complexo, a demandar mais comentários... O que achas?
Estratégia do EU: o meu foco mental está fortemente condicionado pela satisfação das MINHAS necessidades, as minhas acções são orientadas para a melhoria dos MEUS resultados
Estratégia dos OUTROS: o meu foco mental está fortemente condicionado pela satisfação das necessidades dos OUTROS, as minhas acções são orientadas para a melhoria dos resultados dos OUTROS
Seguiram-se algumas considerações:
1. Quando utilizamos quase exclusivamente a primeira estratégia (EU) temos tendência a assumir de uma forma pragmática a responsabilidade pelos nossos resultados. Podemos ter também a tendência de nos isolarmos ao termos dificuldade crescente em manter relações saudáveis (chega o momento em que os outros se fartam do nosso foco no EU).
2. Quando utilizamos quase exclusivamente a segunda estratégia (OUTROS) temos tendência a cultivar menos as nossas opiniões e auto-estima. Podemos ter mais facilidade em cultivar relações (embora algumas delas se possam basear no aproveitamento que outros possam fazer do nosso foco... nos OUTROS)!
3. Quando utilizamos de forma dinâmica as duas estratégias, podemos criar uma realidade onde assumimos responsabilidade pelos nossos resultados (fazemos por nós!) e simultaneamente conseguimos valorizar a implicação que as nossas acções têm nos resultados dos outros.
Voltei para casa a pensar nisto e também na forma como é possível usar a primeira estratégia mascarando-a como se fosse a segunda... (Faço tudo por MIM e depois digo que é pelos OUTROS...)
Um assunto complexo, a demandar mais comentários... O que achas?
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Como alcançar a superação?
Uma das coisas que me fascina é a capacidade de superação revelada por algumas pessoas em situações diversas, do trabalho ao desporto, da família ao desenvolvimento pessoal. De onde vem a competência de continuar onde os outros desistem? É algo com que se nasce? Treina-se? Depois de ter observado esta questão ao longo dos últimos anos, as primeiras respostas começam a ficar claras!
1) A superação desenvolve-se fortemente durante os primeiros anos de vida. O estímulo positivo que as crianças recebem dos pais e educadores em função do seu esforço e dedicação (mais do que em função do resultado) são poderosas âncoras que serão activadas continuamente durante a adolescência e idade adulta. Quando observamos crianças de 5/6 anos podemos já observar grandes diferenças em termos de capacidade de entrega à resolução de problemas, persistência perante o insucesso e capacidade de ir mais longe (querer fazer puzzles com mais peças, contas matemáticas mais complexas, desenhos mais elaborados, etc). Aparentemente (vários estudos publicados na última década apontam neste sentido) existe uma correlação estatística forte entre estas capacidades e os estímulos recebidos. Dica para os pais… trocar o “parabéns pelo resultado” pelo “parabéns pelo esforço”.
2) A superação treina-se com… superação! Grandes exemplos e histórias pessoais de superação assentam normalmente num historial de “mini-superações”. O ultramaratonista que corre centenas de quilómetros habituou-se a superar-se quilómetro a quilómetro! O vendedor que consegue superar 50 nãos consecutivos, habituou-se a superá-los um a um. Qualquer corrida começa com o primeiro passo. Ora, muitas vezes, o foco vai direitinho para a dificuldade de completar a corrida em vez de ir para a facilidade de dar o próximo passo.
3) A superação transmite-se. Quando nos aproximamos de pessoas que criaram o hábito de querer e fazer mais e melhor, deixamo-nos influenciar e inspirar, buscando superação também na nossa vida. É raro encontrar casos excepcionais de superação de pessoas que estão rodeadas de grupos que desincentivam o esforço e a crença na possibilidade de concretização de objectivos ambiciosos.
Ou seja, se quer superar aquilo que já fez até agora… Treine e rodeie-se de pessoas positivas e dedicadas ao seu próprio desenvolvimento. Se recebeu estímulos positivos na sua infância… tanto melhor!
1) A superação desenvolve-se fortemente durante os primeiros anos de vida. O estímulo positivo que as crianças recebem dos pais e educadores em função do seu esforço e dedicação (mais do que em função do resultado) são poderosas âncoras que serão activadas continuamente durante a adolescência e idade adulta. Quando observamos crianças de 5/6 anos podemos já observar grandes diferenças em termos de capacidade de entrega à resolução de problemas, persistência perante o insucesso e capacidade de ir mais longe (querer fazer puzzles com mais peças, contas matemáticas mais complexas, desenhos mais elaborados, etc). Aparentemente (vários estudos publicados na última década apontam neste sentido) existe uma correlação estatística forte entre estas capacidades e os estímulos recebidos. Dica para os pais… trocar o “parabéns pelo resultado” pelo “parabéns pelo esforço”.
