Presto bastante atenção aos momentos em que alguém (especialmente se esse alguém... sou eu) utiliza a expressão "eu devia". O que tenho descoberto, ao longo dos tempos, é que este é uma expressão linguística que apela à inação e despoleta, sobretudo, emoções negativas.
Estás com vontade de saber mais? Devias! ;-)
Situação 1:
Chefe - Eu já te disse que não é assim que se faz quando o cliente pede esse produto.
Colaborador - Pois é, chefe. Eu devia prestar mais atenção.
Nesta situação o colaborador não emite qualquer comunicação com potencial para preceder um novo comportamento. Ele não disse que ia fazer diferente, ele nem sequer disse que ia prestar mais atenção. Ele apenas disse que DEVIA prestar mais atenção. Como quem diz que "num mundo ideal, era isso que iria acontecer. Era assim que devia acontecer". Claro que se o colaborador estivesse comprometido em fazer melhor, poderia afirmar simplesmente algo como "na próxima vou fazer dessa forma". Também o chefe se focou exclusivamente em apontar o erro e reafirmar que já tinha ensinado antes. Nenhuma destas ações liga o colaborador à próxima ação, aquela que poderá correr mesmo bem se o foco estiver em fazer diferente! O mais interessante é que ambas as pessoas podem abandonar a interação acima achando que estão no bom caminho...
Situação 2:
Mulher - Hoje não janto em casa, pois tenho uma reunião em Lisboa que vai acabar tarde.
Marido - Já tinha planeado o que ia cozinhar. Devias avisar-me com mais antecedência.
Nesta interação, quem devia era o outro, "tu devias". É uma referência à uma suposta regra (social, familiar, etc) que alguém não cumpriu. Como no caso anterior, o interessante é que o marido se focou no incumprimento da tal regra e não na obtenção de um compromisso em relação a situações futuras. A mulher, sentindo-se atacada bem poderá ter pensado algo do género "tu também não me avisaste da última vez"...
Situação 3:
Colega - Acho que eles estão a planear despedir mais pessoas...
Colega - Ainda me vai tocar a mim desta vez. Eu devia era ser como os outros e não me preocupar com nada disto e ir fazendo a minha vidinha. Ia fazendo de conta que trabalhava e ia procurando outras alternativas. Isso é que eu devia fazer.
Um caso muito típico (ouço várias vezes afirmações com esta estrutura) em que alguém se refere a um potencial curso de ação, definindo-o como aquilo que devia fazer. Simplesmente, está simultaneamente a dizer que não o vai fazer (pois apenas devia). Ou seja, uma excelente forma de criar uma situação perde-perde.
É isso mesmo, a utilização do "devia" neste tipo de situações criar autênticos cenários de perde-perde. Perco porque falo de um cenário que não vai acontecer (eu apenas devia) e logo a seguir ligo-me ao cenário atual (que por ser diferente daquele que devia ser, não me satisfaz).
Liberta-te daquilo que devias fazer e liga-te aquilo que vais fazer!
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Devia ou Não Devia?
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
LIFE 2.0: a Evolução
Depois de quase 4 anos a trabalhar com o Método LIFE, o aclamado processo de estruturação do desenvolvimento pessoal (criado em 2008 e já conhecido por dezenas de milhares de pessoas), achei que estava na hora de... EVOLUIR!
Assim, nasceu o evento formativo LIFE 2.0: A Evolução, que tem como grande objetivo poder apressentar ao grande público, de forma divertida e dinâmica, o método LIFE e as suas principais aplicações no domínio da comunicação, relacionamentos, motivação, confiança, definição de objetivos, gestão do foco, tomada de decisão, etc.
São duas horas para aprender mais sobre si, mais sobre os outros, mais sobre como gerar resultados positivos na sua vida. A primeira edição do evento, no Porto (a 14 de Janeiro deste ano) contou com mais de 300 pessoas na audiência. A segunda edição será já no próximo dia 25 de Fevereiro, no Grande Auditório do ISCTE. Estou entusiasmado com a possibilidade de fazer deste o melhor evento de desenvolvimento pessoal dos últimos tempos!
