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sábado, 22 de janeiro de 2011

Uma estratégia de sucesso para 2011

2011 começou há 22 dias. O que quer dizer que temos 343 pela nossa frente neste belo ano. O que vai acontecer durante esses dias? Mais importante ainda, como nos vamos sentir? Qual vai ser o nosso nível de satisfação?

Tenho falado com muitas pessoas sobre este tema, curioso em obter respostas e perceber como constroem antecipadamente as pessoas a sua realidade emocional. Consigo claramente identificar três grupos de pessoas de acordo com as suas respostas...

1) Pessoas que acreditam que vai ser tudo espectacular e fantástico, estando basicamente a manipular positivamente a sua expectativa em relação ao futuro. Algumas destas pessoas são muito congruentes em relação ao que dizem, outras parecem simplesmente estar a utilizar intencionalmente o "poder positivo" ou a "lei da atração" para dizerem coisas em que ainda não acreditam com muita convicção.

2) Pessoas que acreditam que o ano não vai ser grande coisa e já activaram o poderoso princípio da PRÉ-OCUPAÇÃO, às vezes designado também de PREOCUPAÇÃO, estando já a viver emoções negativas em relação ao que ainda não aconteceu, nem têm a certeza de que vá acontecer. Pelo sim, pelo não, começam já a sentir-se mal e desanimadas.

3) Pessoas que estão ligadas ao presente e vivem com aceitação aquilo que têm, pelo que se imaginam a viver com aceitação aquilo que terão pela frente, independentemente do que seja. Estas pessoas demonstram forte estabilidade emocional e fraca motivação para a acção, pois o que acontecer... acontecerá!

Enquanto pensava, há algumas semanas atrás, em conjunto com alguns dos meus colegas de trabalho, sobre qual o grupo de pessoas em que nos incluíamos... decidimos o seguinte:

"Fazer de 2011 o melhor ano das nossas vidas, agindo activamente para criar condições para que tal possa acontecer".

Que é mais ou menos como quem diz... Adoptar a estratégia 2 para perceber que as coisas podem correr mal (e despertar os mecanismos da acção em relação ao que não está a correr bem agora), implementar a seguir a estratégia 1 para gerar optimismo e energia emocional (para suportar a implementação de estratégias e planos de acção) e finalmente usar a estratégia 3 para aceitar o que quer que aconteça com um sorriso nos lábios (e com a capacidade de incorporar qualquer tipo de feedback nas acções seguintes).

Em relação à LIFE Training (www.lifetraining.com.pt), por exemplo, procedemos a uma série de alterações (para melhorar o que não estava a funcionar tão bem), melhoramos as condições de trabalho, incluindo as financeiras, de toda a equipa (para gerar maior optimismo e energia positiva) e preparamo-nos para aceitar os obstáculos que vão certamente surgir! Ah, e marcamos um MEGA LIFE ENERGY para o Coliseu do Porto a 16 de Abril!

Espero que o exemplo seja inspirador pois o propósito é... inspirar decisões apaixonadas!
E espero também que a estrutura apresentada (2-1-3) possa criar resultados emocionais positivos no seu arranque de 2011...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

As Presidenciais e a Energia da Comunicação

A maior parte dos estudos que conheço sobre influência mostram que os seres humanos preferem pessoas que emanam "boa" energia: boa disposição, humor qb, aparência atraente, comunicação estável, olhar focado e afável, sorriso, voz com tom harmonioso, etc.

Pensei bastante sobre isto enquanto ouvia ontem as reportagens na TSF da campanha eleitoral. Embora estivesse apenas a ouvir excertos de intervenções perante plateias e/ou perante conjuntos de jornalistas... nenhum dos candidatos marcou muitos pontos na check list verbal. Talvez seja diferente quando observar na televisão, pensei... Mesmo panorama!

Como pessoa interessada na área da comunicação e, particularmente, na comunicação "ao vivo", adoro ver/ouvir um bom palestrante. Adoro quando alguém, utilizando apenas e só o poder da sua comunicação verbal e não verbal, consegue criar momentos mágicos e transportar audiências até locais imaginários, até novas decisões, até novos níveis de consciência.

Ontem percebi que durante esta campanha presidencial vai ser difícil sentir o encantamento...

Conseguem imaginar o dia em que os candidatos a cargos públicos realmente se preparam para se tornarem bons comunicadores? Em que deixam de usar palavras vazias, tons de voz pouco apropriados (berros, não obrigado!) e gestos contra producentes... Vamos todos ficar a ganhar, pois quando a comunicação melhora, as escolhas ficam mais fáceis e aumenta a eficiência. Nas relações familiares, como nos projectos empresariais, como nas campanhas políticas!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O Efeito Placebo e a Saúde

Ontem à noite, por sugestão da irmã da minha companheira, tive acesso ao episódio de estreia de uma nova série da TV dinamarquesa dedicado ao estudo de questões da psique. Neste programa inaugural, foram entrevistados vários especialistas e investigadores da área médica nos Estados Unidos, Itália e Dinamarca. Foram apresentados vários estudos, dos quais irei dando conta aqui no blogue nas próximas semanas. Chamou-me a atenção, pela sua expressividade, este caso, documentado com imagens...