2) A superação treina-se com… superação! Grandes exemplos e histórias pessoais de superação assentam normalmente num historial de “mini-superações”. O ultramaratonista que corre centenas de quilómetros habituou-se a superar-se quilómetro a quilómetro! O vendedor que consegue superar 50 nãos consecutivos, habituou-se a superá-los um a um. Qualquer corrida começa com o primeiro passo. Ora, muitas vezes, o foco vai direitinho para a dificuldade de completar a corrida em vez de ir para a facilidade de dar o próximo passo.
3) A superação transmite-se. Quando nos aproximamos de pessoas que criaram o hábito de querer e fazer mais e melhor, deixamo-nos influenciar e inspirar, buscando superação também na nossa vida. É raro encontrar casos excepcionais de superação de pessoas que estão rodeadas de grupos que desincentivam o esforço e a crença na possibilidade de concretização de objectivos ambiciosos.
Ou seja, se quer superar aquilo que já fez até agora… Treine e rodeie-se de pessoas positivas e dedicadas ao seu próprio desenvolvimento. Se recebeu estímulos positivos na sua infância… tanto melhor!
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
TriPapá e o Milagre do Amor
Quando a minha filhota Liv nasceu, há 6 anos, percebi pela primeira vez o que era sentir amor incondicional por um pequeno ser. A responsabilidade de acolher neste extraordinário mundo uma nova pessoa foi tomada muito a sério. Senti uma profunda gratidão pela oportunidade e o amor foi crescendo, crescendo...
Após 3 anos, pensamos em dar um irmão à Liv. Embora pudesse antecipar a resposta, perguntei-me várias vezes se a chegada de um novo pequenote alteraria o amor que sentia pela minha filha. E, de facto, alterou... Passei a amá-la ainda mais! Tal parecia impossível (e o impossível é só o que ianda não aconteceu, claro!) umas semanas antes... Vê-la interagir com o irmão mais novo... a palavra certa é... bem... digamos, inefável!
Ora, o milagre voltou a repetir-se (sim, os milagres também se repetem, amigos!) com a chegada do terceiro filhote. O amor intenso sentido pelos irmãos mais velhos... cresceu, multiplicou-se exponencialmente...
Procuro encontrar algumas razões neurológicas para estas sensações tão fortes... acho que consigo avançar com algumas boas explicações... o mais giro, porém, é mesmo curtir este momento!
Já agora... como será com quatro? ;-)
Após 3 anos, pensamos em dar um irmão à Liv. Embora pudesse antecipar a resposta, perguntei-me várias vezes se a chegada de um novo pequenote alteraria o amor que sentia pela minha filha. E, de facto, alterou... Passei a amá-la ainda mais! Tal parecia impossível (e o impossível é só o que ianda não aconteceu, claro!) umas semanas antes... Vê-la interagir com o irmão mais novo... a palavra certa é... bem... digamos, inefável!
Ora, o milagre voltou a repetir-se (sim, os milagres também se repetem, amigos!) com a chegada do terceiro filhote. O amor intenso sentido pelos irmãos mais velhos... cresceu, multiplicou-se exponencialmente...
Procuro encontrar algumas razões neurológicas para estas sensações tão fortes... acho que consigo avançar com algumas boas explicações... o mais giro, porém, é mesmo curtir este momento!
Já agora... como será com quatro? ;-)
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Quer ser Practitioner de PNL?
Ser Practitioner de Programação Neuro Linguística é adoptar um estilo de vida mental... saudável e eficiente. O que acarreta benefícios inigualáveis ao nível físico e emocional!
Em 2010, a LIFE Training formou seis dezenas de novos Practitioners!
Em 2011, vamos formar ainda mais:
Em Janeiro, no Porto!
Em Março, em Lisboa!
Em Outubro, em local a definir (talvez Algarve ou Coimbra?!)
e em Maio, vamos realizar o primeiro curso de Master Practitioner (Funchal é forte hipótese!)
