quarta-feira, 24 de agosto de 2011
O Evento Emocionalmente Significativo
Em várias abordagens terapêuticas se fala do evento emocionalmente significativo (EES): um evento externo associado a uma grande carga emocional, que fica impresso na nossa neurologia de forma (potencialmente) permanente.
Provavelmente já experienciou centenas ou milhares destes EES, são as suas memórias mais fortes e em que fez aprendizagens quase instantâneas. As zonas do cérebro encarregues de "catalogar" as memórias, recebendo a forte descarga emocional como um sinal de importância, imediatamente se encarregam de extrair aprendizagens/regras do evento para assim poderem prever/preparar/evitar situações semelhantes no futuro.
Vários cientistas acreditam que é desta forma (através de EESs) que muitas das nossas crenças são criadas, incluindo as que têm forte ligação ao medo, como as fobias.
Uma das estratégias que terapeutas, coaches e palestrantes utilizam para ajudar pessoas a mudarem os seus mapas de crenças é a fabricação de EESs, através de exercícios, recordações, visualizações, etc. Se efetuados com uma técnica adequada, estes processos podem de facto produzir níveis emocionais poderosos e ajudar à criação de oportunidades de mudança.
Claro que o leitor pode ter intuído já que estes processos são na essência semelhantes aos processos de manipulação tantas vezes utilizados por ditadores políticos e religiosos, gurus ambiciosos, organizações empresariais orientadas para a venda a qualquer preço, etc.
Antes de me entregar pessoalmente a um exercício, envolver numa palestra ou mergulhar num livro de alguém em relação a quem não tenho ainda referências de congruência pessoal (viver aquilo que se diz) ativo os meus filtros protetores (que é como quem diz, deixo os meus centros de pensamento cético em forte movimento).
Há um conjunto alargado de pessoas (em Portugal e no estrangeiro) com quem entro convictamente em processos de criação de EESs. Com outras... não! Até porque criar um EES, sem ter uma estrutura sólida e inteligente de aprendizagem/crescimento pessoal para apresentar é simplesmente... perigoso! E, infelizmente, conheço várias pessoas que ficam à deriva depois de processos destes...
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domingo, 7 de agosto de 2011
O Coaching: Toda a "Verdade"
Cada vez mais referências, notícias, livros e cursos indicam que o Coaching é uma atividade cada vez mais comum. Há quem lhe chame um fenómeno da moda, há quem lhe atribua efeitos mágicos, há quem o utilize no desporto, nos negócios, nas relações, na espiritualidade, na perda de peso, para alterar hábitos...
Afinal, o que é o Coaching?
Hoje, muito mais do que procurar descrições consensuais, vou escrever sobre a minha versão pessoal do que é o Coaching.
Para mim, Coaching é, antes de mais, um PROCESSO! Como qualquer processo merecer ter um ponto de partida e um ponto de chegada. Em Coaching chamam-se muitas vezes a estes pontos... A e B.
A: Onde está?
B: Para onde quer ir?
Para muitos "coachees" (clientes ou pessoas que usufruem da ajuda de um coach) descobrir o ponto A é fantástico, determinar o ponto B é mágico.
Saber onde estamos é como tirar uma fotografia altamente detalhada à nossa vida. Uma daquelas fotos com tanta definição que podemos fazer zoom muitas vezes mantendo a qualidade da imagem. Pode ser um fenómeno fascinante mergulharmos na nossa própria vida a partir de um ponto de vista emocionalmente neutro. A ajuda do coach pode ser fundamental neste processo.
Saber para onde queremos ir é como retirar da nossa face uns velhos óculos com graduação desadequada, sujos e embaciados. É trazer clareza ao nosso dia-a-dia e às nossas escolhas. Definir objetivos é uma competência de valor inigualável a que muitas pessoas fogem (por desconhecimento, por receio ou simplesmente por falta de disciplina). Quando o ponto B se torna conhecido, a MAGIA pode começar a acontecer, pois torna-se possível alinhar o comportamento com os resultados esperados. Novamente, o coach ou um bom método (como SPIDER, que descrevo com pormenor no livro "SPIDER - Como Definir Objectivos Irresistíveis") podem ser essenciais.
