Mais info em www.pedrovieira.net

Mais info em www.pedrovieira.net
Mais info em www.pedrovieira.net

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Labirintos e níveis de linguagem



Ontem, estimulado por um dos leitores da minha página do Facebook (obrigado, Jorge), fiquei mesmo com vontade de escrever um pouco sobre níveis da linguagem na interpretação de mensagens, histórias e metáforas.

O que despoletou esta discussão foi a frase "se queres descobrir a melhor forma de sair de um labirinto, eleva-te acima dele". Escrevi a frase, como muitas vezes faço no ambiente Facebook com um propósito multinível, ou seja, permitindo interpretações e potenciais aprendizagens em vários níveis da linguagem.

Fiquei inicialmente fascinado com o potencial da comunicação multinível lendo livros de Milton Erickson e assistindo ao vivo aos aparentes milagres transformacionais da comunicação de Steve Linder, Michael Carroll e John Grinder. Estas técnicas aprendem-se nos cursos de Programação Neuro Linguistica e, quem me conhece, sabe que adoro comunicar utilizando o multinível!

Este tipo de comunicação assenta no facto de, uma vez sujeito à recepção de determinada comunicação oral ou escrita, o inconsciente do receptor iniciar um processo de atribuição de significado ao conjunto de palavras recebidas (e que podem, ou não, constituir frases bem-formadas). Estes significados podem ser encontrados em número múltiplo, apesar de conscientemente poder ser atribuído apenas um significado (de acordo com as várias correntes da linguística, o significado mais provável ou o mais adequado ao contexto). Ora, de acordo com o conhecimento empírico da hipnoterapia, por exemplo, os "outros" significados continuam a ser processados (sobretudo se a frase, história ou metáfora contiver ambiguidade) o que permite muitas vezes que aconteça a transformação!

Vamos ao exemplo:
"se queres descobrir a melhor forma de sair de um labirinto, eleva-te acima dele"

Nível 1: se estiveres fisicamente num labirinto, se conseguires elevar-te acima dele (por exemplo trepando uma das paredes do labirinto, ou usando uma escada, ou saltando) portas ter uma visão mais ampla dos caminhos possíveis, localização da saída, etc, o que te facilitará a missão de sair do labirinto

Nível 2: se estiveres numa situação física que possa ser comparada a um labirinto (perdido numa montanha, floresta, cidade desconhecida) se conseguires subir e alcançar um ponto de observação mais alto, poderás beneficiar desta nova observação e encontrar mais facilmente a saída


Nível 3: se estiveres numa situação física que possa ser comparada com um labirinto embora sem possibilidade de observação de ponto mais alto (por exemplo perdido num prédio de escritórios ou num centro comercial) podes procurar uma perspectiva mais elevada através da consulta de um mapa, por exemplo

Nível 4: se estiveres numa situação emocional que possa ser metaforicamente representada por um labirinto (por exemplo na tua relação amorosa, no teu trabalho) podes usar meios diversos para alcançares uma perspectiva mais elevada (perguntar a outras pessoas, ler livros sob o assunto, meditar, aprender técnicas dissociativas, etc)

Nível 5 e seguintes: bem, estes vais ter de descobrir. O comunicador multinível, quando desvenda alguns dos níveis mais profundos da sua comunicação, deixa normalmente os níveis mais profundos em aberto para que esta poderosa forma de comunicação continue a produzir poderosos resultados para... O leitor!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

2012 aí à porta!

E cá estamos mais uma vez na altura do ano em que, estatisticamente, mais pessoas fazem o balanço dos últimos meses da sua vida e preparam os próximos. Chamem-lhes objetivos, metas, sonhos ou fantasias... o que é mais importante para mim é poder assistir ao que de facto muda na vida de cada um quando se entrega a um exercício deste género.

Como muitos sabem, este assunto é tão interessante para mim, que criei o método SPIDER de definição de objetivos e partilhei-o, ao longo dos 2 últimos anos, com dezenas de milhares de pessoas (através do livro, recentemente publicado em nova versão pela Editora Pergaminho e também através de muitas e muitas formações, seminários, palestras e workshops). Nesta bela aventura SPIDER tenho contado com o precioso auxílio e compromisso de toda a equipa de LIFE Training.