Acredito que este formato, pelo horário e duração, é conveniente para um número alargado de pessoas. E o conteúdo está especialmente desenhado para permitir aprendizagem multinível. Ou seja, é adequado a pessoas com conhecimentos na área do desenvolvimento pessoal/PNL/Psicologia, assim como para pessoas sem conhecimento específico na área. Ou seja, ideal para trazer os seus familiares, amigos e colegas de trabalho!
Vemo-nos do dia 25/Fev, em Lisboa!
(inscrições e informações em www.lifetraining.com.pt - o bilhete custa apenas 10 euros e recebe um audiobook LIFE no valor de 12 euros!)
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Labirintos e níveis de linguagem
Ontem, estimulado por um dos leitores da minha página do Facebook (obrigado, Jorge), fiquei mesmo com vontade de escrever um pouco sobre níveis da linguagem na interpretação de mensagens, histórias e metáforas.
O que despoletou esta discussão foi a frase "se queres descobrir a melhor forma de sair de um labirinto, eleva-te acima dele". Escrevi a frase, como muitas vezes faço no ambiente Facebook com um propósito multinível, ou seja, permitindo interpretações e potenciais aprendizagens em vários níveis da linguagem.
Fiquei inicialmente fascinado com o potencial da comunicação multinível lendo livros de Milton Erickson e assistindo ao vivo aos aparentes milagres transformacionais da comunicação de Steve Linder, Michael Carroll e John Grinder. Estas técnicas aprendem-se nos cursos de Programação Neuro Linguistica e, quem me conhece, sabe que adoro comunicar utilizando o multinível!
Este tipo de comunicação assenta no facto de, uma vez sujeito à recepção de determinada comunicação oral ou escrita, o inconsciente do receptor iniciar um processo de atribuição de significado ao conjunto de palavras recebidas (e que podem, ou não, constituir frases bem-formadas). Estes significados podem ser encontrados em número múltiplo, apesar de conscientemente poder ser atribuído apenas um significado (de acordo com as várias correntes da linguística, o significado mais provável ou o mais adequado ao contexto). Ora, de acordo com o conhecimento empírico da hipnoterapia, por exemplo, os "outros" significados continuam a ser processados (sobretudo se a frase, história ou metáfora contiver ambiguidade) o que permite muitas vezes que aconteça a transformação!
Vamos ao exemplo:
"se queres descobrir a melhor forma de sair de um labirinto, eleva-te acima dele"
Nível 1: se estiveres fisicamente num labirinto, se conseguires elevar-te acima dele (por exemplo trepando uma das paredes do labirinto, ou usando uma escada, ou saltando) portas ter uma visão mais ampla dos caminhos possíveis, localização da saída, etc, o que te facilitará a missão de sair do labirinto
Nível 2: se estiveres numa situação física que possa ser comparada a um labirinto (perdido numa montanha, floresta, cidade desconhecida) se conseguires subir e alcançar um ponto de observação mais alto, poderás beneficiar desta nova observação e encontrar mais facilmente a saída
Nível 3: se estiveres numa situação física que possa ser comparada com um labirinto embora sem possibilidade de observação de ponto mais alto (por exemplo perdido num prédio de escritórios ou num centro comercial) podes procurar uma perspectiva mais elevada através da consulta de um mapa, por exemplo
Nível 4: se estiveres numa situação emocional que possa ser metaforicamente representada por um labirinto (por exemplo na tua relação amorosa, no teu trabalho) podes usar meios diversos para alcançares uma perspectiva mais elevada (perguntar a outras pessoas, ler livros sob o assunto, meditar, aprender técnicas dissociativas, etc)
Nível 5 e seguintes: bem, estes vais ter de descobrir. O comunicador multinível, quando desvenda alguns dos níveis mais profundos da sua comunicação, deixa normalmente os níveis mais profundos em aberto para que esta poderosa forma de comunicação continue a produzir poderosos resultados para... O leitor!
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
2012 aí à porta!
E cá estamos mais uma vez na altura do ano em que, estatisticamente, mais pessoas fazem o balanço dos últimos meses da sua vida e preparam os próximos. Chamem-lhes objetivos, metas, sonhos ou fantasias... o que é mais importante para mim é poder assistir ao que de facto muda na vida de cada um quando se entrega a um exercício deste género.