Depois, Coaching é CONGRUÊNCIA! O Coach procurar alinhar o comportamento do coachee com aquilo que ele quer, alinhar comunicação verbal e não verbal, eliminar desintegração de partes e dissonâncias cognitivas, suavizar dilemas. Para o fazer, nada como começar por praticar a sua própria congruência. Quando procuro um coach para me ajudar em momentos e desafios específicos da minha vida, percebo o quanto é importante encontrar alguém que seja congruente, que esteja envolvido em processos eficientes de transformação pessoal, rumo ao próximo nível! Com frequência encontro coaches profissionais, com poderosas intenções positivas e... com pouca congruência! Sem coragem ou consciência para melhorarem os seus próprios resultados... ficam com pouca margem para promover resultados nos outros. Se não conseguem observar os seus resultados e processos pessoais como poderão facilitar os de outros?
E, finalmente... coaching é FLEXIBILIDADE! Partir de modelos fechados, sessões padronizadas, perguntas preparadas, guiões... é coaching de fraca eficiência. Um coach principiante pode utilizar estes métodos, desde que tenha consciência de que está a estudar e preparar-se para mais tarde os deixar. Se o coach se sente inseguro ou pouco confiante em relação à sua capacidade de SER coach sem estas ferramentas de apoio padronizadas, então há que trabalhar na gestão do seu próprio estado e da construção de uma poderosa ligação de confiança com o seu inconsciente... ou então pouco percebeu do processo de Coaching!
Acredito nos mais altos padrões de Coaching conforme definidos por pessoas como John Grinder (co-fundador da Programação Neuro Linguística). Observo diariamente muitas outras "formas" de Coaching que talvez pudessem ser chamadas de mentoring, consultoria, terapia ou ajuda.
Para ser sincero, quando estou perante alguém que consigo ajudar através de um processo de Coaching, preocupo-me muito pouco com as questões atrás descritas. E nem sempre lhe chamo Coaching. Às vezes chamo-lhe apenas "disponibilização dos meus recursos pessoais ao serviço de outros"...
Afinal, o que é o Coaching?
Hoje, muito mais do que procurar descrições consensuais, vou escrever sobre a minha versão pessoal do que é o Coaching.
Para mim, Coaching é, antes de mais, um PROCESSO! Como qualquer processo merecer ter um ponto de partida e um ponto de chegada. Em Coaching chamam-se muitas vezes a estes pontos... A e B.
A: Onde está?
B: Para onde quer ir?
Para muitos "coachees" (clientes ou pessoas que usufruem da ajuda de um coach) descobrir o ponto A é fantástico, determinar o ponto B é mágico.
Saber onde estamos é como tirar uma fotografia altamente detalhada à nossa vida. Uma daquelas fotos com tanta definição que podemos fazer zoom muitas vezes mantendo a qualidade da imagem. Pode ser um fenómeno fascinante mergulharmos na nossa própria vida a partir de um ponto de vista emocionalmente neutro. A ajuda do coach pode ser fundamental neste processo.
Saber para onde queremos ir é como retirar da nossa face uns velhos óculos com graduação desadequada, sujos e embaciados. É trazer clareza ao nosso dia-a-dia e às nossas escolhas. Definir objetivos é uma competência de valor inigualável a que muitas pessoas fogem (por desconhecimento, por receio ou simplesmente por falta de disciplina). Quando o ponto B se torna conhecido, a MAGIA pode começar a acontecer, pois torna-se possível alinhar o comportamento com os resultados esperados. Novamente, o coach ou um bom método (como SPIDER, que descrevo com pormenor no livro "SPIDER - Como Definir Objectivos Irresistíveis") podem ser essenciais.
Depois, Coaching é CONGRUÊNCIA! O Coach procurar alinhar o comportamento do coachee com aquilo que ele quer, alinhar comunicação verbal e não verbal, eliminar desintegração de partes e dissonâncias cognitivas, suavizar dilemas. Para o fazer, nada como começar por praticar a sua própria congruência. Quando procuro um coach para me ajudar em momentos e desafios específicos da minha vida, percebo o quanto é importante encontrar alguém que seja congruente, que esteja envolvido em processos eficientes de transformação pessoal, rumo ao próximo nível! Com frequência encontro coaches profissionais, com poderosas intenções positivas e... com pouca congruência! Sem coragem ou consciência para melhorarem os seus próprios resultados... ficam com pouca margem para promover resultados nos outros. Se não conseguem observar os seus resultados e processos pessoais como poderão facilitar os de outros?