Definir objetivos através do método SPIDER garante um envolvimento dos poderosos recursos emocionais, tornado os objetivos irresistíveis.

Assim, para 2012, antes de mais, desejo-lhe um forte e poderoso compromisso para com os 30 minutos que vai utilizar a definir objetivos. Marque agora na sua agenda esse momento e garanta que pelo menos uma pessoa emocionalmente significativa vai estar presente.

Ainda há uns dias recordei um destes momentos, em conjunto com a minha companheira, em que defini poderosos objetivos. Aconteceu em Agosto de 2007 e, passados 4 anos e meio posso afirmar que a maior parte dos objetivos... não se concretizou! Muito mais importante do que isso foi que se concretizaram as intenções que existiam por trás dessas metas... Estou mesmo grato por ter dedicado aquela tarde a criar o meu futuro!

Que 2012 seja para si um ano verdadeiramente SPIDER!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A Greve e a Não-Não Greve



Como apaixonado por linguística aproveito uma pergunta muito frequente no dia de hoje para partilhar uma ferramenta de... linguística quântica. Aproveitem, partilhem e comentem!

Quando alguém coloca uma questão que, em princípio, é fechada (ou seja, pressupões uma resposta de sim ou não) aciona - mesmo sem o saber - um dos mais poderosos princípios da linguagem influenciadora.

1. Alguém pergunta: "Vais fazer xxx?"
2. A outra pessoa - receptor da pergunta - não consegue não processar a questão, o que a conduz rapidamente para um mundo onde a existência de xxxx é um pressuposto.
3. Qualquer resposta pressupões agora o tratamento de xxx pelo cérebro do receptor e consequente alteração do estado emocional por observação interna dos significados subjectivos associados a xxx.

Uff, e isto tudo só por perguntar "Vais fazer xxx?"!!!!

Usemos então o exemplo vais fazer greve para explorar as respostas possíveis e, quem sabe, usar uma resposta quântica para evitar a influência! (se o exemplo que vou usar não tiver grande impacto para ti, imagina uma outra pergunta que possa seguir a mesma estrutura).

Pergunta: "Vais fazer greve?"

Resposta 1: "Vou fazer greve" - o interlocutor anuncia que vai fazer greve e o seu sistema está a processar o significado de greve.

Resposta 2: "Não vou fazer greve" - o interlocutor anuncia que não vai ter esse comportamento e o seu sistema está a processar o significado de greve (até porque não houve focagem do sistema em nenhum comportamento alternativo, apenas na ausência daquele comportamento)

Resposta 3: "Vou fazer não-greve" - o interlocutor anuncia que vai ter um comportamento alternativo ao questionado. Ficamos a saber que vai fazer outra coisa por oposição (ou diferença) em relação ao comportamento "fazer greve".

Resposta 4: "Não vou fazer não-greve" ou "Vou fazer não-não-greve"- o interlocutor anuncia que vai fazer algo (que não é greve) e não por diferença ou oposição em relação à greve, pois não aceita que aquilo que faz seja definido por aquilo que não faz! Esta é a solução da linguística quântica que permite evitar perguntas influenciadoras da nossa neurologia!

Quando me perguntam se fumo, respondo habitualmente que "sou um não-não-fumador", ou então que "não sou um não fumador". Aquilo que parece um pequeno nó mental, contém um poderoso resultado: a possibilidade de fugir à ditadura da pergunta!

Se conseguires aprender a usar a linguística quântica substituindo a dupla negativa por uma afirmação, compreenderás então o efetivo charme desta estratégia:

Pergunta: "Vais fazer greve?"
Resposta: "Hoje vou ter uma importante reunião e conseguir um novo cliente". (não há negação, apenas não-negação)

Imaginem o jeito que esta técnica dá quando nos fazem perguntas que contêm pressuposições que podem ser negativas para nós e nos colocam nas chamadas situações de perde-perde, em que qualquer resposta valida a introdução do pressuposto: "Vai despedir-se?", "Concorda com o que eu disse?", "Andas com outra?"