Como muitos sabem, este assunto é tão interessante para mim, que criei o método SPIDER de definição de objetivos e partilhei-o, ao longo dos 2 últimos anos, com dezenas de milhares de pessoas (através do livro, recentemente publicado em nova versão pela Editora Pergaminho e também através de muitas e muitas formações, seminários, palestras e workshops). Nesta bela aventura SPIDER tenho contado com o precioso auxílio e compromisso de toda a equipa de LIFE Training.
Definir objetivos através do método SPIDER garante um envolvimento dos poderosos recursos emocionais, tornado os objetivos irresistíveis.
Assim, para 2012, antes de mais, desejo-lhe um forte e poderoso compromisso para com os 30 minutos que vai utilizar a definir objetivos. Marque agora na sua agenda esse momento e garanta que pelo menos uma pessoa emocionalmente significativa vai estar presente.
Ainda há uns dias recordei um destes momentos, em conjunto com a minha companheira, em que defini poderosos objetivos. Aconteceu em Agosto de 2007 e, passados 4 anos e meio posso afirmar que a maior parte dos objetivos... não se concretizou! Muito mais importante do que isso foi que se concretizaram as intenções que existiam por trás dessas metas... Estou mesmo grato por ter dedicado aquela tarde a criar o meu futuro!
Que 2012 seja para si um ano verdadeiramente SPIDER!
Como muitos sabem, este assunto é tão interessante para mim, que criei o método SPIDER de definição de objetivos e partilhei-o, ao longo dos 2 últimos anos, com dezenas de milhares de pessoas (através do livro, recentemente publicado em nova versão pela Editora Pergaminho e também através de muitas e muitas formações, seminários, palestras e workshops). Nesta bela aventura SPIDER tenho contado com o precioso auxílio e compromisso de toda a equipa de LIFE Training.
Definir objetivos através do método SPIDER garante um envolvimento dos poderosos recursos emocionais, tornado os objetivos irresistíveis.
Assim, para 2012, antes de mais, desejo-lhe um forte e poderoso compromisso para com os 30 minutos que vai utilizar a definir objetivos. Marque agora na sua agenda esse momento e garanta que pelo menos uma pessoa emocionalmente significativa vai estar presente.
Ainda há uns dias recordei um destes momentos, em conjunto com a minha companheira, em que defini poderosos objetivos. Aconteceu em Agosto de 2007 e, passados 4 anos e meio posso afirmar que a maior parte dos objetivos... não se concretizou! Muito mais importante do que isso foi que se concretizaram as intenções que existiam por trás dessas metas... Estou mesmo grato por ter dedicado aquela tarde a criar o meu futuro!
Que 2012 seja para si um ano verdadeiramente SPIDER!
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
A Greve e a Não-Não Greve
Como apaixonado por linguística aproveito uma pergunta muito frequente no dia de hoje para partilhar uma ferramenta de... linguística quântica. Aproveitem, partilhem e comentem!
Quando alguém coloca uma questão que, em princípio, é fechada (ou seja, pressupões uma resposta de sim ou não) aciona - mesmo sem o saber - um dos mais poderosos princípios da linguagem influenciadora.
1. Alguém pergunta: "Vais fazer xxx?"
2. A outra pessoa - receptor da pergunta - não consegue não processar a questão, o que a conduz rapidamente para um mundo onde a existência de xxxx é um pressuposto.
3. Qualquer resposta pressupões agora o tratamento de xxx pelo cérebro do receptor e consequente alteração do estado emocional por observação interna dos significados subjectivos associados a xxx.
Uff, e isto tudo só por perguntar "Vais fazer xxx?"!!!!
Usemos então o exemplo vais fazer greve para explorar as respostas possíveis e, quem sabe, usar uma resposta quântica para evitar a influência! (se o exemplo que vou usar não tiver grande impacto para ti, imagina uma outra pergunta que possa seguir a mesma estrutura).
Pergunta: "Vais fazer greve?"
Resposta 1: "Vou fazer greve" - o interlocutor anuncia que vai fazer greve e o seu sistema está a processar o significado de greve.