E, finalmente... coaching é FLEXIBILIDADE! Partir de modelos fechados, sessões padronizadas, perguntas preparadas, guiões... é coaching de fraca eficiência. Um coach principiante pode utilizar estes métodos, desde que tenha consciência de que está a estudar e preparar-se para mais tarde os deixar. Se o coach se sente inseguro ou pouco confiante em relação à sua capacidade de SER coach sem estas ferramentas de apoio padronizadas, então há que trabalhar na gestão do seu próprio estado e da construção de uma poderosa ligação de confiança com o seu inconsciente... ou então pouco percebeu do processo de Coaching!
Acredito nos mais altos padrões de Coaching conforme definidos por pessoas como John Grinder (co-fundador da Programação Neuro Linguística). Observo diariamente muitas outras "formas" de Coaching que talvez pudessem ser chamadas de mentoring, consultoria, terapia ou ajuda.
Para ser sincero, quando estou perante alguém que consigo ajudar através de um processo de Coaching, preocupo-me muito pouco com as questões atrás descritas. E nem sempre lhe chamo Coaching. Às vezes chamo-lhe apenas "disponibilização dos meus recursos pessoais ao serviço de outros"...
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Que importância isto tem?
Que importância tem correr?
Ou cozinhar?
Ou pintar?
Ou trabalhar?
Ou fazer amor?
Ou brincar?
Aparentemente, cada uma das nossas actividades tem a importância que decidimos dar-lhe! Fico regularmente maravilhado com este pequeno pedaço de conhecimento, a que chamo mesmo de sabedoria por ter o dom de transformar a vida de quem o decide utilizar.
É que quando aceitamos brincar com a ideia de sermos nós a atribuir o significado às coisas ganhamos poder instantâneo sobre as nossas representações internas da realidade.
Ganhamos a capacidade de alterar a nosso bel prazer o algoritmo que permite ao nosso sistema classificar numa escala de importância os eventos externos e internos!
Quer isto dizer que podemos simplesmente "sacudir" a importância das coisas que não nos agradem ou favoreçam emocionalmente? Talvez seja ligeiramente mais complexo, caro leitor do Neuroestratégia. É que o sistema que se prepara para alterar a importância dada a um certo evento... é o mesmo que produziu a importância dada anteriormente... E aqui reside o ponto central da mudança humana. Quem muda abdica de uma regra em favor temporário de outra.
E é precisamente por isso que me deixo maravilhar pela mudança no ser humano (e, antes de mais, pela mudança em mim). Agora, que importância tem a mudança? Hora de voltar ao início deste texto!
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sábado, 30 de julho de 2011
O Projeto está a chegar!
Desde que me envolvi com questões de desenvolvimento pessoal (continuo a usar esta expressão, apesar de ser profundamente engraçado compartimentar "algumas" questões como sendo de desenvolvimento pessoal e "outras" - não menos interessantes - como sendo... outro tipo de desenvolvimento?!) que tenho pensado na melhor maneira de fazer chegar a um número elevado de pessoas oportunidades como aquelas que, por acaso ou busca intencional, tiveram forte impacto na minha vida.
Eis alguns pensamentos sobre isso...
1) Determinado tipo de conhecimento faz sentido para cada um... no momento em que faz sentido! (esta é uma expressão tipicamente New Age e, para mim, tem feito sentido! no fundo é dizer que há coisas que não têm importância num momento e podem ganhar súbito interesse num outro contexto ou prisma)
2) Nem sempre sei o que vai fazer a diferença! Às vezes encontro pessoas anos após uma interacção (palestra, formação, livro) e que me relatam como os mais variados inputs foram diferenciadores. Da pessoa que releu "O Mágico Que Não Acreditava Em Magia" três vezes numa semana, a quem pensa ainda numa curta frase partilhada numa palestra em 2008 ou quem disse não gostar inicialmente de uma formação para concluir um ano mais tarde que aquele momento havia mudado a sua vida e a da sua família para melhor!
3) A estrutura é mais importante do que o conteúdo! O foco do meu trabalho é na estrutura (no nível lógico mais alto da informação... para quem tem os modelos de Gregory Bateson e John Grinder como familiares percebe talvez do que falo) para desta forma poder servir todas as pessoas independentemente do contexto e dos seus conteúdos (a sua vida!) Numa recente entrevista perguntava-me uma jornalista se é possível entregar uma palestra para 2500 pessoas (foi após o LIFE Energy do Coliseu do Porto) que seja significativa para todos. A minha resposta foi... "Sim"! O segredo está na estrutura ;-)
Bem, todos estes pensamentos me levaram, juntamente com a equipa da LIFE Training, até ao projeto que vamos lançar em breve em Portugal (primeiro) e no Mundo (depois). Estejam atentos e passem palavra aos vossos amigos para manterem um olho neste blogue e na minha página do Facebook, pois as novidades estão para breve!