PS Utilizei o exemplo da "greve" apenas por ser uma palavra muito usada no dia de hoje. Particularmente estou a fazer não-não greve!

PS2 Este é um dos mais de 120 padrões linguísticos que vão fazer parte do Curso à Distância, "A Magia da Linguística" a lançar muito em breve e que terá a duração de 6 meses. Fica atento!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A Biologia da Crença

Quando, há alguns anos, Bruce Lipton escreveu Biology of Belief estava bem consciente do impacto que o seu livro teria sobre o grande público. Ao escrever sobre a forma como as nossas crenças afetam a nossa fisiologia, o autor/cientista estava plenamente preparado para lidar com a estupefacção de quem acredita que a nossa vida é governada pelos nossos genes.

Lipton fala da Epigenética sabendo que está simultaneamente a entediar muitos cientistas/biólogos de ponta (que lêem o seu livro e afirmam "já toda a gente sabe isto, Bruce") e a surpreender/chocar o grande público (que ainda está na fase de aprender a lidar com o determinismo genético que é regularmente vendido pelos media com notícias do género "gene responsável por X acaba de ser identificado").

Os nossos genes, explica Lipton, são como blueprints que podem ser lidos de muitas formas diferentes pelo nosso sistema. Da mesma forma que um mesmo livro pode ser lido de muitas formas diferentes, acrescento eu.

Claro que é interessante saber que palavras temos à nossa disposição num livro... Mais interessante ainda é perceber como as interpretamos!

Bruce Lipton fala-nos com paixão da Nova Ciência, que acredita que tudo é possível, desde que aprendamos a alterar as nossas crenças. Em lugar de sermos vitimas da nossa genética, somos criadores que utilizam a sua genética para gerar poderosas experiências humanas. Esta perspetiva é libertadora para uns, assustadora para outros... de acordo com as suas crenças! E tu, em que acreditas?

Uma coisa está clara para mim (é nisso que acredito temporariamente): a minha vida e a da minha família, apesar de podee ser afetada pelos nossos genes, não é certamente determinada por estes! Pois temos uma palavra a dizer através do exercício do nosso (aparente) livre arbítrio. Quando penso desta forma, fico entusiasmado e pronto a agir! E da ação saem novos paradigmas, novas crenças... expressas na nova forma como o meu sistema lê o material genético!

PS Fico fascinado com frequência com a forma como os pioneiros da PNL, há 40 anos, conseguiram (através de simples observação de pessoas e seus comportamentos) intuir muito daquilo que a Biologia estuda em pleno século XXI,

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Normal? Sim, normal!



Há pouco mais de 1400 dias tomei uma decisão fácil: interromper a minha bem sucedida carreira executiva e passar a trabalhar cem por cento do meu tempo focado em... inspirar decisões apaixonadas! Digo que a decisão foi fácil pois foi mais uma não decisão, que é o que acontece quando não há nada para decidir!

Perguntei a mim próprio qual era o meu propósito... As respostas chegaram durante uma sessão de Coaching com a Cris Carvalho!

Perguntei a mim próprio qual era a minha intenção... As respostas chegaram depois da minha Certificação de Practitioner em PNL com o Steve Linder!

Perguntei a mim próprio como me iria manter focado... As respostas surgiram durante o período de criação e lançamento da LIFE Training com o Mário Caetano!

Perguntei a mim próprio qual era a minha escolha... E descobri que nada havia para escolher, pois quando estamos alinhados com o propósito, temos intenções ordenadas e foco congruente, tudo o resto é... normal!