Toda a informação neste link:
http://www.lifetraining.com.pt/ficheiros/produtos/pdfs/Certificao_em_PNL_2011.pdf
Envie-me dúvidas, questões, provocações. Eu gosto de responder!
2011 vai ser mais um ano UAU!
Em 2010, a LIFE Training formou seis dezenas de novos Practitioners!
Em 2011, vamos formar ainda mais:
Em Janeiro, no Porto!
Em Março, em Lisboa!
Em Outubro, em local a definir (talvez Algarve ou Coimbra?!)
e em Maio, vamos realizar o primeiro curso de Master Practitioner (Funchal é forte hipótese!)
Toda a informação neste link:
http://www.lifetraining.com.pt/ficheiros/produtos/pdfs/Certificao_em_PNL_2011.pdf
Envie-me dúvidas, questões, provocações. Eu gosto de responder!
2011 vai ser mais um ano UAU!
domingo, 8 de agosto de 2010
Correr, correr, correr!
O que se pode aprender enquanto se corre?
Nos últimos dias, tenho aproveitado uns belos dias de Verão sueco para voltar a correr. Devagarinho e poucos quilómetros de cada vez (6,8 e 10 nos 3 primeiros dias) para que o meu sistema se possa ir ambientando às novas exigências a caminho da Maratona do Porto no próximo dia 7 de Novembro. (vai ser bom chegar lá com menos 5 quilos, já agora!)
Enquanto corremos, acontecem frequentemente alterações dos padrões de pensamento consciente, pois, perante o desafio de ter de lidar com as novas tarefas inerentes à corrida, o sistema passa a operar activando áreas da neurologia menos frequentes. Assim, novos pensamentos rompem mais facilmente as barreiras da consciência. É por isso que são muitos os escritores ou pensadores que gostam de criar enquanto fazem desportos de resistência.
Como estou a escrever um novo livro, este estímulo está a ser muito produtivo. Assim, para os próximos dias tenho previstas longas corridas pelas florestas e praias do Sul da Suécia.
Que tipo de situações criar no seu dia-a-dia para poder libertar-se das rotinas de pensamento habituais e entrar em períodos de mini-transe onde novos pensamentos podem florescer? Há quem goste da jardinagem, há quem prefira a meditação! A minha sugestão de hoje é a corrida!
O importante é que deixe o seu sistema explorar as fronteiras da criação introduzindo maior stress ou praticando a ausência de stress. Para os interessados em hipnose e PNL, podemos chegar à alteração dos nossos mapas neuronais através da máxima abstracção (ausência de stress prático e ligação com o propósito) ou da máxima especificidade (introdução de stress prático e descoberta de novas soluções).
Claro que pensei nisto... enquanto corria! ;-)
Nos últimos dias, tenho aproveitado uns belos dias de Verão sueco para voltar a correr. Devagarinho e poucos quilómetros de cada vez (6,8 e 10 nos 3 primeiros dias) para que o meu sistema se possa ir ambientando às novas exigências a caminho da Maratona do Porto no próximo dia 7 de Novembro. (vai ser bom chegar lá com menos 5 quilos, já agora!)
Enquanto corremos, acontecem frequentemente alterações dos padrões de pensamento consciente, pois, perante o desafio de ter de lidar com as novas tarefas inerentes à corrida, o sistema passa a operar activando áreas da neurologia menos frequentes. Assim, novos pensamentos rompem mais facilmente as barreiras da consciência. É por isso que são muitos os escritores ou pensadores que gostam de criar enquanto fazem desportos de resistência.
Como estou a escrever um novo livro, este estímulo está a ser muito produtivo. Assim, para os próximos dias tenho previstas longas corridas pelas florestas e praias do Sul da Suécia.
Que tipo de situações criar no seu dia-a-dia para poder libertar-se das rotinas de pensamento habituais e entrar em períodos de mini-transe onde novos pensamentos podem florescer? Há quem goste da jardinagem, há quem prefira a meditação! A minha sugestão de hoje é a corrida!
O importante é que deixe o seu sistema explorar as fronteiras da criação introduzindo maior stress ou praticando a ausência de stress. Para os interessados em hipnose e PNL, podemos chegar à alteração dos nossos mapas neuronais através da máxima abstracção (ausência de stress prático e ligação com o propósito) ou da máxima especificidade (introdução de stress prático e descoberta de novas soluções).
Claro que pensei nisto... enquanto corria! ;-)
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