Eis alguns pensamentos sobre isso...
1) Determinado tipo de conhecimento faz sentido para cada um... no momento em que faz sentido! (esta é uma expressão tipicamente New Age e, para mim, tem feito sentido! no fundo é dizer que há coisas que não têm importância num momento e podem ganhar súbito interesse num outro contexto ou prisma)
2) Nem sempre sei o que vai fazer a diferença! Às vezes encontro pessoas anos após uma interacção (palestra, formação, livro) e que me relatam como os mais variados inputs foram diferenciadores. Da pessoa que releu "O Mágico Que Não Acreditava Em Magia" três vezes numa semana, a quem pensa ainda numa curta frase partilhada numa palestra em 2008 ou quem disse não gostar inicialmente de uma formação para concluir um ano mais tarde que aquele momento havia mudado a sua vida e a da sua família para melhor!
3) A estrutura é mais importante do que o conteúdo! O foco do meu trabalho é na estrutura (no nível lógico mais alto da informação... para quem tem os modelos de Gregory Bateson e John Grinder como familiares percebe talvez do que falo) para desta forma poder servir todas as pessoas independentemente do contexto e dos seus conteúdos (a sua vida!) Numa recente entrevista perguntava-me uma jornalista se é possível entregar uma palestra para 2500 pessoas (foi após o LIFE Energy do Coliseu do Porto) que seja significativa para todos. A minha resposta foi... "Sim"! O segredo está na estrutura ;-)
Bem, todos estes pensamentos me levaram, juntamente com a equipa da LIFE Training, até ao projeto que vamos lançar em breve em Portugal (primeiro) e no Mundo (depois). Estejam atentos e passem palavra aos vossos amigos para manterem um olho neste blogue e na minha página do Facebook, pois as novidades estão para breve!
quinta-feira, 21 de julho de 2011
As Nações Unidas focam-se na felicidade! E nós?
No dia 19 de Julho, a Assembleia Geral das Nações Unidas emitiu um apelo a todos os países representados para que possam dar mais passos privilegiando a felicidade e o bem-estar dos seus habitantes na medição do desenvolvimento social e económico.
Acredito que a maior parte das pessoas terá a ideia (mais ou menos consciente) de que o crescimento económico não é tudo (e, frequentemente, nem sequer o mais importante). Ainda assim, ao longo dos últimos anos onde tem estado o nosso foco colectivo? (se é que o foco colectivo existe, talvez seja melhor falar do foco da maior parte dos media, do foco da maior parte dos partidos políticos, do foco da maior parte dos sindicatos, etc)
Taxa de crescimento do PIB
Taxa de juro
Taxa de inflação
Dívida soberana
etc, etc, etc
E, na minha experiência pessoal como coach e trainer continuo a encontrar diariamente pessoas que aquilo que realmente procuram é sentirem-se bem consigo próprias, sentirem-se bem com as pessoas de quem gostam, sentirem-se valorizadas e reconhecidas, sentirem-se estimuladas e apaixonadas, sentirem que estão a crescer e a aprender.
Será então que é possível ter crescimento económico negativo e, mesmo assim, sentirmo-nos melhor?
E ter crescimento económico positivo e, mesmo assim, sentirmo-nos pior?
Perguntem a alguém que, tendo sido aumentado no trabalho, perdeu um familiar querido.
Perguntem a alguém que, tendo sido despedido, reatou uma relação como amor da sua vida.
Perguntem a alguém que, tendo agora um carro maior e mais potente, discutiu com um amigo de longa data.
Claro que o ideal parece ter... o melhor dos dois mundos: crescer economicamente e crescer emocionalmente! Quando não conseguimos focar simultaneamente nas duas coisas, por qual optar?
As Nações Unidas deram um passo muito interessante, acredito eu, ao escrever nesta resolução que "a busca da felicidade é um objetivo humano fundamental"!
