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terça-feira, 12 de julho de 2011

Inteligência e Saúde

Na literatura cientifica é comum designar por "g" a inteligência. Não se trata aqui de uma inteligência específica (como a lógica-matemática, a linguística ou a motora) e sim a inteligência "geral" (ou utilizando uma palavra de que gosto... a inteligência "transcontextual").

Li hoje com atenção uma série de estudos (de investigadores de reputadas universidades nos Estados Unidos e Suécia) que mostravam claras correlações estatísticas entre a tal inteligência "g" e o nível de saúde mental e física.

Em palavras simples, os testes de inteligência realizados a crianças em idade escolar (tipicamente, 10-11 anos) permitem determinar que crianças mais "inteligentes" têm:

* menor probabilidade de vir a sofrer de perturbações mentais
* menor probabilidade de virem a sofrer de doenças físicas originadas em fracas escolhas comportamentais
* menor probabilidade de virem a sofrer de acidentes físicos (como de viação, p.ex.)
* menor probabilidade de virem a ser vítimas de assaltos e outras formas de violência

Os investigadores apontam uma série de razões para estas ligações.

Qual acha ser o mecanismo principal que explica este conjunto de evidências?

Obrigado por partilhar a sua opinião!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A Mudança Está no Detalhe



Onde devemos passar a nossa vida? Mergulhados na abstração ou na especificidade? Na "Lua" ou na "Terra"?

Aqui ficam 4 caminhos, espero que possam ser úteis!

1) Só, só, só... na abstração. É o caminho da meditação, da imaginação, do ser... não sendo! É um caminho considerado muito profundo por quem o segue. É um caminho que não necessita (e até despreza) da ação. É um caminho de palavras grandes e abstractas, recheado de conceitos vagos.

2) Só, só, só... na especificidade. É o caminho da sobrevalorização dos estímulos sensoriais. É o caminho da ausência de reflexão e da presença pura da reação. É o caminho mais terreno e animal. É o caminho da ligação à herança genética da espécie. É um caminho que não necessita (e até despreza) de pensamento reflexivo ou meta cognição.

3) Especificidade primeiro, abstração depois. É o caminho do envolvimento total na "realidade", da interacção com "aquilo que é". Para depois pensar, meditar, estudar o que aconteceu e procurar generalizações ou regras. Para depois poder partir novamente para a especificidade, para a prática.

4) Abstração primeiro, especificidade depois. É o caminho da acção deliberada, da actividade planeada, do fazer com propósito. Primeiro a instrospeção, a construção da visão e depois o agir concertadamente. Para depois poder medir resultados e voltar à abstração!

De acordo com a minha experiência, as duas últimas abordagens tendem a ser mais ricas, pois permitem aprendizagem multidimensional! De qualquer das formas, a mudança apenas parece acontecer quando há uma ligação estruturada à especificidade. Que é como quem diz, o ser humano muda... quando age! Se agir orientado pela intenção deliberada, tanto melhor!

Tanto se fala em mudança nos dias que correm que voltei a ligar-me de forma intensa ao Método LIFE, que esteve na origem da criação do projeto LIFE Training, e sobre o qual já devo ter produzido mais de um milhar de aplicações!


Ligação ao Propósito
+ Intenção
+ Foco
+ Escolha
= LIFE

Em breve vamos colocar online um teste/diagnóstico dos níveis de activação pessoal das 4 características do Método. Para que qualquer pessoa possa ganhar mais consciência sobre o que pode fazer para mudar... para melhor!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Quando a Política é Dominada pelas Finanças

Há algumas décadas começou-se a falar das duas "metades" do nosso cérebro e foi-se fazendo um mapeamento funcional que parecia indicar que o lado esquerdo do cérebro albergaria as funções mais racionais e lógicas, ao passo que o lado direito teria funções mais "emocionais". Descreveram-se (e escreveram-se) longos tratados sobre "o cérebro direito e o cérebro esquerdo". Ainda hoje muitos autores fazem referência a esta divisão funcional.

À luz da investigação mais recente, podemos talvez considerar esta partição mais uma metáfora do que outra coisa. Ainda assim, em alguns momentos a metáfora é de grande utilidade: lógico vs sentimental, mental vs emocional...

Tudo isto a propósito do interesse debate que tem atravessado a nossa sociedade nas últimas semanas e meses. O que fazer face à situação económica do país? E a situação é mesmo económica ou é política?

A Política é "cérebro direito ou esquerdo"? A mim parece-me mais sentimental e emocional, assente em opções (nem sempre baseadas em lógica...), valores pessoais e crenças!

