Estimulado por uma série de artigos que li nos últimos dias e por
interessantes discussões com o grupo da última Certificação de
Programação Neuro Linguística que facilitei, aqui deixo algumas
reflexões sobre definição de objetivos!
Quando alguém
define um objetivo, utiliza muitas vezes um formato linguístico como "eu
quero atingir o objetivo x" (dinheiro, relações, carreira,
conhecimento, saúde, etc). No livro "SPIDER - Como Definir Objetivos
Irresistíveis" apresento esta como uma boa formulação. Gostaria agora de
levar um pouco mais longe a análise e, no processo, talvez revelar um
dos segredos que pode explicar a razão pela qual tantas vezes se pode
ter perguntado "eu defini um objetivo, fiz coisas para o materializar
e... onde está?"
Ao dizer eu quero ter algo, está
também a dizer que (ainda) não o tem, certo? O que pode criar uma
sensação de falta. Se eu quero ter mais 1000 euros por mês, estou a
assumir que não os tenho agora, o que introduz um novo quadro de
referência do meu presente. Agora o que tenho é menos 1000 euros por mês
do que o que vou ter quando tiver mais 1000 euros por mês! Percebe a
dinâmica?
É que a ligação a um sentimento de falta
favorece, internamente, a criação de espaço para a expansão da... falta!
Ou seja, agora estou a colocar um foco interno na falta dos 1000 euros
adicionais. E, como para onde vai o foco, a energia flui, começo a
mobilizar recursos para a falta!
Ou seja, ao definir um objetivo posso, inadvertidamente, estar a criar condições para não o atingir! Confuso? Hum, hum!
Como
ultrapassar este desafio? Da minha experiência existem dois caminhos
que favorecem o processo. São dois caminhos tipicamente mais fáceis de
trilhar por quem tem um auto-conhecimento avançado e consegue entender e
praticar estes princípios sem esforço.
Acredito que ambos merecem observação, reflexão e, se assim o entender, questionamento aqui ou no Facebook.
1)
Depois de definir e verbalizar o objetivo, aceitar que atingi-lo ou não
atingi-lo é indiferente. Ter mais ou menos 1000 euros é irrelevante no
grande cenário da vida e da morte, perante a imensidão do cosmos e da
profundidade da experiência humana. Como é irrelevante, então ter um ou
outro pressupõe o mesmo valor ou esforço. Pelo que o objetivo se
materializa por não estar associado a expetativa, ansiedade ou medo.
2)
Pressupôr que o objetivo já está em vias de concretizar, por ser tão
forte dentro de mim a noção de que atingi-lo é normal, natural e até
óbvio. Pelo que me refiro ao objetivo como já o tendo atingido, pois
percebo que ele se vai concretizar de qualquer forma. Posso
imediatamente sentir-me grato pelo objetivo e afastar quaisquer dúvidas,
hesitações, angústias, lutas e combates pelo objetivo. Não há nada para
conquistar ou alcançar pois ele será concretizado de qualquer forma.
Não há falta de algo que já se está a materializar!
A
prática de um ou ambos os princípios é avançada, do ponto de vista do
desenvolvimento pessoal, garantindo uma saúde emocional elevada durante o
processo de definição e concretização de objetivos. E boas emoções
equivalem a... boa vida!
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