Resposta 2: "Não vou fazer greve" - o interlocutor anuncia que não vai ter esse comportamento e o seu sistema está a processar o significado de greve (até porque não houve focagem do sistema em nenhum comportamento alternativo, apenas na ausência daquele comportamento)
Resposta 3: "Vou fazer não-greve" - o interlocutor anuncia que vai ter um comportamento alternativo ao questionado. Ficamos a saber que vai fazer outra coisa por oposição (ou diferença) em relação ao comportamento "fazer greve".
Resposta 4: "Não vou fazer não-greve" ou "Vou fazer não-não-greve"- o interlocutor anuncia que vai fazer algo (que não é greve) e não por diferença ou oposição em relação à greve, pois não aceita que aquilo que faz seja definido por aquilo que não faz! Esta é a solução da linguística quântica que permite evitar perguntas influenciadoras da nossa neurologia!
Quando me perguntam se fumo, respondo habitualmente que "sou um não-não-fumador", ou então que "não sou um não fumador". Aquilo que parece um pequeno nó mental, contém um poderoso resultado: a possibilidade de fugir à ditadura da pergunta!
Se conseguires aprender a usar a linguística quântica substituindo a dupla negativa por uma afirmação, compreenderás então o efetivo charme desta estratégia:
Pergunta: "Vais fazer greve?"
Resposta: "Hoje vou ter uma importante reunião e conseguir um novo cliente". (não há negação, apenas não-negação)
Imaginem o jeito que esta técnica dá quando nos fazem perguntas que contêm pressuposições que podem ser negativas para nós e nos colocam nas chamadas situações de perde-perde, em que qualquer resposta valida a introdução do pressuposto: "Vai despedir-se?", "Concorda com o que eu disse?", "Andas com outra?"
PS Utilizei o exemplo da "greve" apenas por ser uma palavra muito usada no dia de hoje. Particularmente estou a fazer não-não greve!
PS2 Este é um dos mais de 120 padrões linguísticos que vão fazer parte do Curso à Distância, "A Magia da Linguística" a lançar muito em breve e que terá a duração de 6 meses. Fica atento!
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terça-feira, 15 de novembro de 2011
A Biologia da Crença
Quando, há alguns anos, Bruce Lipton escreveu Biology of Belief estava bem consciente do impacto que o seu livro teria sobre o grande público. Ao escrever sobre a forma como as nossas crenças afetam a nossa fisiologia, o autor/cientista estava plenamente preparado para lidar com a estupefacção de quem acredita que a nossa vida é governada pelos nossos genes.
Lipton fala da Epigenética sabendo que está simultaneamente a entediar muitos cientistas/biólogos de ponta (que lêem o seu livro e afirmam "já toda a gente sabe isto, Bruce") e a surpreender/chocar o grande público (que ainda está na fase de aprender a lidar com o determinismo genético que é regularmente vendido pelos media com notícias do género "gene responsável por X acaba de ser identificado").
Os nossos genes, explica Lipton, são como blueprints que podem ser lidos de muitas formas diferentes pelo nosso sistema. Da mesma forma que um mesmo livro pode ser lido de muitas formas diferentes, acrescento eu.
Claro que é interessante saber que palavras temos à nossa disposição num livro... Mais interessante ainda é perceber como as interpretamos!
Bruce Lipton fala-nos com paixão da Nova Ciência, que acredita que tudo é possível, desde que aprendamos a alterar as nossas crenças. Em lugar de sermos vitimas da nossa genética, somos criadores que utilizam a sua genética para gerar poderosas experiências humanas. Esta perspetiva é libertadora para uns, assustadora para outros... de acordo com as suas crenças! E tu, em que acreditas?
Uma coisa está clara para mim (é nisso que acredito temporariamente): a minha vida e a da minha família, apesar de podee ser afetada pelos nossos genes, não é certamente determinada por estes! Pois temos uma palavra a dizer através do exercício do nosso (aparente) livre arbítrio. Quando penso desta forma, fico entusiasmado e pronto a agir! E da ação saem novos paradigmas, novas crenças... expressas na nova forma como o meu sistema lê o material genético!