Assim, foi com normalidade que nestes 1400 dias entreguei mais de 750 palestras, formações, cursos, seminários, sessões de coaching e afins... escrevi e publiquei 2 livros... fui entrevistado por vários canais de TV, rádios, jornais... fui considerado pela Exame um dos novos gurus portugueses... facilitei 7 certificações de Practitioner e Master Practitioner em PNL... palestrei para alguns dos maiores bancos, seguradoras, gasolineiras, farmacêuticas, imobiliárias, agências de viagens, produtoras, construtoras, distribuidoras... lancei e participei em 10 edições do LIFE Energy, que esgotaram espaços como a Exponor ou o Coliseu do Porto... atraí uma equipa de 12 pessoas que partilha da mesma visão... interagi com dezenas de treinadores desportivos, equipas profissionais e selecções nacionais... e tudo, mas mesmo tudo foi... NORMAL!

Esta é uma das minhas aprendizagens e que gostaria de partilhar contigo. Se estás totalmente alinhad@ com o que fazes, então estarás porventura invadid@ por esta doce normalidade, esta maravilhosa certeza habitada de diversidade diária, esta profunda conexão com os outros acompanhada de realização pessoal.

E tu, com te sentes? Normal?

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Um método para a vida!



Quando imaginei pela primeira vez, há cerca de 4 anos, o método LIFE... tinha um ponto de partida muito simples... que recordei com satisfação no passado sábado, enquanto facilitava o workshop LIFE em Lisboa:

1. Imagine, por uns instantes, que a vida é complexa, complicada, imprevisível, indecifrável... o que tem vontade de fazer? Nada? Experimenta dúvida e confusão?

2. Imagine, por uns instantes, que a vida é simples, clara, atraente, alterável... o que tem vontade de fazer? Agir? Mudar até tornar as coisas do seu agrado?

Depois de discutir estas questões com muitos milhares de pessoas, ainda não tenho uma resposta à questão "afinal a vida é complexa ou simples?" A única coisa que tenho é uma forte convicção de que mediante o prisma escolhido então a seguir virão provavelmente acções diferentes:

Complexidade tende a gerar inação...
Simplicidade tende a gerar ação...

Observe por uns instantes este vídeo, que resume o método LIFE. É fácil e simples. Já o utilizei, em conjunto com muitas equipas e organizações, em centenas de cenários diferentes. Consistentemente entrega resultados... desde que esteja na disposição de fazer o tal jogo de faz-de-conta... e imaginar que a vida é simples!

http://www.youtube.com/watch?v=zjt-ilNG95M

Bons resultados!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A melhor versão de mim

A cada dia que passa sou uma versão ligeiramente modificada de mim próprio. Isso é perfeitamente normal e previsível se por uns instantes pensarmos no facto de, através dos processos de renovação celular, a cada dia sermos MESMO uma pessoa ligeiramente diferente! Só o facto dessa modificação ser ligeira e não acelerada nos permite criar o conceito de "identidade", essa ideia de que existe uma parte de nós que é uma espécie de "core" (acho que a minha "identidade" está mais interessada em ignorar o conceito de "identidade"...)

A cada instante, porém, TODAS as nossas condicionantes, características, contextos... São o que são! Ou seja, num preciso instante no tempo a versão de mim mesmo que vou usar depende sobretudo das minhas escolhas. Se escolher ser a minha versão confiante, ou desanimada, ou apaixonada, ou deprimida... Então é isso mesmo que eu vou ser!

Dei por mim há uns dias a fazer contas ao número de vezes que fui a melhor versão de mim próprio na ultima semana. As vezes em que usei na plenitude todos os meus recursos, em que deixei tudo o que tinha para dar. Foram vários esses momentos e todos me renderam estados emocionais fenomenais! Estou com vontade de fazer mais e mais disto!

É interessante pensar que, se não tivesse usado todos os meus recursos nesses momentos, eles não estariam mais disponíveis agora! É que os recursos internos, ao contrário de outros, quanto mais utilizados... Mais disponíveis ficam! Quanto mais amor damos, mais amor temos para dar... Quanto mais confiança usamos, mais confiança temos para usar... Quanto mais motivação fazemos, mais motivação temos disponível!

E tu, quando foi a ultima vez que foste MESMO a melhor versão de ti própri@?


E tu, quando f