E as Finanças? A mim parecem-me claramente do foro lógico, certo?

Há algumas semanas, ouvi o ex-presidente Mário Soares dizer que a situação actual derivava do caminho seguido pela Europa nos últimos anos, com os Financeiros a dizerem aos Políticos o que dizer. Soares afirmava que, na sua opinião, teriam que ser os Políticos a dizer o que fazer aos Financeiros! Que é como quem diz, deveria ser o Cérebro Emocional a dar inputs ao Cérebro Racional... A mim pareceu-me bem!

Desafio-o, caro leitor, a olhar para a situação económica desta forma, questionando aquilo que nos são apresentadas como supostas regras de eficiência económica e de mercado e considerando a possibilidade de a Política (que também considera a Emoção, a Paixão e, porque não, o Amor) tomar as rédeas da situação.

Como Economista, fiquei muito satisfeito quando há uns dias a minha mãe me mostrou um pequeno livro, publicado em França, com um manifesto subscrito por 640 dos mais brilhantes economistas franceses em que são postas em causa as actuais "regras financeiras" da Europa! Para ler e saborear!

Pareceu-me um grande exemplo de COLABORAÇÃO entre dos dois "hemisférios cerebrais"!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Como um Falso Guru Consegue Seguidores

Um realizador (Vikram Gandhi) decidiu realizar um documentário sobre gurus. Decidiu tornar-se num (o que teve sobre ele inesperados efeitos, pareceu-me) e apresentar-se disponível para recolher seguidores. Usando alguns lugares comuns (as posturas de meditação, cânticos e frases-chavão) conseguiu conectar-se de forma profunda com muitos seguidores em Phoenix, Arizona. Um dos principais objectivos deste documentário (segundo o realizador) era mostrar que qualquer um pode ser guru.

Podem ver o trailer deste documentário no link abaixo:
http://www.mindbendingvideos.com/how-a-fake-guru-gets-real-followers/

Parece-me uma excelente ponto de partida para uma discussão sobre o assunto. É um assunto que me interessa (principalmente depois da revista Exame me ter incluído na lista dos Novos Gurus Portugueses, lol), pelo que gostaria de obter os vossos comentários, caros leitores do blogue!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Um Desafio Ultra!



Ontem participei na Corrida da Serra da Freita (17kms) e tive a oportunidade de ver cortar a meta os dois vencedores do Ultra Trail (70km). Em pouco mais de nove horas de corrida superaram, para além dos 70kms do percurso, também os 4200 metros de desnível positivo acumulado. Fantástico! Apesar de pertencerem a clubes diferentes, cortaram a meta em simultâneo, como que num sinal de respeito depois de ultrapassada a "besta" montanha!

Recentemente fiz também a minha primeira Ultra (50kms na Serra de Sesimbra) e ganhei um respeito e admiração extraordinário pelas mulheres e homens que conseguem expôr-se desta forma aos elementos e chegar ao fim de provas que exigem o melhor de cada um a nível físico, mental, emocional e até espiritual.

Uma das coisas que me fascina é que o ultra corredor sabe, à partida, que durante a prova vai ter vontade de desistir, vai sofrer física e psicologicamente, vai ter dúvidas. E, mesmo assim, vai. Ou, talvez melhor ainda... por ser assim, vai!

Imagine por uns instantes como seria o mundo se mais pessoas transportassem este espírito ultra para diversas áreas da sua vida: um foco inabalável nos seus objectivos (a meta), uma atenção precisa ao caminho (os obstáculos que se atravessam perante o corredor sob várias formas e feitios) e uma disposição férrea de fazer o que for necessário para chegar ao final.

Por volta dos 5kms da minha prova de ontem, juntamente a um corredor de 67 anos, recém operado ao coração. Amante das corridas de montanha, dizia-me que o que interessa é rolar dentro da capacidade de cada um, abordar as intermináveis descidas e as agrestes subidas com determinação e, sobretudo, usufruir da paisagem e SER feliz e livre. Fechei os olhos por uns instantes, sorri e senti-me grato por estar ali a aprender e crescer!

Mega parabéns aos 130 valorosos aventureiros que terminaram a Ultra dentro do tempo limite de 17:30h. Estou a preparar-me para vos fazer companhia em 2012!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A Congruência

Tendo em conta que a Congruência é a capacidade de alinhar o que digo com o que faço, hoje pergunto-me...

"Quais as áreas da minha vida em que sou incongruente e ainda não me apercebi disso?"

Claro que consigo detectar várias incongruências e dedico algum do meu tempo mental a procurar eliminá-las (num processo a que gosto de chamar de... desenvolvimento pessoal!). E certamente existirão outras que, dentro dos limites do meu mapa mundo e da minha capacidade de percepção sensorial limitada, ainda não sei quais são!