Acredito que a maior parte das pessoas terá a ideia (mais ou menos consciente) de que o crescimento económico não é tudo (e, frequentemente, nem sequer o mais importante). Ainda assim, ao longo dos últimos anos onde tem estado o nosso foco colectivo? (se é que o foco colectivo existe, talvez seja melhor falar do foco da maior parte dos media, do foco da maior parte dos partidos políticos, do foco da maior parte dos sindicatos, etc)
Taxa de crescimento do PIB
Taxa de juro
Taxa de inflação
Dívida soberana
etc, etc, etc
E, na minha experiência pessoal como coach e trainer continuo a encontrar diariamente pessoas que aquilo que realmente procuram é sentirem-se bem consigo próprias, sentirem-se bem com as pessoas de quem gostam, sentirem-se valorizadas e reconhecidas, sentirem-se estimuladas e apaixonadas, sentirem que estão a crescer e a aprender.
Será então que é possível ter crescimento económico negativo e, mesmo assim, sentirmo-nos melhor?
E ter crescimento económico positivo e, mesmo assim, sentirmo-nos pior?
Perguntem a alguém que, tendo sido aumentado no trabalho, perdeu um familiar querido.
Perguntem a alguém que, tendo sido despedido, reatou uma relação como amor da sua vida.
Perguntem a alguém que, tendo agora um carro maior e mais potente, discutiu com um amigo de longa data.
Claro que o ideal parece ter... o melhor dos dois mundos: crescer economicamente e crescer emocionalmente! Quando não conseguimos focar simultaneamente nas duas coisas, por qual optar?
As Nações Unidas deram um passo muito interessante, acredito eu, ao escrever nesta resolução que "a busca da felicidade é um objetivo humano fundamental"!
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terça-feira, 19 de julho de 2011
O Assassino de Cachorrinhos
Ouvi várias vezes da boca do Steve Linder esta provocação (aqui recriada pelas minhas próprias palavras):
-Se alguém na rua te chamar de "assassino de cachorrinhos", o que fazes? Provavelmente não ligas muito, perguntas-te se haverá algum problema com aquela pessoa. Talvez olhes à volta para ter a certeza que o impropério é mesmo dirigido a ti. Talvez exclames um "ah?!" e segues com a tua vida.
-Então e se alguém disser que "és um grande chato" ou "às vezes és mesmo mal humorado" ou "não mereces o salário que ganhas" ou "és sempre a mesma coisa" ou até ainda "és um palhaço". Talvez te sintas insultado ou atacado. Talvez peças esclarecimentos ou te procures defender.
Qual a diferença entre o "assassino de cachorrinhos" e os outros ataques? É que o primeiro em princípio não ressoará dentro de ti (se por outro lado assassinaste mesmo cachorrinhos, então a reacção será outra...). Não encontrarás, em nenhuma parte do teu sistema, informação que possa suportar tal acusação. E esta é a razão pela qual terás dificuldade em sentir emoções negativas como consequência destas palavras.
Agora, quando recebes algum dos outros ataques, talvez consigas encontrar alguma parte de ti que se auto identifica com esses rótulos! E, como não gostas deles, sentes emoções negativas e contra-atacas. (Estou a especular, claro...)
Se aquilo que escrevi fez algum sentido para ti, então uma boa estratégia é, na próxima vez, em que te sentires atacado... parar, verificar as emoções e deixá-las partir acompanhadas da pergunta "de que forma posso aprender com a forma como me senti depois de ouvir estas palavras e o que estou disposto a alterar para me sentir mais alinhado e congruente?"
Dá que pensar, não dá?
PS Uma vez chamaram-me egoísta e fiquei possuído. Quando me acalmei e abandonei o longo rol de explicações em que me tinha embrenhado... reconheci que o meu comportamento poderia facilmente ser lido como egoísta. E passei a pensar no que poderia fazer para EU me sentir menos egoísta. Quanto à outra pessoa, agradeci-lhe internamente por ter partilhado aquilo que achava em relação à situação. (Consigo fazer SEMPRE isto? Ainda não...)
-Se alguém na rua te chamar de "assassino de cachorrinhos", o que fazes? Provavelmente não ligas muito, perguntas-te se haverá algum problema com aquela pessoa. Talvez olhes à volta para ter a certeza que o impropério é mesmo dirigido a ti. Talvez exclames um "ah?!" e segues com a tua vida.
-Então e se alguém disser que "és um grande chato" ou "às vezes és mesmo mal humorado" ou "não mereces o salário que ganhas" ou "és sempre a mesma coisa" ou até ainda "és um palhaço". Talvez te sintas insultado ou atacado. Talvez peças esclarecimentos ou te procures defender.