1. Foi constituído na Dinamarca um grupo de estudo da depressão e do impacto dos medicamentos anti-depressivos (um dos grandes mistérios da medicina actual... funcionam? como exactamente?)

2. Como habitualmente metade dos pacientes (clinicamente deprimidos) foi tratado apenas com recurso a um placebo (cápsulas inócuas, simulando o medicamento "real")

3. Um dos elementos do estudo, severamente deprimido, teve uma zanga com a namorada e decidiu suicidar-se, engolindo na totalidade o conteúdo do frasco que lhe tinha sido entregue para administração diárias das cápsulas

4. O rapaz deu entrada nas urgências do hospital com frequência cardíaca em repouso de 110, tensão arterial 8/4 e outros sintomas resultado da overdose.

5. Após várias horas de tentativas do staff médico para fazer o sistema do rapaz voltar ao seu funcionamento normal, através dos procedimentos habituais nestes casos, os parâmetros mantiveram-se e os médicos temeram o pior.

6. Foi chamado ao local o responsável pelo estudo, que rapidamente informou o rapaz que ele se encontrava no grupo a quem tinha sido entregue o placebo.

7. Em 15 minutos os parâmetros voltaram ao normal e o rapaz deixou as urgências.

Deveras interessante e a deixar espaço para algumas questões pessoais:

a) será que todos temos a capacidade de, de acordo com aquilo em que acreditamos, alterar de forma rápida e significativa a forma como o nosso sistema funciona?

b) será que mais do que termos ou não essa capacidade, essa é simplesmente a forma como o nosso sistema funciona... sempre?

c) se sim, que tipo de funcionamento tem o meu sistema agora e... como estou a fazê-lo? Se não gosto dos resultados, como vou alterá-los?

O que acha sobre este tema?

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Pensamento Optimista e a Guerra

O número deste mês do Journal of Occupational Health Psychology tem um interessante artigo sobre a ligação entre o impacto das experiências traumáticas na Guerra do Iraque (por parte de militares americanos) e as capacidades instaladas de "optimismo" e "resiliência".

Segundo os especialistas da Universidade do Michigan que conduziram o estudo foi encontrada evidência clara de que se os militares forem treinados para serem mais resilientes (ou seja, menos catastróficos e mais optimistas) terão a possibilidade de "funcionarem" melhor quando se encontram perante situações potencialmente traumáticas (morte de colegas, transporte de pessoas feridas, decisões de vida ou de morte, etc). O estudo indica ainda a possibilidade de estes militares com mais treino no pensamento optimista poderem vir a ter menos probabilidade de sofrerem de Stress Pós Traumático.

Felizmente, nas nossas vidas, lidamos habitualmente com situações com um menos potencial traumático. Embora também possamos estar expostos a situações limite, estas serão mais raras do que num cenário de guerra.

Assim, se o pensamento optimista funciona em cenários extremos, como funcionará nas nossas vidas? O que poderemos ganhar em desenvolver a resiliência, a noção de que no final as coisas correrão bem... a ideia de que o futuro será bom? Hoje vou pensar sobre isto...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Inspiração

Hoje, face ao elevado número de tarefas para os próximos dias, senti que seria bom receber alguma inspiração e... encontrei este vídeo. Foi-me muito útil ;-)

http://www.youtube.com/watch?v=O4TJk56elR0

Espero que gostem!

Comportamento Gera Comportamento

Levo a minha filha à escola, saindo de casa com antecedência suficiente (normalmente) para que cheguemos antes de "tocar". Ela está na primeira classe e nos primeiros dias ficava um pouco estressada com esta história do toque. Com o passar do tempo eu fui insistindo para que ela relaxasse e percebesse que, embora seja importante zelar para que se chegue a tempo, em caso de atraso esporádico... não viria mal ao mundo.




(fiz isto inspirado pelas leituras sobre pedagogia da minha companheira e nossas discussões sobre o eventual impacto negativo sobre o bem estar das crianças da criação de ambientes matinais de alta pressão... "tens de te vestir", "já tomaste o pequeno-almoço?", "já lavaste os dentes", "estamos atrasados!", etc)

Ora, na primeira vez em que realmente nos atrasamos, quando faltavam apenas uns minutos para a hora de entrada e ainda estávamos a um bom par de quilómetros da escola, informei a minha filhota de que iriamos chegar atrasados. Para minha surpresa, reagiu com perfeita normalidade e disse "não há problema, porque a professora também chega sempre atrasada"!