PS Fico fascinado com frequência com a forma como os pioneiros da PNL, há 40 anos, conseguiram (através de simples observação de pessoas e seus comportamentos) intuir muito daquilo que a Biologia estuda em pleno século XXI,
Lipton fala da Epigenética sabendo que está simultaneamente a entediar muitos cientistas/biólogos de ponta (que lêem o seu livro e afirmam "já toda a gente sabe isto, Bruce") e a surpreender/chocar o grande público (que ainda está na fase de aprender a lidar com o determinismo genético que é regularmente vendido pelos media com notícias do género "gene responsável por X acaba de ser identificado").
Os nossos genes, explica Lipton, são como blueprints que podem ser lidos de muitas formas diferentes pelo nosso sistema. Da mesma forma que um mesmo livro pode ser lido de muitas formas diferentes, acrescento eu.
Claro que é interessante saber que palavras temos à nossa disposição num livro... Mais interessante ainda é perceber como as interpretamos!
Bruce Lipton fala-nos com paixão da Nova Ciência, que acredita que tudo é possível, desde que aprendamos a alterar as nossas crenças. Em lugar de sermos vitimas da nossa genética, somos criadores que utilizam a sua genética para gerar poderosas experiências humanas. Esta perspetiva é libertadora para uns, assustadora para outros... de acordo com as suas crenças! E tu, em que acreditas?
Uma coisa está clara para mim (é nisso que acredito temporariamente): a minha vida e a da minha família, apesar de podee ser afetada pelos nossos genes, não é certamente determinada por estes! Pois temos uma palavra a dizer através do exercício do nosso (aparente) livre arbítrio. Quando penso desta forma, fico entusiasmado e pronto a agir! E da ação saem novos paradigmas, novas crenças... expressas na nova forma como o meu sistema lê o material genético!
PS Fico fascinado com frequência com a forma como os pioneiros da PNL, há 40 anos, conseguiram (através de simples observação de pessoas e seus comportamentos) intuir muito daquilo que a Biologia estuda em pleno século XXI,
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Normal? Sim, normal!
Há pouco mais de 1400 dias tomei uma decisão fácil: interromper a minha bem sucedida carreira executiva e passar a trabalhar cem por cento do meu tempo focado em... inspirar decisões apaixonadas! Digo que a decisão foi fácil pois foi mais uma não decisão, que é o que acontece quando não há nada para decidir!
Perguntei a mim próprio qual era o meu propósito... As respostas chegaram durante uma sessão de Coaching com a Cris Carvalho!
Perguntei a mim próprio qual era a minha intenção... As respostas chegaram depois da minha Certificação de Practitioner em PNL com o Steve Linder!
Perguntei a mim próprio como me iria manter focado... As respostas surgiram durante o período de criação e lançamento da LIFE Training com o Mário Caetano!
Perguntei a mim próprio qual era a minha escolha... E descobri que nada havia para escolher, pois quando estamos alinhados com o propósito, temos intenções ordenadas e foco congruente, tudo o resto é... normal!
Assim, foi com normalidade que nestes 1400 dias entreguei mais de 750 palestras, formações, cursos, seminários, sessões de coaching e afins... escrevi e publiquei 2 livros... fui entrevistado por vários canais de TV, rádios, jornais... fui considerado pela Exame um dos novos gurus portugueses... facilitei 7 certificações de Practitioner e Master Practitioner em PNL... palestrei para alguns dos maiores bancos, seguradoras, gasolineiras, farmacêuticas, imobiliárias, agências de viagens, produtoras, construtoras, distribuidoras... lancei e participei em 10 edições do LIFE Energy, que esgotaram espaços como a Exponor ou o Coliseu do Porto... atraí uma equipa de 12 pessoas que partilha da mesma visão... interagi com dezenas de treinadores desportivos, equipas profissionais e selecções nacionais... e tudo, mas mesmo tudo foi... NORMAL!
Esta é uma das minhas aprendizagens e que gostaria de partilhar contigo. Se estás totalmente alinhad@ com o que fazes, então estarás porventura invadid@ por esta doce normalidade, esta maravilhosa certeza habitada de diversidade diária, esta profunda conexão com os outros acompanhada de realização pessoal.
E tu, com te sentes? Normal?
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