Hipóteses:

a) pedir a ajuda de outras pessoas e perguntar: "ó pá, diz-me lá em que é que me achas incongruente?"

b) aprender a utilizar cada vez melhor a ferramenta de PNL "Posições Perceptuais", para expandir a capacidade de processamento de informação através de diferentes processos de filtragem (para quem quer saber mais sobre isto... bem, recomendo como habitualmente os cursos de PNL da LIFE Training), e assim melhorar a auto-observação e a observação da observação (a consciência!)

Dito isto, devo dizer que quando alguém me procura e me revela a vontade de se tornar formador/palestrante na área de desenvolvimento pessoal, costumo destacar a Congruência como a grande ferramenta a desenvolver. É que o formador de desenvolvimento pessoal expõe como poucos as suas crenças e o seu sistema de regras. Se depois não as conseguir cumprir... lá se vai a missão de inspirar e liderar! Nos últimos tempos tenho assistido a exemplos extraordinários de incongruência... o que me levou até à pergunta original deste post.

Vou continuar a reflectir... faça-o também e o mundo baterá palmas, pois a Congruência é um belo caminho para uma melhor e mais harmoniosa convivência entre todos!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

NeuroLiderança: Um Conceito Integral

A pedido de várias famílias, aqui fica uma breve definição do conceito de Neuroliderança, que tenho desenvolvido e aplicado no contexto empresarial (em algumas das maiores empresas do país) em conjunto com a equipa da LIFE Training.

O que é a NeuroLiderança? É a capacidade instalada que todas as pessoas têm de assumirem intencionalmente as SUAS escolhas (nas várias áreas da sua vida) e criarem os SEUS resultados, disponibilizando os SEUS recursos de forma eficiente!

Consegue imaginar uma organização em que:

- os colaboradores possuem um propósito individual que está ligado ao propósito da organização?
- os colaboradores possuem fortes e bem estruturados objectivos, que são altamente motivadores para o próprio individuo?
- os colaboradores têm a capacidade de se manterem focados apenas e só naquilo que controlam e pode provocar melhorias nos resultados individuais e de equipa?
- os colaboradores têm a disponibilidade mental e emocional para assumirem as suas escolhas, comportando-se de forma deliberadamente eficiente?

Então consegue imaginar uma organização com altos níveis de NeuroLiderança!

Para que se consiga despertar num conjunto alargado de pessoas (do porteiro ao CEO) estas capacidades, é importante percepcionar o individuo de forma integral, desenvolvendo simultaneamente competências nas áreas:

Física: para que a saúde e a energia sejam os alicerces de um sistema poderoso (especialistas em nutrição e exercício físico colaboram com a LIFE Training para garantir aquilo que chamamos de... saúde para um eficiente desempenho empresarial)

Emocional: para que sejam desenvolvidas relações de sucesso e, sobretudo, para que o indivíduo possa gerar e gerir estados emocionais positivos e produtivos (neste processo, um poderoso resultado residual do programa é o estabelecimento de equipas mais motivadas e felizes!)

Mental: para que o conhecimento sobre o processo de comunicação interna e externa se torne um agente alavancador de resultados (tudo é comunicação, e a utilização da PNL - de que a LIFE Training é agente certificadora em Portugal da prestigiada escola internacional de John Grinder - é o meio por excelência para aumentar os níveis comunicacionais rumo a uma programação do sucesso!)

Financeira: para que os indivíduos possam aprender a relacionar-se com o dinheiro como uma importante energia intermediária que permite criar novos mundos e passe a ser uma fonte de emoções positivas - a abundância no lugar da escassez!

Espiritual: para que o indivíduo se possa ligar a um nível profundo à missão da organização, agarrando a construção da sua vida, assumindo assim a forma última de liderança... a Neuroliderança!

O que faria agora se já fosse um NeuroLíder? O que alteraria na sua vida? E na sua performance profissional?

Acredito profundamente que todos podemos ser líderes inspiradores das nossas vidas, das nossas famílias e das nossas empresas. Independentemente da nossa função, do nosso background, da nossa experiência, da nossa genética... Basta querer, aprender e... fazer!

Nos próximos posts revelo um pouco mais sobre as especificidades deste popular programa!

(Se gostaria de saber mais sobre a forma como a LIFE Training ajuda anualmente milhares de colaboradores de empresas a aprenderem, crescerem e expandirem os seus resultados, contacte Ricardo Ferreira através do email ricardo.ferreira@lifetraining.com.pt)