Depois de explorarmos um pouco a situação, ficou claro que a professora entra normalmente na escola já depois do toque. Achei interessante, pois a "pontualidade" é avaliada nas crianças! Quando chegamos à escola, por volta das 9h05, lá estava a professora, apontada pela miúda com o dedo, a entrar...

Comportamento gera comportamento! Professores atrasados geram alunos atrasados! Chefes desmotivados geram colaboradores desmotivados! Treinadores indisciplinados geram jogadores indisciplinados! Clientes abusivos geram empregados abusivos! Estados pouco transparentes geram cidadãos pouco transparentes!

No fim, quando os primeiros avaliam os segundos, estão na realidade a avaliar quem? Boa pergunta!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Objectivos SPIDER 2.0


No final da passada semana, em 2 workshops que contaram com mais de 230 participantes, tive a oportunidade de partilhar algumas aprendizagens sobre definição de objectivos que tenho feito desde o lançamento do método SPIDER.

A definição de objectivos surpreende-me diariamente pela sua simultânea simplicidade e transcendência. Quando alguém define objectivos para as várias áreas da sua vida de uma forma metodologicamente poderosa consegue ligar-se, ao mesmo tempo:

1. Às forças mais poderosas do seu sistema: crenças e valores que gostaria de ver materializados, pessoas e eventos que gostaria de ter na sua vida, estados emocionais que gostaria de experienciar com frequencia! E isto é mesmo transcendente...

2. À consciência de que são as escolhas feitas sobre a utilização dos seus recursos que vão ditar os seus resultados futuros, tal como foram as escolhas passadas que geraram os resultados actuais. E isto é mesmo simples...

Nos workshops apresentei uma listagem de 5 coisas que tenho observado serem fortes alavancas de todo o processo. Quando estão presentes, as pessoas e organizações que se entregam à definição de objectos SPIDER, geram mais e melhores resultados. Convido-os a observarem, analisarem e interiorizarem estes 5 princípios!

Princípio n.º1: Estar GRATO pelo que já se tem.
Quando substituímos o "quando atingir os meus objectivos serei feliz" pelo "já sou feliz e agora vou alcançar estes objectivos importantes para mim", os resultados disparam. Parece que quando manifestamos gratidão por tudo aquilo que já temos, somos e fazemos, dizemos simultaneamente a nós próprios que os nossos objectivos são muito importantes e não nos fazem FALTA. Apenas os queremos, não necessitamos deles!

Princípio n.º2: Estar disposto a pagar o PREÇO
A caminho dos nossos objectivos, teremos provavelmente preços a pagar. Podem ser preços físicos (usar a nossa energia para fazer algo), emocionais (introduzir novos estímulos nos relacionamentos ou sair da nossa zona de conforto, p.ex.) ou até financeiros. Quando temos uma clara noção de que para chegar onde queremos haverá preços a pagar e o aceitamos antecipadamente, o processo tende a ser mais poderoso e efectivo, além de ser mais fácil lidar com... o preço!

Princípio n.º3: Estar disposto a abdicar de COISAS BOAS
No caminho existirão também coisas boas! A caminho da relação para nós perfeita, haverá desenvolvimentos positivos com os quais nos podemos contentar antes da chegada ao objectivo. Antes de conseguirmos o emprego perfeito, podemos receber um convite para um emprego que não sendo perfeito... é bastante razoável. Antes de chegarmos ao milhão de euros, podemos chegar ao meio milhão e reduzir a intensidade da nossa actividade rumo ao objectivo. Há quem acredite que o principal obstáculo no nosso trilho até ao objectivo serão as coisas boas que aparecerão no entretanto. Quem está conscientes disto tende a gerar melhor resultados!

Princípio n.º4: Estar disposto a jogar o JOGO
O exercício de definição de objectivos é fortemente potenciado pela crença de que as nossas acções definem os nossos resultados. Quando alguém aceita jogar o jogo dos objectivos com esta crença, os resultados tendem a disparar. Depois de alguns anos a estudar este tema, ainda não sei se é mesmo verdade que se me empenhar o suficiente encontrarei sempre uma forma de chegar ao objectivo. O que tenho observado é que quem está disposto a jogar o jogo com este pressuposto tende a chegar lá ;-)

Princípio n.º5: Estar consciente das REGRAS
Uma das mais importantes regras deste jogo a que convencionamos chamar vida é a existência do factor tempo. Ele é escasso, não sabemos quando termina e aparentemente as nossas escolhas são sobretudo escolhas de alocação de tempo. Quem percebe esta noção tem uma maior tendência a fazer escolhas poderosas rumo aos objectivos AGORA.

Espero que estas importantes dicas possam ser úteis para que 2011 seja um ano

Sempre
Pleno de
Inspiração e
Dupla
Energia
Renovadora




Um ano SPIDER! Sinta-se livre para partilhar e usar este texto com pessoas que sejam importantes para si e a quem queira proporcionar um ano cheio de amor e conquistas.