Qual a diferença entre o "assassino de cachorrinhos" e os outros ataques? É que o primeiro em princípio não ressoará dentro de ti (se por outro lado assassinaste mesmo cachorrinhos, então a reacção será outra...). Não encontrarás, em nenhuma parte do teu sistema, informação que possa suportar tal acusação. E esta é a razão pela qual terás dificuldade em sentir emoções negativas como consequência destas palavras.
Agora, quando recebes algum dos outros ataques, talvez consigas encontrar alguma parte de ti que se auto identifica com esses rótulos! E, como não gostas deles, sentes emoções negativas e contra-atacas. (Estou a especular, claro...)
Se aquilo que escrevi fez algum sentido para ti, então uma boa estratégia é, na próxima vez, em que te sentires atacado... parar, verificar as emoções e deixá-las partir acompanhadas da pergunta "de que forma posso aprender com a forma como me senti depois de ouvir estas palavras e o que estou disposto a alterar para me sentir mais alinhado e congruente?"
Dá que pensar, não dá?
PS Uma vez chamaram-me egoísta e fiquei possuído. Quando me acalmei e abandonei o longo rol de explicações em que me tinha embrenhado... reconheci que o meu comportamento poderia facilmente ser lido como egoísta. E passei a pensar no que poderia fazer para EU me sentir menos egoísta. Quanto à outra pessoa, agradeci-lhe internamente por ter partilhado aquilo que achava em relação à situação. (Consigo fazer SEMPRE isto? Ainda não...)
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segunda-feira, 18 de julho de 2011
Futebol... No feminino!
Ontem assisti quase integralmente à final do Campeonato Mundial Feminino de Futebol. Japão e Estados Unidos deram aquilo a que se costuma chamar... Um show de bola! Emoção ao limite, técnica apurada, entrega e dedicação. Quem gosta de futebol ficou com as medidas cheias.
O que mais me impressionou, porém, foi a atitude do treinador nipónico. Depois de duas horas de jogo, com um empate a 2-2, ficou determinado que o novo campeão mundial seria encontrado através do desempate por marcação de grandes penalidades. A tensão aumentava... O treinador japonês juntou todas as atletas e restantes membros da equipa técnica numa grande roda, colocou-se no centro... Deu algumas instruções rápidas, que pareceram sobretudo palavras de incentivo e depois... Riu, riu... Como quem diz, chegamos à final do Mundial, levamos o jogo até aos penaltis, jogamos e encantamos... A equipa sorriu e riu com ele.
Minutos depois assistimos ao semblante carregado das americanas (que no tempo regulamentar, primeiro, e no prolongamento, depois, por duas vezes tinham estado literalmente a minutos do título) enquanto falhavam três das quatro penalidades. As japonesas, bem mais descontraídas, ultrapassavam a estrela Hope Solo na baliza americana e faziam história!
Minutos depois, na Copa América, a equipa masculina do Brasil, carregando a obrigação de vencer... Era eliminada nos penaltis pelo Paraguai, depois de falhar quatro em quatro penaltis. Talvez se tivessem investido alguns segundos a rir pudessem ter usado o Poder da Fisiologia para alterarem o seu estado emocional e entrado num estado de alta performance!
O que mais me impressionou, porém, foi a atitude do treinador nipónico. Depois de duas horas de jogo, com um empate a 2-2, ficou determinado que o novo campeão mundial seria encontrado através do desempate por marcação de grandes penalidades. A tensão aumentava... O treinador japonês juntou todas as atletas e restantes membros da equipa técnica numa grande roda, colocou-se no centro... Deu algumas instruções rápidas, que pareceram sobretudo palavras de incentivo e depois... Riu, riu... Como quem diz, chegamos à final do Mundial, levamos o jogo até aos penaltis, jogamos e encantamos... A equipa sorriu e riu com ele.
Minutos depois assistimos ao semblante carregado das americanas (que no tempo regulamentar, primeiro, e no prolongamento, depois, por duas vezes tinham estado literalmente a minutos do título) enquanto falhavam três das quatro penalidades. As japonesas, bem mais descontraídas, ultrapassavam a estrela Hope Solo na baliza americana e faziam história!
Minutos depois, na Copa América, a equipa masculina do Brasil, carregando a obrigação de vencer... Era eliminada nos penaltis pelo Paraguai, depois de falhar quatro em quatro penaltis. Talvez se tivessem investido alguns segundos a rir pudessem ter usado o Poder da Fisiologia para alterarem o seu estado emocional e entrado num estado de alta performance!
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